#empreendedores

Freelancer: sim ou não?

segunda-feira, março 31, 2014


Não me bastava a crise dos 30s... A juntar-se ao turbilhão de emoções pelo qual tenho atravessado, a dúvida existencial do momento é: devo pensar na hipótese de voltar a ser freelancer?! Quando o fui, não o escolhi por opção, escolhi-o por causa das circunstâncias do momento... estava desempregada e "pegava" em tudo o que me aparecia pela frente. Começou por causa de uma necessidade, mas acho que se encaixou perfeitamente na minha personalidade... E é justamente a falta desse encaixe que tanta falta me faz nos dias actuais. Estou cansada de satisfazer pessoas e não me satisfazer a mim própria. Esperei o tempo necessário para perceber se era uma fase menos feliz da minha vida, mas acabei por perceber, e com muita serenidade, que aquilo que eu faço é uma actividade que me deixou de desafiar. Apaixonei-me por ela no dia em decidi investir em algo diferente, e esforcei-me dia após dia para dar o meu melhor. Esforcei-me também por gostar, e teria ficado muito feliz se isso tivesse acontecido, iria poupar-me muito trabalho e muitas reflexões pessoais... Mas nestas coisas acredito que o tempo é sempre o nosso melhor amigo: gostei enquanto tinha de gostar e ponto. E gostei tanto que já gostei tudo o que tinha para gostar.

Os dias imprevisíveis, mas nunca iguais do freelancing acabam por se tornar numa disciplina rigída. Obrigam-nos a estar constantemente "acordados", a lutar, e a não perder o sentido da oportunidade... tudo coisas que se deixam de treinar quando a rotina se instala. Eu sou uma pessoa que penso muito, tenho necessidade de pensar de dois em dois segundos... "Penso, logo existo" é das frases que melhor se cola a mim. Apesar da irregularidade incerta dos projectos, foi durante esse período que tive oportunidade de embarcar nas maiores aventuras profissionais da minha vida... Aprendi tanto, mas tanto, que não consigo contabilizar, nem sequer enumerar, tudo aquilo que aprendi. Cresci imenso, dia após dia, e absorvi tantas coisas que acredito nunca me terem sido possíveis aprender, estando eu num único lugar, todos os dias, à mesma hora. Nessa altura, eu era uma pessoa muito mais combativa, muito mais lutadora, muito mais pró-activa... e sinto saudades dessa pessoa em certa medida... Sinto que corria atrás daquilo que eu realmente queria, e agora, por estar confortavelmente bem, limito-me a adiar datas (e projectos).

Durante muito tempo questionei-me sobre esta minha personalidade bígama em relação ao mundo profissional... e acho que durante os últimos 730 dias tentei provar a minha mesma que me satisfazia com a normalidade. Enganei-me redondamente. E talvez, de propósito. A normalidade não se fez para mim. E não devo pedir desculpas por isso. Se as pessoas sentem necessidade de continuar a procurar aquilo que as faz felizes, é sinal de que ainda não o encontraram. Sem eufemismos e sem metáforas elaboradas, o trabalho para mim é uma actividade que nos deve satisfazer. Quando formos nós a satisfazê-lo, então é porque ele já não nos serve como deveria servir. Sei que se trata de um cenário muito romântico, falar disto, enquanto Portugal lida com a suspeita de uma taxa de desemprego de 18.5% em 2014... mas há males que vêm por bem (assim espero eu).

Acho que não nasci para ser mandada... nasci antes para mandar, mas pelo menos tenho consciência da realidade: não pretendo mandar em ninguém, senão em mim! Ao menos poupo muita gente de crises de ansiedade! Tomar controlo da minha vida é um sonho antigo... e agora que estou super motivada com a experiência do ginásio em casa, estou seduzida pela ideia de alargar essa onda a outros horizontes. Isso fez mais sentido ainda quando li uma entrevista da Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio onde ela falava sobre 3 regras essenciais para atingir o sucesso: "autenticidade é fundamental mesmo que a única coisa a dizer seja: "não sei" | "transparência para gerar confiança nas pessoas com quem se trabalha, porque as empresas são as pessoas | "trabalhar com paixão é essencial em qualquer que seja a área de trabalho". Eu acredito que tenho as duas primeiras, resta-me procurar pela 3ª!

#abdominais

2ª semana de treinos

segunda-feira, março 31, 2014


Caros leitores, não queria cair na tentação de me bajular, mas devo confessar-vos que estou surpreendida com a minha perseverança e com os bons resultados que  atingi nas duas últimas semanas... Sei que não é o momento ideal para "atirar foguetes antes da festa", mas estava com dúvidas que pudesse voltar a ser uma pessoa (tão) disciplinada... Há coisas incríveis não há?! O ser humano é de facto uma máquina complexa... mas não posso deixar de me sentir realizada... pelo menos nesta área da minha vida que estava completamente parada. A reconciliação com o ginásio era uma hipótese pouco viavél para as exigências que mantinha (mensalidade acessível, localização próxima e horários flexíveis), e foi quando de repente pensei: "se não encontro solução porque é que eu própria não crio uma?!" E daí até aqui começou a aventura que vocês todos já conhecem. A sensação de controlarmos a nossa mente (e a nossa vida) é poderosa. Devolve-nos simultaneamente, confiança e estabilidade, duas coisas essenciais para a manutenção de um corpo (e de uma cabeça) sãos. Prometi a mim mesma que a partir dos 30s iria tomar conta de mim, e estou 100% comprometida com a vontade própria de me colocar sempre em 1º lugar...

Em relação aos treinos, continuo a seguir os "mandamentos" da Jillian Michaels... mas devo admitir que a 2ª semana foi um pouco mais complicada do que a 1ª... Estive a fazer o turno da tarde e isso obriga-me a chegar a casa, todos os dias, por volta das 21h. Venho obviamente mais cansada e quando chego à toca tenho de acelerar todas as tarefas do dia seguinte, mas ainda assim, treinei quase todos os dias, (só falhei a segunda), o melhor que pude. O segredo é simples: arrasto o computador até à cozinha e enquanto acompanho a confecção do jantar (e do almoço do dia seguinte), vou fazendo os milagrosos exercícios da master Ji... Não é chic o suficiente, mas é prático q.b! Para avaliar se estou no bom caminho utilizo o método "sair da cama", se doer muito é porque está de facto a dar os seus frutos, se doer pouco, significa que tenho de colocar mais intensidade no treino do dia seguinte. Garanto-vos que não falha, resulta sempre!

Graças à Ji, descobri finalmente o que eram aqueles tais músculos aos quais chamamos abdominais!  E descobri também mil e uma maneiras de trabalhá-los sem ser da forma tradicional... Movimentos que parecem simples, mas que acabam por ser muito efectivos. Também introduzi pesos, 1.5kg para cada braço. Comprei-os na Tiger e só me custaram 4€ cada um. Ainda me falta adquirir um tapete para os exercícios no chão e quem sabe umas caneleiras para complementar os exercícios de pernas... A respeito dos benefícios do exercício físico (o qual eu recomendo vivamente), li um artigo que acrescenta estas palavras às que eu aqui já escrevi:

"Você pode vencer a inércia mental e física que muitas vezes o impede de fazer o que pode para se ajudar a si mesmo. A primeira coisa que tem a fazer é decidir de que lado você quer estar: no lado do seu  próprio bem-estar, ou do lado da sua depressão. Isso soa como uma decisão simples e óbvia, mas quando se trata de colocar os ténis e o fato de treino e fazer realmente alguma coisa pode exigir um verdadeiro ato de fé, especialmente se você já tentou começar a exercitar-se no passado e fracassou. A depressão faz com que se foque sobre o quão mal você se sente, como tudo parece perdido, e o quão patético e não-merecedor você é por não poder fazer o que precisa ser feito. (...) Quando os pensamento negativos tomam conta de si, pare, respire fundo, e tome a decisão de estar do seu próprio lado, faça isso, mesmo que você não ache que isso vai ajudar." Se falharem à primeira, à segunda ou à terceira tentativa, continuem a tentar. É a persistência que fará com que partam de um ponto para chegar até ao outro. Palavra de CC!

#boeing boeing

Boeing Boeing

sexta-feira, março 28, 2014


Um dos meus hobbies preferidos é de tempos a tempos ir ao teatro. Gosto de obervar de perto o trabalho físico dos actores, mas gosto acima de tudo, de ver e ouvir as reacções do público. O teatro parece-me o local perfeito para descomprimir e para deixar as emoções fluírem... suavemente. Confesso-vos que nunca tinha estado no Teatro da Trindade, por isso para mim foi uma surpresa descobri-lo por dentro. Estive lá no Domingo passado com o J para assistirmos à peça de teatro "Boeing Boeing", uma adaptação da obra escrita por Marc Camoletti, estreada pela primeira vez no Apollo Theatre, Londres, em 1962. A peça em questão tornou-se um êxito de bilheteira tão grande que entrou no livro guiness como o texto mais adaptado no mundo.

A recomendação foi-me feita por uma colega de trabalho, "olha que vais adorar a menina Fraulein, ela é mesmo muito engraçada". E é de facto! A encenação e a produção da peça estão a cargo de Paulo Sousa e Costa (Yellow Star Company), mas as peripécias mais hilariantes são da responsabilidade de Elsa Galvão (a criada), Luís Esparteiro (o noivo das 3 "aero-moças"), João Didelet ("o controlador aéreo"), Melânia Gomes (a Italiana), Sofia Ribeiro (a Brasileira) e Patrícia Tavares (a alemã "contenta").

A estória relata a vida adúltera de um arquitecto que se vai divertindo enquanto controla as "descolagens e aterragens" das suas 3 namoradas. Com tanto tráfego aéreo, era de esperar que pudessem surgir algumas colisões... A trama desenvolve-se quando as 3 chegam à mesma hora a casa de Bernardo em modo "aterragem de emergência". A partír, entre muitas gargalhadas, a lição de moral que o público recebe relembra-nos que o crime não compensa... mas diverte (e muito)! 


Que me perdoem os senhores da peça, o Luís e o João, mas a prestação da equipa feminia é sem dúvida exemplar. A peça ganha pormenores deliciosos com a excelente interpretação de Patrícia Tavares, uma alemã tipicamente séria e muito pouco espontânea. Adorei o esforço para interpretar um sotaque "aporteguesado" e os frequentes trocadilhoscom a língua portuguesa, "que chatizaaa tão grande".  As suas expressões são tão físicas e tão verossímeis que acabamos por perceber que a interpretação lhe sai das veias. Excelente prestação. Excepcional é também Elsa Galvão, a criada do arquitecto Bernardo. Ao inicio não parece um personagem tão interessante quanto o que se viria a demonstrar... Representa bem a acidez das sátiras tradicionais, mas com um toque trendy e actual. Devo também acrescentar umas palavras de simpatia para a Sofia Ribeiro. Nunca gostei muito dos papéis que a vi fazer na TV, mas em palco, a sua performance foi positiva ("não me enrola não que eu não sou chiclet, né!"). Para ver até 13 de Abril, de quarta a sábado às 21:30 e aos domingos às 18:00. Com bilhetes a começar nos 8€, o que é óptimo nos dias que correm. Não se vão arrepender!

#crop top

H&M Crush

quinta-feira, março 27, 2014




Há dois momentos na vida que dizem muito sobre uma mulher: aquele em que ela veste uma roupa, se olha no espelho e se apaixona pela imagem que vê reproduzida, e aquele em que ela veste uma roupa, se olha no espelho, e se volta a despir. Digam o que disserem, mulher que é mulher, só está realmente deprimida quando entra num loja e não consegue escolher nada de que goste. Esse é um dos primeiros indicadores para perceber que algo não está bem comigo e não, não sou louca por compras, sou até bastante comedida com os gastos relativos a esse sector. E puxando a brasa à minha sardinha, em bom português, também funciona assim com as quase 3000 mulheres que já atendi. E as mais difíceis de convencer são sem dúvidas aquelas que não reagem a qualquer imagem projectada.

Quando estamos inspiradas seja lá pelo que for, é muito mais fácil apaixonarmo-nos pelas coisas. Depositamos nas peças de roupa a possibilidade de nos transportarem para outros estados de alma, outros mundos, outros sonhos... e acabamos por embarcar numa viagem que será responsável pela nossa própria reinvenção. É próprio e intríseco das mulheres a capacidade de se transformarem numa versão melhorada daquilo que já foram. É isso que me apaixona tanto nas minhas ferramentas de trabalho e que me fez dedicar exaustivamente à comunicação de marcas femininas. A Rachel Roy, uma das minhas criadores favoritas,  não só pelo seu trabalho, mas também pela sua personalidade, tem uma frase que diz o seguinte: "a great dress can remember what is beautiful about life". E eu subscrevo. São razões destas que traduzem aquele momento em que uma mulher vê no cabide aquela peça que estava desenhada e costurada há anos na sua cabeça. Acontece algo de tão mágico que chega quase a ser orgásmico (no bom sentido).

São pormenores destes que demonstram o quão importante é uma mulher cuidar de si, por fora, e essencialmente por dentro também. Ainda não vi nas lojas estas duas peças com as quais ando a sonhar há anos, mas o crop top em lantejoulas não vai escapar a uma prova... É o tipo de peça para a qual olho e digo: "sim senhor, há aqui potencial e muita personalidade" e é justamente assim que nos devemos vestir, assumindo aquilo que de melhor desejamos a nós próprios. Do you agree?

#comboio

Interrail

quarta-feira, março 26, 2014



Há uns anos atrás, participei num projecto jornalístico que tinha como objectivo documentar a 1ª viagem de InterRail de duas jovens europeias. Distribuídas as funções pela equipa que geria o projecto, coube-me a mim a edição dos vídeos que elas me faziam chegar através do correio. Numa média de dois em dois dias, ou de três em três, sempre que chegava ao trabalho pela manhã, tinha um envelope dos CTT à minha espera. A estória repetiu-se durante o mês de Agosto inteiro, dentro do ritmo previsto. Passei 30 dias fechada num micro-estúdio, em frente de um Mac... onde a única possibilidade de viajar ficou pendente das escolhas delas as duas.

Foi um projecto muito engraçado (principalmente para quem participou activamente nele). Envolveu meses de preparação e muito trabalho logístico até estar tudo operacional. E claro, também nos salvou de uma silly season agoniante à qual estavamos entregues, caso não nos tivessemos lembrado desta solução. Fiquei com curiosidade de visitar alguns sítios que outrora não estavam incluídos na minha "bucket list", mas nunca me senti muito empolgada com a ideia de um interrail (confesso que em matéria de férias, eu sou como um caracol ao sol, fico onde me deitar e não preciso de me mexer muito). Todos os meus amigos que já tiveram oportunidade de o fazer dizem que é uma experiência única, uma espécie de "must do" que toda a gente deveria fazer uma vez na vida (e repetir quanto mais, melhor!).

Uma das primeiras coisas que me lembro do J me ter dito, ainda nós não namorávamos, foi sobre o desejo que ele tinha de embarcar numa experiência destas, antes dos 30. Acho que a parte do "antes dos 30" será complicada para nós os dois, caso contrário teríamos de dizer adeus às nossas vidas sem graça (oh que grande chatice!) e embarcar nesta aventura dentro dos próximos dias. Na altura questionei-me sobre o factor idade, mas agora entendo que ele é capaz de ter razão. Uma viagem destas é um exercício que exige alguma juventude... Andar com uma mochila às costas, dormir em comboios, quiçá ruas, e comer alguma coisa mais leve, aqui e ali, é um desafio robusto, pouco dado a estômagos sensíveis e personalidades impacientes (duas coisas que me são genuínamente características).

Dado que este ano é o ano dos meus 30s, confesso que me sinto um pouco seduzida por esta ideia... Tirar-me da minha zona de conforto seria uma óptima forma de me desafiar a mim mesma. Além disso, sempre que entro numa idade com mais significado, decido fazer uma coisa que me lembre a loucura dos anos "inconsequentes"... à custa disso tenho duas tatuagens, um piercing, e outras memórias exóticas sobre a celebração das minhas datas mais simbólicas. Foi algo que prometi a mim mesma: lembrar-me sempre do espírito livre (e revolucionário) das idades mais tenras. (É claro que ainda me hoje me questiono porque raio é que fui fazer uma tatuagem numa perna, vísivel a toda a gente... mas são coisas próprias da idade que o tempo acabara por apagar, de uma forma ou outra, e que faziam sentido quando os sweet 16 chegaram).

Dentro das minhas pesquisas pelo tema, encontrei este artigo fantástico do Hostel World, onde se fala sobre os 10 tópicos mais importantes para quem decide entregar-se à aventura. A 1ª e a mais importante é: "be selective with your company". Caso eu e o J decidamos avançar com esta hipótese em carteira, é bem provável que entremos em desacordo durante a viagem, mas visto de outra perspectiva,  o próprio InterRail pode ser interessante como terapia conjugal... (just kidding). Outro aspecto que também me provoca algumas ânsias é tentar perceber até onde é que os orçamentos esticam, "consider your budget realistically". Nunca se gasta única e exclusivamente aquilo que está previsto no controlo de custos inicial, mas eu e ele até que somos bastante bem sucedidos a planear viagens low-cost.... seria uma óptima oportunidade para aplicarmos o nosso modelo de gestão caseiro. E à parte de tudo isso, agrada-me imenso a ideia de ter fotos para decorar o resto de uma vida. Será que é desta que vamos os dois mundo fora?

#aniversário

Birthday Party (I)

terça-feira, março 25, 2014












Eu adoro festas de aniversário... sempre adorei desde de pequena! O dia dos meus anos é sempre um dia especial... adoro mimar-me a mim mesma (e acho que vou continuar a fazê-lo até aos 80!). Este ano está a apetecer-me fazer algo mais simbólico do que o normal... não são todos os dias que se fazem 30! Adoro planear tudo ao pormenor: lista de convidados, decoração, ementa, horários... e fico em pulgas com a excitação que antecede o grande evento! Adorava o ritual de escrever os convites à mão e de entregá-los às pessoas convidadas... Vibrava tanto com isso! Com os anos deixei-me dos jantares em grupo nos restaurantes para grupos. Mas não foi há muitos que deixei os convites escritos à mão. Passei a comemorar os aniversários com um número reduzido de pessoas, aquelas que verdadeiramente importam, e de uma forma mais serena, mas igualmente feliz.

Este ano ando inspirada pelo pinterest...apetece-me fazer uma mini-recepção na minha "petite maison", mas tenho um grave problema logístico: para além dos 30m2, existem apenas 4 cadeiras... Mas a ideia de festa temática parece mesmo encher-me as medidas, com décor à altura e um photo booth improvisado (conto contigo Andreia e com a tua super máquina fotográfica)... Descobri estas imagens neste site, e fiquei com água na boca quando as vi. Digam lá se uma festa pin up não tem tudo haver com os meus 30?! Tenho de pedir à vizinha Ana Cristina  a sua brilhante colaboração na concepção do evento.

Eu gosto tanto de aniversários que no meu 28º aniversário (o da data feliz), exigi à minha mãe que me comprasse um bolo com bonecos. Ela assim o fez. Tive um bolo com um enorme palhaço desenhado, super colorido! Fiquei extasiada de tanta felicidade! Passei horas a namorá-lo como se fosse uma criança... Acho que é isso que os aniversários têm de tão fantástico: revivermos o doce do passado com esperança no futuro. Em todo o caso, os planos da festa temática podem ser atrasados, caso eu e o J decidamos desaperecer uns dias... estar com o mais que tudo também é um programinha a considerar, "bom di mais!". Bom mesmo, era ter a visita surpresa do núcleo Carvalho aqui em casa, mas não vou exigir-lhes isso. Assim sendo, a ideia mais exequível de todas, é comemorar várias vezes, em vários dias, com várias pessoas (sempre suspeitei que  tinha em mim um espírito cigano qualquer que não estaria relacionado com os meus dotes comerciais...).Vamos combinar uma coisa: vocês também me podem dar as vossas sugestões! Se souberem de alguma coisa engraçada, recomendem sff. Eu investigo tudo, juro que investigo! E como estou tão feliz por estar a chegar o mês mais bonito do ano, até sou capaz de dividir as prendas com vocês! Ouviram bem?! Prendas! Muitas prendas!!!

#direitos de personalidade

Direitos de Personalidade

terça-feira, março 25, 2014


O meu pai sempre alimentou a ideia de ter uma filha advogada. Depois da minha irmã mais velha ter escolhido a Psicologia, restava-me a mim realizar o sonho que ele próprio não conseguiu concretizar. É caso para dizer que lhe saíram dois tiros pela culatra... nem a minha irmã acabou a Psicologia, nem eu comecei o Direito. Embora ele não tenha sido um pai muito rigído em relação às nossas escolhas académicas, ele é com certeza um pai muito exigente em relação à informação dos nossos direitos. Sempre o vi a dar murros na mesa quando era preciso, e graças a ele, tanto eu como a minha irmã sabemos bem "partir a mobília". 

Foi também por causa disso que me lembrei de vos falar de uma coisa que está consagrada na lei: os direitos de personalidade. "Os direitos de personalidade são aqueles que protegem os cidadãos contra qualquer ofensa ilícita à sua pessoa física ou moral. (...) O Código do Trabalho reconhece a liberdade de expressão e de opinião, a integridade física e moral, a reserva da intimidade da vida privada, a protecção de dados pessoais, a protecção de dados biométricos, a confidencialidade de mensagens e de acesso a informação, assim como limita ao empregador a exigência de testes e exames médicos ou a utilização de meios de vigilância à distância. (...) O trabalhador pode dar a sua opinião e expressar o seu pensamento na empresa, com respeito pelos direitos de personalidade do empregador e dos outros trabalhadores e pelo normal funcionamento da empresa. (...) Havendo violação dos direitos de personalidade, o empregador incorre em contra-ordenações, sendo-lhe aplicável as respectivas coimas".

Dizermos aquilo que pensamos dos sítios onde trabalhamos (e das pessoas com quem trabalhamos), ainda não é crime. E quando o for, então estarão mais pessoas presas do que cidadãos livres (pelo menos quero eu acreditar que seria assim, idilicamente). Quando eu era mais nova, e tinha acabado de sair da faculdade, fiz o estágio curricular no velhinho rádio clube português. Nessa época tive oportunidade de ouvir muitas estórias, mas também tive oportunidade de as contar, e não fosse isso o suficiente, também as protagonizei. Na altura havia um director de informação bastante famoso pela sua propaganda diária sobre a prometida reinvenção de uma das emissoras mais simbólicas de Portugal. Prometido também foi o salário que eu nunca cheguei a ver. Depois de ter terminado os 3 meses do estágio curricular, convidaram-me a continuar com eles... e garantiram-me que me iam apresentar uma proposta sobre as minhas condições laborais. Esperei uma semana, esperei duas, esperei três e não esperei mais, entrei-lhe pela porta dentro do escritório e perguntei-lhe assim de caras: "Existe alguma proposta laboral ou estou a servir de carne para canhão por mais uns meses?" 

Eloquente, como só ele sabia ser, disse-me: "Tens a noção do que estás a fazer? Nenhum estagiário teria a coragem e a ousadia de fazer o que tu estás a fazer...Entrar assim pelo escritório do director e interrompê-lo dessa forma". Apesar de tudo, o tal director, tinha reconhecidos dotes de líder. (Não que toda a gente o quisesse seguir, mas que os tinha, tinha). Era aquele género de líder que fazia a cama onde os outros se iam deitar. A parte protocolar das organizações nunca me fascinou muito... e como mulher de comunicação, eu não podia deixar de fazer jus à expressão "a falar é que a gente se entende". Infelizmente, Portugal é ainda um país muito "entrópico" no que diz respeito aos processos comunicativos entre pares, sobretudo se esses pares estão hierárquicamente relacionados entre si. Pelo sim, pelo não, "ser carne para canhão" nunca foi um problema para mim. Omitir o que eu penso sobre as coisas e sobre as pessoas é que sempre foi o meu calcanhar de Aquiles (e eu juro-vos que há vezes em que eu gostava de ficar bem caladinha, mas não consigo, é mais forte do que eu).

Outro aspecto que me dá cabo dos nervos é o  alter ego dos patrões intocáveis (aqueles que parecem que sofrem de um choque eléctrico cada vez que têm de admitir oficialmente um erro). Uma coisa para a qual a minha boa formação e educação familiar sempre me chamou a atenção foi para admitirmos os nossos erros quando os praticássemos. E acho que nisso não falho muito. Mas de vez em quando sai-me na rifa ter de admitir como meus os erros dos outros... é assim qualquer coisa de transcendente que o meu cérebro não processa da mesma forma como processa outras situações. O big boss, o tal da rádio, também me disse um dia: "Tenho a certeza que chegarás muito longe". Eu disso não tenho tantas certezas, mas uma coisa é certa, que eu me tenho esforçado por me pôr longe de gente desta, isso tenho. Existem coisas que não compensam, e deixar de ser fiel aos meus príncipios é seguramente uma delas.

#befit

1ª semana de treinos

domingo, março 23, 2014


Pois é, enquanto vocês lêem este post, eu estou a "malhar", e com muito estilo! Depois de me ter apercebido da forma errada como geria o meu tempo, comprometi-me a reservar todos os dias, ou quase todos os dias, uma hora para o exercício físico. E não me saí nada mal... em 8 dias consecutivos, falhei dois, se bem que um sábado de trabalho dos meus equivale, ou triplica, uma aula da Jillian Michaels.

Depois de ter "aquecido" nos primeiros dias com os vídeos do Cafemom, decidi aumentar a intensidade dos exercícios... No canal do youtube do "BeFit - Transform Yourself"  encontrei vários treinos online orientados pela conhecida treinadora do mediático programa televisivo Biggest Loser. São basicamente programas que coordenam exercícios de cardio com exercícios de core. Enquanto aumentamos a frequência cardíaca, e queimamos calorias, aproveitamos para recuperar o fôlego, tonificando  músculos mais complicados nas mulheres como é o caso das coxas, dos glúteos, dos abdominais, e dos biceps. No final do primeiro treino senti que tinha realmente "puxado" por mim. O que é realmente fantástico é perceber que à medida que vão habituando o vosso corpo a este tipo de rotinas, o organismo começa a responder com maior eficácia... Tudo se torna mais simples, mais fácil, e convenhamos, muito menos doloroso. Enquanto fazia o treino, estava tão concentrada, que não me dei conta do esforço empregue, mas hoje, ao saltar da cama, os meus abdominais disseram: "buenos días cariño!"

Durante este desafio pessoal, surgiram algumas complicações pelo caminho... criar um ginásio em casa nem sempre é logisticamente possível. Nos primeiros dias tinha imensa dificuldade em fazer exercícios apoiada no chão porque os meus ténis escorregavam pelo soalho da casa. O problema ficou resolvido quando mudei para um modelo Nike Trail Ridge que funcionou na perfeição. Não voltei a deslizar um milimetro. Outra chatice que também pode surgir, pelo menos para quem usa a Zon Fon tal como eu, é ter de esperar que o vídeo volte a carregar cada vez que o sinal de internet vai abaixo. (principalmente quando o timing bate com os exercícios no chão).

A respeito do programa Biggest Loser, viram as imagens da vencedora da última edição, a Rachel Frederickson? Ela ficou irreconhecível... será que foi longe demais? O que é que vocês acham?


#alexandre o'neill

Dia Mundial da Poesia

sexta-feira, março 21, 2014


Há palavras que nos beijam | Como se tivessem boca. | Palavras de amor, de esperança, | De imenso amor, | De esperança louca. | Palavras nuas que beijas | Quando a noite perde o rosto; | Palavras que se recusam | Aos muros do teu desgosto. | (...) | Palavras que nos transportam | Aonde a noite é mais forte, | Ao silêncio dos amantes | Abraçados contra a morte. 
Alexandre O'Neill, in "No Reino da Dinarmaca"

Foi graças aos professores de Português que fui tendo ao longo da vida, que me apaixonei pelas palavras de Alexandre O'Neill. Nunca mais me esqueci deste poema. Espero que hoje, as minhas palavras, aqui no CC, também vos beijem, vos tragam "imenso amor" e "esperança louca". Para comemorar o dia mundial da poesia, a Wook oferece até 40% de desconto em várias obras seleccionadas. Eu já vos deixei a minha sugestão... até porque ler, é de facto, o melhor remédio, não concordam? Bastam encomendarem o vosso livro online, e ele chega direitinho até à porta da vossa casa, sem perderem tempo (e paciência). Depois, aquecem um cházinho e entregam-se ao momento mangnífico em que a leitura nos torna pessoas felizes.



#dia mundial da felicidade

Dia mundial da felicidade

quinta-feira, março 20, 2014


Sempre que eu olho para esta imagem, sinto-me feliz. Costumo descrevê-la como os meus pés, na "minha" areia, à beira do "meu" mar, a olhar para o "meu" céu... Uma pessoa que é dona de um areal, de um oceano e de um céu, só pode ser uma pessoa muito feliz! Esta incluída no espólio das minhas fotos preferidas... não é de espantar que ela seja o wallpaper do meu computador. Sempre que o abro, ganho uma nova perspectiva sobre aquilo que se estende aos meus pés. 

Há uns tempos atrás, uma amiga minha escreveu isto na sua página do facebook: "Quem é feliz não conta, não espalha, não girta aos quatro cantos. Quem é feliz, satisfaz-se por ser. E sabe que a felicidade anda coladinha na inveja. Quem é feliz não precisa de provar nada de nada, simplesmente é. As pessoas felizes demais nunca me passaram confiança. Essa coisa de que a vida é uma festa e não existe nada de errado, não me brilha aos olhos. Feliz é quem conhece o lado ruim e o respeita. Feliz é quem já foi infeliz. Somente quem já foi infeliz pode entender que a tristeza traz um punhado muito bom de ensinamentos. Felicidade não é sobre quem grita mais alto; é sobre quem sorri mais fundo." Não sei a quem pertence, mas acho maravilhosa a descrição de felicidade. Não a vejo como um sentimento-foguetão, mas sim como máquina que nos prende à vida.

A felicidade faz-se de pequenos tesouros... às vezes esquecidos, às vezes ignorados. Estejam atentos aos detalhes insignificantes do dia a dia... Quem é que não fica feliz quando encontra uma nota perdida numa carteira antiga? Quem é que não fica feliz quando alguém vos abre a porta ou vos cede a passagem? Quem é que não fica feliz quando acorda antes do tempo e percebe que ainda pode dormir um pouco mais? Quem é que não fica feliz quando tem mais de 10 likes numa foto do facebook? (confessem lá!) Quem é que não fica feliz quando recebe elogios de um estranho? Quem é que não fica feliz quando está a pensar numa coisa com tanta energia que ela acaba mesmo por acontecer? É fácil, basta terem atenção e olharem para o vosso lado. As coisas (felizes) acabam por surgir, naturalmente. 

Uma das pessoas com quem mais tenho discutido o conceito de felicidade tem sido com o J. Ainda não encontramos respostas, nem chegámos a nenhum consenso. Ele descreve a felicidade dele com palavras com as quais eu não descrevo a minha, e isso faz de mim uma pessoa infeliz aos olhos dele, (algumas vezes por causa dele, pensa ele), mas eu não me sinto assim tão triste. Eu acho que ele não sabe que eu sou feliz ao lado dele, do meu jeito... talvez um dia a nossa felicidade possa ser descrita com palavras iguais. Quem nos rodeia pode contribuir para sermos mais felizes, disso não tenho dúvidas, mas a felicidade não é um estado de alma que se ganhe com a companhia. A felicidade acompanha-nos desde o berço, e é por isso que é tão importante cuidar dela, como cuidamos de outra coisa qualquer realmente preciosa. E se nos últimos dias andarem a sorrir menos, não se aflijam com isso, nem se atormentem... Vivemos períodos mais satisfatórios, e outros mais insatisfeitos, mas querer o melhor, e aquilo que achamos que merecemos, não é motivo para nos deixar tristes... A felicidade para mim é isso mesmo: corrermos atrás das coisas que queremos (e não desagradecermos aquelas que nos são dadas). Sejam felizes!

#chefe

730 dias depois

quarta-feira, março 19, 2014


Não tenho aquela sensação no peito que costuma ser acompanhada da expressão: "parece que foi ontem". Parece-me que foi tal como foi, há 730 dias atrás. Feitas bem as contas, e imaginando que atendo uma média de 5 a 6 clientes por dia, ao fim de cada semana terão passado pelas minhas mãos cerca de 30 mulheres. Ao fim de um mês serão 120 e ao fim de um ano,  1440. Hoje, são, assim por alto 2880 (se bem que eu acho que bati alguns recordes pessoais com números bastante superiores). Multiplicando este número por duas, (as respectivas), é caso para dizer que eu já vi muitas "mamas" neste mundo (e algumas delas, repetidas, infelizmente).

Trabalhar numa loja foi uma opção minha, mas confesso que não acreditava que fosse durar assim tanto tempo... Não imaginava também como seria dificil para mim adaptar-me a uma aventura desta envergadura. Lembro-me perfeitamente de chegar a casa, ao fim da primeira semana no terreno, e ter balbuciado para a minha colega: "a minha vida acabou". Enquanto ela me dava lenços de papel para as mãos, eu gritava por entre soluços: "mas o que é que eu fui fazer?O que é que eu fui fazeeeerrrr?!" Antes de vir parar a uma loja, tinha um cargo daqueles xpto com uma nomenclatura bem moderna, que me rendia pouco mais que 600 euros por mês. Tinha também uma chefe que não me olhava bem direito nos olhos, que tremia cada vez que eu lhe colocava uma questão e que me gritava em vez de me responder. E um dia eu disse-lhe: "basta!". Não foi fácil. A mudança sim, mas a adaptação não. Desenganem-se aqueles que pensam que quando se troca de trabalho se vai para melhor. Pode-se ir para um emprego com condições laborais melhores, mas nunca se vai para melhor. Cada experiência tem as suas coisas boas e as suas coisas más, e umas serão superiores às outras (may the force be with you).

Ora então, o que é que aprendi ao fim destes 730 dias a trabalhar com público? Imensa coisa. Mais do que nos outros anos todos, arriscar-me-ia a dizer. Aprendi a controlar melhor o meu génio (ainda que isso seja um exercício demasiado díficil para a minha pessoa), aprendi a desenvolver melhor as minhas competências como comunicadora (imagino sempre que estou dentro de um programa de televisão, e às vezes, olhem que até é bem capaz, parece uma espécie de Big Brother), aprendi a dar mais do que aquilo a que estava acostumada a dar, e aprendi a ser mais forte, mais do que aquilo que eu imaginava ser. Quando se trabalha numa loja ouve-se de tudo e vê-se de tudo e às vezes é preciso levantar paredes invisíveis para nos defendermos dos possíveis danos colaterais. Eu deixei de gostar do meu trabalho no dia em que me impediram de contar "estórias". Deixei de cuidar dele como cuidava dantes. Deixei de acreditar nele como acreditava antes. E aos poucos e poucos fui aguentando o adeus de par em par, de pessoas que eram a "minha equipa". Tornou-se um pesadelo que me foi ensombrando até há uns dias atrás. Ainda bem que a "minha equipa" me deu, entre várias coisas, a força e o alento para continuar a contar "estórias". Comecei por elas e continuei por elas, e vou estar-lhes eternamente grata por me fazerem de mim uma pessoa tão feliz (AC, AR, AV, CB, MR, MSR, RS)... as pessoas dizem que não fica bem demonstrar preferências, mas eu nunca fui mulher de escondê-las, e é por isso que ou me gramam, ou não me gramam nada!

Aprendi, sobretudo, que um trabalho não nos pode mudar assim tanto. E aprendi que há coisas que não têm preço (há de facto algumas que eu tento vender, mas a minha consciência tranquila nunca seria uma delas). Aprendi ainda que esta tem sido uma das maratonas mais largas da minha vida... e aprendi o quão importante é mantermo-nos fiéis a nós mesmos, do principio até ao fim, mesmo que isso implique bater o pé as vezes que for preciso. Se sou feliz a fazer o que faço?! Bem... não sou infeliz, mas enough is enough! E antes de terminar, queria incluir no meu rol de agradecimentos um obrigada, sincero, ao J, tenha ele lido isto ou não. Os últimos 365 dias não foram fáceis para nenhum dos dois, mas ele também nunca permitiu que eu desistisse de mim, ou de escrever. Por isso, e em jeito de conclusão,  também aprendi que o trabalho nunca deve interferir com as vossas relações, nunca. E logo noite, é hora de festejar (não a longevidade, mas quiçá a resiliência).

#exercício físico

O ginásio (em casa)

terça-feira, março 18, 2014


Estou a escrever-vos este post e ao invés de sentir cada palavra, sinto cada músculo. Palavra da CC. Tal como tinha prometido a mim própria, depois de descobrir que geria relativamente mal o meu tempo disponível, decidi reintroduzir o exercício físico na minha vida (ainda estou a recuperar de uma lesão no joelho, não posso fazer grandes proezas, mas o ortopedista pressionou-me psicologicamente a perder peso e a fortalecer músculos como forma de prevenção de novos problemas). Dado que as mazelas da idade (e do descuido) se têm multiplicado uma atrás das outras (tendinite, contratura, rotura), estou mesmo decidida a tentar. Para além disso quero sentir-me bem comigo mesma (o que de facto tem acontecido), mas se puder melhorar, porque não fazê-lo! Quero chegar aos meus 30 no melhor que conseguir (e já só falta 1 mês e tal!).

Descobri este vídeo do CafeMom e decidi experimentar (não me perguntei porque é que escolhi um vídeo com mamãs, mas se elas conseguem, eu também consigo)... 60 minutos (antes deste fiz outro vídeo disponível no youtube) e voilá! Comecei a transpirar! Para mim transpirar é sinal de que me estou a esforçar verdadeiramente! Voltar a sentir os músculos do corpo todos a trabalhar até que foi uma sensação agradável, confesso. Além disso, o exercício físico não só faz bem à silhueta como me ajuda a descontrair... É uma espécie de bálsamo... ai como andava esquecida destes benefícios milagrosos! Depois são só coisas boas: como estou mais cansada, é provável que adormeça que nem um anjinho e enquanto recupero o desgaste calórico, normalmente fico sem fome. Olha que duas coisas fantásticas, não é não?

A parte dificil de fazer exercício físico em casa é manter a disciplina. É realmente a única questão que ensombra o sucesso do meu desafio. Para combater o risco de voltar a cair na procrastinação, comprei um quadro em ardósia onde vou assentando os dias da semana e o tipo de exercício realizado. O plano é invesitr no cardio nas primeiras semanas, e ir introduzindo a posteriori exercícios mais localizados. Não procuro efusivamente emagrecer, não é isso que me transtorna, se bem que me ajudava... o que queria mesmo era definir melhor o meu corpo, isso sim, far-me-ia verdadeiramente feliz! (a imagem da Beyoncé a baloiçar-se pr'aqui e pr'ali é um grande focus para mim).

Por outro lado os vantagens de fazer exercício físico em casa são muitas! Podemos mudar de professor quando quisermos, basta seleccionar um vídeo diferente. Ficamos mais desinibidas e sentimo-nos mais livres porque ninguém nos está a ver...e podemos escolher que tipo de aula nos apetece fazer (ainda me faltam comprar uns pesos e umas caneleiras, quando os tiver ainda vou poder fazer mais exercícios diferentes). E a parte melhor de todas: não precisam de voltar a casa, porque não saíram dela! Enquanto saltam que nem loucas na sala, o jantar pode estar no forno e a roupa pode estar na máquina, vêem como é fácil?! Basta adaptar-nos às rotinas que temos. E se entretanto receberem visitas lá por casa, ponham-nas também a dançar! Dinâmica de grupo, chama-se.

Há ainda um facto que para mim foi decisivo neste regresso ao exercicio versão casa... em casa nós poupamos. E se eu levo todos os dias o almoço até ao trabalho, porque não trazer o exercício até casa?! É ouro sobre azul. E se algum ficar muito entediada com os meus 10m2 de ginásio, basta abrir a porta e ir dar um passeio à beira rio. Por isso, já sabem: se começarem a transpirar é porque está a fazer efeito. Continuem!

#fine&candy

"MyAmi" Fine&Candy

terça-feira, março 18, 2014


Hola Cariño

Le freak c'est chic

p.s I love you

Let's get crazy

Não é preciso pensar muito para adivinhar o quanto eu gosto de material de papelaria... faço parte daquele grupo de pessoas anónimas que compra cadernos sem precisar e colecciona canetas para além da conta. Sou uma romântica demodé que prefere as cartas aos emails quando a ocasião o permite. É por causa de todas estas razões que não consigo ficar indiferente a conceitos tão bonitos como o da Fine&Candy, uma marca portuguesa de papelaria tradicional.  

Os  produtos feitos à mão (blocos de nota, albúns de fotografia, conjuntos de postais e envelopes, conjuntos de lápis, borrachas e até um pisa papéis) em vinil brilhante azul royal, couro castanho, pêlo branco, papel prateado e tecidos às riscas com berloques dão mote à nova colecção Primavera-Verão. "MYAMI" é uma viagem repleta de cores fortes, materiais diferenciados e texturas. Escrever pode revelar muito da vossa personalidade (eu que o diga!), por isso façam-no com classe e estilo! (duas coisas que nunca são demais).

#CDS

Coadoção

segunda-feira, março 17, 2014


Eu não tenho partido político. Há vezes em que voto num, há vezes em que voto noutro, mas se há dias em que não sou do PS ou do CDS esses dias são dias como o de hoje, em que releio coisas destas: "Diploma do PS sobre a coadção de crianças por casais homossexuais foi chumbado no Parlamento com 112 votos contra".

Eu tenho alguns amigos homossexuais do sexo masculino, e sei que muitos deles dariam óptimos pais, e óptimas mães. Qualquer pessoa que tenha um filho, se reparte entre o papel de pai e entre o papel de mãe. Se o governo permitiu que os pais usufruissem da licença de paternidade, isso significa, que reconhece aos homens os mesmos direitos (e os mesmos deveres) que os das mulheres. Por outras palavras, e na minha pobre perspectiva, significa também que o homem pode substituir a mulher e que o pai pode substituir a mãe. Os papéis alternam-se, mas não se extinguem, complementam-se antes pelo contrário. É por isso que quando falo em família, não me importa como ela na verdade é constituída. Haverá sempre alguém que fará os dois papéis sem  dificuldades. É a vida que assim o exige e o amor que assim os funde.

Não me parece dificil as pessoas compreenderem a vontade de amar uma criança. E é isso que me faz concordar com o deputado João Oliveira, do PCP, porque, tal como ele, eu também esperava que a lei fosse aprovada: "Esperamos que com a aprovação desta lei se possa reduzir o infortúnio (...) e que haja o reconhecimento jurídico de famílias que estão constituídas e continuarão a existir, porque são escolhas livres". Por outro lado, vou discordar das palavras infelizes de Filipe Lobo D'Ávila do CDS: "É melhor não legislar uma matéria tão sensível sem o conforto da maioria dos deputados". 

Não são os deputados que deviam decidir e legislar assuntos desta importância. Esta mania democrática de legislar coisas que não dizem respeito aos parasitas que arrendam um assento na assembleia da república é uma coisa que me repudia cada vez mais. Anos antes, em 2007, chamaram o país para referendar uma questão que dizia respeito unica e exclusivamente às mulheres, agora, anos mais tarde, chamam os deputados para aprovar uma lei que diz respeito às famílias homossexuais. De repente, todos viram católicos quando chega a hora de aprovar leis que vão contra a doutrina religiosa que dizem praticar, mas quando tiram o dinheiro ou o emprego a uma mãe e ela fica sem nada para dar de comer aos filhos, isso já não precisa ser legislado. Não é uma situação que cause desconforto a nenhum deles porque obviamente não serão eles a passar a fome que os filhos dessa mulher passarão.

A palavra conforto foi aquilo que o tramou Sr.º Filipe Lobo D'Ávila. Conforto é uma palavra que define tudo aquilo que os portugueses não têm sentido nos últimos anos. Não me parece que seja o fim do mundo se os senhores deputados viverem um dia menos confortável em prol de deixarem algumas crianças e algumas famílias um pouco mais confortáveis. "In her shoes" conhece a expressão? À letra significa "nos sapatos dela", ideologicamente significa "na pele dela". Calce os nossos sapatos e veja como continuamos a caminhar mesmo quando eles nos magoam os pés. Sabe o que isso é? É desconforto. Puro e duro. Conservem os assentos quentinhos do parlamento debaixo dos vossos rabos, mas levantem-se quando valer a pena votar a favor. Os portugueses, desconfortáveis, agradecem o esforço e respondem reciprocamente, mantendo-se firmes como até aqui o têm feito.

Ocorre-me ainda essa ideia oblíqua de nos equipararmos a países como a Rússia, a Roménia e a Ucrânia. Pergunto-me porquê? Sempre fomos conhecidos pelo "país à beira mar plantado", quente e solarengo... querem mesmo transformar-nos e vestir-nos com um rótulo tão frio? Qual é o objectivo de um braço de ferro estúpido? Os direitos das crianças não deviam ser objecto de discussão, deviam ser antes objecto de protecção. Mas protegidos é outra palavra que os portugueses também desconhecem. Vivemos amarrados com a troika à perna, no corre-corre do dia a dia, entra e sai do país, sem rumo e sem destino. E muitos sem data marcada para voltar. E mesmo assim, estes senhores, querem escolher a quem amamos e que tipo de famílias formamos. A crise em Portugal é uma crise de valores. Humanos, sobretudo.

#abstinência virtual

três dias sem computador

segunda-feira, março 17, 2014


Desculpem a ausência dos últimos dias, mas o carregador do computador decidiu reformar-se sem pré-aviso e dadas as circunstâncias tive de iniciar um processo de recrutamento (em modo acelerado) para escolher o suposto substituto (by the way, é de mim, ou vocês também partilham da mesma sensação... os vendedores das secções de informática fazem uma cara tipo "duhh" quando uma mulher lhes faz demasiadas perguntas, não fazem?! É suposto eu saber de engenharia informática também?! Não me posso ficar só pelas equivalências entre copas e pelos tamanhos de costas das senhoras?!).

O computador é o único meio de entretenimento disponível cá em casa (utilizo-o como televisor também), mas não deixa de ser uma distracção que me rouba demasiado tempo às tarefas do dia verdadeiramente importantes. Só me dei conta do tempo que andava a perder enquanto estava conectada à rede, quando me desconectei dela por completo. Durante estes 3 dias de abstinência virtual tive necessidade de preencher o tempo com hobbies quase obsoletos. Imaginem lá... voltei a ler! É verdade... como é que isso foi possível? Há séculos que não sentava o rabo numa cadeira (numa cadeira sim porque ainda não temos sofá) para ler um livro... Fui buscar o "Fundamentos da Gestão" que durante as mudanças foi embalado dentro da minha Louis Vuitton (falsa)... 

Quando o abri, até me assustei... vi, escrita por mim, a data do inicio das leituras, um mês qualquer de 2011. Tinha-o comprado quando andava a pensar inscrever-me num mestrado de gestão, mas aos dias de hoje, nem leituras, nem mestrado, nem sequer mala. Digamos que a gestão do mês, dia a dia, tem sido o meu principal foco de interesse dos últimos anos. Por causa das bibliografias que me obrigavam a ler durante a faculdade, tomei gosto aos livros técnicos. Já não sei o que é ler romances ou coisas que se assemelhem a. Gosto de discursos práticos e os manuais de instruções dos electrodomésticos da minha "petite maison" têm-me deliciado nos raríssimos momentos de literatura aos quais me entrego.

Aproveitei também para pôr em dia a contabilidade da casa: separar os recibos do IRS (esse acto maravilhoso que nos diz ano a ano quanto é que o estado nos comeu) e para fazer "limpeza" aos documentos com pó a mais. E claro, voltei a cozinhar! (uma actividade quotidiana que me parecia tão obsoleta como a própria leitura, confesso). Voltei a ter paciência para preparar os meus almoços... e isso reflecte-se imediatamente na minha carteira! Até convidei uma amiga minha para vir cá jantar (coisa que não fazia há muitos, muitos meses). O valor que poupo com os almoços caseiros não chega para a quantia da mala, mas já fico feliz se me der para um sofá do IKEA

Esta experiência de abstinência virtual foi uma espécie de revelação... Não fiquei muito contente por ter pago 45€ pelo carregador, mas oxalá tivesse avariado mais cedo para eu me dar conta da forma como andava a gerir mal o meu tempo. Como diria o outro, foi um "abre-olhos"... O ano passado queixei-me vezes demais sobre a minha falta de tempo fantasiada, quando na realidade essa falta de tempo era um eufemismo extremamente simpático para adjectivar a minha falta de motivação. Empolgada por este espírito avassalador que promete acabar com os meus dias de procrastinação, estou a pensar comprometer-me com outro desafio... reservar uma hora por dia para a prática de exercício físico em casa. Será que consigo? Espero, decidamente, que sim. O plano é simples: escolher um vídeo do youtube e fechar as cortinas para os vizinhos não me verem a saltar pela casa feita louca. Daqui até ao Verão, tenho sensivelmente dois meses e meio para enrijecer os músculos! (segundo o famoso programa de exercícios Insanity bastam apenas 60 dias para ficarmos com um "beach body" à maneira). Infelizmente eu não faço parte daquele tipo de pessoas iluminadas que de um dia para o outro começaram a comer grelhos em vez de batatas. Para mim o lema é outro: "beauty is pain", por isso só quando doer é que faz efeito.

O que eu queria concluir com estas ideias que me assaltaram de repente é que ficar afastado das redes sociais por algum tempo não é assim tão insuportável como parece... A internet é um vício, e é muito fácil sucumbirmos a ele sem nos darmos conta. Quando me sento diante do computador não páro de abrir páginas e de pesquisar temas desnecessários para a ordem do dia. É verdade que já estava a sentir alguma "ressaca" por não andar a escrever, mas peguei num caderninho antigo e fui desenhando uns tópicos sobre aquilo que vos queria contar... Lembrou-me os muitos cadernos que tinha, todos riscados e esgatafunhados, onde assentava as notas das entrevistas e as palavras mais importantes dos entrevistados. Quem os visse não compreenderia a fusão de ideias, mas para mim, significavam grandes obras de arte, e momentos, vividos a dois, unidos unica e exclusivamente pelo poder da palavra. Afinal de contas não deixei de romancear, só deixei de ler. Boa segunda-feira malta!

#moda

Slogan Mania

terça-feira, março 11, 2014


Ainda me lembro de uma sweatshirt que eu tinha quando era adolescente, cuja frente tinha umas letras garrafais inscritas, decoradas com muitas purpurinas. A dita sweatshirt avisava a navegação à vista de que a minha pessoa tinha nascido com uma missão: "born to be wild". Pois é, andamos muito saudosistas aqui por estes lados... Agora mais crescida, confesso-vos que não acho muita graça a andar com mensagens inscritas no peito, mas fora questões de gosto à parte, as t-shirts com slogans serão uma influência bastante forte nas tendências da próxima estação.


Vejo apenas dois riscos quando o tema é (ab)usar (d)estas peças: correr o risco de se parecer demasiado prática e demasiado descontraída, e incorrer no risco de não saber seleccionar as mensagens mais adequadas. Eu nunca na vida voltaria a usar a minha sweatshirt com letrar garrafais... Há um timing certo para tudo. Em todo o caso, pode-se brincar um pouco com as estas peças, não fosse a moda a disciplina perfeita para dar asas à criatividade.

As tshirts e sweatshirts são peças básicas e práticas, por isso, se o vosso objectivo não é de todo dar transmitir essa ideia, terão de as conjugar com peças mais sofisticadas e mais ricas. Como é facto, os saltos ajudam a "sofisticar" qualquer coordenado. Conjuguem uma tshirt e uns ténis e estão vestidas a rigor para ir ao ginásio, conjuguem uma tshirt e uns saltos e estão vestidas para sair à noite. Apenas terão de saber quando eleger uma, e quando eleger outra.


Enriqueçam o coordenado com acessórios, (os próprios acessórios também estão a entrar na tendência) e optem por duos de tons, mais do que duas cores, seria demasiada informação e demasiada "poluição visual". Quantos menos, melhor, lembrem-se sempre desta máxima! E claro, tenham cuidado com aquilo que dizem ao mundo, não vá o mundo responder-vos à letra.

Toda a gente pode usar esta tendência! Todo o tipo de mulheres, com curvas e sem curvas, mas atenção meninas curvìlineas, não comprem tshirts xxl, lá por serem peças descontraídas e desportivas, não têm necessariamente de serem do tamanho da roupa dos vossos namorados (a não ser que seja para dormir!).


Muito daquilo que se tem fotografado nas ruas, tem demonstrado que as mulheres têm conjugado as tshirts e sweatshirts com saias principalmente, mas também se podem vestir com calças e leggings (desde que tapem o vosso rabo devidamente). Acho que a opção das saias é uma forma de tornar uma peça masculina e relaxada num ícon feminino do qual as mulheres se estão a apoderar. A moda tem evoluído com essas transgressões feminino-masculino, e as mulheres têm sabido tirar partido das melhores mutações de sempre.

O que dizer ao mundo? Basicamente aquilo que vos apetecer. "Please, do not disturb. Thank you!" Um clássico, como sempre. "Féline, meow", não deixa de ser uma sátira comovente. E porque não dizer sim à "Simplicty"?! Inventem e divirtam-se!


#bangs

Cortes de Cabelo (para parecer mais nova)

terça-feira, março 11, 2014


O meu cabelo anda um bocadinho "desnorteado" ultimamente... Quando começa a ficar muito comprido, perde forma e começo a senti-lo muito "pesado"... Custa-me cortá-lo porque gosto do facto de apanhá-lo por inteiro sem cair mechas mais curtinhas... mas acho que está na hora de ir ao cabeleireiro preparar o "look" dos 30s. Não há nada que me deixe mais revitalizada do que um corte novo! E agora que a Primavera começa a dar os primeiros sinais de vida, sinto necessidade de me metamorfosear tal como as borboletas. E assim que comecei a pensar nisso, dei de caras com este artigo. Tomem nota dos aspectos mais importantes a ter em conta antes de decidirem "dar o corte".

Forma & Comprimento Certos - O cabelo é a "moldura do rosto". Podemos brincar com ele de forma a suavizar os traços mais marcantes de cada pessoa, destacando por outro lado os melhores atributos de cada cara (olhos, lábios, maçãs do rosto, sobrancelhas, etc). Um cabelo comprido obriga sempre a uma manutenção mais rigorosa, o que não é de todo compatível com algumas rotinas diárias atribuladas. Ao longo dos anos, o cabelo vai perdendo volume e textura. Fica mais fino, e mais falível, especialmente quando as mulheres entram na menopausa. É importante saber dar-lhe o comprimento certo e cuidá-lo com os produtos adequados de forma a manterem os níveis de nutrição e brilho que toda a "cabeleira" merece. Cabelos saudáveis = a aparência saudável. Os cabelos de comprimento longo podem fazer uma pessoa parecer mais velha por isso tenham cuidado. Mesmo que gostem de cabelos compridos (tal como eu), tentem torná-los o mais leves possível. Vejam um bom exemplo (que deve ter custado horrores!).


Camadas (aos molhos!) - Quando o cabelo começa a perder volume, a melhor forma de recuperá-lo é dividindo-o por camadas. Como o meu cabelo é relativamente ondulado, quando o corto, ele sobe sempre mais um pouco. Os diferentes comprimentos misturam-se e ganham elevação, o cabelo parece mais robusto, mas não sobrecarrega o rosto, antes pelo contrário. Tenho uma regra pessoal: nunca o corto acima da linha dos ombros... Tenho receio que o cabelo curto me arredonde muito o rosto, fazendo-me parecer uma "bolacha Maria". Em todo o caso, também acho que comprido como ele está, não está a ajudar em nada. Quero me livrar dos pesos (e dos excessos).

FranjasAs franjas são amigas das testas! Não tenham medo delas! São sexies, jovens, e indomáveis! Sempre que faço uma franja mais curta ela leva dias até regularizar, mas até que gosto do jeito maluco com que o cabelo fica...  Lembram-se da Katie Holmes, antes e depois?! Ela ficou magnifíca, não ficou?! O seu bob tornou-se famosíssimo! 

Volume - É a palavra de ordem! O corte certo acrescenta volume ao vosso cabelo, e torna-vos mais radiantes! Em casa também podem usar produtos de styling que dêem forma... Eu uso o Perfect Curls Urban Style da Jean Louis David e adoro! O creme ajuda a manter a elasticidade natural dos caracóis e torna-se um aliado no controle  dos efeitos do stress... Quanto mais stressada ando, com menos caracóis fico! É muito fácil de usar: depois de terem lavado o cabelo e retirado o excesso de água, penteiam e aplicam uma mecha com as pontas dos dedos, nas pontas do cabelo... fica fabulástico! O produto não é caro, e é suficientemente rentável para o tempo de uso, dura meses!

Pontas cuidadas - Há cabeleireiros que defendem os benefícios de aparar as pontas todos os meses... eu não sou tão disciplinada, até porque nem sempre há tempo... mas costumo pelo menos apará-las de 2 em 2 meses. Não há nada mais feio do que cabelo queimado e seco. Mais vale curtinho, e saudável, do que muito grande e completamente desidratado.


Coloração - E se as pontas secas não são bonitas, as raízes por pintar também não... Ao longo do tempo o tom natural do nosso cabelo vai mudando (ainda mais se o pintamos várias vezes, de vários tons). A coloração pode ser um bom aliado para (re)afirmar as origens e marcar posição com uma atitude assertiva. Há quem diga que ao longo da vida, à medida que envelhecemos, devemos ir pintando o cabelo com tons naturais mais claros. A cor confere um "look" mais actualizado e mais jovem, mas isso não significa que tenham de ficar louras para parecerem mais jovens... cuidado com as interpretações que fazem dos conselhos de beleza que andam por aí.

Styling - Não precisam de fazer todos os dias um penteado diferente, mas investir em produtos que vos ajudem a estruturar o vosso cabelo é uma mais valia. Se gostam do cabelo comprido, porque é que andam com ele sempre apanhado? Existem várias opções para todos os tipos de rosto. Aconselhem-se com o vosso cabeleireiro de sempre ou então, arrisquem, e entreguem-se nas mãos de um novo. Até porque acredito muito nisto... "a woman who cuts her hair, is about to change her life" (Coco Chanel). E de há uns meses para cá, eu tenho cortado naquilo que posso.

#aldeias de memória

Foz D'Égua

segunda-feira, março 10, 2014



A minha escapadinha a Alvoco da Serra, terminou com uma visita a Foz D´Égua, uma aldeia que pertence a Piodão. Foz D'Égua faz parte de um grupo de Aldeias de Memória que valem muito a pena visitar e que deliciam os olhos (e a alma) de qualquer um. A aldeia em xisto fica situada no fundo da Serra do Açor, à beira de um pequeno ribeiro. Para se entrar na aldeia/propriedade é preciso ter um pouco de coragem porque a única forma de fazê-lo é passando por uma ponte de arame suspensa....




Senti que estava a viver uma sequela do "Indiana Jones"... Se a paisagem do outro lado não fosse tão bonita, eu não tinha atravessado. Da primeira vez que me aproximei, a ponte começou a bambolear tanto que recuei o que já tinha andado... Da segunda vez o J foi à minha frente, mas a meio do caminho comecei a gritar-lhe "anda, anda, anda" para ver se passava mais depressa o caminho que ainda restava fazer. É uma experiência única, confesso. Original o quanto baste para nos roubar à rotina do dia a dia e teletransportar-nos para dentro de um filme qualquer.

Quando alcançarem o outro lado, irão encontrar uma casario composto por 4 a 5 casas, completamente restauradas, com excepção de uma. Segundo pesquisas minhas, o casario pertence a dois irmãos do Barreiro que ainda não restauraram a última casa porque não conseguiram descobrir o proprietário. A beleza natural e o detalhe com que o casario foi restaurado revela o cuidado e o rigor a que as obras obrigaram. Esta aldeia é privada, mas quem por lá passa pode entrar livremente para a visitar. E senão entrarem, vão arrepender-se de não terem visto um dos sítios mais bonitos de Portugal.

Ao fundo da aldeia existe um ribeiro. Podem passar de uma margem para a outra cruzando duas pequenas pontes que se cruzam entre si. Para além da paisagem maravilhosa, e da imagem do ribeiro entre o monte e a serra, há também uma pequena praia fluvial, que suponho ser magnífica em pleno Verão. Se ainda não consegui ser suficientemente convincente, queria dizer-vos que invejo com "I" maiúsculo as pessoas que vivem neste lugar. As casas parecem retiradas aos contos infantis que nos douraram os sonhos... dói de tão bonitas que são! No jardim traseiro das casas, há ainda uma piscina natural. Ouro sobre azul. 



Subindo desde o ribeiro até ao cimo do monte, encontram uma pequena capela no topo. A subida é díficil, mas a vista é grandiosa. Ao pé da capela existe também uma fonte, por isso se vos forem as forças, de sede não morrereis. Tudo é fresco e tudo cheira a natureza, apetece mesmo abrir bem os pulmões e inspirar a maior quantidade de ar possível. Parece que crescemos, que nos ampliamos de tão puro que é sentir o oxigénio circular nas veias. (Nota mental: devia fazer isto pelo menos um fim de semana por mês). Dá vontade de querer ficar mais um pouco, ou de na impossibilidade de prolongar a estadia, de partir com a ideia de poder voltar.