#compras

#O meu segredo de beleza: Drops of Youth (TBS)

quinta-feira, julho 24, 2014



Eu não sei se isto também acontece nas vossas casas, mas na minha quando se acaba um creme, acabam-se todos os outros... Andava há semanas sem um creme hidratante de dia e sem um creme anti-rugas [sim, a partir dos 30 não existem desculpas]. Andava sempre a adiar a ida às compras, na esperança de amealhar o suficiente para comprar um dos meus séruns preferidos, o Advanced Night Repair da Estée Lauder. 

Depois de chocalhar bastante o meu porquinho mealheiro, percebi que mais valia cuidar da pele do que ficar à espera que a poupança crescesse... quando chegasse ao valor pretendido era bem capaz de ter mais uma ou duas rugas de expressão... Esse é essencialmente o único problema que o Advanced Night Repair tem: é deveras caro!

Foi então que eu decidi recorrer a uma marca que nunca tinha utilizado antes, The Body Shop. Fui super bem atendida na loja dos Armazéns do Chiado por um conselheiro de beleza que me falou extremamente bem da nova linha "Nutriganics Drops of Youth". Este sérum cumpre com as funções que eu qualifico como as mais importantes num bom sérum: rápida absorção, efeito matificante e acidez refrescante. [odeio, mas odeio mesmo colocar cremes que não são rapidamente absorvidos pela pele!]. Em todo o caso, depois de colocarem este sérum aconselho a hidratarem a pele com outra opção que tenham lá por casa... o Drops of Youth é tão, mas tão intenso que vão ficar com a sensação que fizeram um "face lift" sem recorrerem à cirurgia estética.

O sérum de 50ml tem um valor aproximado de 40€, o que lhe dá vantagem em relação ao Advanced Night Repair num aspecto crucial para qualquer mulher: economia doméstica. Portanto, convido-vos a experimentarem a minha recente descoberta e a espalharem juventude por onde vocês passarem!

#compras

#Eloquii: vestir mulheres com curvas

quinta-feira, julho 24, 2014









Sabem aquelas regras todas que nós (as poderosas) já ouvimos um dia, do género: "mulheres cheeinhas não devem usar riscas horizontais", "mulheres redondinhas não ficam bem com peças com padrões" ou então "mulheres com curvas não devem usar peças claras na parte inferior do corpo"... bullshit!!! Tudo bullshit! 

A Eloquii, uma loja online que eu descobri recentemente numa das minhas muitas pesquisas, revela o quanto uma mulher com curvas pode ser criativa (e open minded) na hora de vestir. Durante muito tempo a moda ditou que as silhuetas curvilíneas passassem despercebidas, mas agora é o momento de recuperarmos a visibilidade que as mulheres reais merecem. Não concordam? Espero que gostem das sugestões, [eu amei], e que elas sejam suficientemente fortes para vos inspirar. "Agora é hora do show das poderosas!"

#acessórios

#I'm all ears

quarta-feira, julho 23, 2014



Preciso de uns brincos, com urgência, mas já não tenho tempo de encomendar uns como estes.
Da Baublebar [the final say in fashion jewelery].

#a vida aos 30

#E tu, quantos filhos queres ter?

quarta-feira, julho 23, 2014

Moldura decorativa personalizável da Ruka-Ruka, à venda no Etsy

Sempre que as pessoas me perguntam, "então quando é que casas?", ou "então quando é que tens filhos", eu respondo usando a desculpa da "linha de sucessão". Funciona mais ou menos assim: a minha irmã mais velha ainda não tem filhos e ainda não casou, portanto a vez é dela. [o mais engraçado é que a minha justificação não passa mesmo de uma desculpa... a minha irmã não está minimamente empolgada com a ideia de ser mãe, e convenhamos, eu também não]. 

No entanto, outro dia, em plena consulta de rotina, confrontei-me com a urgência da minha ginecologista em ter datas. "Então, e filhos, quando é que está a pensar tê-los?" [senti-me um bocadinho como "peixe fora de água"... será que eu sou a única pessoa no mundo, com 30 anos, que nunca ouviu um gemido do seu próprio relógio biológico?] Usei novamente a desculpa da linha de sucessão com umas graçolas pelo meio, mas depois de olhar para a cara de reprovação da médica, senti o peso da maioridade sobre os meus ombros... Já tenho idade suficiente para não brincar com coisas "sérias".

A minha ginecologista tem um ponto de vista interessante: as gravidezes tardias podem originar doenças maternas complicadas. "A partír dos 35 é verdadeiramente arriscado". Uma pessoa sente-se minúscula perante chamadas de atenção desta natureza [vindas da própria mãe natureza]. Começa então um verdadeiro contra-relógio... A contagem decrescente está em curso, a olhos vistos, e não há nada, nem ninguém que a pare, a não ser o verdadeiro milagre da reprodução.

Dada a "cara de prato" com que fiquei, e a pouco emotividade com a qual me expressei, a doutora perguntou-me, de novo, com a mesma careta reprovadora da primeira vez: "não quer ter filhos?". Nessa altura passou-me pela cabeça levantar-me da marquesa, [ainda que despida da cintura para baixo], e gritar bem alto: "acha que aos 30 anos, sem saber o que eu quero da vida, eu vou saber responder-lhe se quero ou não ter filhos?! não percebeu que eu tenho um problema de ansiedade?!! que eu lido [muito] mal com deadlines?!!!". 

De momento eu não faço questão, mas em outros tempos já fiz. Quando era mais jovem, alimentava a idílica imagem de uma casa na pradaria, com 3 descendentes a brincar no alpendre. Pára tudo! Mentira, nunca imaginei isso. Não vos vou enganar, nem me vou enganar a mim própria. Há quem goste muito de ser mãe. E há quem não goste. A maternidade é um conceito ambivalente e eu fico verdadeiramente furiosa quando alguém me olha com o sobrolho semi-cerrado por causa de eu não ficar histérica com a ideia de ser mãe. Mas também vos digo, a fúria não decresce quando ouço o contrário: "ah, tu não tens perfil de mãe..." O que é que vocês querem dizer com isso minhas amigas?! Lá por não ter animais de estimação, não significa que eu não consiga cuidar de alguém, ok?!

A sensação que tenho é que quanto mais crescemos e quanto mais nos apercebemos das dificuldades, com mais medo ficamos dos grandes desafios... certo? Certo. Um aspecto que as gerações mais velhas souberam minimizar ao longo dos tempos, mas que não souberam transmitir aos mais novos. Hoje em dia são tudo modernices, diria a minha avó. Se eu vivesse no campo e trabalhasse em casa, quem é que me garante que eu já não teria um filho? [Conhecendo-me como me conheço, era bem provável que estivesse como estou hoje]. Para já, para já, a minha ginecologista tem de se contentar em dar vida aos filhos dos outros. Quiçá os vossos.

#casal

#O casamento não é um concurso

terça-feira, julho 22, 2014


Aqui há dias contei-vos uma estória sobre o amor... ontem falei-vos de casamentos e hoje volto a ambas as coisas porque acredito que uma não existe sem a outra. Sobre o casamento, a Audrey Hepburn dizia o seguinte: "If I get married, I want to be very married". Quem casa, deveria querer ser muito [bem] casado. 

Quando li este artigo sobre o casamento mais longevo de todos os tempos soube logo que queria partilhá-lo com vocês. Zelmyra e Herbert Fisher casaram-se a 13 de Maio de 1924. Em 2008 foram reconhecidos pelo Guiness Book of World Records como o casal mais antigo do mundo, com 84 anos de vida em comum. Ambos já faleceram, mas houve tempo para entrevistá-los.

Já não se vêem muitos casais cúmplices. Mas como diria uma amiga minha, "a partír do momento em que eu gosto de alguém, já estou comprometida com essa pessoa". Pena que nem toda a gente pense assim. [ou se esforce por pensar assim].  Para além de todas as coisas que são necessárias a uma relação, e que as palavras do Herbert e da Zelmyra podem muito bem explicar, acho que há uma coisa que é fundamental existir: ambos os elementos do casal têm de acreditar na relação que estão a construir porque ninguém edifica um castelo sozinho...

Há uns tempos obriguei o J a preencher um quizz que prometia avaliar o quão cor-de-rosa cada um de nós considerava a nossa relação [eu não sou muito dada a este tipo de coisas, mas o texto pareceu-me apresentar questões bastante pertinentes]. Dois conselhos muito sábios: 1) Don't spend more than a few months dating someone who isn't awesome - in your eyes e 2) Don't commit to someone who doesn't think you're awesome. Para terminar, deixo-vos algumas passagens da entrevista ao casal Fisher, o mais antigo (quiçá sábio) do mundo.

"What was the best piece of marriage advice you ever received?" Respect, support, and communicate with each other. Be faithful, honest, and true. Love each other with All of your heart. | "You got married very young - how did you both manage to grow as individuals yet not grow apart as a couple?" Everyone who plants a seed and harvests the crop celebrates together. We are individuals, but accomplish more together.

"At the end of a bad relationship day, what is the most important thing to remind yourselves?" Remember marriage is not a contest, never keep a score. God has put the two of you together on the same team to win. | "Is fighthing important?" Never physically! Agree that it's okay to disagree, and fight for what really matters. Learn to bend - not break!


#casamentos

#Wedding [Hair]Style

segunda-feira, julho 21, 2014


Há gente que embirra com a ida a um casamento. [os homens por natureza fogem das gravatas como quem foge da cruz]. Eu nunca embirrei. Embirrei sim com os vestidos que a minha mãe me comprou e me obrigou a vestir por cada casamento a que fui. Ser "menina das alianças" nos anos 80 pode tornar-se uma experiência dolorosa para quem é alérgico a folhos e tutus. Aliás, o meu albúm de fotografias de infância documenta em exaustão estes momentos solenes em que estou enfiada dentro de uma espécie de "bolo" com várias camadas... ainda assim Santo António, não desesperes porque isso não me fez perder o desejo de casar ou de testemunhar, com alegria, o casamento dos outros.

Á medida que fui crescendo comecei a gostar ainda mais de casamentos... são festas, (quase sempre) animadas, onde se pode comer e beber à descrição. Têm a mais-valia de funcionarem como excelentes locais de "networking" e convenhamos, são uma óptima desculpa para se comprar um vestido novo [nada que as mulheres não gostem de fazer habitualmente]. Tenho estórias mil com casamentos de amigos meus... No próximo fim de semana, o casamento da M. não irá ser diferente. De todas as amigas que tive durante a adolescência a M. foi com certeza a pessoa que mais trabalhou para manter a nossa amizade de boa saúde. Lembro-me das cartas que me escreveu e dos postais todos que me enviou enquanto estive na faculdade. Nunca se esqueceu de um aniversário meu, e ainda que a vida nos tenha roubado tempo para falarmos e estarmos juntas, de tempos a tempos, temos 5 minutos ao telefone, reservados só para nós. É por isso que eu faço questão de não faltar, por tudo o que passámos juntas durante a nossa adolescência [bastante complicada] e por saber que é um dos dias mais especiais da vida dela.




Primeiro passou-me pela cabeça não investir em roupa nova, mas depois de ter olhado para o meu roupeiro percebi que não tinha nada decente para levar ao casamento. [Há anos que não tenho um evento destes, e para dizer a verdade, o meu roupeiro actual respira única e exclusivamente preto]. Comprei um vestido, ainda que tenha sido dificil encontrar um que fosse a minha cara (e já agora, o meu corpo também)... A moda desestruturada dos vestidos largos não favorece muito a minha silhueta, embora seja o que por aí mais há. Tive que palmilhar um pouco, mais do que o habitual, e fazer várias tentativas-erro até encontrar um modelo que me caísse bem. Agora que a parte mais complicada já está resolvida, só falta decidir os acessórios e o penteado... a única vez que fiz um penteado na vida jurei para nunca mais, mas apetecia-me tentar de novo. Será que me vou arrepender uma vez mais?

Acho que o que correu mal da primeira vez foi a enorme expectativa que deitei nos resultados [algo bastante típico das mulheres]. Levei a página de uma revista com aquilo que pretendia ver reproduzido, estive não sei quantas horas debaixo de um secador com rolos a apertar-me a cabeça, e quando vi o resultado final fiquei de rastos porque parecia 40 anos mais v-e-l-h-a. A ideia romântica de me transformar numa rapunzel da era moderna, ficou aniquilada pelo culto da minha cabeleireira às "permanentes" dos anos 90. Vá lá que agora usam-se penteados meio desfeitos... queria algo desse género, mais natural, talvez com uma trança pelo meio, nada muito artificial. Preferia que fosse a minha irmã a fazê-lo, mas não sei se ela terá inspiração suficiente para isso. Resta-me trocer os dedos para que a minha cabeleireira esteja num dia verdadeiramente criativo, no bom sentido da palavra. E vocês? O que me dizem sobre este tema dos penteados? Costumam fazer alguma coisa especial quando vão a casamentos ou preferem a versão "au naturel"?




#bbeach

#5 ideias para o fim de semana

sexta-feira, julho 18, 2014


1. O teatro Maria Matos preparou uma série de oficinas destinadas a jovens e crianças para assinalar o fim da temporada de programação e o inicio do Verão. Entre as 15H e as 22H, Sábado, no Jardim do Bairro das Estacas, com entrada livre. 2. Hoje e amanhã, o Festival ao Largo presta homenagem à cantora lírica portuguesa mais reconhecida internacionalmente, Elisabete Matos. 3. A praia urbana do BBeach Oeiras Club já abriu (e com piscina!). Os preços variam entre os 15€ e os 50€. 4. Os saldos da French Connection no El Corte Inglés valem muito a pena! 5. Três receitas de sopas frias, boas, e transportáveis para hidratar o corpo (e a mente).

#a vida aos 30

#É verdade! A Dieta dos 31 dias resulta!

quinta-feira, julho 17, 2014


Mea culpa, admito... Andei pr'aqui a maldizer o nome da Ágata Roquette e agora venho dar a mão à palmatória... É verdade, a "Dieta dos 31 Dias" resulta mesmo! O J, conhecendo-o como o conheço, vai dizer qualquer coisa do género: "estás a ver como resulta, não precisavas ler nenhum livro da Ágata Roquette para descobrir isso, bastava teres feito o que te venho a dizer há muito tempo". [acho que os homens esquecem-se frequentemente que estão a lidar com mulheres... lidar com mulheres implica ser-se suficientemente corajoso para entrar num campo minado por hormonas... as hormonas são o pior que pode haver, principalmente as hormonas que habitam o sótão de uma cabeça nos 30]

Parêntisis domésticos à parte. Aceitei o desafio de reduzir os hidratos de carbono e durante duas semanas portei-me muito bem, disse adeus às batatas, ao arroz, e à massa. Só deixei um "olá" saudoso à bolinha integral do pequeno almoço. [A senhora doutora diz que se pode comer uma bolinha por dia e esta regra eu cumpri quase todos os dias... o cérebro é selectivo, só processa as mensagens que lhe convém, mas o estômago garanto-vos, ganha-o aos 1000]. Não consegui retirar a fruta porque acho que ela é um bem vital e açúcar por açúcar, antes o da fruta que o de coisas piores. Falando em coisas piores, também não fui completamente rigorosa com os doces, mas uma pessoa não pode ser muito brusca logo de ínicio. 

O mais díficil é de facto arranjar ideias para os acompanhamentos... porque fome de facto não se passa. Comecei a cozinhar coisas que simplesmente tinha deixado de ter em casa. Utilizo muito o feijão verde, a couve-flor, a couve roxa, a beterraba, os brócolos, os espinafres, a courgette, a beringela, o feijão frade, e por aí fora... Tudo o que tiver nome de legume exótico [e parecer ainda mais estranho] é bom para comer. O resto é manter... muitas carnes brancas (peru, frango), muito peixinho (estamos com algumas dificuldades neste campo) e muita proteína. Obriguei-me também a beber pelo menos 1 litro de água por dia e tentei manter o meu ginásio em casa, ainda que o calor tenha sido um grande demolidor da boa vontade. Estamos à espera de dias melhores, que é como quem diz, de ventos mais frescos.

Ora então, a diferença começou-se a notar essencialmente ao nível do volume... [Sabem quando tiramos uma foto de lado e o nosso braço parece ocupar toda a fotografia? Era mais ou menos assim que eu me sentia...] Comecei a sentir a barriga menos inchada e os braços mais fininhos e aos poucos e poucos essa sensação foi-se mantendo. Antes, parecia um peixe-balão de tão redonda que andava. Quando as pessoas me começaram a dizer "estás mais magra" com alguma frequência pensei: "está na hora da verdade". Fui até à farmácia e pesei-me... Confesso-vos que foi um momento tão emocional que contive as lágrimas para não chorar [tem sido tão dificil organizar a minha cabeça nos últimos tempos que focar-me num objectivo e fazer com ele resulte foi de facto uma vitória]. Estava mais magra 2 quilos graças à Ágata Roquette [e ao meu anjo da guarda que isto só com disciplina não vai lá]. 

Daqui a duas semanas tenho o casamento de uma amiga, lá nos Açores. Acho que não dá tempo de ir 4 quilos mais magra, mas se der, prometo-vos uma foto "chique, chiquérrima" [nem imaginam o que eu palmilhei para encontrar um vestido de jeito]. Em todo o caso, como só tenho f-é-r-i-a-s em Setembro vou baptizar esta desafio pessoal de "Operação St.Tropez". Espero não vos desiludir... Para quem pratica aquela filosofia do "começo a dieta amanhã", este regime da Ágata Roquette pode ser um bom "quebra-gelo". Não custa muito e potencia resultados exequíveis. Eu se fosse vocês experimentava... Quem é que não quer passear-se na praia com menos uns raviollis na cintura? Vamos láaaa!

#cc favorite things

#O que vou vestir hoje? (Vencedor)

terça-feira, julho 15, 2014


Obrigado a todos pela participação na 2ª edição do CC Favorite Things [e pelo passa a palavra também]. Como não posso dar livros a todos vocês, vou dar pelo menos um à Marta Pinto (seguidor do Google Rede Social "Marta Pinto" | Link de partilha pública: aqui). Enviarei um email com os detalhes da entrega do livro. Muitos Parabéns!

# o amor é

#O amor é assim porque é assim que tem de ser

terça-feira, julho 15, 2014


Tenho quase a certeza que a maioria das pessoas que entram na loja onde eu trabalho têm algo válido para contar. Umas vezes surge naturalmente, outras sou eu que tento descobrir. Não sei se elas estão destinadas a encontrar-me, uma contadora de estórias ocasional, mas por vezes chego a pensar se não terá sido o destino que as colocou no meu caminho por alguma razão especial...

Ontem, ao final da tarde, cruzei-me com um senhor de idade [um óptimo contador de estórias por sinal]. Disse-me que o objectivo da sua visita era levar algo para oferecer à mulher. Confidenciou-me que ela  já andava muito pouco por causa da idade [85] e por causa das dores nos ossos. Tentei explicar-lhe que poderíamos correr o risco das coisas não servirem, mas mesmo assim não vacilou. Continuou firme e decidido a pedir-me uma coisa que me sabia mal fazer. E foi aí que ele me explicou as suas intenções:

«O que é isso comparado com o dinheiro que já gastei em outras coisas? Não me importo se depois fica bom ou não... De uma descompostura eu já sei que não me livro, por isso é indiferente. Eu quero uma prenda porque é assim que tem de ser, quero uma prenda para lhe oferecer, uma coisa para ela ver, para poder dizer "aaah, uma prenda!" e fazer aquela cara que faz sempre de cada vez que recebe uma prenda. É isso que eu quero. É assim que tem de ser. Compreende?» Não, não compreendia até me ter explicado. [Obrigada.] É assim porque é assim que tem de ser. Mudei de ideias. Aliás, mudaram-me as ideias. Deixei de resistir. Dei-lhe as coisas para ele levar para a mulher segura de que fazer isso era o melhor que eu podia ter feito [senti-me cúmplice de um esquema muito nobre].

«Como se chama? Perguntou ele. C. Quê?! Não percebeu à primeira, por isso tive de repetir umas quantas vezes. C. C. C. Ah! Olhe que nunca conheci nenhuma C., é a primeira que conheço, e especialmente assim, tão bonita como você é». O charme é de facto uma qualidade que refina com a idade, não concordam? Eu já estava semi-apaixonada por este cavalheiro, mas rendi-me quando me falou assim. [Inteligente, sábio, de valor e com valor]. O amor é isto. É assim porque é assim que tem de ser. Sublime. Mágico. Generoso. E surpreendentemente simples. 

#agitágueda

#The Umbrella Sky Project

sexta-feira, julho 11, 2014





A minha sugestão de fim de semana vai a caminho do Norte... (quem me dera poder por lá passar). A 9ª edição do Agitágueda decorre até ao próximo dia 27 de Julho, oferecendo 23 dias de programação cultural, inuméros espectáculos, várias animações de rua e muitas performances. 

Um dos pontos altos do evento, e chamariz de dezenas de turistas, é a instalação artística "The Umbrella Sky". As ruas da baixa de Águeda enchem-se de milhares de chapéus de chuva coloridos, preparados para dar tréguas ao sol e ao calor. A instalação artística é obra da companhia Sextafeira Producções e já percorreu os 4 cantos do mundo, pelo menos em fotos. É caso para dizer que o mês de Julho nunca foi tão colorido! 

#crianças

#Doudou [Unique Soft Toys]

quinta-feira, julho 10, 2014


"I fall in love with people's passion, the way their eyes light up when they talk about the thing they love and the way they fill with light."

O post de hoje começa com uma reflexão pessoal: eu sou, de verdade, uma sortuda por poder contar-vos estórias sobre pessoas reais que fazem parte da minha própria estória... Durante os últimos dois anos tive a oportunidade de conhecer gente incrível, mulheres principalmente, e como se isso não bastasse, ainda tive a sorte dessas pessoas se tornarem minhas amigas [amigas, mesmo]. Nas empresas existem relações para todos os gostos: aquelas que são apenas cordiais [dentro dos possíveis] e aquelas que estravasam os limites das organizações para perdurarem uma vida inteira.

O meu caso de amor com a A. começou há uns meses atrás. Tínhamos secretárias voltadas uma para a outra. Eu chamava-lhe a "vizinha" [e esse continua a ser o toque de desespero quando a quero "chatear"]. Interrompíamo-nos muito pouco, mas sempre que podíamos não perdíamos a oportunidade de fazer um "brainstorming" conjunto. Ela começava a falar e eu seguia embalada pela sua ordem de pensamentos. As pessoas no geral têm a mania de pensar que quem é criativo é desorganizado, desenganem-se. A A. é a pessoa mais organizada e metódica que eu conheço, e mesmo assim essas competências não lhe retiraram a capacidade de ter ideias fabulosas. Para além disso, é também a pessoa mais justa do mundo. A A. foi minha "chefe" se assim se pode dizer, e em momento algum a nossa relação de amizade ficou afectada... muito por causa de uma coisa que sempre nutrimos por ambas: carinho, admiração e respeito. Quando perdi a A. [como chefe e como colega de trabalho, mas não como amiga] senti que também perdi um pouco de mim naquele momento. Tê-la junto a mim servia-me de exemplo. Servia-me de inspiração para continuar a dar o meu melhor. Servia-me de meta: "um dia quero ser assim". Tenho saudades "vizinha" de te ter ao meu lado, mas quem sabe, um dia [mais próximo do que o que pensamos], ainda voltamos a trabalhar juntas.

A A. criou a Doudou - Unique Soft Toys, um projecto que tem como objectivo tornar as obras de arte das vossas crianças [desenhos] em bonecos de tecido, exclusivos e únicos. A A. cede o seu lugar de designer aos mais pequenos e costura os sonhos deles na máquina antiga da avó materna. Um soft toy, sem qualquer perigo para as crianças, estimula a capacidade de imaginar, desenvolve a manifestação dos afectos, a concentração e a sensibilidade estética [e convenhamos, faz alguém muito feliz também!]



A partir das informações na página da Doudou podem ficar a saber os preços dos bonecos, os materiais utilizados e a forma como são produzidos, mas eu acho que o vídeo seguinte é bem capaz de traduzir todo o amor que a A. deposita naquilo que faz [contenham as lágrimas porque é uma das coisas mais bonitas que alguma vez eu vi!]. É sem dúvida um projecto com alma, com uma alma grande e boa. [E é português, é nosso... e um bocadinho meu]. Se quiserem acompanhar as novidades, devem seguir a página através do facebook. Estou certa de que a A. tem muitas surpresas para vocês!

#blazer

#Gentleman Issue

terça-feira, julho 08, 2014







Lembram-se de eu ter falado que andava a convencer o J a comprar um blazer? Este post é prova viva porque vale a pena insistir... Esta preciosidade da Zara foi amor à primeira vista, com duplo consentimento, percebe-se porquê. Custa 69.95€, sem saldo, mas vale cada cêntimo. 

#estórias de balcão

#Pretty Woman

terça-feira, julho 08, 2014


Eu sei que ultimamente tenho andado muito queixosa em relação às minhas clientes... mas há dias em que em vez de trabalhar numa loja, sinto que trabalho no serviço de psiquiatria de um hospital, na ala dos casos urgentes. [os dilemas femininos são sempre p'ra ontem e de preferência à hora do almoço]. Nunca ouvi ninguém dizer que trabalhar com mulheres [e para mulheres] era pêra doce, mas uma coisa posso afirmar: quanto mais se lhes conhece, com mais medo se fica. 

Apesar da prosa consternada à qual vos sujeitei nos últimos meses, queria deixar claro que isso não se deveu a um decréscimo de "qualidade" das clientes. A minha falta de paixão em relação ao meu trabalho está intimamente ligada a uma vontade muito grande de mudar de vida. Quando eu vim aqui parar, na altura, queria menos, mas hoje quero mais. As nossas necessidades vão-se alterando de acordo com os timings da nossa vida. Como cantaria o Caetano, "eu tenho os meus desejos e planos secretos, só abro p'ra você, mais ninguém". Mudar de vida não invalida deixar de trabalhar com mulheres, afinal de contas, depois desta experiência que já vai longa, lidar com mais dois ou três casos de bipolaridade aguda seria para mim qualquer coisa abaixo de "peaners".

Recordo-me de uma vez ler um artigo que um economista qualquer escreveu a respeito da crise... Ele dizia que um dos papéis mais importantes na recuperação da economia europeia seria da responsabilidade das mulheres... Falava sobre o facto das mulheres "precisarem" de comprar coisas ciclicamente e desse comportamento social/cultural ser um motor para a criação de transacções monetárias em cenários de recessão económica. Concordo com ele, [não acho que isso seja suficiente para nos vermos livres do fantasma da Troika], mas acho as mulheres as pessoas mais criativas à face da terra... Acredito que são seres capazes de construir coisas geniais... têm um instinto de sobrevivência [e de resilência] muito apurado... Nas situações de crise sabem sempre como arquitectar um plano para gerir aquilo que parece não ser gerenciável. As mulheres têm também uma capacidade expansiva de acreditar em sonhos [algo que às vezes me falta, confesso]. Têm o poder de seguir em frente, mesmo sozinhas. Vejo isso nas pessoas que estão à minha volta. Nas mulheres com quem trabalho, que a mal ou a bem acabaram por se tornar numa 2ª família, e nas mulheres para as quais trabalho, que a mal ou a bem acabaram por criar uma ligação comigo. As mulheres alimentam sonhos. E as mulheres precisam de outras mulheres.

Aqui há dias, fui fazer as unhas com a M., uma rapariga muito jovem que sabem bem aquilo que quer. [as estórias de balcão não acontecem só quando estou do lado dentro, também acontecem quando estou do lado de fora]. Ela avisou-me que estava num processo de recrutamento noutra empresa, que no futuro, se eu não a visse lá é porque o plano dela tinha dado certo. E disse-me: "sabes, eu sou uma pessoa muito inconformada, não me c-o-n-f-o-r-m-o, não me conformo em ter nascido para ter esta vida... eu acho que nasci para ser mais e para conseguir melhor, não nasci para ser pobre... não há nada nem ninguém que me possa dizer o contrário. O que é que eu tenho a perder com isso? Nada. Se não entrar desta, entro da próxima, não vou deixar de tentar porque eu sei que vou conseguir." As palavras dela vinham carregadas de uma força tão grande e tão reveladora que eu engoli em seco. Obrigada M., por me teres dado uma "tareia". [foi merecida]. As convicção dela soou-me a uma verdade tão verdade, tão simples, tão clara, tão sincera que cheguei a sentir-me um pouco envergonhada por me ter amedrontado tanto nos últimos meses... Às vezes as mulheres "chocalham-nos emocionalmente", mas por bons motivos. Acho que agora, mais do que nunca, é hora de aprender com os bons exemplos. 

#conselhos de RH

#Quando o dinheiro separa as pessoas

segunda-feira, julho 07, 2014


Eu gostava, de verdade, que a maioria dos empregadores em Portugal lesse este meu post... [se calhar fazerem um forward do mesmo ajudava... (isto é apenas uma ideia insensata para aqueles que não temerem perder o respectivo emprego)]. Eu já trabalhei em vários projectos e em várias marcas, algumas delas lideradas por mulheres. Já ganhei mais do que ganho habitualmente e também já ganhei menos... Gosto de dizer às pessoas que me conhecem que nunca trabalhei por dinheiro, faz falta, muita, mas não é aquilo que move uma pessoa [pelo menos esta pessoa que vos escreve]. E isso fez-me lembrar uma estória que nunca contei, mas que faz sentido combinar com o infográfico que vos apresentei.

Há alguns anos atrás trabalhei como assistente de marketing numa empresa ligada ao sector estético. Coube-me a sorte de trabalhar directamente com a gestora da empresa, uma mulher jovem, moderna, a quem eu gostaria de associar uma série de adjectivos qualitativos, mas não posso... os factos não mo permitem. Aprendi imenso com ela, aprendi a gerir a comunicação interna e externa de uma rede de lojas distribuída por todo o país, aprendi a antever estratégias de marketing que protegessem resultados económicos desfavoráveis, aprendi a gerir stocks de acordo com as necessidades de cada tipo de cliente, aprendi que a comunicação (que eu tanto amo) só serve se efectivamente criar retorno. Posso afirmar que foi essa experiência que me abriu as portas aos números e à gestão e que criou em mim o "bichinho" das contas [ainda que mal feitas].

Qualquer pessoa que ambicione mais na vida deseja tornar-se igual ou semelhante àqueles que mais admira. Eu imaginava-me várias vezes no papel dessa mulher, queria [e quero] ser como ela... imaginar-me a gerir uma empresa do princípio até ao fim [uma loucura, né?]... Mas houve um dia, já muito longe dessa experiência profissional, em que eu "caí na real" [a maior queda é cair em si mesmo] em que eu percebi que não queria, de todo, ser como ela. Para além de tudo aquilo que eu aprendi, e que moldou sem dúvida a minha visão e a minha forma de trabalhar para o resto da vida, eu recebia apenas uns míseros 400 e tal euros por mês. Para me poder dar ao luxo de aprender tudo aquilo que eles me tinham "prometido" ensinar, os meus pais continuavam a enviar-me uma "mesada" todos os meses. Com o tempo, perdi o rastro das horas extras que fiz à conta de poder reunir-me com a gestora ao final do dia... quando digo ao final do dia, refiro-me mesmo ao final do dia. Reuniões que estavam agendadas para as 3 da tarde começavam muitas vezes às 8 da noite... 

E ainda assim sabem do que é que eu me recordo dessa altura? Nunca me recordei do valor que me pagavam, quase sempre me esqueci do pouco que conseguia fazer com ele... Querem mesmo  saber do que é que eu nunca me esqueci? Ou o que é a primeira coisa que me vem à cabeça quando me lembro disso?! Nunca esqueci o "obrigada" que nunca ouvi [como é que se podem esquecer coisas que nunca foram ditas?!]. Saísse a que hora da noite saísse, aquela mulher, nunca proferiu pela aquela boca um obrigada. Nunca. E isso que eu me lembro dela. Impressionante como a forma como nos tratam condiciona para sempre aquilo que podemos pensar de uma pessoa.

Por isso, senhores empregadores, e pessoas no geral, percebam de uma vez por todas que o dinheiro não é de todo a melhor forma de motivar. Percebam de uma vez por todas que o fosso que criam entre um trabalhador e a empresa cada vez que oferecem um prémio é capaz de ser mais profundo do que aquilo que imaginam... Percebam que um trabalhador desmotivado é muito mais caro do que um em plena forma emocional e psicológica. Percebam que o reforço positivo é uma ferramenta poderosa capaz de desencadear nos colaboradores metamorfoses espantosas. Percebam que as pessoas que se comprometem com os vosso valores estão dispostos a defendê-los até ao dia em que vocês se esquecem de dizer "obrigada". [O dinheiro não é tudo na vida, pode soar a cliché, mas numa casa onde não existe, resta-nos muito pouco senão aprender a falar.]