#a vida aos 30

#Mãe paciência

quarta-feira, setembro 17, 2014


Uma amiga minha contou-me uma vez uma coisa que uma amiga dela lhe tinha revelado: quando somos mães acabam-se os existencialismos. Os ses. Os será que sim, será que não. Eu não sei se é mesmo assim, mas acredito que seja, e lá no fundo, desejo muito que seja mesmo de verdade. Estou farta dos ses. Dos pontos de interrogação. Das dúvidas. E do resto. Vocês, mães, devem-no saber. Assim sendo, espero que eu e a minha irmã tenhamos definido um novo significado para a palavra existencialismo na vida da minha mãe. Espero que se tenha tornado uma vida prática, e infinitamente feliz. A minha mãe é a mãe mais paciente do mundo. É pequenina, mas firme como um rochedo. A paciência dela abafa a minha em 2 segundos [está visto que não saí a ela!]. E tem a capacidade surpreendente de não arrancar pé de perto de nós, mesmo quando não nos deixamos amar como ela quer [as mães são de facto incríveis]. A minha mãe tem um dos trabalhos mais difíceis do mundo, e se calhar não lhe dou muito valor... mas admiro profundamente a capacidade que ela tem de dar sempre o melhor de si. Feliz Aniversário Mãe! Obrigada por tudo.

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#comerciais

#10 frases para quem trabalha nas vendas

quarta-feira, setembro 17, 2014


Uma das minhas maiores manias é sem dúvida coleccionar frases. Escrevo-as num caderno e de tempos a tempos volto a elas. Estas não estavam , mas fazem todo o sentido... Agora que me retiro por uns dias, deixo-vos com elas... "as pessoas não gostam que alguém venda para elas, mas adoram comprar" (Jeffrey Gitomer).

1. "Begin by always expecting good things to happen" (Tom Hopkins) [nem sempre se começa de boa fé... há momentos com clientes que sabemos de antemão o quão dolorosos irão ser... mas nunca é demais acreditar em finais felizes, nem que seja o momento em que nos livramos das ovelhas negras do dia].

2. "For ever sale you miss because you're too enthusiastic, you will miss a hundred because you're not enthusiastic enough" (Zig Ziglar) [true story. a energia que as pessoas transmitem continua a ser um dos maiores indicadores de vendas actual. é dificil manter o mesmo nível de entusiasmo ao longo do tempo. ou se acaba gostando mais. ou se acaba gostando menos. e quando se gosta menos, nunca se é entusiasta o suficiente].

3. "All things being equal, people will do business with, and refer business to, those people they know, like, and trust" (Bob Burg) [confiança gera confiança. não só nas vendas].

4. "Treat objections as request for further information" (Brian Tracy) [as palavras continuam a ser um meio para atingir fins, a.k.a poder de argumentação. usem-nas].

5. "The best way to sell yourself to others is first to sell the others to yourself" (Napoleon Hill) [em cada venda, quem vende, tem a oportunidade de participar activamente na visão que o cliente tem de si mesmo. comprem a estória de cada pessoa. escutem-na. moldem-na. cruzem-na com a vossa].

6. "Ninety percent of selling is conviction and 10 percent is persuasion" (Shiv Khera) [um cliente quando entra num espaço comercial entra com a intenção de comprar. basta saber conduzi-lo até aquilo que ele procura, embora nem todos procurem o mesmo].

7. "Obstacles are necessary for success because in selling, as in all careers of importance, victory come only after many struggles and countless defeats" (Og Mandino) [o sucesso de uma venda nem sempre culmina numa venda. a maioria dos consumidores não precisam de coisas. precisam de palavras. precisar de coisas é uma invenção do marketing moderno].

8. "If you are not taking care of your customer, your competitor will" (Bob Hooey) [verdade. e eles andam em todo o lado por todo o lado].

9. "To build a long-term, successful enterprise, when you don't close a sale, open a relationship" (Patricia Fripp) [é a parte das vendas de que gosto mais e a frase com qual mais me identifico. são as relações que valorizam as marcas. de dentro para fora. e de fora para dentro].

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#conversas de mulheres

#Deusa do Sol

terça-feira, setembro 16, 2014


Bem, se calhar este post também vem fora do timing, mas a avaliar pelas coisas que eu vejo todos os dias nos provadores, nunca é demais relembrar o quão importante é a (d)epilação feminina. Garanto-vos que há muito tempo que ando a evitar estes temas cabeludos, mas as evidências, estatisticamente contabilizadas, levam-me a revelar um dos meus segredos mais preciosos: o creme descolorante da Veet!

Existem várias versões da embalagem, a da imagem, é um pack, tamanho travel size, específico para o rosto, mas podem utilizar o mesmo em várias zonas do corpo [pernas, biquíni, axilas]. "Despeça-se dos pêlos escuros e receba a deusa do sol, com o creme descolorante Veet, um modo fácil e eficaz de esconder pêlos que não quer depilar". Não há descrição mais sugestiva do que esta... Há anos que utilizo esta solução, rápida, prática e económica para descolorar os pêlos dos quais eu não gosto [os dos braços principalmente]. O modo de preparação é bastante simples: basta fazer uma mistura à base do creme descolorante adicionando o creme activante e aplicar sobre a zona pretendida durante 15 minutos. Estaria a mentir-vos se não vos dissesse que arde um bocadinho... chegando mesmo a deixar-vos a pele ligeiramente vermelha depois da aplicação, mas após o banho, se tiverem o cuidado de passar um hidratante calmante volta tudo ao normal.

Assim sendo já ninguém se sente constrangido quando eu entrar no provador [normalmente fico eu mais constrangida do que elas, mas existem clientes para tudo né?! E mais não digo!] E vocês, também costumam usar cremes descolorantes? Revelem-me os vossos truques de beleza mais secretos...

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#conversas de mulheres

#O equívoco trikini

terça-feira, setembro 16, 2014


Não sei se é o timing certo para vos falar disto uma vez que o Verão, ou o que resta dele, está já em contagem decrescente, mas ao menos fica a sugestão [e as boas maneiras] para a próxima época balnear. Eu sou uma pessoa de coisas preto no branco mas confesso que não sei definir a palavra [e a peça, se é que se lhe pode chamar de peça] "triquini"... Será um biquíni com ligação dianteira entre a parte de cima e a parte de baixo? Será um fato de banho com aberturas laterais? Na realidade, nem é carne, nem é peixe, mas algumas das minhas clientes continuam a achar que é a melhor solução para "tapar" a barriga. Errado!!! Errado!!! Errado!!! Como é que uma "coisa" com uma tira de tecido minúscula na frente pode tapar proporções completamente inversas?! O triquini foi feito para realçar a barriga e não para escondê-la! Podemos assentar isto de uma vez por todas?! [escrevam-no num post-it sff e colem-no no frigorifico se for preciso].

Eu própria já vos escrevi sobre os dilemas entre o biquini e o fato de banho, mas o triquini é daquelas modas que me dá muitas comichões, tal como a pandemia dos calções, lembram-se? Mulheres de Portugal e arredores, ou tapam tudo, ou mostram tudo, agora esta atitude de esconde-esconde e ainda acabam pior é um crime de estilo sem álibis. O triquini só me faz lembrar uma coisa: as clientes que usam dois tamanhos de roupa abaixo. Usam soutiens demasiado pequenos para espalmar bem o peito e cuecas de cintura baixa para não apertar a barriga. Quando saem à rua com a roupa por cima, podemos identificar a olho nu [e reparem que eu uso óculos desde os 6] em quantas áreas geográficas se divide a gordura localizada dessas senhoras. Com o triquini é a mesma coisa, conseguimos mapear as zonas de perigo do corpo feminino, desculpem a honestidade.

Mas há quem os use e fique bem... Sim, há! As meninas dos catálogos da Cia Marítima e os anjos da Victoria's Secret. Os triquinis ficam bem nas passerelles, não ficam bem na praia. É assim uma espécie de conto estilo "Cinderela", toda a gente quer viver uma estória como a dela, mas nem todas conseguem calçar o sapatinho de cristal. True story. A beleza dói, o olhar crítico dos outros ainda dói mais. Sejam razoáveis. É por isso que por oposição ao triquini eu sugiro as high waisted panties! O meu board do pinterest [Oh La La] tem óptimas sugestões nesse sentido. É claro que esse tipo de cueca não fica bem a toda a gente como é óbvio, mas uma coisa é certa, se é para tapar, então esse género de modelo tapa mesmo tudo. E vocês, o que é que vocês preferem: triquini, tankini, biquini, ou fato de banho? Há mais alguma de que eu me tenha esquecido? Contem-me tudo!

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#a vida aos 30

#I no longer have patience

quinta-feira, setembro 11, 2014


"I no longer have patience for certain things, not because I've become arrogant, but simply because I reached a point in my life where I do not want to waste more time with what displeases me or hurts me. I have no patience for cynicism, excessive criticism and demands of any nature. I lost the will to please those who do not like me, to love those who do not love me and to smile at those who do not want to smile at me. I no longer spend a single minute on those who lie or want to manipulate. I decide not to coexist anymore with pretense, hypocrisy, dishonesty and cheap praise. I do not tolerate selective erudition nor academic arrogance. I do not adjust to popular gossiping- I hate conflict and comparisons. I believe in a world of opposites and that's why I avoid people with rigid and inflexible personalities. In friendship I dislike the lack of loyalty and betrayal. I do not get along with those who do not know how to give a  compliment or a word of encouragement. Exaggerations bore me and I have difficulty accepting those who do not like animals. And on top of everything I have no patience for anyone who does not deserve my patience." (Merly Streep)

#cc favorite things

#Beauty Réentrée Giveaway (Vencedor)

quarta-feira, setembro 10, 2014



Meninas, muito obrigada pela vossa participação no giveaway do CC! Enquanto houver possibilidade, vou continuar a dar oportunidade às minhas leitoras de testarem alguns dos meus produtos favoritos! Fiquem aí desse lado porque as surpresas, e as estórias, ainda não se esgotaram! Em relação ao Beauty Réentrée Giveaway a vencedora foi a Carina Rodrigues (seguidora do Google Rede Social "Carina Rodrigues" | Link de Partilha Pública). Parabéns Carina! Depois queremos saber o que achaste dos produtos! P.S - enviaremos um email com as respectivas indicações para a entrega do prémio!

#auto-estima

#Franchise: The Ideal Woman Project

terça-feira, setembro 09, 2014










[Join the revolution. Stop hating your body] Até que podia ser uma ideia minha, mas não o é. O projecto que eu vos pretendo apresentar tem o dedo de uma dupla, respectivamente marido e mulher. Quando foi pedido a Skip que preparasse uma instalação para uma exposição em Orlando, o artista idealizou expôr a foto de uma mulher antes de uma cirurgia plástica, onde expunha um corpo feminino mapeado por linhas e tracejados codificados. Skip deu o título de "franchise" a essa foto. Mais tarde, quando convidou a sua própria mulher, Tasha Copley para servir de modelo, ambos pensaram em acrescentar uma segunda foto de Tasha numa pose mais confiante e natural, sem adulterações. Entre uma e outra foto, o casal colocou um espelho, uma caixa de papel, alguns blocos de notas e a seguinte pergunta: "what do you see when you look in the mirror?". E isso é basicamente naquilo que consiste o The Ideal Woman Project: o que é que as mulheres vêem quando se olham no espelho?

É claro que eu podia responder por algumas delas, mas sinceramente, não me apetece, embora eu ache que o Skip e a Tasha não devem ficar sem resposta. A instalação deles é um convite à beleza em nome próprio, e eu sou defensora dessa filosofia. Por isso, lanço-vos um desafio...Gostava que as minhas leitoras [e os leitores também!], aquelas que se sentirem suficientemente corajosas para escrever aqui no post, me deixassem uma mensagem com as características físicas mais bonitas que têm. Pode ser? [eu ia ficar ridiculamente feliz e extremamente orgulhosa]. Permitam-me celebrar convosco o que a beleza tem de melhor: aceitarmo-nos tal como somos. As pessoas autênticas continuam a ser de facto as mais bonitas.

#a vida aos 30

#Das epopeias interiores

terça-feira, setembro 09, 2014


Miradouro do Adamastor, Lisboa, CCSTYLEBOOK 

Eu não queria voltar ao tema da crise dos 30s, mas acho que é um bom momento para fazer um ponto da situação [tenho 30, quase meio]. Os últimos 6 meses foram um cabo da tormentas [custoso de dominar]... mas acho que posso afirmar que alcançámos águas calmas e entrámos em modo boa navegação. Convido-vos a seguirem comigo, marinheiros.

Até agora eu pensava que a minha crise dos 30s tinha começado exactamente um pouco antes da celebração dessa data, mas estava errada. Para perceber o que é que tinha acontecido à pessoa que eu era antes de fazer 30, tive de recuar um pouco no tempo. 

Há uns anos atrás, fiz um curso de Gestão de Equipas no Cecoa [Centro de Formação Profissional para o Comércio e Afins]. Se há instituição de ensino que deva ser recomendada, esta é uma delas com certeza. Durante esse curso, a formadora propôs-nos fazer o exercício da Roda da Vida. A Roda da Vida é um  sistema de auto-avaliação, originalmente desenvolvido pelos hindus, e é uma das ferramentas mais simples e mais utilizadas por coaches profissionais para diagnosticar como estão as principais áreas da vida de uma pessoa num determinado momento. 

O ideal seria que as 8 áreas em que a roda é dividida estivessem preenchidas com percentagens bastante próximas umas das outras. Caso isso não suceda, o passo seguinte é traçar um plano de acção que permita desenvolver as áreas mais pobres. Não estranho que vocês duvidem deste exercício tal como eu duvidei antes. Sou uma pessoa assumidamente céptica. É-me dificil acreditar em teorias, energias e conceitos abstractos, mas a minha roda da vida, naquela altura, revelou uma coisa que eu acho que pode ter agravado a minha crise dos 30.

De todas as divisões, a área que eu tinha menos preenchida era a área da espiritualidade. Estava quase vazia em relação a todas as outras. E a formadora perguntou-me: "então é o que é que você pode fazer para melhorar isso?" Fui apanhada de surpresa. Fiquei sem saber o que lhe responder. E acho que estive sem resposta até hoje. A espiritualidade pode ter significados diferentes para cada um de nós. Para mim, está intimamente ligada à fé. À crença. A todas as coisas maiores. Ao amor. À felicidade. E a tudo o que não é material. Durante este tempo todo, recusei-me a acreditar que a vida tinha de facto coisas boas. [à medida que crescemos ganhamos o medo de nos apaixonarmos por coisas que podemos perder a qualquer instante, principalmente depois dos 30, quando tudo parece correr mais depressa]. Tornei-me terrena. Prática. Distante. Medrosa também. Tudo em demasia. 

Então agora eu tenho um plano: sento-me ao lado dos meus mostrengos e espero, calmamente, que a tempestada passe. Debruço-me sobre o horizonte, a ver correr o leito do rio... Eu sei que ele há-de nos levar a bom porto. E tento apreciar tudo aquilo que não é palpável e que eu não consigo ver... Essa é a maior espiritualidade que se pode exigir e é a forma que eu encontrei para voltar a acreditar nas coisas em que sempre acreditei. No fim da viagem,  tudo aquilo que é tormenta, é também alegria. É boa esperança.

#academia

#Projecto Verão [ou não!]

sábado, setembro 06, 2014



Este vídeo não pretende desmoralizar quem está a pensar inscrever-se num ginásio...
Em Setembro voltamos a ser optimistas [e prometemos coisas que só se cumprem um ano depois].
Típico. May the force be with you! 

#modern family

#Uma família de estórias

sábado, setembro 06, 2014



1. Corpo são, mente sã [tenho falta de um e de outro]. As dicas de algumas atletas nova-iorquinas [shame on me, shame on me]. 2. A lista dos 39 filmes que Mr. Scorsese recomenda. 3. O Porto tem um dos hostels mais "cool" da Europa. 4. As primeiras imagens da Primavera-Verão 2015. 5. Aquilo que os empregados fazem quando os clientes os chateiam muito [faço parte das estatísticas, confesso]. 6. Porque é que "Modern Family" continua a ganhar prémios. 7. Um cocktail com sabor ao fruto da paixão. 8. Três atitudes fundamentais para conseguir apresentações sem espinhas. 9. As mulheres não são o sexo fraco. Já o provaram em 1940 com um portfolio profissional incrivel. 10. Um backdrop para a festa de aniversário dos mais pequenos, super fácil de concretizar. São só precisos alguns guardanapos. Boas leituras, boas "estórias" e bom fim de semana!

#conversas de mulheres

#Madame Teese

sexta-feira, setembro 05, 2014


Quando eu me queixo do meu trabalho, queixo-me essencialmente do estofo emocional que ele requer [ai se eu vos contasse todas as "estórias" que já aconteceram...]. De cliente para cliente, as necessidades mudam. E de consulta em consulta, as abordagens são diferentes.  Há que ter um bom "jogo de cintura" para não  se acabar espartilhada numa imensa "saia-justa", como dizem os brasileiros.

Gerir a relação consultora-cliente é uma arte [embora penosa em determinados dias]. Todas as clientes dão trabalho... mas dão mais trabalho aquelas que não valorizam o produto que estão a comprar. Compram porque têm de comprar. Com má cara. Com resmunguice. Com hesitações. Com falta de convicção. Tudo bem, eu é que sou a consultora, eu é que devia vender... mas acho que continuo a olhar para a lingerie como algo mais do que peças práticas, indispensáveis ao género feminino.  

A lingerie sempre desempenhou um papel importante na minha vida, enquanto mulher [e estava longe de imaginar que nos íamos tornar tão próximas]. É por isso que se calhar não tenho tanto sucesso como vendedora como terei enquanto consultora... Mas cismem o que cismarem, eu não gosto de vender coisas a quem não acredita nelas. É por isso que me socorri da Dita Von Teese para convencer as mulheres a quem a lingerie não diz nada a olharem para as cuecas e para os soutiens um pouco mais além do que aquilo que realmente são: cuecas e soutiens.

A Dita, em tempos, disse isto: "a lingerie não deve ser algo que você coloca para o seu amante, você deve fazer isso por si. Não é algo sobre seduzir homens, mas sim sobre abraçar a sua feminilidade". E sim, a Dita tem toda a razão. A lingerie desempenha de facto um papel muito importante na vida de uma mulher... na forma como encaramos e aceitamos o nosso corpo, a nossa sensualidade e a nossa sexualidade. As mulheres compram lingerie porque precisam, mas também porque se querem sentir bonitas. E é por isso que eu acredito que umas cuecas e um soutien podem fazer muito por uma mulher.

Num artigo da revista Flaunt, que eu descobri no blog da Kellen Turci [uma mineirinha apaixonada por lingerie que eu adoro visitar], a Madame Teese revelou 15 motivos pelos quais toda a mulher deveria usar uma lingerie bonita por debaixo da roupa. Tomem nota:

1. Uma lingerie bonita e funcional cria momentos de glamour e luxo na vida quotidiana. 2. A lingerie é uma forma de auto-expressão. Não importa qual é o estilo de uma pessoa, você pode criar uma personagem secreta por baixo das suas roupas. 3. Dar-se o luxo da lingerie é saborear o ritual de ser mulher. 4. A lingerie faz com que você se sinta desejável, e quando você se sente desejável, você se torna desejável. 5. A lingerie deixa você acentuar o que há de melhor no seu corpo e esconder imperfeições. A lingerie pode ajudar a nossa auto-confiança. 6. A lingerie é uma arma potente no jogo da sedução. 7. A prática diária da auto sedução com a lingerie torna espontânea a prática de seduzir os outros. 8. Cintas-ligas e meias-calça são clássicas, elegantes e eróticas. 9. A lingerie cria excitação. 10. A lingerie mostra que você é aventureira. 11. A lingerie apela para um orgão sexual muito importante: o cérebro! 12. Torna aquela brincadeira gostosa de desabotoar ainda mais divertida. 13. A lingerie cria memórias estéticas do que acontece no quarto. 14. Nenhum striptease é completo sem lingerie. 15. A lingerie é um degrau vital na criação do glamour e do avanço na arte da sedução.

Posso não concordar com todos, mas estou de acordo com a maioria [aquela parte das cintas-ligas não me parece lá muito confortável, de todo]. Portanto, caras clientes dessinteressantes, a lingerie pode tornar-vos muito mais bonitas, [e muito mais agradáveis]. Façam o favor de acreditar nas coisas que vos eu digo. Aqui, ou em qualquer outro lugar. 

#ccstylebook

#A contadora de estórias [em entrevista ao DI]

terça-feira, setembro 02, 2014

Diário Insular, 31 de Agosto
Entrevista da jornalista Helena Fagundes

DI: Como define o blog? É sobre relacionamentos, moda ou auto-estima? Ou sobre tudo isso e mais? O CCSTYLEBOOK é um blog sobre "estórias" do quotidiano. Essas "estórias" podem abordar vários temas, emboram retratem quase sempre o universo no qual trabalho actualmente (consultoria de imagem e lingerie). A maioria das "estórias" relatadas são sobre mulheres, sobre as inseguranças próprias do género feminino. Quando não são estórias sobre quem vou tendo a oportunidade de conhecer, são "estórias" de quem escreve. E por aí fora... Há de facto uma preocupação latente em abordar temas como a auto-estima e o "empowerment feminino" porque nestes quase 3 anos de consultoria aquilo que mais ouvi dentro dos provadores foram queixas. Muitas delas, pouco fundamentadas. Foram nestas circunstâncias que o blog nasceu: primeiro para me ajudar a mim própria a fazer a "catárse" diária daquilo que vou ouvindo, e em segundo, para ajudar as mulheres a aceitarem-se tal como elas são.

DI: Vivemos numa altura em que as bloggers se conseguem transformar em verdadeiras estrelas, algumas contratadas até por marcas reconhecidas. Qual é a linha que separa um verdadeiro blogue de um negócio? Os blogues não são um fenómeno digital recente, o que é recente é o facto das marcas, especialmente as de moda, se terem apercebido do enorme potencial que eles têm enquanto veículos de comunicação. Umberto Eco sublinha que "para se sobreviver, é preciso contar "estórias" e isso é fundamental para quem dirige actualmente uma empresa. As "estórias" contadas por pessoas comuns, as blogguers, reúnem um grande poder de vender produtos. Contra isso eu não me oponho. O problema é que o mediatismo criado à volta dessas estratégias de marketing deu origem à chamada cultura das "egoblogguers", isto é, a cultura do eu, das poses, da realidade ficcionada que se está a disseminar um pouco por todo o lado. Por oposição, acho que um verdadeiro blogue é um espaço onde o discurso pessoal supera o comercial, embora possam haver sempre referências a marcas ou produtos... no fim de contas todos nós temos a experiência de consumidores. Agora, um blogue de verdade é fiel à realidade, sem rodeios e eufemismos. O seu objectivo principal é "agitar" as mentes de quem o lê. Um verdadeiro blogue segue o princípio da informação, não é uma montra comercial, como tantos que existem por aí.

DI: Fez todo o seu percurso na Terceira... Até sair para a Universidade, em Lisboa. Porque escolheu ficar? Escolhi ficar porque isso era uma vontade que se estendia para além do objectivo principal que era estudar. Sempre fui uma pessoa demasiado curiosa e as pessoas demasiado curiosas sonham sempre com aquilo que existe para além dos limites da ilha. Depois, o resto foi obra do destinno...os projectos profissionais surgiram naturalmente e as responsabilidades aumentaram, embora as saudades sejam sempre muitas.

DI: Está a tornar-se dificil para os mais jovens regressar à Região? Regressar aos Açores está a tornar-se dificil para qualquer pessoa. Não é por acaso que continuamos a assistir ao fenómeno da emigração... Os Açores (e as empresas açorianas) não têm dimensão para absorver a quantidade de recursos humanos que se formam todos os anos fora da região. Há falta de investimento. E há falta de gerir adequadamente aquele que é feito.

DI: Para que pessoas escreve no seu blogue? Escrevo essencialmente para mulheres e para quem goste de perder alguns minutos a pensar.

DI: O que considera que as mulheres devem saber sobre relacionamentos? Acho que em primeiro lugar devem saber aquilo que pretendem de um relacionamento. Isso é o ponto de partida: ter as ideias bem claras. Segundo: devem consciencializar-se do valor que têm mesmo que isso obrigue a uma auto-disiciplina muito grande. E terceiro, devem ser suficientemente humildes para aprender com o outro e suficientemente corajosas para exigerem aquilo que merecem.

DI: E sobre moda e beleza? Acho que é as mulheres entenderem que para além de uma enorme estratégia comercial, a moda é também um movimento artístico. Fala-se mais de moda do que aquilo que a moda verdadeiramente interessa para a vida de uma pessoa, pelo menos é essa a minha opinião. A moda deve e poder ser utilizada como uma ferramente para nos explorarmos e melhorarmos, mas não deve ser lida como uma ditadura que define aquilo que é tendência e aquilo que não o é, aquilo que é bonito e aquilo que é feio. E o mesmo para a beleza. As mulheres autênticas continuam a ser as mais bonitas.

DI: E sobre autoestima, também? É fundamental que as pessoas entendam de uma vez por todas que a auto-estima é um processo interno cumulativo: começa de dentro para fora e não ao contrário. A maioria das minhas clientes vêm à procura de coisas que eu não lhes posso dar, posso apenas guiá-las nesse sentido. Não existem pessoas perfeitas, existem pessoas que se aceitam tal como são, e isso é o principio da auto-estima: gostar de si mesmo. Todas as mulheres que eu dispo e visto diariamente têm "estórias" nos seus corpos, têm estrias, têm cicatrizes, sejam de que estatura foram e tenham que proporções tiverem. É importante que as mulheres, e as pessoas no geral, não se reduzam apenas a características físicas. O corpo pode sempre melhorar-se, basta alguém querer, agora o que interessa realmente é que a harmonia visual seja coerente com a harmonia interior.

DI: O que a leva a escrever, tendo em conta que alguns posts são muito pessoais? É um risco ou uma recompensa? Coisas que me levam a escrever: a paixão pela escrita sem dúvida. Foi um feliz reencontro ter criado este blogue. Recordou-me porque é que um dia eu quis escrever a vida inteira. E a necessidade de destruir os "fantasmas" que trago comigo para casa. Quando se trabalha com o público é muito complicado manter a mente sã. O blogue ajuda-me nesse sentido. É uma ferramenta para lidar melhor com a minha ocupação profissional actual. Existem riscos quando se é demasiado pessoal. Apesar de parecer camuflado, Portugal é um país onde ainda não se pode dizer (ou escrever) tudo aquilo que se pensa, mas ainda assim, prefiro corrê-los porque a recompensa é mil vezes maior.

DI. Qual foi o episódio mais marcante que o blogue lhe proporcionou? Tive uma mãe que me procurou no meu local de trabalho para me agradecer a forma carinhosa como tinha escrito sobre a filha. Transformar a vida das pessoas com palavras vale sempre a pena e esses momentos são aqueles que guardo para sempre comigo.

DI: O que espera que venha ainda a proporcionar? A par das "estórias", o CCSTYLEBOOK também tem um vertente profissional: o Storytelling Studio. Espero que o blogue possa ser um meio para atingir outros fins. Desde que me reencontrei de novo com a escrita que não penso em fazer outra coisa senão escrever. Ficaria muito feliz se o blogue me desse mais oportunidades nessa área.

DI: Como encara a mulher terceirense? As mulheres terceirenses sempre me ensinaram muito. Encaro-as como mulheres fortes, cheias de personalidade, capazes de revirar o mundo. São cuidadoras por natureza, boas anfitriãs e boas comunicadoras. Infinitamente generosas. E grandes sonhadoras. Mulheres que não se circunscreveram aos limites da sua insularidade e que mantêm a mente o coração abertos.

#diário insular

#DI Entrevista

terça-feira, setembro 02, 2014




O CCSTYLEBOOK acabou de inaugurar a sua secção "Press"! 
Um convite foi feito pela jornalista Helena Fagundes, com direito a destaque no Diário Insular.
Obrigada a todos os que me inspiram a escrever tantas estórias.