#30

Primeiro dia como mulher de 30

terça-feira, abril 29, 2014


Acordar com 30 não é assim tão mau... não é diferente de acordar com 29. Não tem nada de transcendente ou paranormal. Não ficamos com mais cabelos brancos, nem nos apercebemos de novas rugas no rosto. Nada disso. Despedir-me dos 29 custou-me um pedacinho, confesso. Às primeiras mensagens de "feliz aniversário" logo após a meia-noite, o meu coração começou a ficar apertadinho e não contive duas ou três lágrimas solitárias e silenciosas... acho que era o pré-aviso de que a (última) revisão de uma década inteira estava a chegar... Lembramo-nos de todas as coisas boas que aconteceram nesses dias, mas também repassamos por todos os sentimentos negativos que nos ensombraram, sem poder fugir da sua recordação. 

Estive uma hora a trocar mensagens com a minha irmã. Celebramos a passagem oficial dos 29 para os 30 na hora continental e na hora regional (quem é açoriano tem estas benesses horárias, pode comemorar tudo duas vezes). Depois disso adormeci e esperei para ver como me sentia na manhã seguinte. Não acordei a sentir-me melhor, não... tentei disfarçar que fazia anos, tentei esquecer-me e tentei não fazer disso um motivo para viver um dia diferente. Esforços ingratos, aviso. Os 30s acabaram-me por me devolver de novo à minha essência e a minha essência é esta: viver, sofrer, sobreviver! E seja em que data for, nunca poderemos fugir daquilo que nos espera.

Vesti-me, aperaltei-me e saí de casa, pronta para viver o inicio dos meus 30s sem saber como me ia aguentar. Acho que me safei bem (pelo menos, desta vez). Hoje garanto-vos que acordei bem melhor! Mais de serena do que ontem e com o coração bem preenchido. Sou oficialmente uma mulher de 30 (e tal como diz o J, agora já não tenho desculpas para as crises existenciais). Uma das coisas boas que a idade nos traz é sem dúvida acordar com mais vontade de viver. Foi isso a 1ª lição dos meus 30s! Foi a 1ª coisa que aprendi! Agora só resta fazer com os meus 20s se roam de inveja dos meus 30s  and somebody has to do the dirty job! I'm starting today!

#bicicleta

10 coisas para fazer antes dos 30s

sexta-feira, abril 25, 2014



Como é que é possível que existam mulheres que nunca usufruíram de um tratamento de manicure? Eu tremo de cada vez que ouço alguém dizer "eu nunca fiz as unhas!" (e tenho uma amiga bastante próxima nessas condições). Acho que ficava menos chocada se me dissessem "eu nunca fui ao ginecologista"... Meninas que nunca entraram num salão de beleza, não sabem o que perdem! É super relaxante! Sempre que posso, uma vez por mês, entrego-me aos cuidados da minha esteticista e arranjo os pés e as mãos... Um pequeno luxo do qual não abro mão, que me faz sentir bem e bonita. Por isso, uma das coisas que recomendo (e muito!) fazerem antes dos 30s é sem dúvida pagarem para vos arranjarem as mãos. Não vale a pena esperarem tanto tempo sem saber o que isso é!


Lembram-se deste post sobre viver sem televisão? Nele revelei uma das minhas maiores proezas de todo o sempre: achar que podia ser loura (e que isso me ficava bem!). Aconselho-vos seriamente a passarem pelo capítulo em que pintam o cabelo de uma cor que não vos fica nada bem... Toda a mulher sofre da síndrome de querer ser loura em alguma fase da sua vida, e tal como podem comprovar, eu não fiquei imune! Todas vós já pediram ao vosso cabeleireiro umas madeixitas louras, aqui e ali, para dar mais luz ao rosto, certo?... Pois o meu conselho é: quanto mais cedo passarem por isso, e mais rápido perceberem que não é a coisa mais sofisticada do mundo, mais tempo vão ganhar a recuperar a vossa imagem! Portanto se nunca pintaram o cabelo, aconselho-vos a brincarem com isso antes dos 30s (a partir daí, já é suposto saberem o que é que vos fica bem, ok?!)


Viver no nosso país é sempre mais fácil, não tenho dúvidas em relação a isso, mas viver fora dele também faz parte das minhas recomendações para antes dos 30s. Infelizmente, essa realidade está a tornar-se cada vez mais comum entre os portugueses, uns mais jovens, outros menos jovens... Eu tive a sorte de o poder fazer antes dos 30s e não estou nada arrependida! Valencia é a minha cidade do coração e a experiência de estar fora de casa (a duplicar) deu-me ferramentas muito úteis para a vida futura... Um idioma novo, experiências profissionais diferentes, culturas e perspectivas de vida mais amplas e amigos de todos os cantos do mundo... não há nada perder numa viagem que garante essas contrapartidas. E se der errado, não há problema, há um sítio para onde podem voltar. Aliás, regressar é das coisas mais calmantes do mundo, garanto.


E se viver fora é bom, imaginem como não será andar de bicicleta numa capital europeia! Já experimentaram?! É claro que em Amesterdão isso deve ter mais charme, mas seja lá onde for, vale muito a pena! Na foto, estou a percorrer o parque Caffarella em Roma. Deviam estar uns 35º graus... e de chinelos a coisa tornou-se mais complicada. Ao final do dia ganhei um escaldão daqueles, mas ficou o registo para a posteridade (mal sabia eu que um dia escreveria sobre isso). Tenho muitas saudades de utilizar a bicicleta como meio de transporte principal. Em Valencia, deslocava-me assim, todos os dias. Tinha uma bicicleta vintage que já devia ter pertencido a uma 10 pessoas no mínimo. Tinha uma cesta à frente e uma campainha daquelas muito desafinadas que replicava uma espécie de "trim, trim, trim"! Tinha também uma lanterna que acendia conforme a força das pedaladas... Ah, e não tinha travões! Cada vez que andava nela parecia o Benigni em "A vida é bela"!


Próximo: ir a uma festa temática e tirar fotos parvas: done! É uma experiência divertida e fora do comum, mas primeiro certifiquem-se que os convidados vão realmente vestidos de acordo com o tema... uma vez convidaram-me para um festa temática e ninguém foi vestido a rigor, a não ser eu! Tive o meu momento "Bridget Jones", mas mais compostinha!

Aconselho-vos também a inscreverem-se num casting ou coisa semelhante. Já participei em dois: um para locutora de uma conhecida estação de rádio e outra para pivot de um canal internacional. Cheguei à fase final em ambos, mas depois não fui seleccionada. Na época concorri, mas muito pouco esperançada nos resultados... e acredito que não acreditar é mais do que suficiente para não dar certo. Se calhar hoje, com mais experiência, e quase mulher de 30, era capaz de funcionar de forma diferente. Enfim... ao menos tentei.


Entre todas as coisas que eu acho que se devem fazer antes dos 30, também incluo na lista uma roadtrip com uma amiga. Não interessa se é dentro ou fora do país, se é de carro ou de comboio, o que interessa é fazer. Tenho recordações muito boas mesmo. Momentos que enriqueceram a minha vida e pessoas que me ficaram no coração. Nem sempre caminhamos para o mesmo lado, mas um dia estivemos no mesmo lugar.

E a fechar a lista, ainda tenho mais 3 sugestões para quem ainda não está nos 30! Aconselho-vos vivamente a saírem da vossa zona de conforto. Isso pode significar diferentes coisas para diferentes pessoas. Mas quando acharem que é o momento, façam-no. Sair da nossa zona de conforto, serve para, mais do que testarmos os nossos limites, confirmarmos a nossa força. E serve essencialmente para nos tornarmos melhores. 

Eu já saí várias vezes da minha zona de conforto... saí quando decidi trabalhar numa loja. Foi uma decisão tremendamente asustadora que nem sempre me pareceu a melhor. Saí da minha zona de conforto quando decidi experimentar no ginásio uma aula de Dance. Parecia um peixe. Fora de água, como é óbvio. Sair da zona de conforto é isso. Sentir que se está fora de água e continuar a respirar. Saio da minha zona de conforto sempre que pego num carro em Lisboa. Tremo, oh se tremo! Um dia aceitei um trabalho onde tinha de conduzir obrigatoriamente. Quando me perguntaram "conduzes?", eu disse que sim. Conduzia sim, numa ilha, onde só haviam duas faixas, uma para cada lado. Lembro-me que o carro não tinha GPS, então no dia antes, escrevia num caderno os percursos que tinha de fazer e decorava-os para não me esquecer das saídas por onde tinha de ir. Foram dias de angústia, mas que hoje me dão muito que rir... Peço as minhas desculpas ao proprietário do carro que ficou sem espelho de um lado! Posso não ser boa condutora, mas até que tenho jeitinho para escrever... Quando se quer muito uma coisa, nunca se desiste à primeira, mesmo que hajam uns estilhaços pelo meio!


Há mais duas coisas que eu recomendo antes dos 30. Aliás, a primeira eu recomendo sempre que vos der na real gana, em qualquer idade em que a considerem. Trata-se de mandar um chefe à m#@$#. Estas atitudes também são precisas. Se calhar mais do que se imagina. Nem todos os chefes são maus, e não são maus em tudo, mas a mania da monopolização é uma coisa que a mim me causa náuseas. Os chefes portugueses são muito pobres em reforço positivo, mas são o topo do topo quando se trata de desprestigiar o valor dos seus colaboradores. 

Há uns anos atrás trabalhei numa reputada cadeia de lojas no departamento de marketing e comunicação. A minha chefe era relativamente nova, não tínhamos uma diferença de idade muito grande. Estive lá 6 meses a substituir uma colega em licença de maternidade. Quando acabou o contrato, ela sugeriu que eu ficasse, mas quis pagar-me por baixo da mesa, sem regalias e sem termos legais. Eu até gostava muito daquilo que fazia, mas tomei a decisão de recusar a proposta dela quando me disse: "sabe, é Novembro, e em Novembro ninguém a vai querer, por isso não tem outra solução senão aceitar aquilo que eu lhe estou a oferecer". Pois é minha senhora, Novembro é um óptimo mês, sabe para quê? Para mandá-la c#&%@!


E por fim, também vos recomendo, sempre que quiserem, sempre que sentirem, sempre que for mais forte do que vocês, apaixonarem-se. Pode ser que os 30 não tragam tantas borboletas na barriga como outra idade mais naíve, mas trazem com certeza muitos passeios de mãos dadas. Agora que o Verão parece aproximar-se sejamos tão felizes como dantes. 

#dia mundial do livro

#Que tipo de livro seriam?

quinta-feira, abril 24, 2014


Ontem comemorou-se o Dia Mundial do Livro (Abril é de facto um mês cheio de datas assinaláveis!). Confesso que já li mais do que leio actualmente... escrevo muito (mas não tanto como queria) e leio pouco (o que não queria que acontecesse), mas entre o equilíbrio de ambas as coisas, recordo-me da importância da leitura todos os dias da minha vida! "Quem escreve constrói um castelo. Quem lê passa a habitá-lo" (Milan Kundera). A leitura oferece-nos a possibilidade de nos questionarmos sem sentirmos na pele o peso sôfrego dos juízos de valor. Uma atitude libertadora aos dias de hoje. 

Escrever um livro é uma ideia que já me passou pela cabeça (e parece-me que é daquelas que ficou cá hospedada, pelo menos por mais uns tempos), agora o que nunca me passou pela cabeça foi a possibilidade de me tornar livro (vá, também já me passou pela cabeça ser entrevistada pelo Daniel Oliveira no "Alta Definição"... um resquício juvenil perdido e achado na minha crise dos 30). Brincadeiras à parte, decidi divertir-me com um quizz do Survley.com cujo objectivo é descobrir que tipo de livro cada um de nós seria... Ao que parece, eu estaria na seguinte secção da livraria:

"Humor. You love to laugh at life, and if possible, get others to laugh along with you. You believe there's always a humorous side to everything. And your sense of humor ranges from upbeat to very dark. You are outrageous and very honest. You're often the only one willing to say what everyone else is thinking. You are witty and verbally talented. You like to play with words and say things in interesting ways".

Honestamente, acho que bate certo. Gosto mesmo de brincar com as palavras, divirto-me imenso! De verdade mesmo! Experimentem fazer o teste também... algumas pessoas (principalmente as que mais conhecemos) são apenas um postal, um post-it ou um telegrama, outras, noutra versão, são bíblias, teses de mestrado, ou cartas judiciais... Sejam o que vocês forem, evitem ser uma página em branco. A estória agradece. A da vossa vida. 

#lojas do aeroporto

Giveaway Victoria's Secret (The Winner)

terça-feira, abril 22, 2014



Antes de revelar o nome do vencedor do giveaway da Victoria's Secret só queria deixar claro que não está envolvida no sorteio qualquer parceria ou patrocínio da marca. Por muito que eu gostasse que a Victoria's Secret me enviasse produtos para casa, a ideia do CC Favorite Things foi replicar o que a minha querida Oprah fazia, mas numa escala bastante mais comedida... no entanto, nunca se sabe... um dia ainda acabo a oferecer-vos um carro! Portanto, desenganem-se se algum dia vos der a possibilidade de ganharem alguma coisa que eu não tenha testado ou aprovado antes, ou que simplesmente não faça parte do meu código de honra pessoal... palavra de CC! Marcas há muitas, mas relações de confiança poucas ou nenhumas. Prometi apenas dividir as minhas prendas convosco e não vos vou desiludir!

Obrigada a todos aqueles que participaram e a todas as partilhas que efectuaram! O CC ficou maior (em quantidade e qualidade!). E dado o sucesso do 1º CC Favorite Things, se eu fosse vocês não me ia embora já! A 2ª volta reúne duas das coisas das quais eu mais gosto: livros e moda! O que é que vos parece? E mais não digo, a não ser o respetivo nome da vencedora... Parabéns Inês Tavares! (Seguidor do Google Rede Social "Inezzitah" | Link de partilha pública: Post by Makeup Looks da Inês). Enviarei um email com os detalhes da entrega do prémio! 

Aos restantes participantes, não fiquem tristes (este ano vou à Terceira umas quantas vezes por isso posso fazer um mini-break propositado nas lojas do aeroporto e aproveito para escolher uns miminhos para vocês!) Love you all! Obrigada!

#aniversário

A Mulher de 30

terça-feira, abril 22, 2014


Pois é malta, estamos a viver a última semana dos 29 (dois-nove)! A minha irmã já começou a contagem decrescente oficial e divulgou nas redes sociais esta foto minha (uma fofura né?!). Em pleno  ano de 1984 já se conseguia adivinhar que eu seria um prodígio... Entretanto, ao escrever o post de hoje, encontrei isto e achei uma doçura. "A Mulher de 30", para todas as mulheres de 30 (ou para aquelas quase nos 30s):

"(...) Elas talvez não saibam, mas são as mais bonitas das mulheres. Acho até que a idade mínima para concurso de miss deveria ser 30 anos. Desfilam como gazelas, embora eu nunca tenha visto uma (gazela). Sorriem e nos olham com uns olhos claros. Já notou que elas têm olhos claros? E as que usam uns cabelos longos e ondulados e ficam a todo momento jogando as melenas para trás? É de matar. (...) Mas o que mais me encanta nas mulheres de 30 é a independência. Moram sozinhas e suas casas têm ainda um frescor das de 20 e a maturidade das de 40. (...) Elas sabem escolher um travesseiro. E amam quem querem, à hora que querem e onde querem. E o mais importante: do jeito que desejam. São fortes as mulheres de 30. E não têm pressa pra nada. Sabem aonde vão chegar. E sempre chegam."

De facto, depois de um ano e tal a bater de frente com os altos e baixos da típica crise dos 30, sinto-me um pouco mais em paz... Não sei se é porque a data crucial se aproxima e a ansiedade começa a diminuir, se é por já ter esgotado todas as dúvidas existenciais com as quais me poderia debater... A verdade é que hoje ao voltar do trabalho para casa tive a estranha sensação de ser invadida por um sentimento de serenidade muito grande... (talvez fosse apenas o fim de tarde ameno, os cabelos ao vento e a felicidade de descer a rua, direita a casa, que me trouxeram um súbito equilibrio instântaneo, provavelmente arruinado pelo próximo despertar, amanhã de manhã). Ironias à parte, noto que os meus 30 são decidamente uma idade em que posso não ter (ainda) certeza daquilo que quero, mas sei exactamente aquilo de que não gosto. E isso por enquanto é quanto baste. 

Durante muito tempo confesso que imaginei os meus 30s como um deadline ambicioso para avaliar as conquistas materialistas... Imaginava-me com casa própria, carro, milhões de carimbos internacionais no passaporte e um título pomposo de manda-chuva (uma vida de luxos desmesurados que eu própria não conseguiria assumir por causa da minha forretice!). Ainda bem que não tenho nenhuma dessas coisas... ainda bem que os meus 30s não me trouxeram nenhuma dessas coisas... Ainda bem que os meus 30s me continuam a demonstrar que a felicidade que eu procuro está em outras coisas que não estas.

Aquilo que eu sei na realidade e que os meus 30s me confirmaram é o facto de todos nós termos um preço, porém o valor das coisas das quais eu gosto não tem custos adjudicados! Isso sim é  liberdade, uma coisa tão rara nos dias de hoje... Em vez dessas obscenidades que eu incluí um dia no moodboard da minha vida, tenho coisas que nunca pensei que me fizessem tão feliz como me fazem...Tenho um blog, uma "petite maison" e ando a pé todos os dias... mas no regresso a casa, ao fim do dia, quando me olho toda desgrenhada no espelho, a pessoa do lado de lado costuma-me piscar o olho: "well done!" Venham eles!

#açores

Menina e Moça (mas não de Lisboa)

sexta-feira, abril 18, 2014

- Sabe se os armazéns do Martim Moniz ainda estão abertos? Não, não sei.
- É de Lisboa? Não, não sou.
- É do Norte? Não...
- É do Sul? Não...
- Ah... é Brasileira! Não, não sou...
- É de Lisboa... Nãoooo
- Se não é do Norte, não é do Sul, é de Lisboa... 
- Portugal é muito grande...
- Antipática!

(podia abstrair-me de fazer comentários sobre o diálogo acima transcrito... é agreste, mas penso que serve para ilustrar a importância da geografia na comunicação interpessoal... pobre mulher!)

#educação física

O tamanho (do peito) não importa

sexta-feira, abril 18, 2014


Também tu, Kate Upton? "I wish I had smaller boobs every day of my life as I would love to wear spaghetti tops braless or go for smallest bikini design. I know I say I wish I had smaller boobs - and that´s true because at least twice a day I wish that. But the grass is always greener, as they say! I love my boobs and I'm proud of my size. That's an important message to young girls - love who you are and be proud of who you are." (The Sun) Porque é que as mulheres nunca estão contentes com o tamanho do peito?! Quem tem pouco quer mais, e quem tem demais, quer menos. (e quem atura as neuras sou eu!)

Quando eu era adolescente, o peito apareceu-me muito cedo. Odiava as aulas de educação física porque os rapazes da turma atrasavam-se de propósito no aquecimento só para se manterem ao meu lado... eu atrasava-me porque andando mais devagar reduzia drasticamente o número de oscilações por segundo (e também porque nunca fui grande aluna a educação física, verdade seja dita). Até hoje me questiono sobre a hipóteses em aberto... será que se a minha mãe me tivesse comprado um bom soutien de desporto, eu teria começado a encarar a actividade física como uma coisa pacífica na minha vida?!

Lembro-me de vestir o soutien de desporto, um top de lycra por cima, e uma ou duas camisolas para disfarçar o volume a mais. Apesar de todos os esforços para conter as "amigas" lá no sítio, nunca odiei o meu peito, nem nunca me senti mal com isso... Quando percebi que me trazia a vantagem de entrar na discoteca antes dos 18, passei a adorar a ideia de ser uma copa G! Entretanto a idade trouxe com ela a gravidade e a perda de colagénio um pouco por todo o lado... estamos no F (mas ainda fazemos sucesso!)

No entanto o que eu noto na maioria das minhas clientes é uma coisa estranha... parece que não gostar de alguma parte do corpo parece ter-se tornado um pré-requisito para atingir (e com o devido mérito) a idade adulta. Ai, parem de se queixar! As mulheres não se reduzem ao tamanho das mamas. Toda a gente tem coisas que gostaria de mudar ou melhorar, mas não exageremos na dosificação de cada uma delas. Se a Kate Upton aos olhos do público parece (quase) perfeita e mesmo assim preferia ter uma mamas mais pequenas só nos relembra o quanto ela é real. (caso ainda não estejam convencidas de que os homens preferem as curvas, reencaminho-vos para este artigo que confirma a minha teoria, e não só!)

#amiga

Amiga

quarta-feira, abril 16, 2014





Normalmente as pessoas não me pedem para escrever sobre elas, mas eu escrevo na mesma, algumas vezes sem autorização. Ainda assim, há uns dias atrás, alguém me pediu que para lhe dedicar um post. Eu prometi que sim. (e sou aquele tipo de pessoa que dorme mal quando não cumpre as promessas que fez, por isso, depois do dia de ontem, achei que este era o momento para o concretizar). É uma pessoa por quem tenho um carinho muito especial. É um bem precioso (e quase imaculado) que me apetece proteger de todas as malefeciências do mundo. Faz-me lembrar quem eu era quando cheguei a Lisboa. Faz-me lembrar de um dos meus vários inicios, e isso só pode trazer-me boas recordações. 

A sua ingenuidade encerra uma mão cheia de sonhos. Reconheço-lhe no brilho dos olhos a adrenalina do coração. Emana uma doçura rara, pouco comum às pessoas cansadas. Faz-me lembrar quando eu era uma pessoa mais serena, e ainda sim, menos conformada. Luto pelos sonhos dela, como se lutasse pelos meus, porque ao vê-la sonhar ganho força para poder sonhar também. A nossa aproximação foi um golpe da química, mas talvez um acerto de contas do destino... 

Parece frágil como o vidro, mas é dura como a cal. Grito com ela, mas baixinho. Chamo-lhe a atenção para as coisas que podia ter feito de forma diferente. Sou má ao ponto de exigir-lhe que se adequa àquilo que eu espero. Dou-lhe dicas gratuitas sobre conceitos diários. Quero que seja a melhor versão dela própria porque acredito (e muito) em tudo aquilo que encerra. (esse sempre foi um dos meus grandes problemas... as pessoas de quem mais gosto são aquelas com quem mais discuto...mas isso só acontece porque prometi lutar por elas independentemente de quaisquer circunstâncias. No dia em que eu deixar de o fazer, provavelmente, nada mais nos une (e esta também é para ti, J).

Foi a ela a quem pedi que deixasse as borboletas na barriga continuarem a voar. Foi a ela a quem pedi que continuasse a tentar para eu que não desistisse também. E sempre que a vida nos rebate com a maré das tristezas, ela é aquela amiga que ouve e que não critica. E que respeita o silêncio da mesma forma que respeita todas as palavras ditas entre nós. Trouxe-me serenidade e paz à minha vida. E um conceito de amizade que eu não esperava repetir. Ela representa muito oxigénio para as minhas crises de ansiedade dos últimos meses. Acho que no fundo foi um anjo que arranjou emprego vitalício. Não sei se ela vai dar conta do post, mas como fiel seguidora das minhas estórias penso que sim. Desculpa ter-te feito personagem hoje, mas o prometido é devido.

#clientes femininas

Mulher elogia mulher

segunda-feira, abril 14, 2014


Yeah!!!!! Eu tinha de vos contar isto... Foram precisos 730 dias para finalmente receber um elogio de uma cliente! Fiquei babada! M-U-I-T-O babada! O que se passou foi isto: normalmente as clientes elogiam a forma como trabalho, a minha disponibilidade, a minha simpatia, o meu know-how, a minha generosidade em ajudá-las, as minhas sugestões e as minhas palavras positivas... uma espécie de full package em life coaching! Ninguém elogia a nossa beleza ou o nosso corpo, muito pelo contrário... São capazes de perguntar onde compramos os brincos que trazemos ou de que marca são os óculos que usamos, mas quando se trata do corpo, a conversa é outra. Raras não foram as vezes em que me deram os parabéns pela "gravidez" ou em que me perguntaram, com pouca delicadeza, se o meu peito não devia estar mais para cima... As mulheres são más para as outras mulheres, admitamos. Existe um velho preconceito, totalmente descabido, sobre o qual uma mulher não elogia outra mulher. E eu continuo sem perceber porque é que isso ainda acontece nos dias de hoje...

Depois de testemunhar durante tanto tempo como as mulheres portuguesas odeiam o seu corpo, comecei realmente a gostar mais de mim. Começamos a pôr para trás das costas todas as palavras depreciativas com as quais não nos queremos identificar... não queremos ser como elas, e isso dá-nos uma perspectiva diferentes sobre as coisas, transformando as nossas dúvidas em confortáveis seguranças. Agora, esperar que sejam elas a tomar a iniciativa de nos elogiar é uma possibilidade quase remota quando se trabalha na área em que eu trabalho. Em todo o caso, parece-me uma tarefa ingrata quando se passa a vida a convencer as pessoas das suas mais-valias e não se recebe nada em troca... 

Foi quando em conversa com a minha cliente,  sobre a dieta pós-natal - pré-biquíni, ela disse: "você não é gorda, você está bem assim, você é uma mulher com formas, bonita, normal e natural". Eu esperei 730 dias por isto!!!! 7-3-0!!!! Soberbo! Não é que eu precisasse que alguém me confirmasse isso, mas precisava principalmente que me confirmassem que ainda havia esperança no mundo... Salvé!!!! É tão dificil encontrar uma mulher com serenidade própria suficiente para conseguir verbalizar palavras dessas... Apeteceu-me atirar fogos de artíficio em plena loja... Deixou-me reconfortada a alma. 

Apesar de tudo, e como o karma é uma coisa lixada, calhou-me, no mesmo dia, atender novamente a primeira reclamação que tive nesta vida de balconista... A cliente em questão continua tão simpática como dantes. Um mimo daqueles que nos apetece abater à primeira oportunidade. Mas não importa nada... por  uma mulher que gosta muito pouco dela própria, existem duas que gostam muito delas mesmas, e como se isso não bastasse, ainda trocam elogios entre si. Life's beautiful... mesmo que seja 730 dias depois. 

#cover songs

DMK (o remédio para as 2as feiras)

segunda-feira, abril 14, 2014


Este post estava originalmente para ser um post sobre o meu domingo e sobre o spring closet cleaning que decidi fazer... Estava a pensar na banda sonora perfeita para acompanhar as conclusões repetitivas de todos os meus closet cleanings: "não tenho nada para vestir!"... e de repente lembrei-me do "Just can't get enough" dos Depeche Mode que descreve tão bem a relação das mulheres com a roupa. Em modo pesquisa, encontrei os DMK (Dicken, Milan, Korben) e decidi dar-vos música em vez de vos chatear com os meus dilemas femininos. Estes vídeo é uma doçura! Não sei já conheciam, mas aconselho-vos a pôr o volume mais alto e a respirarem fundo porque hoje é só segunda-feira. Boa semana malta!

#air france

France is in the air

sexta-feira, abril 11, 2014







A Air France, companhia na qual eu nunca viajei, acaba de lançar uma nova campanha com o slogan "Air France, France is in the air"... se eu já tinha vontade de rumar até à capital do amor, este seria o momento ideal para redobrar as minhas intenções. As fotografias da campanha, realizadas por Sofia Sanchez e Mauro Mongiello retratam modelos conhecidas como Ali Michael, Bette Franke, Shanina Shaik, entre outras, caracterizadas com elementos alegóricos a algumas das rotas da respectiva companhia. Foi quando me dei conta do seguinte... 

Ora... tendo sido Lisboa eleita pela CNN como a cidade mais "cool" da Europa, porque é que as mulheres portuguesas não tiveram direito a uma pequena representação na campanha publicitária da companhia? Se estão lá nuestras hermanas, espampanantes como é hábito, porque é que nós, mesmo aqui ao lado, não tivemos direito a pousar para a fotografia?! Eu não estou a reclamar nada e sei que provavelmente não houve tempo, nem budget para incluir todas as capitais/cidades para as quais voam, mas que me deixou com a pulga atrás da orelha, lá isso deixou. O que é que realmente caracteriza a mulher portuguesa? Pergunta para 1000 euros!

Se houvesse realmente lugar para uma foto, que foto seria? Seria uma varina, meio descalça, de saia rodada, com a canastra à cabeça? Não me parece suficientemente chic para competir com as meninas de Miami ou do Brasil... Somos assim uma espécie de classe sem categoria. As ruas portuguesas estão cheias de mulheres, mas o que é que elas têm em comum para serem identificadas enquanto mulheres portuguesas?
Não há de facto um elemento forte que nos caracterize apenas, e só, pelo facto de sermos portuguesas. Seremos nós, seres sem identidade própria, mais cidadãs do mundo, do que da própria Lisboa?! Público de massas que consome as tendências externas, voltado para fora e não para dentro?! Deixo as respostas a quem de direito porque também eu, a esta cidade, não pertenço. Um dia conversamos sobre a beleza e o estilo das mulheres açorianas, pode ser? 

#dia dos irmãos

National Siblings Day

sexta-feira, abril 11, 2014



Ontem foi dia dos irmãos, (National Siblings Day), mas eu não tive tempo de escrever nada... cheguei a casa por volta das 19h e disse à Jillian Michaels: "let's have a break darling!"... enfiei-me na cama com a janela aberta, e deixei a brisa primaveril do final da tarde adormecer-me lentamente... (estava feita num oito!) Ultimamente, com os dias de sol que tem estado, tenho sentido imenso calor... já não consigo usar collants, e muito menos sapatos fechados (como é que vou sobreviver a mais um Verão sem pôr os dedinhos de fora?!) E os sapatos rasos estão a dar cabo das minhas costas... apesar dos treinos intensivos, ainda tenho carga a mais sobre as fundações principais. Só me apetece mergulhar dentro de uma loja e refazer o roupeiro para a nova estação! Encontrar uns sapatos meio-termo é uma verdadeira caça ao tesouro (é nestes casos que o título de jovem ainda nos concede algumas vantagens como por exemplo ir trabalhar de ténis).

Mas, voilá, voltando ao assunto principal, depois de recarragadas as energias, queria assinalar a data com uma old selfie minha e da minha irmã (how cutie it is!). A minha irmã tem sido a minha "treinadora de bancada" ao longo destes anos e sempre que me sinto desmotivada, ela entra em acção.  Além disso, a minha irmã sempre zelou muito pela minha auto-estima...sempre me fez sentir bem comigo mesmo e acreditar em mim mesma, independentemente dos tamanhos da roupa que fui vestindo. E eu estou-lhe muito grata por esse trabalho tão nobre (e tão necessário). Infelizmente, uma das coisas tristes do meu trabalho passa pelo facto de ser testemunha de momentos menos felizes ... não são raras as vezes em que uma mãe ou uma irmã abatem psicologicamente as clientes com quem vou estando dizendo-lhes que "estão gordas", "que são anormais", "que estão cheias de banha", ou "que são feias e nada lhes fica bem". Parece inacreditável, não é?! Mas sim, existe e eu já o vi, mais do que uma vez.

Os últimos tempos  não têm sido fáceis para a minha irmã, mas eu diria que ela entrou sem dúvida na fase de alta performance. A minha irmã tem 35, não é casada, não tem namorado, não tem filhos e não tem o relógio biológico a dar horas, e não tem problemas em admiti-lo. A minha irmã vive em casa dos meus pais, colecciona sapatos, malas, e cremes anti-rugas, caros. A minha irmã toma medicação para controlar ataques de pânico frequentes. E às vezes não gosta de dormir sozinha. E sabem porque é que a minha irmã aos meus olhos é uma mulher tão especial? Porque se recusou (e se recusa) a ser rotulada com todos os títulos com os quais já a quiseram baptizar. É um espírito livre e uma personalidade combativa. Não tem medo de enfrentar seja o que for, mesmo sabendo que pode entrar em campo em desvantagem.

A maior lição que eu tiro da convivência com ela é uma: "I want the fairy tale! And I deserve it!" And I love you, you know... Não nos devemos contentar com aquilo que achamos que é inferior ao que merecemos (seríamos com certeza todos mais sinceros se o fizessemos). Obrigada irmãzinha por te manteres fiel a ti mesma ao longo deste tempo e por não me deixares cair em tentação (by the way, eu durmo contigo sempre que precisares!) Amén!

#generosidade

Boas estórias

quarta-feira, abril 09, 2014


Sim, é um anúncio publicitário de uma companhia de seguros tailandesa, mas acredito que estes 3 minutos de pura ficção reproduzem estórias quotidianas reais. Deixou-me com o coração dilatado! A dádiva da generosidade é de facto um sentimento sublime e supremo que nos esquecemos de explorar a diário. Construam as vossas estórias pessoais, mas não se esqueçam de participar nas dos outros também. Por vezes são os figurantes que desempenham os  papéis mais importantes...

#empreendedorismo

O empreendedorismo contemporâneo

quarta-feira, abril 09, 2014


Desde que escrevi sobre o meu desejo de voltar a ser freelancer, muitas vozes se levantaram para opinar sobre essa realidade, comum a muitos profissionais portugueses, a uns por opção, a outros por falta dela. Existem várias coisas que me agradam na romântica visão, pouco realista, de ser chefe de mim mesma. Muitas mesmo. Mas existem duas ou três que não me agradam nada. Essas duas ou três obrigam-me por enquanto, a aceitar a realidade tal como ela é.

Durante o meu percurso profissional aprendi uma coisa, relativamente cedo, que considero fundamental em qualquer projecto:  rentabilidade económica. Apesar de ser uma profissional de comunicação, na maioria das situações, e em alguns casos domésticos, a minha mente está bastante direccionada para os números. É por isso que quando me perguntam porque é que o marketing é tão importante hoje em dia, eu respondo: porque maximiza o retorno económico. Ou seja, coloca dinheiro dentro de casa. Desenganem-se os empregadores, a quem lhes façam crer que o marketing ajuda (única e exclusivamente) a promover a notoriedade da marca. Para perceberem melhor a minha ideia, deixo-vos um exemplo muito prático: quando elogiam os vossos colaboradores pelo bom desempenho, eles ficam contentes, mas os elogios não põem manteiga no pão. Está claro agora?!

Toda a gente pensa em dinheiro. É uma realidade. Mas nem toda a gente pensa nele da mesma forma. Eu penso de uma forma e a minha irmã de outra. Eu e o J pensamos os dois de forma parecida. Mas o que eu queria mesmo dizer com isto, é que nos tempos que hoje correm, há uma corrente de empreendedores contemporâneos que sabe muito pouco sobre o valor do dinheiro. Dão o exemplo do seu sucesso sem mencionar a comparticipação alargada dos pais, ou sem mencionarem o facto de não serem totalmente independentes. Esses empreendedores românticos, e super, mesmo super positivos, que basearam a constituição das suas empresas nas máximas alegóricas d' "O Segredo" não se preocupam em preparar marmitas para o dia seguinte, e não raras as vezes, ouço-os dizer, a quem vive em plena escravatura moderna que o trabalho assalariado e precário não se fez para eles. Perdoem-me meus caros leitores, mas tais afirmações, merecem da minha parte um grande "vão à m#@da".

E note-se, tenho várias amigas, na casa dos 30s e dos 40s que decidiram dar o grande passo, agora, mas que não vivem de ilusões, nem de vidas cor de rosa "oh so chic". Vivem da realidade, tal como todos nós vivemos. Uns dias melhor, e uns dias pior. A forma com a qual os meus pais incentivam as minhas ideias de empreendedorismo resume-se à seguinte palavra: "desenrasca-te!" E eu estou-lhes eternamente grata por me terem ensiando a ter os pés bem assentes na terra e a ser uma gestora doméstica razoável.

Por isso, da próxima vez que alguém me disser: "ah não podes ser assim, não podes pensar só em dinheiro", eu talvez lhe diga: "então pensa tu um bocadinho por mim, nas contas todas que eu tenho para pagar e diz-me como farias, combinado?!" Ainda assim, parece-me importante referir que eu concordo plenamente com o facto de termos de correr atrás daquilo que gostamos de fazer, mas ninguém se torna um bom empreendedor, sem ser antes um bom profissional. E ser-se um bom profissional exige resilência e sangue frio quando é preciso reclamar pela manteiga que falta no pão. Get a life, my dears, e não me façam perder tempo com contos de fada rançosos pouco adaptados aos dias que correm. É nisto que dá a crise dos 30s... passamos a selecionar (e muito melhor) a informação toda que filtramos: Ctrl, Alt, Del!

#beleza

Victoria's Secret Giveaway

terça-feira, abril 08, 2014


Lembram-se de vos ter dito que este mês partilhava as minhas prendas com vocês?! O prometido é devido e começo a cumpri-lo hoje! Assim, numa espécie de "CC Favorite Things 2014", e a pedido de uma amiga que me disse: "olha, como tu viajas muito, e passas pelo aeroporto, será que não podias parar 5 minutos na loja da Victoria's Secret e comprar-me umas coisinhas?" Pois é, de facto,  não me custa nada realizar desejos destes... não só lhe prometi comprar as tais coisinhas, como também decidi oferecer-vos a possibilidade de experimentarem um dos meus produtos favoritos, best-seller cá em casa.


Confesso-vos que é muito dificil escolher entre todas as fragâncias que existem... são muitas e são todas maravilhosas, frutadas e doces, anunciando uma primavera cheia de coisas boas! Optei pelo Strawberries & Champagne, um perfume corporal de 250 ml, enriquecido com aloe vera e camomila. Costumo aplicá-lo depois de hidratar a pele com o creme da mesma fragância. Ajuda a prolongar o efeito calmante, e deixa a pele (e a roupa) super cheirosas!

Para se habilitarem a receber este produto, recomendado e aprovado pela CC,  basta fazerem o seguinte:
- um like na página de facebook do CCStylebook, aqui
- seguirem o blog através do Google Rede Social
- partilharem publicamente o passatempo no vosso blog ou página de facebook
- preencherem o formulário aqui em baixo

O passatempo é válido apenas para residente em Portugal Continental e Ilhas, e decorrerá até ao dia 18 de Abril (depois deste ainda virão muitos mais!). Não serão consideradas participações que não cumpram os requisitos necessários. A vencedora ou vencedor será selecionado aleatoriamente através do random.org e anunciado aqui no blog no dia 21 de Abril! Good luck ladies!

#meo arena

Silence 4 | Songbook 2014

terça-feira, abril 08, 2014



Ter um irmão ou uma irmã mais velhos é sem dúvida uma vantagem na vida. Os irmãos mais velhos dão-nos, entre outras coisas, a oportunidade de conhecermos sentimentos (e estados de alma) que são pouco próprios para a nossa idade. Esses pequenos delitos, proibidos pela cronologia do tempo, alimentam lá no fundo a vontade miudinha de nos tornarmos crescidos. Eu nunca quis crescer depressa, mas sempre fui muito crescida para as idades que o calendário assinala...  Foi a minha irmã quem trouxe os Silence 4 lá para casa. Costumava pô-los a tocar enquanto estudava para os testes do secundário. A música era terapêutica, e servia-me de companhia. Confesso, que de vez em quando, lá se me fugiam os pensamentos das folhas de apontamentos, mas passados uns minutos, concentrava-me novamente nas leituras obrigatórias.

O que há de tão fantástico nas músicas que amamos, é a possibilidade de servirem de banda sonora a diferentes estórias da nossa vida. Decidi oferecer ao J os bilhetes para o concerto no Meo ArenaUm dia íamos no carro e ouvimos na rádio o anúncio que a banda se ia reunir... E ouço isto: "xiiiii, ouvia-os tanto quando era mais novo!" Depois desse statement foi fácil encontrar a prenda do nosso primeiro aniversário. Eu e o J não somos propriamente velhos, mas já se passaram mais ou menos 20 anos desde 1995... ano em que a banda de Leiria se formou. Muita coisa mudou, entretanto... Já não se acendem isqueiros durante as baladas, usam-se agora as lanternas dos smartphones. Já não se aguenta, depois de um dia de trabalho, estar na plateia em pé, durante duas horas. Compram-se bilhetes para o balcão. E quando se ruma a casa, balbucia-me entre o sono que foi uma loucura ficar acordado até tão tarde...

Independentemente destas circunstâncias que acredito serem comuns ao público presente, as músicas dos Silence 4 souberam-me melhor no Sábado do que há alguns anos atrás, quando tive oportunidade de os ver nas festas Sanjoaninas. Na altura fiquei um pouco desiludida com a postura sorumbática do David Fonseca, que pouco ou nada interagiu com o público presente (perdoa-me David, mas o tempo galardoou-te com o charme que te faltava).  No Sábado vi um vocalista diferente, um grupo diferente e pessoas diferentes, eles, e nós.





Os Silence 4 juntaram-se a pedido de Sofia Lisboa (muito obrigada Sofia, por me teres devolvido os Silence 4 novamente, e por nos teres ensinado a todos, de uma forma simples e generosa, o quanto é maravilhoso viver!). A Sofia, para quem não sabe, sobreviveu a uma leucemia, e a reunião da banda serviu exactamente para celebrar a sua recuperação, e para angariar 30 mil euros a favor da Liga Portuguesa contra o Cancro. Para além disso, os Silence 4 angariaram (novamente) milhares de fãs saudosos que ansiavam por este regresso e aplausos, repetitivos, que não deixaram o silêncio permanecer entre nós.

Caramba! Como tinha saudades de um bom concerto! Despretensioso e familiar, ao estilo com o qual sempre nos habituaram (adorei o momento em que tocaram no meio do público, recriando a sala antiga onde ensaiavam para os seus primeiros concertos). Foi sem dúvida um momento de apropriação, sublime e emotivo: voltamos a ter as nossas músicas e quiçá, tomámos todos consciência da importância das segundas oportunidades. Das que já nos foram oferecidas, e das que reinventamos, dia após dia. Os Silence 4 cresceram e nós também. E apesar de nunca terem sucumbido ao sucesso repentino, acredito que a sua grande paixão pela música, foi sem dúvida o melhor marketing para a banda. Deixo-vos, a título pessoal, um dos melhores momentos da noite, em bom português, porque mais "eu não sei dizer". Que a música esteja sempre convosco!

#ansiedade

Das semanas dificeis

sexta-feira, abril 04, 2014


Há semanas em que sofro de um síndrome conhecido como o "síndrome da mosca tsé-tsé"... esta está a ser uma daquelaaas...díficil como tuuudo! O efeito de tal síndrome é caracterizado por chegarem ao fim de dita semana cansados de vocês mesmos... Passam-vos pela cabeça notas mentais como esta: "já não me aturo mais!" Começar com chuva não foi um bom prenúncio, mas terminar com uma pilha de louça acumulada na cozinha, uma pilha de roupa acumulada na poltrona (o único sítio que existe para me recostar) e uma pilha de ideias (parvas) atoladas na cabeça não é de todo um grand finale!

Estou mesmo cansada! Não sei se é a Jillian Michaels que anda a dar de cabo de mim, se estou  à beira do colapso (nervoso)... Acho que o meu corpo, e a minha cabeça, estão a pedir férias, ou melhor, uma licença sabática (perrogável). Estou tão esgotada ao ponto de pensar que isto não vai lá com férias. Estou farta de mamas. Tenho de admitir. Acho que estou a ficar alérgica a seminantes complementos do corpo humano feminino. Potencialmente desapaixonada, mas nem os homens as idolatram ad eternum. Apetecia-me, muito sinceramente, fugir. Evadir-me para uma ilha deserta, e ficar por lá uns tempos a caçar caranguejos. Estou naquelas semanas em que embirro com tudo. Mesmo tudo. Com o cabelo que fica colado à cabeça, e fora do sítio habitual (isso arruína o dia de uma mulher!). Com a roupa que escolhi para vestir (guess what? preto, preto, preto). Com o almoço que não fiz e com o dinheiro que gastei por andar a comer fora, e por aí fora...Com os posts que não escrevi e com aqueles que escrevi e depois de reler, considerei que podiam estar melhores. Enfim... internem-me no Júlio de Matos, sff!

Isto de ser miss perfeição é uma coisa muito dolorosa. Sádica e indomável. Para a ansiedade existem uns comprimidos milagrosos que vão cumprindo a sua função, mas para a mania da perfeição não existe nada que se possa tomar. (É uma pena porque se houvesse, eu comprava! Sou 100% a favor das drogas!). Se calhar são os últimos cartuchos da crise dos 30s a deixarem rastilho... espero que se acabem depressa porque eu não aguento mais tanta bipolaridade junta! Ou então é a TPM que passou a demorar meio mês, sem pausas para descanso.

Sinto que não tenho tempo (lá estou eu outra vez a queixar-me!), mas é o que eu sinto lá dentro, bem perto do coraçãozinho... Sinto que não tenho tempo para fazer aquilo de que eu gosto... Não tenho tempo para aprender mais, não tenho tempo para desfrutar mais, não tenho tempo para deitar a cabeça na almofada e desligar sem pensar em coisa alguma. Raios parta esta coisa do tempo! Antes, quando era mais nova, tinha tempo para tudo: tinha tempo para viajar, mas não tinha dinheiro para o fazer; tinha tempo para me inscrever em workshops e cursos, mas não tinha budget para fazer todos os que eu queria; tinha tempo para ir para o ginásio, todos os dias... Tinha tempo para enviar candidaturas espontâneas, e de ir atrás das coisas que queria realmente fazer... Hoje, tenho um bocadinho mais de dinheiro, (não muito), mas continuo sem poder fazer nenhuma das coisas que antes fazia. Damn it! Ser adulto (e quase nos 30s) não sei se tem lá muita piada.... Com tantos delay a decorrer, quando descolar para aquilo que realmente quero, se calhar já vou tarde demais! O problema é esse: o melhor dos dois mundos é uma coisa díficil de conseguir.

Que se lixe... a gente faz o que pode! E quando não pode, olhem, deixem a louça empilhar! E juro, mas juro mesmo, que não vou reler este post! Tenho de começar a controlar a minha mania da perfeição (se calhar releio só um bocadinho senão tenho uma crise de ansiedade daquelas dificeis de abafar). Bom fim de semana malta! 

#mentiras

Dia das Mentiras

quarta-feira, abril 02, 2014


Acho rídiculo que exista um "dia das mentiras". As mentiras são predicados simples que causam estragos alargados. Se existem coisas que não estão contempladas na minha lista das virtuosidades, essas coisas são com certeza as mentiras. A lista das virtuosidades também pode ser entendida como uma lista de requisitos, como os que normalmente são exigidos quando se contrata um colaborador. Na organização das nossas relações pessoais devemos manter claros quais são os nossos pré-requisitos fundamentais. No meu caso, normalmente, os "anúncios de recrutamento" vêm com um * no final: "não serão aceites candidaturas que não cumpram os requisitos mínimos exigidos". A vida é demasiado preciosa para nos darmos ao luxo de não filtrarmos queridos impostores.

O acto de mentir para mim não está associado a nenhuma espécie de efeito anfetamínico... Não me dá prazer nem me torna mais feliz. Viver, a contar estórias que não correspondem à realidade nunca foi um pressuposto bem aceite pela minha pessoa, e muito menos praticado, quer na vida real, quer na ficção. Mentir é feio, é dos actos mais cruéis, e não me digam que existem excepções. Para mim não as há. Nem mesmo as piedosas.

A minha relação tão forte com a verdade foi-me incutida pela minha avó materna e pelos meus pais. Souberam-me educar com a responsabilidade da verdade, com regras rígidas e pouco benevolentes. Mentir era para mim um acto de pouca coragem. Significava (e continua a significar) falhar. Em primeiro lugar, perante mim mesma, e em segundo perante quem merecia (e merece) o meu respeito. É por isso que na maioria em que eu gostava de saber mentir (sim, porque isso também acontece), dá-me uma volta na barriga e um aperto no coração. Será que vale a pena falhar? Parece-me que não. 

Acontece-me frequentemente as pessoas ficarem desconcertadas à minha frente. Às vezes até um pouco nervosas porque sabem que eu não minto, e isso, exige uma boa performance dos meus interlocutores assíduos. As mentiras enquanto não são verdades, podem ser tudo aquilo que nós queremos, mas quando se tornam verdades, não podem ser outra coisa senão alguma coisa dolorosa. Durante um episódio da minha vida, depois de ter terminado uma relação amorosa com uma pessoa de quem tinha gostado muito, uma amiga perguntou-me: "achas que ele tinha outra?". Eu respondi-lhe: "ele disse-me que não. Foi uma verdade que me serviu." Há mentiras que nunca se tornam mentiras. E há verdades que nunca chegam a ser verdadeiras. No meio das emoções, é díficil distinguir entre umas e outras.

Mas se há verdade à qual atribuo a maior importância, essa verdade é a verdade de quem somos, e daquilo que escolhemos. Mentir aos outros pode ser ligeiramente atenuado pelo agravante de mentir a nós próprios. Essa sim, é a pior mentira de todas. As que correm o risco de se tornarem tão mentira por não conseguirmos ser verdadeiros. Não compensa. Nunca compensou. Sejam quem vocês são e não outra pessoa qualquer.

#30s

Em Abril, águas mil!

terça-feira, abril 01, 2014


(Digam lá se o timing do provérbio não é perfeito?!). Independentemente da chuva, Abril chegou! (E pelo som que vem lá de fora, com estrondosos trovões, mas isso não importa nada). O que importa é que estamos em contagem decrescente! Os 30s estão a caminho... Depois de tanta angústia nos últimos meses, estou em condições de dizer que "depois da tempestade, vem sempre a bonança" (ou a festança, como preferirem!). 

Não deixo de acreditar no facto de todas as grandes mudanças da nossa vida serem precedidas por pequenos momentos de caos. Se calhar é quando tudo começa a desmoronar-se que se mantêm no ar as fundações mais importantes... Começo a gostar dos meus 30s, mesmo antes de lá ter chegado! Por isso, só vos digo: come what may! E o resto... o resto são "estórias"!

#atitudes

Comunicação Interpessoal

terça-feira, abril 01, 2014


Tirei esta foto com o J, no Verão passado, quando fomos ver uma exposição ao museu Berardo... (ficou bem, não ficou?!) Pedi-lhe para nos fotografar diante da instalação porque gostei muito da frase que lá estava inscrita... Para que serve a arte senão para satisfazer os caprichos dos seus criadores?! A comunicação é de facto um segredo, e eu, ainda que possa parecer que não, também tenho as minhas falhas comunicativas de quando em vez. Comunicar não é fácil... não o é de todo. E acho que isso acontece cada vez mais porque nos limitamos a ouvir para responder e não ouvimos para compreender, that's it!, claro como a água.

Ao folhear o meu livro esquecido, o Fundamentos da Gestão, cheguei a um capítulo muito interessante... o capítulo da comunicação. A respeito disso escrevia-se o seguinte: "na comunicação interpessoal as emoções representam um papel muito importante", o que não facilita nada o uso de palavras adequadas nos momentos mais inóspitos das nossas vidas pessoais e profissionais. A seguir tipificavam-se as diferentes atitudes dos interlocutores... Já vão perceber porque é que achei isto tão interessante...

- comunicação defensiva, quando um interlocutor ataca o outro por supor que o que o outro está a dizer é uma crítica ou censura a afirmações, atitudes ou comportamentos seus; (não são muitas, mas confesso-vos que de vez em quando sou "brindada" com favas destas. Existem clientes que respondem desta forma até mesmo a um simples "bom dia" ou a um mero e sugestivo "posso ajudá-la?"... Saem de casa armadas, preparadas para atirar em qualquer direcção, valha-nos Deus!, e prontas para fazer vítimas da sua má comunicação. Falar com elas é como estar num ringue de boxe, ataca, defende, ataca, defende... dão muito trabalho estas senhoras, muito mesmo! Despertam em mim os ódios mais profundos e os desejos mais secretos como a possibilidade remota de tratá-las com choques eléctricos de fraca intensidade...)

- comunicação justificativa, quando um interlocutor justifica desnecessariamente afirmações, atitudes ou comportamentos passados por supor que o que o outro está a dizer se lhes refere; (é também conhecida como a "mania da conspiração", e é o "pão nosso" de cada dia. Ninguém lhes perguntou nada, mas arranjam justificações para tudo, para os males do mundo, para os fenómenos e catástrofes naturais, para as decisões políticas do primeiro ministro e para o seu pouco à vontade natural... haja paciência! Para mim há uma regra básica em comunicação que nunca falha: eu não pergunto, você não responde, entendido?! São cansativas na mesma... tentar interromper o discurso delas para dizer alguma coisa verdadeiramente relevante é mais demorado do que obras de Santa Engrácia!)

- comunicação indagativa, quando um interlocutor interrompe sistematicamente o discurso do outro, com perguntas sobre pormenores do mesmo, dificultando-lhe o discurso, numa tentativa de assegurar de que está a compreender totalmente o seu conteúdo (e voilá, também me saem muitas destas na rifa! Mas não levam a melhor, às vezes calo-me em retaliação até elas perceberem que têm de reduzir o número de palavras por cada segundo. Não...não fico com nenhum peso na consciência por fazer isso...Se lhes estivesse a passar alguma prescrição médica, a conversa era outra, mesmo assim, existem muitos médicos por aí que também ficam calados...)

E antes do último páragrafo, aparecia esta conclusão: "estas três atitudes revelam posições defensivas (really?!), pouco propícias à boa comunicação; a atitude seguinte é mais recomendável".

- comunicação compreensiva, quando um interlocutor adopta uma postura adequada e ouve o discurso do outro, preocupando-se em lhe dar a entender periodicamente que o está a compreender; tal pode ser feito resumindo o que o outro está a dizer, o outro sente-se compreendido e tende a baixar as defesas, revelando abertamente factos e sentimentos, cria-se o que se designa por estado de empatia (desenganem-se as almas mais generosas que pensam que eu sou pro a criar estes estados espirituais... a minha paciência  é do tamanho do cérebro de uma avestruz, (e tende a encolher com os anos), mas a minha adorada mãe sempre quis ter uma filha actriz, é por isso que eu me safo tão bem! Brincadeirinha... na verdade, às vezes, a magia acontece, mas como tudo na vida, depende do dia, do tipo de cliente, e do nível de combustão entre as duas: ou aquece, ou esquenta, e às vezes, também rebenta!)