#cc favorite things

#Beauty Réentrée Giveaway

sábado, agosto 30, 2014


Photo Credits: CCSTYLEBOOK

Pois é, com Setembro à porta é preciso começar a preparar a réentrée... com todos os sentidos [e em todos os sentidos]! É por isso que decidi partilhar convosco algum dos meus produtos de beleza favoritos: o lady speed stick, um desodorizante diário fantástico, super perfurmado e super suave! O carmex, um dos melhores lip balms do mundo no que diz respeito à hidratação dos lábios e o fruit smoothie e a peel-off masque de pepino, da Montagne Jeunesse. Estes produtos fazem parte da minha rotina diária [sabem quão difícil é encontrar um desodorizante que mantenha o seu perfume até ao final do dia?] e não abro mão deles em troca de outros. As mascáras não as faço com tanta frequência, mas são óptimas, principalmente a de pepino! Relaxa imensa a pele e dissimula as marcas do cansaço que se vai sentindo...

Eu queria muito que uma de vocês pudesse testá-los também! Ou até quem sabe, duas de vocês! [tal como eu partilhei convosco estes produtos, quem ganhar o sorteio também tem a possibilidade de o poder partilhar com mais alguém: são duas embalagens de cada! D-U-A-S!]. Ah, como é bom viver numa ilha onde existe uma base militar americana! [fora os aviões barulhentos que sobrevoam os nossos céus lá de quando em vez, experimentar tudo o que é produto de beleza made in America é um must!].

Para se habilitarem a ganhar estas belezuras, só têm de cumprir com os seguintes requisitos: 1) Fazer um like na página oficial do CCSTYLEBOOK no facebook; 2) Seguir o blog através do Google Rede Social; 3) Partilhar publicamente o giveaway [Facebook, Blogger, Twitter, etc]; 4) Preencher correctamente o formulário abaixo indicado!

Mas atenção!!! Será apenas permitida uma participação por endereço de email, participações repetidas não serão consideradas. O sorteio é válido para o território de Portugal continental e ilhas. O vencedor será escolhido aleatoriamente através do random.org. On air a partir deste momento e até 8 de Setembro! Good luck ladies!

#conselhos de RH

#Confortavelmente desconfortável

sábado, agosto 30, 2014

Photo Credits: CCSTYLEBOOK

Nos últimos anos aprendi a silenciar a minha fúria interior... mas nem sempre fui assim. Se olhar em retrospectiva, dar-me-ei conta de que isso foi uma enorme mudança na minha maneira de ser e na minha forma de estar. Ossos do ofício. Por vezes o silêncio é a melhor resposta que podemos dar. Ainda assim, existem momentos no tempo em que dou por mim a hiperventilar... o "monstro" volta a atacar. Situações em que não consigo ficar calada... Situações em que toda a minha veia revolucionária vem ao de cima. Momentos fugazes em que não permito que outros me impinjam a visão que eles próprios criaram para mim. Posso estar em silêncio, mas não estou parva.

Quem me conhece, sabe bem que sempre fui frontal. Sou o tipo de pessoa que diz sempre o que pensa, e quando não o pode dizer, prefere calar-se a ter que mentir. Escusado será dizer que as respostas francas não são um bom cartão de visita, mas isso não me tira o sono. Não sou muito apologista daquelas pessoas insensatas que vendem o seu trabalho com adjectivos bonitos... por muito que eu gosto de textos, há coisas que só se confirmam através das acções. E infelizmente, as organizações comerciais portuguesas estão míopes.

Os empreendedores contemporâneos são os primeiros a deixar-me louca. Provocam-me muita comichão [muita, mesmo]. E fazem-me querer voltar a quem eu era antes de me calar. É por isso que em dias em que ouço as coisas que ouço, me sento virada para o Tejo [sometimes you need to step outside, get some air, and remind yourself of who you are and where you want to be. (Gossip Girl)]. São dias como estes que me dão a certeza absoluta daquilo que vos escrevi há uns dias atrás: "people don't quit their jobs, they quit their bosses". Ao fim destes quase 3 anos ao serviço das mulheres, custa-me muito que as pessoas falem do meu trabalho sem conhecimento. Custa-me ainda mais quando são pessoas que me deviam dar o exemplo e fazem justamente o contrário.

Por estes dias, fui repreendida por perguntar às clientes se sentiam confortáveis. Quem me repreendeu alegou que essa interrogação podia revelar insegurança da minha parte, e consequentemente falta de qualidade no serviço que tenho vindo a desenvolver [vocês estão tão chocados quanto eu, certo?]. Segundo essa pessoa, eu não devia fazer esse tipo de perguntas porque enquanto consultora  que sou, sou eu que sei aquilo que é melhor para a cliente e devo transmiti-lo com assertividade.

Perguntar às minhas clientes se elas se sentem confortáveis revela antes de mais boa educação. A boa educação é um bem muito escasso hoje em dia. Perguntar às minhas clientes se elas se sentem confortáveis revela também atenção, carinho, preocupação, e revela que estou 100% concentrada naquilo que faço e 100% disposta a dar tudo por tudo se elas não estiverem completamente satisfeitas. Perguntar às minhas clientes se elas se sentem confortáveis revela acima de tudo o meu profissionalismo, e com o meu profissionalismo ninguém mexe. O meu profissionalismo é um bem imaculado, e apesar de viver calada, não permito que as pessoas que me contrataram para fazer a m#@d% que elas deixaram de gostar de fazer me digam isso.

Os empreendedores contemporâneos nunca se lembram das coisas boas que as pessoas lhes trouxeram. Nunca se lembram de quem lhe faz a casa diariamente. Nunca se lembram de quem lhes enche a carteira. Analisam as pessoas como se fossem números e desejam-nas como se fossem robots. Os empreendedores contemporâneos têm muito pouco de modernos. E conhecem muito mal o dicionário português [mas isso já se suspeitava, né]. Os empreendedores contemporâneos não sabem o que significa a palavra gratidão nem sabem o quanto lhes ficaria bem aprendê-la. [f@#da-se]. Porque é que o-b-r-i-g-a-d-a é das palavras mais dificieis de se dizer? Eu não tenho um problema de assertividade. Eu tenho um problema de alergia. Alergia a pessoas estúpidas.

#com água na boca

#Cama de Legumes Gratinados

quinta-feira, agosto 28, 2014

Photo Credits: CCSTYLEBOOK

Nos últimos 2 meses assumo que estive completamente divorciada da cozinha. Se algum dia eu pudesse abdicar de algum dinheiro em prol do meu bem-estar esse valor seria usado para contratar um chef particular. Não é que eu não gosto de cozinhar, gosto bastante. Gosto da criatividade que envolve a confecção de cada prato. E gosto de assinar cada criação com um pouco da minha personalidade. Eu não gosto mesmo é de cozinhar por obrigação, quando chego extenuada a casa. A cozinha é uma arte que deve ser saboreada sem contra-relógios.

 Portanto, nestes últimos 60 dias estive a saladas [porque são rápidas de preparar] e a iogurtes [porque não me apetece entrar no supermercado depois de 8 horas a falar com pessoas. se o supermercado ainda fosse robotizado eu pensava no assunto, mas não sendo, não quero correr o risco de morder alguém]. Ainda assim fui tentando reprogramar o meu cérebro para o abandono da vida boémia... Trazer o almoço de casa para o trabalho é uma coisa que me convém muito neste preciso momento: primeiro porque consigo poupar mais algum dinheiro até às tão esperadas férias e segundo porque consigo controlar melhor aquilo que como.

Agora todos vocês sabem que as reconciliações não acontecem de uma hora para a outra, é preciso começar com as falinhas mansas...e com pratos que não causem demasiadas dores de cabeça. Uma das especialidades do CC é a Cama de Legumes Gratinados, [um título e um prato sedutores porque afinal de contas, a criatividade não se mede apenas pelas palavras]. É uma refeição muito fácil de preparar, e apesar de ser composta por legumes, sabe mesmo muito bem! Ora tomem nota...

Num tabuleiro médio distribuem uma boa quantidade de legumes, todos as variedades que vocês mais apreciarem [eu prefiro os mais estaladiços por isso elaboro normalmente este prato com bróculos, couve-flor e courgette]. Adicionam ao mix de legumes uma cebola e meia, cortada aos pedacinhos e cobrem tudo com um fio azeite generoso. Advertência: as minhas receitas tal como os programas de exercícios têm sempre dois níveis [às vezes até têm mais]. No nível 1 é vos permitido adicionar cubinhos de fiambre (de peru ou de frango). No nível 2 é vos permitido juntar tiras de bacon (poucas sim?!). Eu cozinho normalmente sem temperos, por isso, deixo tostar bem a cebola para que os legumes fiquem naturalmente agri-doces. E voilá, está pronto a ir ao forno! Easy, breezy!

Os legumes devem estar no forno cerca de 30 a 40 minutos, dependendo da temperatura que utilizaram. Ah, já me ia esquecendo, nível 3: adicionem um pouco de queijo ralado por cima para que a cama de legumes fique com um aspecto pecaminoso! A esta altura acho que vocês todos já devem estar a salivar... Experimentem e partilhem os vossos comentários aqui no blog!

#branding

#Os 10 mandamentos da tipografia

quarta-feira, agosto 27, 2014


No caso de vocês precisarem... 1. Know your font families! Ever heard of GHOTMS? [Geometric, Humanist, Old Style, Transitional, Modern, Slab Serif] 2. Combine a Sans Serif font with a Serif font. 3. Combine a Serif font with a Sans Serif font. 4. Combining two similiar fonts is not cool. 5. Contrast is the key. 6. Stick to two fonts. Only go for three if you must. 7. Don't mix different moods. 8. Combine fonts of complimentary moods and of similiar time eras. 9. Use different weight of fonts in the same family. 10. And lastly, please avoid the following fonts... E o Storytelling Studio no caso de precisarem de serviços complementares!

#calções

#A pandemia do calção

quarta-feira, agosto 27, 2014


"Fit is the most neglected aspect of how we dress; that is, most people wear clothes that are too big or too small or a combination of both" (Tim Gunn) É verdade, as mulheres continuam a negligenciar os tamanhos e as proporções das peças de roupa. Será que o fazem com plena convicção? Será que o fazem por negação? Será que não fazem sequer ideia de que o fazem? Existem fenómenos da moda que eu não compreendo.

Com os soutiens ainda lhes consigo dar a volta... Ao fim de algumas horas de batalha, as clientes percebem que o tamanho correcto vai ajudar-lhes a "trazer muita coisa ao de cima", mas quando chega a hora de eleger as partes de baixo, elas desaprendem tudo o que eu lhes estive a ensinar... Deus me dê paciência e um paninho para a embrulhar [recomendação teórico-prática de uma colega de trabalho]. As mulheres têm alergia a quantidades razoáveis de tecido. Quanto maior parece uma peça, mais pequena a querem. Algumas delas chegam a dizer-me: "a cueca tem de ser mais pequena para não marcar a barriga"... Gostava de saber em que bíblia da moda vem escrito "para disfaçar a barriga opte por cuecas baixas", a sério que gostava...

Aquilo que se conclui é que as mulheres conhecem muito pouco o seu corpo. Conhecem-no tão mal, que vestem coisas completamente desapropriadas, achando que estão extremamente bem, apesar do seu caminhar na rua, inseguro e desconfortável, não convencer ninguém, nem mesmo a elas próprias. E por falar em coisas desapropriadas? Que pandemia é esta do calção a mostrar o rabo? Será que os pais e as mães deste país não vêem os trajes menores com que as filhas andam? É um lindo retrato domingueiro... os pais, os avós, os tios, a passear, e a filha mais nova como se tivesse acabado de chegar de Woodstock [chamem-me o que quiserem, mas isto dos 30s dá logo outra perspectiva de vida].

No meu tempo, [não há muito tempo], havia uma linha que separava as culottes dos calções e para que a distinção fique clara, essa linha deve situar-se bem abaixo das nádegas. Mulheres atentem nisto: toda a peça que revele as partes intímas, não se chama roupa, chama-se lingerie, e eu já vendi muitas cuecas mais compostas do que esse tipo de calções. Esta moda dos calções demasiado curtos introduz o conceito da banalização do corpo e da sexualização da mulher. Um dos objectivos principais da roupa é tornar a mulher ainda mais sensual, com uns calções desse tipo, não admira nada que vos chamem de oferecidas. 

Nem toda a gente sabe interpretar correctamente as tendências da moda, mas apelo sobretudo ao vosso bom senso... Até eu já cometi os meus crimes de estilo, mais do que uma vez, mas esperem até irem à vossa primeira festa da espuma sem soutien para ver o que é que vos acontece... É uma experiência que serve de lição para o resto da vida, garanto-vos. Inspirem-se nas imagens de rua que eu seleccionei. Conseguem perceber como os looks estão bem proporcionados? O tamanho certo dá charme e elegância a uma mulher. Aceitem-no. E ai de vocês se vestirem uns calções desses... Ai mesmo!

#compras

#Acordar do lado certo da cama

quarta-feira, agosto 27, 2014


O novo catálogo Ikea 2015 é inspirador [como sempre]. Está repleto de "estórias" fantásticas por detrás de cada produto (os quartos e as casas de banho são o foco do próximo ano). Anuncia rotinas matinais menos apressadas e sonos mais retemperadores... Tudo aquilo com que nós sonhamos! [fico com uma súbita vontade de mudar de casa só para a poder decorar uma vez mais].

#berlengas

#Estórias sem género

sábado, agosto 23, 2014


1. E se de repente o seu filho só quisesse vestir vestidos? [uma estória sem género, mas cheia de amor]. 2. Nunca pensei que o forte de São João Baptista nas Berlengas originasse fotos tão bonitas...  [Portugal é de facto um pequeno paraíso] 3.  O adeus à crise e o olá à "economia criativa". [Lisboa, o (novo) meeting point dos criativos]. 4. A estória de um hairstylist que oferece a sua arte aos sem-abrigo de Nova Iorque. [dar é sem dúvida um exercício que se devia tornar regular]. Bommm fim de semana! 

#baixa de Lisboa

#Amigos para siempre

quinta-feira, agosto 21, 2014

Photo Credits: CCSTYLEBOOK

Trabalhar numa loja de rua, no coração da baixa lisboeta faz de mim a consultora de lingerie mais internacional de todas... Esta é de facto uma experiência positiva para quem vive "atrás do balcão": conhecem-se pessoas de todo o mundo, mas sabem-nos sempre melhor as que partilham connosco o mesmo pedaço de chão [um abraço grande para todas as "minhas" clientes açorianas].

Estatisticamente não consigo avançar o número de nacionalidades com as quais já lidei dentro do provador, mas não me esqueço das referências mais "originais", Taiwan, Telavive, Moscovo, Roménia, Chile, Noruega e por aí fora... Sempre que atraca um cruzeiro em Lisboa, o comércio da baixa respira de alívio [mas desgasta-se em energia]. Os turistas enchem-nos a casa [e os bolsos], esvaziam-nos a paciência e levam-nos as forças, mas deixam-nos estórias, a mim, particularmente. [Do ponto de vista técnico não se pode cartografar a anatomia de cada mama segundo a sua nacionalidade, mas posso adiantar aos interessados nesses temas red(o)ndantes que as asiáticas não foram lá muito abençoadas].

Regra geral reencaminham-me sempre as espanholas, mas eu prefiro as russas. Com as espanholas preciso de falar muito [e tenho de dar com a língua nos dentes, vezes sem fim, para reproduzir aquele "cante" arrastado que só elas sabem fazer]. Com as russas fale que idioma falar elas não percebem nada [um polegar para cima e um polegar para baixo resumem a técnica de vendas mais primitiva de toda a história do comércio internacional]. Ainda assim, tirando a dormência da língua com que fico de cada vez que faço uma consulta em espanhol, as espanholas não são demasiado complicadas ou sequer exigentes [mas "sencillas" também não o são].

Devo confessar que apesar de tudo, sinto falta do à vontade que os espanhóis têm. Era aquilo que eu mais lhes invejava quando lá vivi. Da sensação de vida relaxada que me transmitiam. Do sentido prático, intrusivo e solucionador do qual se socorrem "a menudo". Dessa urgência em simplificar coisas e processos demasiado complexos para outros povos. Os espanhóis são ruidosos? Sim são-no [e em decibéis inquantificáveis]. Estão sempre prontos a armar barraca? Quase sempre. São frontais? Todos os dias, mesmo quando menos se espera. Só compram o que é deles? Maioritariamente. Têm um sentimento patriótico tão exarcebado que se recusam a falar outros idiomas... Não são de facto os melhores anfitriões, nem têm o je ne sais quoi dos franceses.

Recordo-me de uma "estória" que eu trouxe de Espanha. Quando fui para lá trabalhei inicialmente para uma televisão, mas quando terminou o meu contrato e decidi prolongar a minha estadia em Espanha tive de me fazer à vida. Encontrei trabalho como export manager numa empresa que revendia material podológico. Era uma espécie de "delegada de informação médica", mas sem sair do escritório. No meu primeiro dia de trabalho, a minha futura colega apresentou-se assim: "hola, soy Mónica, si fuera yo, hoy estaría trabajando en esta empresa más un español. esta es tu mesa y tu ordenador. si necessitas algo dime." Um amor de pessoa não?!

A verdade tem de ser dita: os espanhóis protegem aquilo que é deles, mas não foi, de facto, a melhor forma de se começar uma relação profissional. Durante os meses seguintes foi um desafio enorme gerir as expectativas do administrador da empresa em relação ao meu trabalho, e defender-me simultaneamente das golpadas sentimentais da Mónica. Ela não era má de todo, mas fez-me ficar umas noites sem dormir... [que mulher dos diabos!]. Discutíamos por tudo e por nada e não chegávamos a conclusão nenhuma. Quando eu me despedi e a deixei sozinha a vender palmilhas, atropelou-me com um discurso maternal sobre responsabilidade. De facto eu teria sido uma irresponsável se tivesse continuado a trabalhar naquele sítio, com aquelas pessoas. A única responsabilidade que devemos assumir perante a vida é a protecção dos nossos próprios sonhos. E com esse trabalho, árduo, exigente e dificil não há quem interfira. Nem mesmo um espanhol armado em gilipoyas [sim, também é verdade, aprendem-se sempre os palavrões primeiro].

#ayse birsel

#Design meets Life

quarta-feira, agosto 20, 2014


Estou encantada com a forma como a Ayse Birsel "desenhou" a vida dela. 
[Viver é de facto um trabalho criativo, rigoroso e analítico...]
 "Your life is your most important project", tomem nota.

#conversas de mulheres

#Menos roupa, mais estilo

terça-feira, agosto 19, 2014

Photo Credits: CCSTYLEBOOK

De cada vez que Setembro se aproxima, começo logo a suspirar por mudanças... [vocês também sentem o mesmo ou eu sou a única que interpreta a mudança da folha como o momento proprício para a regeneração interior?]. Apetece-me mudar tudo. T-u-d-o m-e-s-m-o [menos as coisas que me deixam feliz e que estão bem assim, tal como estão]. O estilo, por exemplo, é donde arranca o pontapé de saída. A decoração da casa. A rotina [como já devem ter percebido, eu sou uma pessoa de hábitos, mas não me habituo muito às coisas repetidas]. 

Se tivesse sido eu a fazer o mundo, a falta de originalidade seria um dos 7 pecados capitais... Não concordam? Nos últimos meses, tenho expurgado do meu roupeito todas as peças com as quais já não me identifico, perseguindo o sonho de um dia conseguir atingir esse objectivo, dificil, ou quase impossível para qualquer mulher: ter um roupeiro pequeno [bastante pequeno] e funcional. Nesta fase de selecção não me tenho saído nada mal! O espaço no armário aumenta de dia para dia e à conta de vender algumas das peças com as quais já não me sinto "eu", acabei por ganhar um dinheirito extra para poder investir em coisas bem mais prioritárias [aquilo com o qual eu já não me sinto "eu" pode trazer inspiração a alguma mulher que se esteja a tentar reinventar].

O J tem pouca roupa, mas a roupa certa! E é disso que eu me queixo. O meu roupeiro é disfuncional, escuro, e um tanto ou quanto esquizófrenico [o que na realidade reflecte todas as personalidades que convivem na minha pessoa]. Durante a semana, os danos colaterais estão controlados, mas ao fim de semana torna-se dificil descobrir algo para vestir com o qual eu me sinta bem [é como procurar uma agulha num palheiro]. Desde que fiz 30, esta necessidade de vestir aquilo que sou tornou-se mais urgente. O nosso estilo funciona como um statement e demarca uma posição. Se vacilarmos muito, o mundo não vai voltar atrás para nos recompormos para a fotografia e é claro que eu não quero deixar passar essa oportunidade! 

Mas, tal como todas as mulheres, eu peco, e peco muito! Os principais "detonadores" do meu estilo [especialmente no Verão] são os vestidos-saco, aqueles vestidos sem estrutura, largos, e fluídos, até dizer mais não.... Eu sei, eu sei... Não os devia usar, mas adoro-os! E apesar de ser consultora de lingerie, a primeira coisa que salta de mim para fora quando chego a casa é o soutien! Uma mulher quando deixa de andar "ajustada" não quer outra vida, nunca mais volta aos eixos! Só este ano comprei dois vestidos assim, um com flores [o da imagem] e outro com riscas horizontais... Estou a arriscar-me demasiado, reconheço. E é por causa de andar no limite que decidi fazer deste meu pensamento interior, uma partilha geral: roupas largas não realçam curvas femininas, aliás, realçam muito pouco as formas de uma mulher, e uma mulher quando perde as formas, perde muito da sua essência.

Vou repetir este mantra três vezes ao dia, até conseguir abandonar por completo as formas "abstractas" que ocupam o meu roupeiro. O J tem-me ajudado nessa tarefa [já comentei convosco que os homens são os nossos melhores consultores de imagem, certo?]... As opiniões dele são quase sempre válidas e costumam ir de encontro às minhas suspeitas...No inicio ele não me dizia muita coisa a respeito da minha roupa, mas com o tempo tem-se revelado [e estou muito agradecida]. Portanto, juntem-se a mim meninas! Por um mundo mais "coleante" [e mais curvilíneo]. Os nossos homens [e os homens das outras] agradecem.

#conselheira matrimonial

#O amor é um lugar estranho [não raras vezes]

quinta-feira, agosto 14, 2014

Photo Credits: Sheffield Hallam University| Panache

De todas as estórias estranhas que [me] aconteceram [e continuam a acontecer], esta será, com certeza, "inolvidable". 

- "Boa tarde! Eu queria comprar um soutien. Aqueli ali que está na montra. É para oferecer a uma pessoa. Só tem essa cor aí?" [cara de "eu sou o maióri garimpeiro da minha zona"] - "Não, não tem só essa cor aí, tem várias cores e tem vários tamanhos. Sabe o tamanho da pessoa a quem pretende oferecer o soutien? Essa pessoa é cliente registada na nossa base de dados?" 

- "Tamanho?! [a palavra tamanho continua a provocar muitos calafrios hoje em dia] O qui é qui é isso?! Ela é assim grandona, mas eu tô farto de comprar calcinha e lingerie p'á ela, não precisa disso não dona, eu compro muito, sô bom comprador, gasto muito dinheiro com prenda p'á mulhé..." [a avaliar pelas "borradas" que é capaz de fazer, eu não duvido disso] - "Precisa sim! Deixe-me explicar-lhe, o soutien tem duas medidas: uma para a costas e outra para a copa, e sem avaliar as proporções do corpo e o estado de conservação do peito da pessoa é muito dificil acertar na medida correcta, entende? [baixámos a guarda, mas só por 5 segundos].

- "Mas eu já disse p'á ela que eu já tinha comprado... até tirei foto com o celular e enviei mostrando como era... Eu compro muita lingerie e nunca precisei disso... você não quer vender? Não qué vender p'á mim, é isso?" - "Não, não é nada disso. Eu posso vender, mas sem saber o tamanho corre o risco da peça não servir e nessas situações é melhor trazer a cliente até à loja... Porque não lhe faz uma surpresa e volta cá com ela?" - "Não pódi ser... não sou eu que vou entregar o presente p'á ela, é outro moço que eu falei e combinei isso, eli é qui vai levá p'á ela". 

- "Mas a pessoa não pode vir cá? Está longe?" - "Não, mas é qui eu... [cara que parecia de reflexão, mas que durou muito pouco tempo] Eu entrei numa fria, fiz aí umas coisa qui eu não devia ter feito, e agora p'á ver si ela me perdoa né, eu tirei foto e enviei p'á ela e ela ficou toda contente. Agora ela tá contando com isso e você mi está dizendo qui não quer vender... Eu vou fazer queixa di você" [cara de "eu sou o guru das vendas. tirei o curso na IURD] - "Não, nada disso, por mim eu vendo-lhe a loja toda, até me dá mais jeito do que vender só uma peça, mas o nosso conceito é assim mesmo que funciona, oferece aconselhamento personalizado a cada mulher para que cada mulher se sinta única e especial. Se quer levar, eu vou-lhe buscar, mas é um risco porque pode não ficar bem".

- "Dinheiro não é pobrema. Eu sempre comprei lingerie e nunca precisei do tamanho. Si não qué vender, eu vou comprar noutro lado, mas vou falá com seu patrão porqui você não qué vender, você vai destruir a empresa, porque si você não vende, não há dinheiro para pagar seu salário e o salário das suas colegas. Você vai botá p'á baixo isso tudo. Você não sabi o que é ser relações públicas. Você não sabi como os clientes são importantes" [não mi enche o saco, viu?!] Nossa, eu tou numa fria.... Caraca como é que eu vou sair dessa... É qui eu fiz umas coisa mal e agora não tá fácil para o meu lado". 

- "Mas porque é que não a traz cá, faz-lhe uma surpresa, ela passa algum tempo sendo tratada, aconselhada, mimada, e depois você paga o que ela escolher? Acho que qualquer mulher ia adorar essa experiência, costuma resultar a 100%." - "Não, dá não. Mas eu vou fazer queixa di você ao seu patrão..." - "Espere 5 minutos e pode falar directamente com a minha gerente." - "Eu vou pegá o meu celular p'á você e você liga p'á ela, fala com ela, mas não diz que eu tou aqui e tenta descobrir o tamanho..." - "Senhor, eu preciso de ver as M-A-M-A-S da mulher para perceber qual é o tamanho!" 

- "Você não quer vender né, você não percebi nada de marketing!" - "São 88€ o soutien e a calcinha, como é que vai pagar?" - "Nossa, 88€?!... você não qué mesmo ligar p'á ela? Fala com ela, diz que eu não fiz por mal..." - "Não, desculpe, eu não vou ligar. Pode perguntar a alguém se alguém quer ligar, mas eu, pode ter a certeza que não ligo". "- Caraca, tou frito. Ela nunca mais mi vai perdoar" [não tivesses feito me#@da].

Para além de outras coisas [moça de recados, empregada de café, empregada de limpeza, costureira, babysitter, psicóloga, professora de yôga e pilates, consultora de imagem, consultora financeira, consultora de lingerie, e assistente de vendas] também me querem conselheira matrimonial. É por isso que eu vos digo: trabalhar numa loja, não é fácil.

#a vida aos 30

#Start where you are...

segunda-feira, agosto 11, 2014

Photo Credits: CCSTYLEBOOK

...use what you have, do what you can (Arthur Ashe). Há uns meses atrás a minha irmã partilhou comigo um conselho que o seu psicólogo lhe tinha dado e é sobre isso que me apetece falar hoje. Sobre uma coisa de que muito nos esquecemos e pouco nos lembramos... Durante uma sessão de terapia, a minha irmã contava-lhe o quão aborrecida estava com o facto de ainda pensar em determinadas coisas, de ainda não conseguir libertar-se de determinados pensamentos, de ainda fraquejar em determinados momentos e de ainda não saber o que responder ou como reagir em determinadas situações. Um "ainda" impaciente e impotente que não lhe permitia celebrar cada passo do "regresso a casa" [o momento em que nos perdemos para mais tarde nos encontrarmos]. Ela falava-lhe do facto de estar frustada consigo mesma por não conseguir quantificar avanços, sentindo-se presa à linha de partida, no exacto ponto onde tinha começado. 

E aí o psicólogo contra-argumentou: "nós somos humanos, não somos super heróis. pare de exigir tanto de si mesma. neste preciso momento está a fazer o melhor que pode, com aquilo que tem. pare e pense: isso não será já o suficiente? isso não será já mais do aquilo que poderia estar a fazer neste preciso momento? dê os parabéns a si mesma. merece-os"

É verdade, nós não somos super heróis, embora vivamos como se fossemos. Somos apenas gente normal a quem as experiências vão transformando. Somos gente normal que às vezes [muitas vezes] se esquece de o ser. Somos gente que tenta ser forte, mesmo quando sabe que não o consegue ser... Esquecemos demasiadas vezes a nossa condição de seres humanos... Exigimos vitórias ingratas a almas sofridas e não nos contentamos com uma vida simples [ou pelo menos mais simples do que aquilo que imaginámos]. Não há nada de errado em ser feliz com uma vida simples. Nada. E é esse regresso, ao simples, que é mais urgente que nunca.

É por isso que eu decidi iniciar um regresso. Um regresso donde há uns anos atrás pretendia partir. É até aí que eu quero chegar [de novo]. É por isso que o CC ganhou um objectivo maior. Ele já me fazia feliz antes, mas a partír de hoje, é suposto fazer-me ainda mais. Apresento-vos o meu Storytelling Studio! Achei que era tempo de ter uma vida simples... Ou como quem diz, uma vida feliz, e eu sou mais feliz quando escrevo e quando conto estórias. É aqui que eu estou, é isto que eu tenho e é o princípio de inúmeras coisas que eu pretendo fazer. No more excuses.

#H&M Home

#Nós por cá

sábado, agosto 09, 2014


1. Não sei se vocês sabem, mas Lisboa tem o 2º melhor oceanário do mundo! [que sortudos que nós somos!] 2. "Os portugueses querem ter filhos, então porque é que não têm?" Um artigo que se debruça exaustivamente sobre as questões da parentalidade em Portugal. 3. Abriu recentmente na Rua do Loreto, o Chiado Caffe. [haja disciplina para resistir aos doces das vitrines]. 4. Uma mulher inteligente que escreve sobre mulheres inteligentes. 5. As obras na Rua do Ouro estão aceleradas! A H&M do Chiado vai reabrir com um departamento Home! [acho que vou começar a pensar no "extreme makeover" da minha petite maison]. 5. "Viver no Campo", a estória de um casal de economistas que trocou os números pelas lavandas e a cidade pelo campo. Bom fim de semana!

#amor-próprio

#O que as mulheres me ensinaram

sábado, agosto 09, 2014


Recentemente li uma frase muito interessante na página do facebook de uma bloguer que eu costumo seguir: "I was once afraid  of people saying who does she think she is? Now I have the courage to stand and say: this is who I am" (Oprah). Aos dias de hoje, acho que essa foi a maior lição que me estava reservada: aprender [definitivamente] a ser mais forte. 

Quando comecei a trabalhar como consultora de lingerie, uma colega de trabalho disse-me: "vais passar a minimizar os teus defeitos todos quando te aperceberes do quanto as mulheres se queixam e do quanto elas se maltratam verbalmente". É verdade. Amo-me mais hoje do que me amava há dois e meio atrás. A maioria das mulheres portuguesas tem uma noção errada das proporções dos seus próprios corpos. E queixam-se, sem razão, sobre pormenores insignificantes.



Apesar de eu sempre ter vivido com quilos a mais, umas temporadas sim, umas temporadas não,  nunca deixei de cultivar o gosto particular pela moda, ou melhor, pelo desenvolvimento de um estilo pessoal porque "moda" é um termo demasiado ambíguo para definir o que quer que seja. Nunca deixei de fazer experiências por conta própria. Tentativa-erro, tentativa-erro. Não limitei a minha criativadade por causa de umas curvas sinuosas... Por isso sempre me custou muito a aceitar frases tão proibitivas como "nunca usei vestidos cai-cai", "nunca usei biquíni", "nunca usei decotes", "não posso vestir isto", "não posso vestir aquilo", "isso não me fica bem". Talvez por ter uma mãe louca por roupa e uma irmã mais velha apaixonada por moda, a liberdade de poder usar o que eu sempre quis foi uma máxima que sempre existiu na minha casa. [estou-lhes eternamente grata por isso].  Mesmo nos períodos em que engordei um pouco mais, a minha mãe e a minha irmã eram as primeiras a dizer "vamos às compras". Mesmo que nós  internamente não estejamos no nosso melhor, devemos fazer um esforço para cuidar da nossa imagem exterior. [todos os dias das nossas vidas]

Durante estes últimos tempos descuidei-me muito, mas percebi que não posso fazer isso. Ou que pelo menos devo estar atenta a isso [andar de negro todos os dias não ajuda ninguém, né?!]. Uma mulher que gosta de si, e que o demonstra, que dá a entender o quanto gosta de cuidar de si, independentemente do tamanho, revela que sabe bem aquilo que é importante. Dá-me muito mais prazer atender clientes cheias de curvas, "poderosas", que são felizes com o que têm, do que atender clientes com tudo no sítio que são infelizes com aquilo que têm e não sabem [ou fingem não querer saber]. O estilo pessoal não tem haver com um número. Tem haver com personalidade. E com atitude. E há por aí mulheres com muita atitude, que se esforçam por mudar aquilo que até agora pareciam ser as guidelines do mundo da moda [já era tempo].


Há uns dias, a minha irmã, com 35, comentava-me que queria comprar uns calções... Na realidade, os calções que ela quer comprar são mais umas "cullotes" dado o pouco comprimento que têm. Eu aconselhei-a a respeito da idade: "isso não são calções para ti"! A idade para a minha irmã não significa nada [e ainda bem]. Ela só não se sentia confortável  porque dizia não ter as pernas tonificadas. Eu também amo calções, mas sofro com as mesmas inseguranças. Acho que não tenho pernas para isso... Ao fim de algum tempo, dei comigo a pensar: "mas não tenho porquê?" De facto existem um número significativo de mulheres que estão cá, e que dão a cara e o corpo para que estas perguntas não sejam mais colocadas... São mulheres reais, sem medo, capazes de arriscar muito, e de usar tudo o que seja usável. Eu admiro-as. Muito. E da próxima vez que me enfiar dentro de uns calções vou pensar no quão corajosas elas são. E vou agradecer a todas as mulheres que se odiaram à minha frente, o quanto elas me ajudaram a gostar (ainda) mais de mim.

É por isso que hoje eu tenho a certeza que esta "loja" foi um óptimo exercício de resistência... Uma prova de endurance, sem igual. Há dias em que me pergunto porque é que decidi aceitá-la, há outros em que me questiono porque é que ainda faço parte dela... Acho que quem passa por uma experiência destas pode viver uma espécie de "descida aos infernos"... um verdadeiro "martírio" que muitas pessoas não entendem. Trabalhar numa loja é acima de tudo um teste à auto-estima e à capacidade de sobreviver sem enlouquecer [coisa dificil nos tempos que correm e da forma como correm].


Portanto, da próxima vez que sentirem o impulso para vestir algo ou para experimentar uma peça fora da vossa zona de conforto, pensem nas mulheres todas que se esforçam para que isso se torne mais fácil... Nas horas todas que eu passo a dizer o quão normais as mulheres portuguesas são. E não tenham medo de arriscar... "Descobrir-nos" pode trazer-nos boas surpresas. Dá-nos a conhecer o quanto somos fortes, e não sabíamos. Não é assim mana?

#aqua boost sorbet

#Aqua Boost Sorbet (TBS)

quinta-feira, agosto 07, 2014



Já tinham partilhado convosco o quão satisfeita estou com o Drops of Youth da The Body Shop, mas estaria a ser injusta se não vos falasse sobre o Aqua Boost Sorbet da mesma marca... um "sorbet" facial super hidrante, perfeito para os dias de maior calor.

O Aqua Boost Sorbet diferencia-se dos outros produtos faciais por causa da tecnologia Aqua Sphere - isto é, o hidrante é composto por pequenas esferas microscópicas que actuam como reservatórios que albergam milhares de vezes o seu peso em água pura. De cada vez que aplicarem o sorbet vão sentir a ponta dos vossos dedos a desfazer essas pequenas esferas, responsáveis pela hidratação do vosso rosto ao longo de todo o dia... 

Um truque: guardem o vosso Aqua Boost no frigorífico! Asim que o puserem no rosto, fresquinho que nem uma alface, vão livrar-se de todos os vestígios de uma noite mal dormida [garanto-vos!]. A sua textura é muito suave, com um toque de veludo, derretendo-se por inteiro, sem deixar brilhos irritantes na pele. 

O sorbet é indicado para o Verão, mas existe a opção em creme para o Inverno. Se seguiram o meu conselho anterior e acabaram por se render (tal como eu) ao serúm Drops of Youth, o Aqua Boost pode ser um excelente hidrante [super económico, com óptima rentabilidade] para aplicar depois do primeiro. Experimentem e contem-me tudo!

#amigas tóxicas

#O poder do elogio masculino

quarta-feira, agosto 06, 2014


Quando eu comecei a trabalhar lá na loja, temia essencialmente duas coisas: as clientes e as amigas das clientes. As primeiras são dificeis, mas as segundas são impossíveis [para não dizer insuportáveis]. Podem chamar-me de ingénua, mas eu pensava que as mulheres era mais amigas umas das outras [vejam lá as coisas que se aprendem numa loja...]. À medida que o meu contacto com as clientes ia aumentando, o mosaico sociológico feminino (e português) parecia desenhar-se mais complicado do que o que parecia. 

Eis algumas das conclusões a que cheguei... as mulheres são umas ingratas! É verdade, não me digam o contrário! As mulheres não elogiam sem serem elogiadas. Por vezes chegam a fazer bem pior do que não elogiar. Chegam a magoar quem lhes é mais próximo. A crítica é um sentimento transversal às relações familiares, com muita pena minha. Raras não foram as vezes em que assisti a diálogos impróprios entre mãe e filha.  "Ai a minha filha tem este problema", "Não sei a quem é que ela saiu porque eu não tenho nada", "Nada lhe fica bem, nunca lhe conseguimos comprar roupa gira"... Parem e pensem: acham mesmo que este tipo de comentários irá fazer das vossas filhas (e dos vossos filhos) pessoas felizes?! Se a educação começa no berço, a promoção da auto-estima também. 

Eu costumo "barrar" a estupidez humana com adjectivos positivos e  elogios frondosos, mas o meu trabalho começa e acaba ali, e é por isso que receio que muitas mulheres cresçam sob influências negativas como aquelas que presencio todos os dias. Por outro lado, uma das coisas com a qual mais me surpreendi foi com o comportamento dos homens... Esses sim, foram uma agradável surpresa.

Os homens, por estranho que pareça, gostam de acompanhar as mulheres às compras [pelo menos quando o assunto se trata de lingerie]. São eles que muitas vezes se preocupam em primeiro lugar com o bem-estar da mulher... E sim, rasgam elogios, ainda que um pouco tímidos. Para além de uma certa ternura que surge no sexo masculino quando se trata de aconselhar, os homens sabem fazer uso de uma coisa que eu muito prezo: a sinceridade. Se perguntarem a uma amiga se aquela determinada roupa vos fica bem, mesmo que ela não fale muito, ela nunca será capaz de vos dizer o quão horrível ela vos fica, mas se por outro lado perguntarem isso a um homem, ele não vai pensar duas vezes antes de declarar: "tira já isso". 

Não fiquem chateadas se isso vos acontecer... Os homens são os nossos melhores consultores de imagem, os hetero porque são bem capazes de conhecer o vosso corpo, e os homo porque são bem capazes de querer ter o vosso corpo [brincadeirinha]. Os homens, principalmente aqueles com quem nós mantemos uma relação próxima vão querer o melhor para nós, e trabalhar em equipa com um homem pode ser uma experiência muito positiva [pelo menos, menos problemática e menos emocional do que aquilo que já é trabalhar com mulheres]. A minha experiência como vendedora de lingerie confirma que os homens são uns santos! [bolas, nunca pensei escrever isto!]. Ah, e antes de me esquecer: não se esqueçam de elogiar alguém hoje. A troco de nada, ok? Elogiar não magoa. Nem vos faz mais pobres. Torna-vos antes mais ricos. E alguém (redondamente) mais feliz. 

#projectos com alma

#Seu(s) sovina(s)!

quarta-feira, agosto 06, 2014






Hoje quero dar-vos a conhecer duas marcas que devem ficar registadas nos vossos favoritos: a Sovina  [marca da primeira cerveja artesanal produzida em Portugal] e a Supply [agência de comunicação responsável pela criação das embalagens dos sabonetes Sovina]. 

Para este projecto, a Supply escolheu um padrão geométrico que envolve todo o produto ao qual se sobrepõe uma faixa clara com lettering bold que identifica a designação dos respectivos ingredientes. Uma inspiração vintage que recupera os antigos papéis de mercearia... Para as situações especiais, a Supply elegeu uma caixa castanha com o logótipo gravado a dourado.

Para acompanharem o trabalho da Supply, aconselho-vos uma visita ao blog "We supply the good ideas". Para testarem o efeito esfoliante/hidratante dos sabonetes de cerveja da Sovina, recomendo uma visita à loja online da marca.

#chás frios

#Apple Blueberry

terça-feira, agosto 05, 2014


Se há coisa à qual eu não resisto é a uma boa chávena de chá... [costumo escolher as chávenas em função da quantidade que elas possam levar, quanto maiores, melhor]. Aprecio chás de todos os sabores, de todas as marcas, de todas as origens... seja Verão ou Inverno! Apesar de sempre ter gostado de chá, comecei a consumi-lo com maior frequência quando descobri que sofria da síndrome do colón irritável, uma doença funcional crónica conhecida por desregular (e bastante) os movimentos peristálticos do intestino. 

O tratamento da síndrome do cólon irritável passa por uma mudança de estilo de vida, de forma a diminuir o stress e a ansiedade que a pessoa sente. É por isso, que na maioria dos casos, as crises atacam quando existe um desequilíbrio significativo de serotonina no organismo [a serotonina actua não só ao nível do humor, mas também na regulação dos movimentos peristálticos do intestino]. Foi a partir de então que eu e o chá nos tornámos os melhores amigos, em detrimento do café.

O que é curioso é que a principal embaixatriz do chá foi uma portuguesa... a princesa Catarina de Bragança, filha de D. João IV.  Quando Catarina se casou com Carlos III de Inglaterra, iniciou-se na corte inglesa a tradição do "chá das cinco", ao qual estão associados os "scones" e a "marmalade". Mais distante da Europa, na China, o chá aparece associado à beleza devido ao ritual da sua preparação e pela satisfação e paz que provoca. Claro que eu não podia deixar de referir que um dos melhores chás do mundo (preto e verde) é produzido nos Açores, em São Miguel, na localidade de Gorreana, nas variedades de Orange Pekoe, Broken e Moinha.

A mim o chá relaxa-me..Agora que os dias estão mais quentes, ando a beber o chá frio de Maçã & Mirtilo da Tetley. Adicionei-lhe umas folhas de hortelã, dois pauzinhos de canela, e um pouco de açúcar [não resisti, confesso!]... É uma bebida super refrescante para aproveitar a calma das tardes de Domingo. Experimentem e digam-me se gostaram!

#chefias

#I'm the boss!

terça-feira, agosto 05, 2014


As pessoas quando me conhecem costumam-me perguntar com curiosidade, o que é que eu faço ou em que é que me formei... Nos últimos 2 anos e meio aproveitei-me da tarefa ingrata que é "arrumar mamas" para as divertir com a minha resposta. [contam-se as vezes em que não consegui arrancar uma careta de espanto aos meus interlocutores]. Na verdade, eu não gosto de circunscrever tudo aquilo que faço a um nome próprio [detesto títulos e nomenclaturas demodés], mas se tivesse que resumir, assim, de uma forma rápida e simples, tudo aquilo que fiz ao serviço das marcas onde trabalhei, eu diria que contribui para que a visão de pessoas comuns se tornasse realidade [uma espécie de fada madrinha, severa, mas destemida].

Aliás, sempre que eu trabalho com alguém que dirige ou dá a cara por uma marca, tento certificar-me de que essa pessoa sabe aquilo que tem, o que é capaz de fazer com isso e até onde quer chegar. Muitos dos briefings que faço começam com conversas casuais onde crio o ambiente certo para que as pessoas me possam falar sobre aquilo que sonharam (e idealizaram) para os seus projectos pessoais. Certifico-me de que elas acreditam. E de que estão prontas para passar muitas horas acordadas, caso contrário, eu não poderei fazer por elas, aquilo que só depende delas próprias.

Já encontrei personalidades de todo o tipo... mas o meu método de trabalho costuma variar (muito) pouco. Para mim, o trabalho de desenvolver um projecto de marketing e comunicação para uma marca começa muito antes da validação dos honorários... começa essencialmente nos valores que esses mesmos projectos defendem, e de igual forma, nos valores que as pessoas que lideram esses mesmos projectos cultivam. É por isso que sempre que uma marca me transmite a sensação de ter mais do que uma fundação quebrada, eu prefiro aguardar que ela caia por inteiro, para mais tarde, se reerguer de novo, em vez de colocar-lhe pensinhos rápidos nas feridas abertas.

É por isso que há muito tempo que me questiono sobre as qualidades de um bom chefe... comecei a escrutinar com detalhe os exemplos mais próximos de mim: aqueles que fui testemunhando ao longo da minha experiência profissional, o do J que trabalha numa empresa familiar com o pai, ou o do meu pai, que trabalhou durante muito tempo com um colega, superior hierarquicamente, o qual se viria a tornar um dos seus melhores amigos para todo o sempre.

Normalmente as relações colaborador-chefe são relações de amor-ódio, que terminam onde toda a gente já sabe: "people don't quit their jobs, they quit their bosses". Essa será uma das razões pela qual muita gente odeia o seu trabalho, ainda que hajam excepções, é claro. Para além de todos os problemas que os chefes na sua maioria têm (elevadas falhas comunicacionais, gestão imparcial de conflitos, inexistência de políticas de reforço positivo, falhas no investimento e formação dos RH, etc) existe uma que me parece ultrapassar todas as outras: os chefes "modernos" não sabem inspirar pessoas. "(...) great leaders know how to inspire. sometimes, they don't even know it. however, what makes them a great boss is the fact that when there's a big moment, they know ho to react to it and how to make the people around them react to it. if there's a high pressure situation, the last thing you would want to deal with is someone who would look at it frivolously and not be able to motivate other." [aqui] O problema é que existem chefes e existem líderes. E para se ser um, não se tem necessariamente de ser o outro.

#alma terceirense

#Férias nos Açores

sexta-feira, agosto 01, 2014


Aaaah, já tinha saudades disto! [De ambas as coisas, claro.] Do meu CC e do meu chão! Estive em casa a matar saudades, saudades daquelas boas. Gordas. Muito gordas. Rumei de malas e bagagens até à Terceira por causa do casamento da M. [graças à sorte divina, a TAP não me pregou nenhuma partida como tem pregado a muita gente, cancelando voos em cima da hora]. Não saímos de Lisboa no horário previsto, mas chegámos ao destino e voltámos são e salvos. Isso mesmo, são e salvos, com "s" no fim! Fomos os dois... O J também fooiii! Foi uma espécie de mini lua de mel [muito mini por sinal]. 

Adorei poder fazer parte da festa da M., que acabou por ser a "minha" festa também... Não podia sentir-me mais feliz, na minha terra, rodeada por aqueles que mais amo... Cada vez que vou a casa, sinto-me um bocadinho como Anteu: em contacto com a mãe-terra torno-me invencível! Apesar de todos os desencontros dos últimos meses, este "regresso a mim" tem sido estrondoso. Quando regressamos àquilo que somos de raíz, somos infinitamente mais felizes. E há muito tempo que eu precisava de me sentir assim: feliz.



E se há terra onde a felicidade é comemorada com comida, essa terra é sem dúvida a Terceira [eu sei que depois do meu post sobre o sucesso da Dieta dos 31 Dias esta foto é pouco digna, mas só vos digo uma coisa: tenho o resto do Verão para comer alface e tomate!]. O Q.B - Food Court é o novo spot em São Carlos, Angra do Heroísmo, para quem quer comer hambúrgeres deliciosos, confeccionados com a melhor carne dos Açores. Nesta estreia, recomendada pela minha irmã, escolhi o Hambúrger de Ananás e Queijo Vaquinha, mas fiquei de olho no resto das sugestões... A comida é óptima, o espaço é maravilhoso, e a esplanada, com vista para um jardim bem verdinho, convida a tardes e cafés majestosos. Espero que quem andar por lá aproveite a minha recomendação.


A sobremesa essa vai ter de ficar a cargo da Quinta dos Açores. Este projecto familiar proporciona sabores e experiências que vão além da origem [muito além mesmo]. Uma marca "verdadeira, amiga do ambiente, saborosa, hospitaleira, inovadora". Tudo aquilo que caracteriza [e bem] os açorianos. O J e a minha irmã fomaram a equipa dos crepes, eu e a minha mãe a dos gelados. Recomendo sem dúvida duas especialidades, os sabores de gelados "Dona Amélia" e "Queijada da Graciosa". Vão comer, e chorar por mais. A quinta tem ainda um espaço comercial onde podem adquirir os melhores produtos dos Açores: queijos, compotas, chás, licores, carne, biscoitos, etc. Dificil será mesmo arranjar lugar na mala para trazer tudo aquilo que vos apetecer.



Outra recomendação a ter em conta para quem está a planear umas férias nos Açores: não se assustem com as mudanças de clima repentinas... A velha máxima popular de que um dia nos Açores roda as 4 estações do ano é 100% verdade. Qual é a estratégia a seguir se apanharem um dia de chuva e não puderem fazer praia: fiquem sentados na esplanada mais próxima até o sol aparecer! Quite easy!

Em relação às viagens, convém programá-las com algum tempo de antecedência com o objectivo de poupar alguns euros, mas isso é válido para todos os destinos, certo? Pode ser que esta notícia agite um pouco o espaço aéreo açoriano e que a concorrência entre as várias companhias a operar faça com que os preços dos bilhetes sejam mais competitivos entre si. Caso necessitem de mais algumas dicas de viagem, especialmente sobre a Terceira, eu não terei nenhum problema em ser a vossa personal concierge! 



Para acabar com este roteiro pecaminoso, mas saboroso, deixo-vos duas imagens do dia do casamento da M.: a espera ansiosa da saída dos noivos da igreja [o padre ainda nos tentou convencer para não atirarmos arroz, mas foi literalmente impossível] e um perfil do meu penteado "magicado" pela V., a minha cabeleireira de serviço na Terceira [dei-me bem, não dei?]. Nunca me tinha acontecido ir a um casamento de chapéu de chuva... à última da hora, troquei as sandálias por uns sapatos fechados com medo de não molhar os pés, mas segundo dizem por aí, "boda molhada, boda abençoada". Espero que sejas muito feliz M.! Muito, mesmo.