#bridal fashion

A moda nupcial (antes & depois)

quinta-feira, maio 29, 2014

                                     2011                                                                             2014

Alguém tem dúvidas de que o amor evolui? Eu não! Foram precisos cerca de 3 anos para os ditames da moda nupcial mudarem... Ora se o ano passado pude comprovar através das minhas clientes bride-to-be que a epidemia da estação era o vestido de noiva cai-cai ("tomara que caia" em português do Brasil e "palabra de honor" no resto da península ibérica), este ano a moda parece ser o vestido de noiva sem costas ou com as costas totalmente visíveis... Agrada-me o facto das mulheres terem percebido que os vestidos de noiva cai-cai não são nada lisonjeiros, antes pelo contrário, mas preocupa-me a ideia de se quererem "destapar" todas na parte de trás... será que estamos no bom caminho, a caminho do altar?! Quer-me parecer que talvez não...

Os vestidos de noiva da Kim Kardashian (uma mulher curvilínea que eu muito admiro) são o exemplo perfeito dessa transformação. O vestido de 2011, cai-cai, foi uma criação da estilista Vera Wang. O de 2014, com manga comprida, e costas rendadas, ficou a cargo da casa Givenchy. [Note-se também a nítida evolução na indumentária dos noivos... quem é que casa de casaco branco?! Ninguém! Pelo menos, ninguém que eu conheça!]. Aquilo que é verdadeiramente importante as noivas terem em consideração (e isto é um conselho de amiga, mas também de profissional) na hora de escolher o vestido do dia D resume-se a uma única pergunta: "será que o vestido se adapta ao meu tipo de corpo?!" Esqueçam as alças invisíveis, os soutiens sem costas, as cintas e os espartilhos, e a restante parafernália de argumentos que a lojista da loja de noivas usou para concretizar a venda... Toda a mulher idealiza pelo menos uma vez na vida, o vestido de noiva de sonho que gostaria de ter... mas isso não significa que materializado ele seja a melhor opção para as vossas medidas (leia-se tamanho do peito)!

E se me permitem outra dica preciosa, principalmente para quem opta por casar pela igreja... não faz parte do protocolo "estar diante de Deus" com os ombros à mostra! Componham-se meninas, e mostrem algum respeito pela entidade divina, pelo vosso futuro marido e restantes convidados. Podem optar por um casaco simples ou por umas mangas amovíveis, mas não precisam ir "descascadas" para a igreja! Já vi muito casamento que mais parecia uma sessão de dança burlesca de má qualidade... Poupem os vossos conhecidos de assistirem a espectáculos de sedução baratos, pouco elegantes. Vale chicas?! 

Soluções?! Muitas! Inspirem-se nos casamentos reais por exemplo... e em vestidos de alta costura (ou de marcas mais acessíveis) que sirvam o mesmo propósito. A BCBG tem vestidos muitos elegantes e minimalistas à semelhança por exemplo da J.Crew, ou então os da BHLDN que são verdadeiras obras primas... O meu preferido?! O Rococo Gown sem dúvida! Em Portugal, se quiserem um vestido personalizado, podem contar com a ajuda da Joana Montez e da Patrícia Melo... foi uma cliente que fugiu à regra quem me deu a dica! Se isso não for suficiente, pesquisem um pouco no pinterest e encontram inspiração a dar com pau, como se costuma dizer... Encontrei por exemplo o vestido de casamento da Camila Alves, super giro, tal como ela! Ou então, o "out of the box" da Katherine Heigl. O da Katie Holmes também era fantástico e o da Margherita Missoni, parece saído de um conto de fadas! E o que é que elas têm em comum para além de estar super giras e super fashion?! Nenhum está com um vestido de noiva cai-cai, ou com as costas expostas. Entenderam a aula de etiqueta de hoje da CC? Deixem os vossos comentários, principalmente sobre as vossas opções, para as meninas que já deram o sim! Estou aguardando...

#autores portugueses

Momentos Wook!

terça-feira, maio 27, 2014


Quem gosta de ler que ponha a mão no ar! Euuuzinha!!! (espero que os seguidores e leitores do blog também gostem, e que o façam com mais regularidade do que eu, confesso!) Sempre que vou a uma livraria, sinto-me tentada a comprar vários livros e várias revistas (adoro tudo o que é internacional nesta última categoria, mas são tão caraaas!), mas depois consciencializo-me da minha falta de motivação para lê-los e acabo por deixá-los arrumados a um canto... Aproveito normalmente para pôr a leitura em dia quando viajo de avião (é uma das minhas distracções para afastar o pânico)... Devia haver assim uma espécie de contrato público que obrigasse as pessoas a lerem uma página de um livro por dia... Um qualquer, desde que lessem!

Ler abre-nos muitos horizontes e isso é fundamental para a evolução humana... Por isso a Wook como forma de incentivar a leitura e promover o livro, criou uma campanha especial, "Momentos Wook"! Isto é, todos os livros à venda, excepto ebooks, livros escolares e livros técnicos, têm associado 20% de desconto! São mais de 7 milhões de livros que prometem levar-vos a viajar sem saírem do vosso lugar... O que é que acham das minhas propostas?!

No teu deserto - www.wook.pt

José Luís Peixoto - www.wook.pt

Joel Neto - www.wook.pt

#fundação do gil

O mundo em fotografia(s)

sexta-feira, maio 23, 2014







O World Press Photo repete este ano no Museu da Electricidade. Concorreram à edição de 2014, 5754 fotógrafos oriundos de 132 nacionalidades. Este evento (ao qual eu tento não faltar) acaba por juntar duas das minhas grandes paixões: o jornalismo e a fotografia! Este ano o júri avaliou quase cem mil fotografias, tendo acabado por distinguir o trabalho de 53 fotógrafos de 25 nacionalidades. Na minha opinião de leiga, a edição actual é menos violenta na grandeza e menos impactante na dor... O ano anterior era rico em imagens captadas em cenários de guerra, catástrofe e destruição. Este ano, os ambientes artísticos desportivos e o daily life invadem os temas centrais da exposição. Para ver, é preciso ir depressa! A exposição termina no próximo Domingo, dia 25 de Maio. 

O pagamento do bilhete de entrada (2€) reverte na íntegra para apoiar o projeto UMAD - Unidades Móveis de Apoio ao Domicílio, desenvolvido pela Fundação do Gil com o apoio da Fundação EDP. As UMAD presntam apoio clínico e social a crianças com doenças graves ou crónicas, permitindo-lhes assim ter alta hospitalar e regressar a suas casas. Desde 2006, ano em que se inicou este projecto, as UMAD já realizaram mais de 10 mil visitas a crianças. Não deixem passar, caso contrário, terão de aguardar até ao próximo ano. Bom fim de semana!

#calorias

Contar calorias (cheias de design)

sexta-feira, maio 23, 2014









A respeito do post anterior, deixo-vos imagens de um projecto (muito interessante) que explora os valores nutricionais de uma dieta com as potencialidades do design. Sugestões para refeições diárias coloridas, vibrantes, com pouca aparência de chatas.

#blaya

Five Bundas

sexta-feira, maio 23, 2014


Eu nunca pensei dizer isto, mas desde que vi esta imagem na capa da Time Out que não páro de pensar no rabo da Blaya... eu tinha iniciado um plano de treino caseiro, mas depois dos 30s abateu-se-me uma nuvem negra que foi muito dificil de afastar... A verdade é que ontem à noite, e como forma de me auto-punir pela falta de disciplina das últimas semanas, decidi retomar os treinos, desta vez com um "Killer Buns & Thights" da Jillian Michaels... é poderoso, experimentem!

Se o Pack Five Bundas da Blaya me fizesse ficar com um rabo como o dela, acreditem que eu já tinha experimentado (e erigido posteriormente uma estátua em homenagem à suapessoa). A questão é que depois de ver o vídeo com partes das coreografias, acho que ia ficar com as pernas bambas (literalmente). Vou ficar-me a rebolar pelo chão de casa, enquanto a Jillian me manda agachar com estilo.

O peso continua o mesmo. Outro dia fui à farmácia medir a pressão arterial (que por sinal estava 7.8 / 9.3) e aproveitei medi o conjunto todo. Nada mudou. Conselho do farmacêutico: "tem de comer um docinho porque a tensão está muito baixa". Digamos que ele tem visão selectiva e decidiu ignorar a categoria peso. Segundo a máquina que me leu virtualmente, o meu peso deveria estar entre os 49.2 e os 66.2, mas estou sensivelmente 8 quilos acima (os tais malfadados 8 quilos que não se vão embora!). No entanto o indice de gordura normal  deve estar entre os 20 e os 27% e eu estou nos 23.2% (vá lá, não estou assim tão mal!). A massa de gorduraindic normal também deve estar entre os 14.4 e os 21.2% e eu estou nos 17.3% (quase a descambar, mas ainda me salvo!). Portanto o plano é continuar a ver se rebolo cá por casa e se cozinho umas coisas decentes para comer (estou completamente divorciada, e no litigioso, em relação ao meu casamento com a cozinha!).



No entanto, recentemente, fui à minha esteticista habitual, e convém dizer que ela não me via há sensivelmente mês e meio: "CC o que é que você anda fazendo?! está muito mais magra!!!" "Estar mais magra" é uma coisa que não me assiste, mas eu achei fofo o que ela me disse. E ela é quem toca no meu corpo com regularidade, por isso, deve perceber daquilo que fala (espero eu!). Respondi-lhe: "lá nada mulher, isso é da roupa preta com que me vês todos os dias", mas a verdade é que embora não veja diferença no peso, sinto o corpo mais "tonificado" e consequentemente mais pequeno. E sinto-me menos volumosa também. Pode ser que se esteja a dar o maravilhoso milagre da gordura que se transforma em músculo (amén!).

Ao treino caseiro, adicionei umas saquetas de chá solúvel, Chá Vermelho, Fibras, Ameixa e Hibisco, da Cem por Cento... estava cansada de beber chá verde (ao fim de algum tempo torna-se demasiado amargo) e decidi experimentar o Gel Frio Pernas & Pés do Dia! Duas amigas minhas já tinham lido sobre ele num blog da praça pública e recomendaram-me experimentar. Confesso que tive algum receio de o aplicar depois do banho, não fosse ter um choque térmico, mas à primeira vista não pareceu muito doloroso. Passado uns minutos tive necessidade de recorrer ao pijama polar e enrolar-me numa manta térmica para acalmar o efeito gélido que me tomava a parte de baixo do corpo... como se diz na minha terra: "está frio de coalhar gordura!" (et voilá, a sabedoria popular terceirense a atestar os benefícios e os resultados do produto!). Ultimamente têm-me falado muito na crioterapia como um óptimo tratamento para tonificar o corpo... alguém já experimentou?

A verdade é que ao fim de um dia de trabalho a subir e a descer escadas e a pegar em pesos repetidamente, as minhas pernas e as minhas costas acabam feitas num oito... O exercício físico em casa têm-me ajudado sobretudo a fortalecer a zona abdominal de forma a utilizá-la sempre que for necessário fazer esforços mais pesados. Daqui a um mês vou outra vez à farmácia confirmar os números... Pode ser que alguma coisa se tenha alterado (pelo menos a tensão arterial!). Enquanto isso, vou ficar a admirar os glúteos  que eu gostava de ter ( o que nunca se sabe). É isto aquilo a que se chama o optimismo.

#conselhos de RH

Esquecer (e calar) para viver feliz

quarta-feira, maio 21, 2014



Eu sou a mulher dos mil ofícios (ou melhor dizendo, das mil paixões)... Já fui muito mal interpretada (inclusivé por pessoas de quem não esperava) por ter tantas paixões simultâneas, mas isso não é coisa que me preocupe ou que me deixe sem dormir. Sempre tive o hábito de querer saber mais, sobre coisas das quais já sei alguma coisa, e sobre coisas sobre as quais não sei nada. Acho que o saber não ocupa lugar e quanto mais diversificado for, mas útil se confirmará. Penso também que nós não nascemos para ter uma vida perfeita, completamente linear. Temos de nos divertir, criando por iniciativa própria altos e baixos suficientemente interessantes para validar a nossa existência. 

Ao longo da minha vida sempre alimentei a ideia de voltar a estudar (e isso é um assunto que ainda não está fechado)... Desafiar-me a mim própria com outras matérias complementares à minha formação base... A gestão apaixona-me pelo facto de eu ser uma mulher de letras e por ter uma relação muito fria com os números... mas os recursos humanos, em dada altura da minha vida profissional, também ocuparam um lugar de topo na lista das minhas preferências. Acho que isso se deve sobretudo à minha paixão pela comunicação interpessoal, e pelo facto de gostar de descobrir pessoas e desembrulhar conversas. Quando ia às entrevistas, sentia a adrenalina a subir-me pelo corpo... apesar dos nervos, e das palavras meias trémulas, era uma coisa que gostava muito de fazer (mesmo na qualidade de avaliada). Foi um estado natural ao qual me fui habituando. Entre 2008 e 2010, tinha uma média de 2 a 3 entrevistas por semana (entretanto muita coisa mudou nesta métrica pessoal). Facto é que nunca fui recrutada por nenhum desses senhores ou senhoras que me passaram a pente fino. A maioria dos projectos onde estive, estive sempre por iniciativa própria, e acho que isso já diz muito sobre mim e sobre a minha personalidade.

No entanto, à medida que crescemos muitas coisas se invertem. O número de entrevistas diminui, a adrenalina decresce e os nervos existem, mas por outras razões. Crescer significa várias coisas, entre elas, crescer profissionalmente também. E foi por isso que surgiu o post de hoje... Aqui há dias, na troca de impressões com uma consultora de recursos humanos, a senhora perguntou-me: " A CC (estou a brincar, a senhora disse o meu nome próprio!) é daquelas pessoas que sofre muito quando vê que as coisas estão a ser mal feitas?" Ui, acertou na muche. E na continuação ela disse: "Sofremos todos, mas vou-lhe dar um conselho: faz parte da maturidade profissional sabermos distanciarmo-nos das nossas opiniões, podemos pensá-las, podemos tê-las, mas o que nos é pedido, não é a que as demos, mas sim que executemos aquilo que nos é exigido. Não se tornará melhor profissional por fazer isso, mas tenho a certeza que será muito mais feliz. E ser feliz é aquilo que é mais importante. Senão o fizer, vai sofrer dia após dia, e vai intoxicar a sua vida com pensamentos negativos e energias que contaminarão toda a sua essência. Liberte-se desse peso e livre-se desse mal-estar que a acorrenta."

Foi das melhores conversas da minha vida. Inesperada. Honesta. Sincera. E foi sem dúvida um dos melhores conselhos que alguma vez me deram. Não sei se vou conseguir distanciar-me tanto das minhas opiniões (e das minhas teimosias), mas vou fazer o possível (e o impossível) porque me parece de facto que ser feliz é a única coisa que importa, e se na realidade a nossa opinião não é pedida, então guardemo-la para outras estórias (e para outras conversas). Sejam felizes!

#atitude positiva

Nem todos os dias serão de chuva...

quarta-feira, maio 21, 2014


Antes de começar a escrever sobre aquilo que vos pretendo contar, devo confessar-vos que gosto muito de fazer experiências com câmaras de fotografar... A fotografia que vêem pareceu-me perfeita para ilustrar o tom dos últimos dias de chuva (é a vista por detrás da janela de um dos meus restaurantes preferidos na Terceira num noite de chuva, à beira-mar). Estou mortinha de tantas saudades! [mas a contar os dias para umas mini-férias em casa].

Uma das dádivas diárias de quem trabalha no comércio, principalmente no da baixa de Lisboa, é o facto de ter contacto directo (gratuito) com pessoas de vários pontos do mundo... É engraçado perceber como absorvem o que é português e como sentem os portugueses. Por estes dias, um senhor belga, nascido em Bruges, explicava-me a diferença entre os portugueses e os espanhóis: "I'm doing a roadtrip with my wife. We started in France, came to Portugal and then we will go to Spain on the return. I have been there and here several times. I prefer Portugal, don't know why, but I guess it's because of you. Spanish are different... not so empathetic, you know...". Concordei com ele. Expliquei-lhe, segundo a minha experiência, que os espanhóis são mais fechados  do que os portugueses (mas não tanto quanto os suiços). Não são fechados enquanto pessoas, mas são fechados enquanto povo. Demasiado nacionalistas para o meu gosto e demasiado ruidosos para os meus ouvidos. Na continuação da nossa conversa comentei-lhe que não era de Lisboa, que tinha nascido numa ilha no meio do oceano atlântico: "and you don't stayed there?! why?! if I lived there, I would stay there forever!". Esta é a parte fantástica de poder dizer que sou de uma ilha. As pessoas apaixonam-se, mesmo antes de a conhecer.

Expliquei-lhe que o facto de não haver trabalho não facilita muito as coisas para quem lá vive e que por vezes temos de tomar decisões destas (pelo menos durante algum tempo das nossas vidas). Habituado a fazer viagens de trabalho para terras de Vera-Cruz, o tal senhor belga, confidenciou-me ainda outra coisa: "when I go there, everybody in the office says "bôn dchia" and here you say "bomm dia", why?". Eu disse-lhe que estava relacionado com a sonoridade de cada país... os Brasileiros dizem bom dia como quem samba e os portugueses dizem bom dia como quem escuta fado. Respeitosamente. E com uma postura (muito) séria. [Há que ser criativa nos temas próprios da fonética]. Ao sair da loja, caía uma chuvada grande lá fora. E eu disse-lhe: "it's so sad, the weather today is not very good". E então, o senhor respondeu-me:

"You know one thing, it's not a big deal to me... The weather is in my head, so for me it's a sunny day. We choose what we want to live, and I want to live it like that. Small things are the greatest things and if I have one small thing per day that makes me happy, I would be happy every single day of my life. It's like I see it. [E virou-se para a mulher] Soooo, let's do it. Let's go outside enjoy the best time of our lives: when we are together."

Não sei porquê, mas acho que o karma me está a devolver alguma coisa que eu mandei para o universo ao dar-me o prazer de falar com pessoas tão interessantes. Têm sido várias nos últimos dias e sabe melhor do que nada. E acho que aprendi alguma coisa com o tal senhor belga... Eu tenho tendência para pensar que chove sempre sobre a minha cabeça, mas isso é apenas um bom motivo para fazer um little twist na forma como pensamos. Boa quarta!

#champanheria da baixa bistrô

Champanheria da Baixa Bistrô

terça-feira, maio 20, 2014








Quando estive no Porto, passei à porta, mas não entrei... agora estou um pouco arrependida (shame on me!). Ao menos já tenho uma boa desculpa para lá voltar! (Ou melhor duas porque a Livraria Lello também me falhou!). Em todo o caso, enquanto eu não posso lá ir novamente, vou pedir aos amigos do Norte (a quem por lá passe) que descubra por mim a Champanheria da Baixa Bistrô!

Dois anos depois da abertura da Champanheria da Baixa no Largo de Mompilher, os sócios fundadores Rui Botelho e Bruno Gomes, desafiados pelo crescimento e sucesso do negócio, decidiram desdobrar o conceito principal com a abertura de um segundo espaço. A herança cultural dos anos 50 permanece evocando a história do Palácio do Comércio, paredes meias com o mais conhecido de todos os mercados, o Mercado do Bolhão.

Terminar um dia de trabalho com uma flûte de champagne, sangria de morango ou um cocktail de gin parece música para os meus ouvidos... como se isso não bastasse, há ainda um carrinho de charcutaria e queijos que percorre a sala da champanheria servindo salames, presuntos, queijo da serra e queijos franceses cortados diante do cliente, fazendo as delícias do público mais hedonista. Se eu já estava apaixonada pelo Porto, confesso que esse amor hoje cresceu mais um bocadinho... Há-de chegar o dia em que o celebramos com uma boa cava!

#biquíni ou fato de banho

Biquíni ou fato de banho?

terça-feira, maio 20, 2014


Não sei se o tempo me trocou as voltas, mas eu tinha preparado falar-vos sobre isto... Estamos naquela altura do ano em que as minhas clientes começam a tremer dentro do provador (e isso não é causado por nenhuma queda de tensão arterial). O responsável por esses tremores chama-se "biquíni". Começam a suar das mãos e recuam uns passos em relação ao espelho... Lançam olhares enviesados ao próprio reflexo e espalham desespero e interrogação no raio de um quilómetro.

Apesar do meu trabalho como consultora ser aconselhar, eu prefiro que essa "charada psicológica", quase labiríntica, seja da máxima responsabilidade da cliente. Não sou eu que lhe vou dizer "tape a barriga porque não devia andar à mostra" ou em outros casos, "dispa-se porque pode". Cada mulher é como é. O meu único conselho, e aquele que me parece mais fiável é: usem a peça que vos dê mais confiança e que vos resulte mais confortável. (o conforto é um factor válido para qualquer peça de roupa no geral)

Durante a minha infância (e parte da minha adolescência) usei fatos de banho. Quando decidi comprar o meu primeiro biquíni (e lembro-me que essa decisão foi digerida durante muito tempo) devia ter uns 16 anos. Levei a minha irmã mais velha comigo para me certificar que a escolha era a correcta. No ano passado, e talvez por causa da crise dos 30, decidi voltar a uma peça única. O biquíni parece-me desconfortável porque se enfia em todo o lado... uma pessoa rola pr'aqui, rola pr'ali e ele sai de onde não devia sair e mete-se no sítio onde não se devia meter. Para além disso não gosto da sensação do suor a escorregar pela barriga... nem gosto de ver a "pança" levedar quando se come uma sandocha na praia para matar a fome. O fato de banho resolveu-me todos esses problemas, embora um biquíni nas medidas certas pudesse ser a solução para o meu desconforto sazonal.

Existe um grupo de mulheres que usa biquíni apenas porque não gosta das marcas do fato de banho, mas eu penso que vai dar ao mesmo... o biquíni também deixa marcas, só que em dimensões mais reduzidas. No entanto, numa situação, ou na outra, o que a peça de banho deve dizer sobre vocês é o quanto confiantes vocês estão na vossa própria pele, e que traços da vossa personalidade sobressaem na vossa escolha. Obviamente que podem pôr em prática alguns truques que ajudam a acertar nas peças adequadas: 1) optem sempre por modelos que disfarcem as zonas responsáveis pelas vossas inseguranças (e isso tanto é válido para mulheres com curvas como para quem não as tem... lembro-me de uma cliente que não tinha "rabo" e o seu objectivo era encontrar peças que não a fizessem parecer uma tábua); 2) escolham peças na proporção certa, ou por outras palavras, com tecido suficiente para tapar as partes mais intímas (quando eu estive no Brasil pensava que ia encontrar toda a gente na praia com cueca fio dental e enganei-me redondamente...nem tudo aquilo que ouvimos corresponde à realidade); 3) seleccionem produtos que sejam adequados à vossa idade no design, mas 10 anos mais jovens em relação aos tons (ninguém parece mais novo ou mais magro usando um fato de banho preto dos pés à cabeça... a célebre máxima "com o preto nunca me comprometo" já teve dias melhores).

Este tema recorda-me também uma "estória" muito carinhosa entre marido e mulher, porventura, o melhor exemplo de que devemos de facto encorajar os outros a gostarem de si mesmos e dos seus próprios corpos. Há uns meses (grandes) uma cliente chegou ao pé de mim muito nervosa e muito ansiosa e disse-me: "Eu venho ver biquínis... nunca usei biquínis com vergonha, acho que não tenho corpo para isso, mas sempre sonhei em ter ou experimentar um. Foi o meu marido que me trouxe até à loja. Ele disse que me oferecia o biquíni e que eu ia ver que me ia sentir bem... aqui estamos nós." Foi daquelas consultas em que acertámos à primeira na cor e no modelo. A cliente não quis ver mais, quis que eu chamasse o marido para mostrar a escolha dela (e a felicidade estampada no rosto). Ele entrou no provador, olhou para ela e disse: "Estás linda amor". Foi desses dias que eu nunca mais esqueci (e que me fazem acreditar como é bom trabalhar com público). 

#a vida aos 30

O preço (do património intelectual) de cada um

sexta-feira, maio 16, 2014


Apesar da minha vida de balconista me tomar grande parte do meu tempo (e me deixar sem forças para aproveitar recreativamente o que resta dele), ainda teimo em  fazer de tempos a tempos uma "perninha" (um pouco manca) no Jornalismo. Nunca estive totalmente dentro, mas também nunca estive totalmente fora... e essa posição "fora de jogo" pode ser  "auspiciosa" quando se trabalha internamente a comunicação institucional de uma marca. 

Desde que os 30 me bateram à porta que o meu saudosismo em relação aos meus tempos de freelancer aumentou... para algumas pessoas parece muito fácil deixarem o trabalho por conta de outrém para se tornarem potenciais "empreendedores contemporâneos" , mas para uma pessoa como eu, as coisas não se desenham de uma forma assim tão simples. Ou porque eu penso demais, ou porque o mercado me faz pensar assim.

Aqui há uns dias recebi um contacto de uma revista económica com o objectivo de se negociar uma possível colaboração minha com a respectiva edição. Trata-se de um suplemento económico que sai aos fins de semana com um conhecido jornal diário. A produção é feita no Norte, mas a rede de correspondentes é extensível a vários pontos do país, não existindo de momento ninguém para ocupar a zona de Lisboa. Quando terminei de ler o email fiquei com a dúvida se eles teriam ou não confundido o meu curriculum com o de uma outra pessoa qualquer, mas isso seria uma hipótese remota dado que tinha a certeza que lhes tinha enviado o meu quando estabeleceram o primeiro contacto comigo.

Ora então... 20€ por cada reportagem?! Really?!!! É por estas e por outras que a crise em Portugal não é apenas uma crise económica, é também, e acima de tudo, uma crise de valores. Não é que eu ache que mereça receber mais do que outras pessoas (por acaso até acho um bocadinho)... e tenho a plena consciência de que muitas vezes, para ganhar determinados trabalhos, tive de pedir um pouco menos do que o considerado digno para conseguir ficar com eles... mas a questão é simples: os meus valores de referência do passado eram outros. Quando eu era freelancer ganhava muito mais do que isso, e quando eu era freelancer estava no inicio da minha carreira. Agora, passados 8 anos depois de ter saído da faculdade, oferecem-me 20€ por uma reportagem?!? Não, obrigada.

Sou mais feliz a escrever gratuitamente (se é que me entendem). Eu até poderia fazê-lo por prazer ou pela boa rede de contactos que se geram, mas a minha dignidade (e o meu orgulho) não mo permitem. Se eu quisesse trabalhar gratuitamente, teria optado por ser voluntária e não freelancer. É mais ou menos isto. Esta estória fez-me lembrar há uns anos atrás uma reunião que tive com um consultor de recursos humanos... Na altura eu fazia parte de um projecto na área da formação e como já tinha frequentado alguns workshops e cursos leccionados por ele, decidi propor-lhe ser formador nessa instituição dado que existia uma vaga por ocupar. Quando chegou o momento de negociarmos os valores para cada hora de formação, ele apresentou um número (um bocadinho acima daquilo que podíamos pagar) e justificou-o com vários argumentos, entre os quais o facto de ser "o seu património intelectual" que estava em jogo. Nunca mais me esqueci desse argumento/truque... Achei-o um pouco despropositado e desadequado (quem faz negócios comigo sabe normalmente que as coisas funcionam segundo a metodologia do "pão, pão, queijo, queijo", não tenho tempo para coisas demasiado intelectuais).

A verdade é que hoje em dia tenho de admitir que essa tal pessoa tinha alguma razão... é de facto o património intelectual (entre outras coisas) que nos diferencia uns dos outros, em termos profissionais e não só, e o meu não está à venda por 20€.

#a vida aos 30

Será que os novos trintões têm medo de envelhecer?

quarta-feira, maio 14, 2014


«Os novos trintões têm medo de envelhecer. Vivem uma espécie de nostalgia de um futuro que ainda não têm. Parece-lhes tarde para tudo. Já lhes parece tarde para terem filhos, tarde para serem solteiros, tarde para ainda não serem nada profissionalmente, demasiado cedo para terem medo de envelhecer.» Marta Couto, P3

Depois de ter lido o artigo escrito pela Marta, e tendo por base a máteria prima com a qual eu trabalho, leia-se "mulheres de todas as idades", ocorreu-me perguntar uma coisa: os trintões têm medo de envelhecer (é possível sim), mas será que nos ensinam como saber envelhecer? Por aquilo que eu vejo das clientes que assessoro (a maioria em fase de negação em relação ao avançar da própria idade), ninguém sabe como envelhecer com compostura e com serenidade. São poucas, quase raras, as pessoas que o sabem, e quando o sabem, que o fazem. Contrariar a idade que se tem parece que se tornou uma moda tão galopante quanto a difusão das cirurgias plásticas e dos tratamentos de estética milagrosos que prometem aquilo que as pessoas já não tem: a consciência de si mesmas.

Eu e a minha irmã (e mais alguns amigos próximos) pertencemos a esta geração de trintões: ela tem 35 e eu tenho 30, mas arriscar-me-ia a afirmar que não temos medo de envelhecer. Nem do avançar do relógio biológico, nem do estado civil improfanavel. Como toda a mulher normal, temos os cuidados desejados com o nosso corpo e com o nosso rosto (ela porventura mais do que eu), mas não vivemos escravas da tirania da idade. Tentamos remediar e prevenir que o corpo deixe de transparecer jovialidade, mas crescer, e envelhecer, também oferece outras coisas que podem, e muito bem, enriquecer ainda mais a personalidade e o estilo pessoal de uma mulher. É claro que eu gostaria de ser tão magra como já fui, mas também reconheço que não teria o charme que tenho agora... a idade é isso mesmo, um balanço entre os nossos melhores e os nossos piores. Resta-nos a nós encontrar o equilíbrio perfeito.

Quanto ao resto,  diria que não tenho medo de nada, apesar de ter andando uns dias em pré-crise dos 30s... Acho que só tenho medo de não fazer as coisas certas na altura certa. Essa é de facto, uma das minhas maiores preocupações. "Há uma idade para tudo", e eu por exemplo aos 50 não queria ser fã de mini-saias... o ano passado já deixei o biquíni, mas não deixei de ser menos sexy por causa disso, até pelo contrário... ganhei mais classe, e tudo o que uma mulher deseja é ter classe na vida!

Podemos levar a vida a calcular a matemática do futuro (e eu não sou nada pro em contas), mas não recebemos as réguadas que os nossos pais recebiam quando tinham 30 e não sabiam o que queriam da vida. Somos mais livres, e com isso não quero dizer mais egoístas, mas não temos medo de colocar os nossos sentimentos em primeiro lugar. E isso é com certeza um facto fundamental para envelhecer com sabedoria, e em última instância, sem medos.

#a vida aos 30

O meu amor confesso pelo Porto

quarta-feira, maio 14, 2014


Este fim de semana  estive no Porto para um "rendez-vous" com os meus pais e com a minha irmã... (apesar do FCP não ser campeão, o meu pai decidiu cumprir com a sua promessa [quase vitalícia] de ver os 11 azuis e brancos pisarem o Dragão uma vez por ano, e como seria de esperar, ele tem quase sempre a sorte de ver materializado o célebre "amor com amor se paga"... o seu "Porto" saiu vitorioso frente aos encarnados). 

Sem querer ferir susceptibilidades, eu amo muito o Porto. Não sei se foi a grande paixão do meu pai pela Invicta (e pela Avenida dos Aliados, claro está!) que me fez ter uma ligação tão forte com o Norte, mas a verdade é que o Porto, sentido, faz-me regressar [sempre] a mim. Não sei se são as pessoas... Acho-as verdadeiramente genuínas, autênticas e espontâneas como eu bem aprecio... Não sei se é a comida, em doses generosas possíveis de partilhar a dois ou a três... Não sei se é a imagem da ribeira, à noite, vista da outra margem, mas que o Porto tem qualquer coisa de mágico, lá isso tem.

Há uns anos atrás, quando regressei de Espanha, aproveitei a desculpa de ter uma amiga a viver lá, e estive uma semana e meia em modo pro bono a distribuir currículos pela cidade. Não sei se as pessoas foram simpáticas comigo porque estávamos em 2008 e ainda não se falava assim tanto da crise e da troika, ou se foram simpáticas porque isso é apenas o seu modo de ser, mas a verdade é que às portas de quem bati, sempre ouvi alguma coisa em troca, mesmo que em última instância essa coisa fosse um não acompanhado por um sorriso. O mesmo não posso dizer de uma Lisboa anónima e indiferente (embora tenha logrado com o meu objectivo por mais do que uma vez). Se calhar a diferença é essa: as pessoas em Lisboa não têm tempo para serem empáticas ou para cativarem o outro, coisa que os Portuenses fazem sem o mínimo esforço. "Nothing is more erotic than a good conversation", e quem é do Porto sabe fazê-lo com um charme tão tradicional quanto o molho das francesinhas. É soberbo.

Essa foi a primeira vez que estive no Porto. Tinha uma mala de viagem na mão. Uns trocos na carteira. E sonhos coleccionáveis, estilo cromos de caderneta. Quando conseguia encontrar um, colava-o com orgulho ao rol de efemeridades da minha vida singular. Não mudaram assim tantas coisas entre esses tempos e os dias de hoje. Voltei ao Porto com uma mala de viagem na mão. E uns trocos na carteira. (Se calhar mais alguns do que os da outra vez). Mas já não colecciono nada a não ser os pacotes de açúcar que me dão nos cafés...

E assim entre duas noites mal dormidas, (não que as instalações do Hotel Ipanema Porto não fossem excelentes, recomendo vivamente), e entre duas viagens de Alfa Pendular, reencontrei-me no coração do Porto, com o coração de uma jovem mulher: eu mesma. (Deve ser por isso que amo tanto o meu Porto... ele é o responsável por estes encontros de 3º grau tão necessários à minha vida). Percebi que ainda posso andar à procura de alguma coisa, percebi que a mudança é a única saída e a coisa mais necessária neste momento e percebi que ainda há esperança... Ainda há esperança em encontrar aquilo que eu procuro. O J disse-me para ir sozinha, e ele tinha razão. Não há nada melhor do que nos perdermos para mais tarde nos encontrarmos. "E é sempre a primeira vez, em cada regresso a casa, rever-te nessa altivez, de milhafre ferido na asa".