#conversas de mulheres

#O corpo perfeito ou o soutien perfeito?

sexta-feira, outubro 31, 2014


O que é que define um corpo perfeito?

No sítio onde eu trabalho há um slogan em que todas nós acreditamos [e que todas nós respeitamos]: "o problema não está no seu corpo, está na sua lingerie". É sob esse mote que cuidamos [o melhor que conseguimos] de cada mulher que nos chega às mãos. O desafio com que nos enfrentamos na consultoria de lingerie não passa só por definir e encontrar o tamanho certo de soutien, passa também por aproximar cada mulher da feminilidade que lhe é própria, [mas] na maioria das vezes, desconhecida. 

É raro trabalhar com uma mulher que não se queixe de alguma coisa do seu corpo... E ouvir isso repetidamente, todos os dias, faz com que minimizemos aquilo que achamos menos perfeito em nós próprias [disso não tenham dúvidas]. Até mesmo os homens estão-se nas tintas para esses pormenores [quase] invisíveis que somos peritas em detectar a olho nu. Querem saber porquê? Porque não lhes interessa para nada. Um dia, uma cliente que eu estava a consultar perguntou a opinião ao marido sobre um conjunto que estava a experimentar, "gostas?", e ele respondeu-lhe "eu gosto é de te ver sem nada". Parece anedótico, mas não deixa de fazer sentido.

Para quem segue o CC é fácil adivinhar o quanto sou fã dos produtos da Victoria's Secret [até já fiz um #ccfavoritethings com um body mist fabuloso], mas não posso ficar calada em relação à última campanha que saiu cá para fora: "The perfect body". Como tiveram oportunidade de ver há uns dias atrás, eu mostrei a barriga quando criticaram a da Jessica Athayde, e agora que o tema são soutiens apetece-me dizer de minha justiça. 

Não se trata de criticar os corpos das modelos que aparecem no anúncio, nem sem trata de obrigar as marcas a incluirem mulheres reais nas suas campanhas [apesar da Dove tê-lo feito, e fê-lo muito bem, "beauty is a state of mind"]... Eu só acho, e analisando a questão do ponto de vista semiótico, que a Victoria's Secret foi muito infeliz na escolha do título [principalmente quando o padrão de corpo perfeito (a)parece circunscrito apenas e só às características das modelos que se vêem na fotografia]. O que a campanha pretendia promover na realidade era um soutien, "the body bra", e acabou por se tornar na polémica que se tornou por ter tido um slogan infeliz [sobre o qual meio mundo se revoltou]. 

Eu não sou tão fundamentalista como os Americanos são, mas quando o tema envolve soutiens, comunicação e marketing, sou capaz de ter uma palavrinha a dizer [é por isso que ter bons criativos pode salvar uma marca de ser "agredida" em praça pública tal como está a acontecer agora]. Não é que isso nos vá fazer deixar de sonhar com as asinhas de anjo, as plumas, as pérolas, os diamantes, e todo o espectáculo que envolve os desfiles da marca, mas se a moda se está a tornar cada vez mais democrática, como é que a VS se adaptará ao futuro que aí vem?

Voltando ao inicio... para vocês o que é um corpo perfeito? Digam-me lá... Para mim um corpo perfeito é um corpo funcional. Parece-me óbvio e parece-me claro. Então da próxima vez que se queixarem "ah, tenho as pernas tão cheias de celulite", fiquem satisfeitos por elas vos levarem até onde vocês querem ir. Da próxima vez que pensarem "ah, tenho o peito tão grande, fora do normal", fiquem felizes por o terem porque há quem já o tenha perdido ou esteja a perdê-lo neste preciso momento em que me lêem. Da próxima vez que se queixarem "ah, a minha barriga é tão grande", preocupem-se antes com o tamanho do vosso coração. Esse sim, por enquanto, não tem que obedecer a medidas 80-60-86.

Au revoir! Pinterest // Instagram // Facebook // Twitter
[photo credits: via]

#a vida aos 30

#Eu blogger? Não,sff!

quinta-feira, outubro 30, 2014


É estranho começar um post escrevendo-vos isto, mas eu nunca fiz questão de ter um blog

Ter um blog foi um acidente de percurso [por sinal, feliz]. Recordo-me de um colega de faculdade me sugerir criar um e lembro-me perfeitamente da resposta que lhe dei: "o quê? ter a obrigação de escrever todos os dias? isso não é coisa para mim". Passados uns anos, muito depois das aulas de Ciências da Comunicação, na Universidade Nova de Lisboa, estava eu a criar um blog. E porquê? Porque precisava de entender como é que a blogosfera funcionava [na altura trabalhava como gestora de comunicação de uma marca essencialmente feminina, e como tal, não podia ficar indiferente ao boom de blogs que tinha acabado de explodir em Portugal]. Quem comunica com (e para) mulheres sabe a importância que tem falar-lhes directo ao coração.

Portanto o meu primeiro blog foi um instrumento de trabalho. E apenas isso. E claro, continuava a ser doloroso actualizá-lo todos os dias. A directora da empresa onde eu trabalhava defendia que o blog que tínhamos devia ser um dos nossos canais de comunicação estratégicos e que não podíamos desistir dele em momento algum... [podíamos deixar de responder a dois ou três emails, (coisa que me dava cabo dos nervos), mas não podíamos deixar de actualizar o blog com duas ou três novidades]. Eu tinha a visão oposta e a opinião contrária, e muito sinceramente, considerava um blog uma coisa fútil. Mas, [sometimes you learn and you don't even know you're learning].

Anos mais tarde, a estória repetia-se. Quando pus de lado a área da comunicação e me atirei de cabeça para o mundo da consultoria e da lingerie foram as minhas colegas de trabalho que me sugeriram ter um blog [e é em parte a elas que devo o facto de ter (re)começado a escrever. o-b-r-i-g-a-d-a!]. O blog não deixou de ser um instrumento de trabalho. Continuou a sê-lo mais do que nunca. Ajudou-me a redescobrir a paixão pela escrita e ajudou-me a deitar cá p'ra fora todas as palavras que me obrigavam a ter de engolir [recordo-vos a minha entrevista ao Diário Insular].

Com o passar do tempo e com a regularidade dos posts, as pessoas diziam-me [e dizem-me] coisas do género, "ainda vais ganhar dinheiro com isso", "tens de ter mais fãs no facebook", "tens de segmentar o teu público-alvo", "tens de encontrar a tua voz", etc, etc, etc. Para quem é curioso [ou mesquinho] e quer de facto saber a verdade, eu já ganhei dinheiro com o meu blog sim. Ganhei-o com os serviços do Storytelling Studio, mas não estou rica à custa disso, nem é coisa que dê para me despedir [para já, lol!]. E não me interessa nada que tenha 10, 100 ou 1000 fãs... Eu não escrevo em detrimento de números, mas sim em função de estados de alma [e isso por enquanto, é coisa que me baste].

Mas há uma coisa que eu tenho de vos confessar, nos dias de maior desespero, aqueles em que as hormonas embatem umas contra as outras à velocidade da luz, apetece-me mandar o blog às urtigas... Assalta-me outra vez aquele espírito atrevido de achar que aquilo que escrevo não passa de futilidades. Dar vida a um blog é uma actividade muito solitária e quando ninguém comenta nada, mais fúteis nos sentimos... [não sei se é por termos vivido numa ditadura, mas neste país as pessoas calam muito o pio]. É por isso que há dias em que chego a casa, depois do trabalho, abro o computador e pergunto-me: "valerá a pena escrever alguma coisa?". Quero sentir-me menos sozinha, apesar de gostar muito de estar sozinha, entendem? Escrever tornou-se um vício, mas também uma responsabilidade. E quando não escrevo sinto que desaponto alguém. Em última instância, desaponto-me a mim própria. Se faço o esforço de vos escrever, na maioria das vezes à noite, antes de ir para cama, é porque sinto o dever de o fazer. E apesar do cansaço e de todas as coisas que correm menos bem, custa-me bem menos escrever-vos que levantar-me da cama todos os dias pela manhã. É tão difícil ultrapassar estas crises de falta de fé... 

Quando conheci o J, numa das nossas primeiras saídas ele perguntou-me o que é que eu gostava de fazer, quais eram os meus hobbies... E eu tremi. Contorci-me na cadeira de um lado para o outro, gaguejei e balbuciei um monte de frases desarticuladas e fiz de tudo para evitar contar-lhe que eu tinha um blog. Como eu achava isso uma coisa fútil, achei que ele, principalmente homem, ainda o acharia mais [não tenho a menor dúvida de que outras pessoas com quem já me relacionei pensassem exactamente o mesmo]. E depois de dois ou três goles de cerveja, "à penalty", disse-lhe: "tenho um blog"... Aquela frase cliché "por detrás de um homem, existe sempre uma grande mulher" podia aplicar-se a este sítio, "por detrás de um blog, existe sempre um homem" porque no caso do CC isso é mesmo verdade. O J acreditou nele [e em mim] desde o dia 1 e aí eu percebi que o erro não estava nos hobbies que eu achava que eram fúteis, mas sim nas pessoas com quem eu me tinha relacionado antes. Então, uma das grandes lições que eu aprendi aos 30 é que ter um blog não é de todo uma coisa fútil. Também não é um negócio. É uma rede de oportunidades e desafios, e o maior deles todos é sem dúvida superar-nos a nós próprios, dia após dia, e assumirmos aquilo que somos sem medo de represálias. Bon courage!

Au revoir! Pinterest // Instagram // Facebook // Twitter
[photo credits: ccstylebook]

#diane von furstenberg

#The Woman I Wanted to Be

quarta-feira, outubro 29, 2014



"I always tell young people, 'Listen, always listen'. Most people at the beginnings of their lives don't know what they want to be unless you have a real vocation, like a pianist or a doctor, so it is very important to listen. Sometimes there are doors that will open and you think it is not an important door and yet it is - so it's very important to be curious and pay attention, because sometimes you learn and you don't even know you're learning" Diane von Furstenberg in The Woman I Wanted to Be

Au revoir! Pinterest // Instagram // Facebook // Twitter
[podem ler a entrevista completa aqui (vale muito a pena!)]
[photo credits: via]

#fine&candy

#Notorius Collection, by Fine&Candy

terça-feira, outubro 28, 2014


Como já aqui foi declarado, eu sou fã, acérrima da marca portuguesa Fine&Candy. Por essa razão não podia ficar indiferente à sua nova colecção NOTORIUS! Os detalhes tornam-se mais intensos, as cores ganham mais personalidade e a extravagância de cada peça relembra a cultura musical dos anos 80 e o New Wave dos Duran Duran, a conhecida banda de rock inglesa.

O mote "Rock My World" agita a NOTORIUS COLLECTION... Blocos de notas divertidos, agendas, afias, lápis de grafite, caixas de papelaria e acessórios em pele que eu não me importava nada de receber pelo Natal! Uma das razões porque apoio a 100% este #projectoscomalma é porque para além de português, os seus produtos são todos produzidos de forma artesanal [uma coisa rara nos dias de hoje!].

A nova colecção estará à venda em Paris, em exclusividade, na "La Boutique Noir", do Printemps Haussman. Para além disso a Fine&Candy conta também com novos pontos de venda, em Toronto, no Canadá e foi escolhida para estar presente na Wolf&Badger em Londres, Inglaterra. Resumindo: estou apaixonada e muito, muito orgulhosa! Parabéns!











Au revoir! Pinterest // Instagram // Facebook // Twitter
[photo credits: Fine&Candy]

#compras inteligentes

#Do Verão para o Outono [dentro do roupeiro]

terça-feira, outubro 28, 2014



As minhas estações favoritas são sem dúvida as meias-estações ["no meio é que está a virtude", diz-se por aí]. Gosto particularmente de mudanças, embora não goste que às 6 da tarde já seja de noite. As meias-estações trazem consigo uma espécie de possibilidade de auto-regeneração, como se nos fosse dada uma 2ª oportunidade para corrigirmos tudo aquilo que não fizemos bem da última vez. Ou seja, o ciclo repete-se, tal como se repetem as estações do ano. De Setembro a Dezembro temos aquilo a que chamo a fase de estágio, isto é, o momento ideal para provarmos a nós mesmos que não vamos falhar. Se durante esses 3 meses nos agarrarmos bem aos nossos objectivos, é possível que a 31 de Dezembro não precisemos de elaborar uma lista de resoluções para o próximo com o tamanho de um rolo de papel higiénico [eu falo por mim... todos os anos prometo que vou mudar isto e aquilo e aquele outro, o mundo, as pessoas, quem sabe até toda a galáxia.... Este ano eu prometo que bebo menos na festa da passagem de ano!].

Só não gosto das meias estações por causa de um comboio de actos irreflexos que se insurgem dentro da minha casa. Ou melhor, dentro do meu roupeiro... De cada vez que muda a estação apetece-me vender a roupa toda que eu tenho e comprar nova. E atenção, eu não tenho o menor estilo para ser dondoca [ou carteira que o permita]. Defendo piamente que esta vontade de "mudar de pele" é mesmo uma necessidade psicológica feminina de elevada importância sociológica [não dizem que as mulheres são como as cobras, então habituem-se].

De volta ao planeta terra, convém esclarecer que estas mudanças, infelizmente para quem faz parte do proletariado nacional, não podem ser realizadas de uma forma instantânea, quando se nos dá na telha... vão sendo concretizadas aos poucos, quando no fim do mês resta o suficiente  para cometer aquela loucura que é comprar uma peça de roupa que custe mais do que 20€ [hurrah! hurrah! hurrah!]. Então como é que uma mulher faz para atravessar este deserto, de fome e de sede? É simples [pelo menos eu uso alguns truques].

O segredo é ter um roupeiro com as peças base indispensáveis e ir adicionando ou retirando camadas conforme a estação em que se entra. Quando eu tirei o meu curso de Personal Shopper em Espanha, uma das primeiras criticas que a formadora me fez ao analisar a forma como eu me vestia era o facto de misturar com muita frequência tecidos de Verão com tecidos de Inverno. Recomendou-me que tivesse mais cuidado com as texturas e que não conjugasse volumes tão opostos. De facto, concordei com a análise dela, mas não foi por isso que deixei de misturar roupa de Verão com roupa de Inverno, aliás, essas dicotomias já nem sequer se colocam nos dias de hoje [a ver pelo que por aí anda na rua, parece Verão o ano inteiro!].

Por exemplo, os vestidos de meia manga são óptimos para esta fase do ano, e quando o tempo arrefecer podem continuar a usá-los com collants, e podem efectivamente combinar os collants com sandálias, não há nada de errado nessa fórmula, antes pelo contrário, até é considerada um elemento de sofisticação.

As saias com comprimento tea lenght também são óptimas para esconder os joelhos e aquecer as pernas e combiná-las com sweatshirts básicas de manga comprida confere um look descontraído, mas simultaneamente cuidado. E por último, tal como disse antes, o segredo é ir adicionando camadas como por exemplo casacos em diversos formatos: blazers, cardigans, biker jackets, e por aí fora. E claro, aproveitar estes momentos de excelência para brincar com os acessórios: lenços, chapéus, turbantes, tudo o que ajude a aquecer, mas sem sufocar que ainda não estamos lá! Se o frio já vos chegou aos pés, então é altura de apostarem nas sabrinas e nos botins rasos [salvo nos dias em que São Pedro decidir lavar o quintal].

Para quem não pode entrar numa loja e comprar tudo o que lhe apetece, [tal como a minha pessoa], seria mais inteligente usar o orçamento disponível para adquirir peças que façam realmente falta... o que restar pode destinar-se aos básicos, [dão sempre muito jeito], e a uma ou outra peça mais trendy que tenha escrito na etiqueta: intemporal. Espero que as minhas dicas vos possam ser úteis! Qualquer dúvida que tenham, façam o favor de me escrever para cc@ccstylebook.com [em breve vou ter umas reuniões muito engraçadas para se juntarem a mim nestas #conversasdemulheres... espero que alinhem!]. Boas compras! [e vá, contenham-se, sff!].

Au revoir! Pinterest // Instagram // Facebook // Twitter
[photo credits: Linha Curve & Plus Size, da Asos]

#cannes beach

#Côte d'Azur [ficha técnica]

segunda-feira, outubro 27, 2014



Tal como já vos tinha dito anteriormente, visitar a Côte d'Azur sempre fez parte da minha "bucket list", mas receei por algum tempo, e sem razão, que o glamour da Riviera Francesa me fizesse regressar a casa sem um tostão... estava tão errada! O litoral do sul de França é uma experiência recomendável, e claro, acessível [bem mais do que estava à espera, confesso]. 

Para chegar até lá, e de forma económica, o melhor é viajar num voo da EasyJet desde Lisboa até Nice. A viagem é curta, [dura aproximadamente 2 horas], e os preços dos bilhetes são bastante simpáticos, [ida e volta rondaram os 80€]. Um pormenor extra: vão apaixonar-se pela Côte d'Azur mesmo antes de lá chegarem se reservarem o voo de ida num horário durante o dia. Lá de cima vão ter oportunidade de confirmar porque é que a costa azul se chama costa azul... a paisagem é deslumbrante! [e por sinal, não entrem em pânico quando o avião começar a descer e não existir terra por perto... a pista do aeroporto de Nice foi plantada à beira-mar, literalmente]. 

Antes de viajarmos para França, já tínhamos reservado o carro que íamos utilizar para percorrer o roteiro que tínhamos concebido. Quanto mais cedo for efectuada a reserva, e quantos mais dias se prolongar, mais barato fica o aluguer do carro. A Thrifty Car Rentals garantiu-nos o preço mais baixo para um aluguer de 9 dias...[o valor final ficou à volta dos 130€] e adivinhem só? Saiu-me na rifa uma petite voiture, trés chic, com a qual eu sempre sonhei: um Fiat 500!!! [a Côte d'Azur não teria o mesmo charme sem um carro que lhe fizesse justiça]. Eu sei, eu sei, é um carro maricas, mas desfaz-me o coração pensar nele... apesar de parecer pequeno por fora, tem espaço suficiente por dentro, é super leve conduzi-lo e durante a nossa estadia só tivemos de encher o depósito uma vez! [o único senão: ser tão caro, senão já tinha comprado um!]


De chave na mão, sobre rodas, e com tecto panorâmico, [esqueci-me deste pormenor], saímos de Nice com destino a Cannes. Apesar da fama que a cidade tem, foi o único sítio onde encontrámos alojamento acessível. A viagem entre um ponto e o outro demora cerca de 45 minutos, mas como optámos por ficar num aparthotel fizemos uma paragem a meio do percurso para comprar comida e alguns bens de primeira necessidade. Os preços dos produtos estão muito equiparados aos nossos e os sítios mais indicados para compras deste tipo são o Dia e o Casino [esqueçam as mercearias de rua nos sítios mais afastados do centro... cobram-vos uma fortuna e têm uma oferta muito reduzida]. A reserva do hotel foi efectuada no sítio do costume, no Booking.

Chegados a Cannes às 8 da noite, tivemos uma das maiores aventuras desta viagem: a recepção do hotel estava fechada. Ao que parece, no hotel onde ficámos, os funcionários têm o mesmo horário da função pública... Existia apenas um cartaz com um número de telefone para onde deveríamos ligar em caso de dúvida/urgência. Apesar de eu estar super feliz com o Fiat 500, não me apetecia nada ter de dormir lá dentro... Atendeu-me alguém que falava muito mal inglês e que me disse que eu teria de procurar por uma "safety box" localizada no jardim do hotel. Pardon?! De facto nunca tinha ido para um hotel em que o requisito para conseguir um quarto passava por participar numa caça ao tesouro... mas enfim, enchi-me de todo o meu espírito de investigadora e lancei-me ao jardim de telemóvel na mão porque luz é outra coisa que não se lhes assiste. Quarenta minutos depois estávamos dentro do apartamento e ainda tínhamos salvo do peddy-paper de boas vindas uma família de russos nas mesmas condições. Os franceses têm de facto coisas muito estranhas...

Residence Cannes Beach, Cannes

Já instalados dentro do apartamento, olhámos um para o outro e rimos que nem uns perdidos a tentar imitar o sotaque do senhor com quem eu tinha falado ao telefone... mas conseguimos livrar-nos de uma noite dentro do Fiat. Com as malas pousadas, fizemos o que todos os franceses fazem: abrimos uma boa garrafa de vinho e brindámos às férias na Côte d'Azur... foi sofrido esperar tanto tempo para lá chegar, mas valeu a pena. Afinal de contas não são todos os dias que se acorda sem hora para acordar.

Onde poupámos mais? Nas refeições, como é óbvio. Com a possibilidade de um aparthotel pudemos cozinhar e preparar lanches para o resto do dia [se almoçámos ou jantámos fora mais do que duas ou três vezes já foi muito]. Também evitámos Museus e locais onde o acesso fosse pago, afinal de contas num destino de praia o que se quer muito é mesmo a praia! E souvenirs? Eu não sou lá muito dessas coisas, mas nos mercaditos de rua artesanais há sugestões que cheguem a preços que não dão cabo da carteira a ninguém. E apesar de todos os casinos espalhados um pouco por todo o lado, demo-nos por felizes com o facto de lá estarmos... Não foi preciso tentar a sorte. E que tal? Parece-vos um destino apetecível?

Au revoir! Pinterest // Instagram // Facebook // Twitter
[photo credits: ccstylebook]

#côte d'azur

#Saint-Tropez: o resort francês

segunda-feira, outubro 27, 2014







E depois de alguns dias a escrever-vos sobre o sul de França, e sobre como a viagem foi programada, chegou a hora de vos deixar umas imagens do último destino... Depois de Cannes [do cinema para a vida real], Nice [la belle] e Mónaco [cidade-estado soberana] chegou o dia em que saímos estrada fora rumo a Saint-Tropez, o resort preferido do jet set mundial.

Saint-Tropez era uma vila piscatória relativamente tranquila até Brigitte Bardot ter lá caído de pára-quedas [existem fotos da actriz espalhadas por toda a vila, em cafés, restaurantes, galerias de arte e lojas]. Em 1956 quando Roger Vadim  começou a rodar "E Deus criou a mulher" tudo mudou. A partir daí formaram-se romarias de turistas e procissões de iates milionários em direcção a um destino que todos consideravam sexy e escaldante [tal como a própria Brigitte]. 

Existem ferries que fazem a ligação desde Nice até St. Tropez através do mar, mas a viagem de carro é de longe bastante mais agradável. Entre Cannes e Saint-Tropez existem pequenas localidades costeiras que fazem a Riviera Francesa parecer uma região saída de um conto de fadas... Saint-Raphaël e Sainte-Maxime são duas delas. Na primeira recomendo vivamente um mergulho na praia de Agay, calma, tranquila, de fácil acesso, perfeita para famílias. Nos primeiros minutos da viagem, o percurso de carro será dividido entre o mediterrâneo, azul turquesa, e o maciço de L'Esterel, 32.000 hectares de rocha de origem vulcânica, que "alaranjam" a paisagem e a tornam inesquecível...

Antes de chegar ao destino final, é ainda obrigatória uma visita a Port Grimaud, uma cidade costeira construída em 1960 pelo arquitecto François Spoerry que une as antigas e típicas casas dos pescadores de Saint-Tropez [hoje residência de férias de gente de todo o mundo]  através de canais [tal e qual como em Veneza!].

Chegando a Saint-Tropez recomendo um passeio pela ruas da parte antiga da cidade... um café e a tarte tropézienne, o doce mais famoso da região [uma espécie de bola de berlim mas em versão chique]. Apesar das boutiques de alta gama, existe uma série de lojinhas boho e vintage que oferecem produtos a preços mais acessíveis. E o resto da tarde aproveitem-no na praia... São muitas e algumas delas concessionadas. As estradas que lhes dão acesso nem sempre estão nas melhores condições...  A plage de Tahiti é das mais conhecidas por causa do filme de Vadim, mas as opções são muitas. A água tem uma temperatura bem aconchegante, mas não se admirem se tiverem de atravessar uma frente de musgo até conseguirem chegar ao azul turquesa que tanto caracteriza a Côte d'Azur.

Rever cada momento desta aventura com vocês deixou-me com a lágrima no canto do olho... [ e eu não sou nada do tipo saudosista]... talvez os lugares, apesar de bonitos, novos, e inspiradores nem sequer importem. Importa sim com quem os partilhamos e com quem os vivemos... Quando se viaja a dois há uma coisa que se fortalece [e multiplica]: chama-se cumplicidade. 

Au revoir! Pinterest // Instagram // Facebook // Twitter
[photo credits: ccstylebook]

#discurso directo

#Roupas & Mulheres

sábado, outubro 25, 2014


"Every woman's task is to be a do-it-yourself dress doctor, and the person she must know is herself. Every woman, like every actress, is capable of being visually translated into many different women. A woman in a bathub has little personality, she's just a woman without clothes. Clothes not only make the woman - they can make her several different women. There's no one style. There's style for a mood. A tailored woman at work, a siren at night, a feminine, attractive creature at a luncheon, and efficient chairwoman of a PTA meeting." [she believed that with clothes, you could create the life you wanted, Kate Young]. Aqui.

[para quem não sabe, a Edith Head foi uma designer americana galardoada com 8 Academy Awards na categoria de Costume Designer. Edith desenhou para nomes como Grace Kelly, Elizabeth Taylor, Carmen Miranda, Audrey Hepburn, Marlene Dietrich, Rita Hayworth... ícones da sétima arte que as suas criações ajudaram a construir. Adoro o que diz sobre a possibilidade das mulheres se reinventarem através da roupa. O que seria de nós se não pudéssemos "brincar" com a nossa própria imagem? Divirtam-se, sempre!].

Au revoir! Pinterest // Instagram // Facebook // Twitter
[photo credits: via]

#batom

#O poder de um batom

sábado, outubro 25, 2014



Quem me conhece sabe que há duas coisas que me caracterizam muito bem: o meu [mau] feitio e a minha colecção de batons. Quando saio de casa sem batom sinto-me incompleta... quase despida. O batom dá poder, mesmo que o resto da maquilhagem seja simples e imperceptível. Um batom forte, robusto e com personalidade é um óptimo acessório "salva-look"[um conceito maravilhoso criado pela Cris e pela da Oficina de Estilo]. Como? É fácil...

Ouçam esta estória... Há uns meses atrás ligaram-me durante o dia para marcar uma entrevista de trabalho. A directora da marca em questão embarcava para fora do país no dia seguinte por isso só nos podíamos encontrar ao final da tarde, depois de eu sair da loja. Quando chegou à hora de sair eu estava feita num caco... Tinha o cabelo desgrenhado, estava visivelmente cansada e como se isso não bastasse, parecia uma viúva negra toda vestida de preto... Abri a mala na esperança de encontrar alguma coisa que me pudesse ajudar a parecer melhor [e a ganhar mais confiança também]... A única coisa que tinha lá dentro era um batom, vermelho, intenso. Quando cheguei ao local da reunião e me apresentei à senhora em questão, começámos a conversar naturalmente, até que ela me disse: "você tem um sorriso tão bonito que só por si é capaz de conquistar muitos clientes". Suspirei de alívio [e deixei os olhos brilharem um bocadinho mais do que o suposto... não é todos os dias que se ouvem elogios destes]. Pode ser que sim. Pode ser que o batom me tenha salvo. E impedido que o meu [mau] feitio viesse ao de cima. 

É por estas e por outras que nunca me farto de comprar batons e que nunca os deixo de usar, mesmo no dia a dia. Quando os compro, compro por impulso, maioritariamente, ou simplesmente porque me falta alguma cor na referida colecção. O último, [da imagem], foi-me oferecido por uma amiga que vive no Canadá. Nunca tinha experimentado os cosméticos do Michael Kors, mas estou rendida! A cor que estou a usar é um rosa velho ligeiramente brilhante, Sexy Bombshell Lip Lacqueur. Pensava que não me ia ficar bem, mas enganei-me! Dá um toque colorido à minha pele pálida, sem ser exageradamente escuro.

Por isso: mulheres que não usam batom, atrevam-se! Não sabem como o escolher? Então sigam o conselho de uma pessoa muito entendida nestes temas: "If I had to teach someone just one thing about lip color it would be this: find a lipstick that looks good on your face when you are wearing absolutelly no makeup" [Bobbi Brown]. Garanto-vos que funciona! Bon courage!

Au revoir! Pinterest // Instagram // Facebook // Twitter
[photo credits: ccstylebook]

#crises conjugais

#Cinderela(s) Moderna(s)

sexta-feira, outubro 24, 2014



Apesar de eu trabalhar essencialmente com mulheres [e para mulheres], e de defender em absoluto que a lingerie não deve ser comprada única e exclusivamente para agradar aos homens, as conversas dentro do provador nem sempre se resumem apenas a camadas de estrógenio perdidas no ar. Há homens, [maridos, namorados, filhos] que insistem em assistir às consultas porque garantem conhecer "muito bem" o corpo das respectivas mulheres, namoradas, mães [conhecem tão bem, tão bem, que as deixam sair à rua como deixam...]. Adiante.

Quando entra a testosterona em campo, a coisa tem tendência a descambar. Se não há homens dentro dos provadores, são as clientes que os ressuscitam [não há rabo de saia que não procure um bom par de calças]. E começam elas...  Ou é porque o marido já morreu e a cliente não quer cuecas e soutiens coloridos porque não tem a quem os mostrar, ou é porque a cliente é noiva e precisa daquela peça certa para fazer a grande aparição da noite, depois da festa encerrar, ou é porque o namorado a deixou e ela precisa de qualquer coisa que a faça sentir-se uma espécie de Samantha Jones, indominável. Há de tudo e para todos os gostos.

Há uns dias tive a oportunidade de conhecer uma cliente que me confidenciou o quão difícil tinha sido entrar nos 30 [e como é óbvio, isso tocou-me o coração... mal sabe ela o purgatório que foi fazer essa cruzada em slow motion]. Confidenciou-me que era complicado visualizar coisas positivas... Tinha 30, não tinha emprego, não tinha filhos, não tinha namorado, não tinha sequer perspectivas de futuro, sentia-se um pouco perdida... Foi o que bastou para eu decidir dar-lhe um "special treatment": vesti-lhe um corpete. Num gesto tão simples ofereci-lhe uma boa dose de confiança, poder e auto-estima que estavam tão perdidos quanto o rumo da vida dela. "Não me vai dizer que isto funciona como os sapatos da Cinderela? Aparece-me tudo aquilo de que eu ando à procura..." Infelizmente não, mas essa estória essa Cinderela que nunca ninguém viu está muito mal contada... nunca ninguém nos disse, com o andar da carruagem, se os sapatos que ela tinha eram realmente confortáveis ou não... Quantas de nós já não comprámos sapatos que com o dia a dia se revelaram insuportáveis?! Pode-lhe ter acontecido o mesmo. A verdade é que a lingerie pode mudar a vida de uma mulher. Com mais confiança, ela será muito mais atraente e terá mais capacidade para conquistar aquilo que tanto deseja [moral da estória: nunca substimem uma boa cueca, eu, e a equipa de meninas que arrasa comigo, agradecemos].

Passado umas horas, entrou-me outra cliente pela porta dentro. Essa já tinha passado da crise dos 30s, mas notava-se-lhe o pesar da idade [e da vida]. E alguns trejeitos a muita ansiedade. As condições eram as mesmas: desespero, desgoverno, falta de esperança. Quando dei com o modelo certo disse-lhe: "vê?! está tudo no sítio, tudo direitinho tal como nós queremos... está uma mulher completamente diferente". E ela perguntou-me: "e diga-me lá uma coisa, vocês também têm este serviço para os homens?". Toda eu tremi [às vezes uma pessoa não sabe o que esperar das clientes. elas são capazes de tudo. de tudo mesmo]. Muito subtilmente fiz-me de desentendida, mas a curiosidade não me deixava a alma em paz, "serviço para os homens de que tipo?" "Um serviço para pô-los assim direitinhos, tal como eu estou... é que o meu anda muito fora da linha". [soltou-se um expirar de alívio dentro do provador]. "Por acaso não, mas quem se lembrar desse conceito há-de vir a lucrar muito com isso", respondi-lhe eu em tom de brincadeira... Só me restava brincar com a situação porque acredito bem que pau que nasce torto nunca se endireita.

Um conselho muito sincero: as mulheres deviam tratar os problemas que as afectam como tratariam as peças de roupa, "If it doesn't make you feel fabulous, don't do it; don't buy it; don't keep it". That's the way it is. Bon courage!

Au revoir! Pinterest // Instagram // Facebook // Twitter
[photo credits: shutterstock]

#barbra streisand

#TBT [Miami Vice Style]

quinta-feira, outubro 23, 2014


Don Johnson e Barbra Streisand, 1988

Digam lá se não formavam um casalinho cheio de estilo? Reproduzi-los não é difícil... 
Para ele, um casaco [H&M, 79.99€] sobreposto com uma sweatshirt [Springfield, 14.99€] às riscas Para ela, um blazer [Blanco, 45.99€] branco e uns óculos [Zara, 17.95€] redondos
 [e claro, um long bob no ponto, bem estruturado]
Get inspired!

#conselhos de RH

#Perguntas sem futuro

quinta-feira, outubro 23, 2014


Há coisas que me entendiam e que me causam uma espécie de sono instantâneo incontrolável: posts de blogues que se resumem à avaliação de um sumo de laranja natural, meninas que são mais "selfies" que as próprias "selfies", gente que come de tudo e não engorda, [essas pessoas para além de sono, também me dão inveja, e da grossa!] e entrevistas de trabalho obsoletas. Apetecia-me tanto falar sobre os primeiros... mas vou conter o meu espírito "tertúlia cor-de-rosa" para me restringir apenas ao tema que atirei ao ar: entrevistas de trabalho obsoletas.

Entre 2008 2009 estive desempregada durante alguns meses, [na realidade nunca deixei de trabalhar, mas digamos que não tive um patrão fixo], e nesse período de tempo conseguia uma média de 2 a 3 entrevistas de emprego por semana [nada mal para os tempos que correm... agora só chove lá de vez em quando, e não molha nada]. Esse época fantástica da minha vida, [acabei de recorrer a um excelente recurso estilístico], não deu para pagar contas à vontadinha, mas deu para ampliar uma colecção de cromos muito particular: "experiências a não repetir [e exemplos a não seguir]" E hoje, abro-vos algumas páginas dessa caderneta... Estou cansada destas andanças e mais vale leiloar o património que angariei ao longo destes anos a ver se me rende algum para a reforma antecipada.

Uma amiga minha diz que as entrevistas de trabalho também servem para entrevistarmos quem nos entrevista e eu concordo plenamente com ela. Aliás, aprendi-o a fazer ao longo dos anos. Com a crise no seu auge, surgiram centenas de postos de trabalho muito pouco apelativos... os recrutadores começaram a fazer de comerciais na esperança de angariarem seguidores... valha-nos Deus, ao que isto chegou! Nunca tiveram aquela sensação de vos estarem a dourar o cenário um bocadinho mais do que aquilo que o vosso instinto vos dizia? Foram tantas as vezes que até perdi a conta.

A única entrevista onde me disseram tudo aquilo que eu precisava saber, ocorreu quando concorri a um posto de Assessora de Imprensa para um conceituado escritório de advogados no centro de Lisboa. A recrutadora disse-me: "na nossa empresa não existe reforço positivo. as pessoas entram e não lhe dão bom dia. saem e não lhe dizem até amanhã. e se escrever um email com um erros ortográficos, ligam-lhe de volta e chamam-na de incompetente e desligam-lhe o telefone na cara. como reagiria num ambiente destes?" Uma pessoa quando precisa de emprego tenta teatralizar um bocado a cena a ver se não estraga tudo de uma só vez... fui dizendo que aos poucos e poucos se ia ganhando a confiança e o apreço das pessoas, mas a senhora já devia ter visto esta peça centenas de vezes: "acha mesmo que tem estofo para "comer e calar"? E na derradeira oportunidade, eu não deixei margem para dúvidas: "infelizmente quando gritam comigo eu tenho o péssimo reflexo de gritar com essa pessoa também. foi um prazer falar consigo. boa tarde". Acho que a senhora ficou com pena.... eu tenho um currículo exemplar, mas uma personalidade que está longe de ocupar o quadro de honra.

Esta entrevista foi de longe muito mais interessante do aquelas em que me perguntam "e onde se vê daqui a 2 anos?" Acham mesmo que ainda faz sentido perguntar coisas dessas? Ninguém dirá, "se arranjar alguma proposta melhor, estarei longe daqui". Ou então, "se vocês só me pagarem isso, é provável que emigre tal como aconselha o Sr.º Primeiro Ministro". Sejamos realistas. E tenhamos bom senso por aqueles que não foram abençoados por ele. Por causa disso andei a ler umas coisas dentro das minhas pesquisas sobre as 8 perguntas que todos os candidatos devem fazer numa entrevista e dei-me conta que nunca coloquei nenhuma delas.

O que é que eu pergunto sempre? Pergunto se o posto em questão é novo ou se já existia antes na empresa e se existia o que é que aconteceu à pessoa que o ocupava. Qualquer que seja a resposta, vai ajudar-vos muito a perceber que tipo de desafio é e se vale realmente a pena abraçá-lo. Num dos últimos processos de recrutamento em que estive, depois de passar todas as fases, tive uma reunião com a directora comercial da unidade estabelecida em Portugal e perguntei-lhe isso mesmo que acabei de vos escrever. E ela respondeu-me: "nós trabalhamos com números. existia uma pessoa nesse posto anteriormente. infelizmente não atingia os resultados que desejávamos e é por isso que a precisamos de substituir". E cansada como estou, decidi que não queria continuar a ser um número, queria [e quero] ser uma pessoa. E é isso que faz falta no mundo do trabalho: alguma humanidade, sff. Bon courage!

Au revoir! Pinterest // Instagram // Facebook // Twitter
[photo credits: ccstylebook]

#branding

#Email Marketing (20 Dicas)

quarta-feira, outubro 22, 2014


Para os apaixonados pelo marketing [e colegas de profissão]... 
... e para quem começa novos projectos

O email marketing não é um bicho de sete cabeças, é uma mensagem de email, tão normal quanto todas as outras, e uma ferramenta estratégica que serve para comunicar. Essa mensagem pode ser "modelada" de forma subtil para que o impacto junto dos seus destinatários seja mais efectivo, e por sua vez, mais interactivo... Um excelente artigo para quem se diz [e deseja] empreendedor: "An epic guide to email marketing best pratices: 20 tips for dramatically better emails." 

Au revoir! Pinterest // Instagram // Facebook // Twitter
[photo credits: via]

#eze

#Mónaco: cidade-estado soberana

terça-feira, outubro 21, 2014


Já se cansaram da Riviera Francesa, ou ainda vos posso contar um pouco mais sobre a minha viagem? A aventura não terminou... e lá no fundo, eu sei que não dá para resistir, certo?... Depois de Cannes e Nice, seguimos em direcção ao Mónaco. O Principado do Mónaco é um micro-estado situado no sul de França, fundado em 1297 pela Casa de Grimaldi [até hoje sua soberana]. A cidade-estado fica a 20km de Nice [não há desculpas para lá não ir] e a 20km de Ventimiglia, uma cidade amorosa na fronteira entre França e Itália [recomendo vivamente esticar o passeio até a Génova para quem tiver oportunidade de o fazer].

O país vive essencialmente do turismo. Respira turismo. E fabrica turismo. Acaba por ser um efeito bola de neve que não deixa uma pessoa lá muito apaixonada pelo Mónaco. Não tem magia. Tem demasiada confusão. E demasiados ícones que não fazem do Mónaco senão uma estratégia de marketing. O principado é mundialmente conhecido pelo seu circuito de Fórmula 1, o Grande Prémio do Mónaco, pelo famoso Casino de Monte-Carlo e por ser a sede do World Music Awards. Fora as atracções turísticas mais marcantes, o Mónaco também é um dos "paraísos fiscais" mais atraentes do mundo, e por essa mesma razão, o custo de vida do país é um dos mais altos do planeta... Os seus habitantes nativos representam uma minoria, apenas 21,6% do total de habitantes. Os Franceses ocupam os 28,4% e os Italianos os restantes 18,7%. 

De todos os sítios que visitámos, o Mónaco foi assumidamente aquele de que gostámos menos. O trânsito é uma loucura, estacionar o carro é uma operação difícil e caminhar na rua sem tropeçar em chineses é uma missão impossível. E claro, um café e uma coca-cola numa esplanada de 5ª categoria pode custar-vos 10€ num abrir e fechar de olhos. Mas estando lá, não se pode deixar de visitar um dos lugares mais badalados do mundo.... O que vale mesmo a pena na ida até Mónaco é o passeio de carro em si. A estrada é lindíssima, cheia de miradouros que valem boas fotografias e repleta de paisagens que nos tornam devotos da mãe natureza.

A meio do caminho, é obrigatório parar em Eze, uma pequena vila medieval onde o tempo despretensioso contrasta com o luxo ruidoso do Mónaco. Lá de cima da encosta é possível deixar o olhar perder-se sobre uma das vistas panorâmicas mais bonitas da Riviera Francesa. Em Eze,  também podem visitar o Jardim Exótico, e uma das mais antigas fábricas de perfume de França, a Fragonard. Se preferirem fazer o caminho juntinho ao mar, os nomes a reter são: Beaulieu-sur-Mer, Saint-Jean-Cap-Ferrat e Villefranche-sur-Mer, lugares onde se multiplicam as casas de férias da "aristocracia" francesa, os hóteis e resorts, as marinas e os iates. Boa viagem!

Au revoir! Pinterest // Instagram // Facebook // Twitter
[photo credits: ccstylebook]

##depressão

#Naturalmente ansiosa

terça-feira, outubro 21, 2014


Ao longo destes últimos anos de balconista, fui-me habituando a ouvir muitas (in)confidências [confesso que ao inicio fazia-me um pouco de confusão as pessoas que relatavam, sem esforço, pormenores íntimos das suas vidas privadas]. Sempre fui [extremamente] reservada. Sempre. E quem não o é, resulta-me estranho aos meus olhos. Fui-me habituando aos poucos e poucos a registos diferentes, diálogos codificados e expectativas próprias. Concluí quase sempre a mesma coisa: as pessoas precisam muito de falar e precisam ainda mais de ser ouvidas. 

Esta ideia de que as pessoas precisam de ser ouvidas não é um conceito new age. Comecei a coleccionar estórias ainda cedo, trabalhava eu na rádio... Na época produzia um programa da tarde, e uma das minhas responsabilidades era fazer a triagem do público que entrava em antena. Custava-me muito ter de desligar telefones a meio de conversas agoniantes e custava-me ainda mais ter que escolher as estórias de uns em detrimento das estórias de outros... A cada chamada que atendia, soltavam-se palavras descoordenadas que aliviavam, seguramente, as almas de quem estava do outro lado da linha enquanto o pisco das luzes da central telefónica chamava por mim... the show must go on. [saudades da rádio, da palavra, da companhia, e da simultânea solidão. só quem faz rádio entende  o sabor que o silêncio em frente do microfone tem.]

Na loja, o cenário é outro. Os provadores são o local de eleição para as clientes revelarem os seus maiores segredos... Quando lhes fecho o cortinado, abre-se-lhes o coração [às vezes a custo, às vezes a medo, às vezes em soluço]. Noto-lhes, particularmente um olhar cabisbaixo quando o tema é a depressão. E sinto-lhes a vergonha no rosto quando me dizem que estão a tomar antidepressivos e ansiolíticos. Uma mulher não devia sentir-se assim... Fomos feitos para estar felizes e para estar tristes e não devíamos ter de pedir desculpa quando estamos menos bem. É para esse grupo de pessoas, do qual eu faço parto, para quem vai o manifesto de hoje.

Eu própria quando comento com alguém, "estou a ser medicada", sinto aquele olhar de preconceito a pairar sobre a mim pessoa. "Ser medicado" pode ter vários significados, nenhum deles muito positivo, convenhamos. Viver medicado é quase como ter uma doença incapacitante para algumas pessoas [pessoas essas que precisavam de ser medicadas contra a ignorância]. Em determinados períodos, eu preciso de ser medicada por causa do meu problema de ansiedade sobrenatural. Penso em tudo, preocupo-me com tudo e sofro com tudo e às vezes tenho de me obrigar a esquecer aquilo que naturalmente não consigo fazer desaparecer da minha cabeça. Ser medicado não me parece nada de muito constrangedor, ou paranormal. Ser medicado parece-me uma consequência natural dos tempos em que vivemos e da crise que atravessamos [e acho que já era de tempo de não haver ideias erradas em relação a quem recorre a isso].

Da última vez que fui ao médico, ele disse-me uma coisa que me pareceu fazer muito sentido: "as pessoas têm de aprender a viver com o corpo que têm". E é por isso que de vez em quando ele precisa de ir à revisão. Então, da próxima vez, quando ouvirem uma estória semelhante, peço-vos o seguinte: sejam gentis... porque cada pessoa que vocês pensam conhecer está provavelmente a travar uma batalha sobre a qual vocês nada sabem. Combinado? Bon courage!

Au revoir! Pinterest // Instagram // Facebook // Twitter
[photo credits: via]

#dream series

#Ovelha Negra

sexta-feira, outubro 17, 2014








Quando a arte inspira os humanos: "we are individuals, and we should not be afraid to bare our true colors, dare to dream, and shine for all to see" [Gray Malin]. Para quem [ainda] não conhece o trabalho de Malin vale a pena espreitar algumas das suas fotografias mais conhecidas. O último trabalho do fotógrafo, "Dream Series", levou-o até uma quinta na Austrália. O motivo? "Inspire people to be unique and stand out from the crowd". Se ainda não se sentem completamente inspirados pela mensagem deste artista, resta-me dizer-vos que 20% do valor das vendas desta série de fotografias reverte a favor da fundação Make a Wish (America). Obrigada Malin por nos recordares que cada ovelha do rebanho tem uma cor própria. Qual é a vossa?

Au revoir! Pinterest // Instagram // Facebook // Twitter
[photo credits: gray malin]

#conversas de mulheres

#Air du temps

quinta-feira, outubro 16, 2014


«You don't need to be born in Paris to have Parisian style - I'm the perfect example, born down south in Saint-Tropez! Parisian style is an attitude, a state of mind. Between rocker and ho-hum bourgeois, a Parisian is always first, never second. A Parisian steps lightly around the fashion traps of the day. Her secret? She breathes the air du temps and puts it to good use, her way, and always with the same aim: fashion should be fun. The Parisian follows a few golden rules, but she likes to transgress, too. It's part of the style. Here's my six-point guide to the Parisian gene code. C'est facile!» Leituras do dia, Parisian Chic da Inès de la Fressange.

[basta uma viagem pelo sul de França para ficar inspirada por mulheres cheias de estilo [e personalidade!] Será possível ter-se um estilo parisiense, sem se ter nascido em Paris? 

Au revoir! Pinterest // Instagram // Facebook // Twitter
[photo credits: via]

#côte d'azur

#Nice la Belle

quinta-feira, outubro 16, 2014



Para quem não pode visitar a Côte d'Azur em modo dilatado e só pode eleger uma cidade, a minha recomendação seria Nice sem sombra de dúvida. Cannes tem o seu charme próprio, mas Nice é uma cidade envolvente, mística q.b e perfumada... É um caso de amor à primeira vista!

Os motivos para a visitar são vários... o primeiro: as praias! Nice fica situada no fundo da baía dos Anjos e o mar que acompanha toda a costa oferece um horizonte perfeitamente delineado a azul turquesa [azul turquesa como eu nunca vi!]... chamam-lhe de "balneário mediterrânico" com uma certa razão, mas a maioria das praias são de cascalho, o que se torna um bocadinho doloroso ao fim de algumas horas [é uma espécie de stone massage gratuita... então porque não chamar-lhe "spa mediterrânico"?]. Sabiam que Nice foi a primeira cidade onde o toplesss foi permitido? Apesar da liberdade, não se vêem muitos turistas a usufruir da benesse.




Segundo: geograficamente, Nice está situada entre o Mónaco e Cannes, [e fica apenas a 30km de Itália]. É uma cidade onde as ligações ferroviárias, aéreas e marítimas se multiplicam. É considerada a 2ª cidade turística francesa, logo depois de Paris, e é a 5ª cidade mais populosa de França, e a capital dos Alpes Marítimos. Nice divide-se em duas zonas, a parte moderna e a parte mais antiga... E esta última, Vieux Nice é um labirinto de ruas medievais onde vão querer perder-se ou por onde acabam por perder-se mesmo sem se darem conta [pelo menos eu e o J passámos lá horas].

Mas antes de se infiltrarem na parte antiga há algumas coisas que não devem deixar de ver... A Promenade des Anglais, uma espécie de calçadão à beira-mar que acompanha Nice de uma ponta à outra. É óptimo para caminhadas, passeios de bicicleta e descansos imprevistos. É nesse percurso que vão dar de caras com o famoso hotel Le Negrescoum hotel de 5 estrelas com 100 anos de estória(s). Os turistas só têm acesso ao átrio, mas vale a pena espreitar. Caminhando no sentido oposto, segue-se em direcção ao porto de Nice, onde estão centenas de barcos ancorados. A meio do percurso vão encontrar Le Parc de la Colline do Château... se tiverem forças subam até lá cima e apreciem uma das melhores vistas de Nice. A partir do porto existem ferries que asseguram ligação entre Nice, Córsega e Sardenha [ambas fazem parte da "bucket list" de que vos falei]. 





Para quem quer aproveitar a parte moderna da cidade e apostar numa experiência mais consumista, o passeio deve começar pela Place Massena... aí não faltam lojas de várias marcas [incluindo as Galerias Lafayette], pastelarias e restaurantes. E antes de se entregarem às ruas da parte mais antiga, têm obrigatoriamente de passar pela Promenade du Paillon, uma marginal que atravessa o coração da cidade e que é mais do que isso... é parque e jardim [tem imensas árvores e espaços verdes para piqueniques imediatos], é um espaço lúdico e interactivo para os mais pequenos [tem dos parques infantis mais originais que eu já vi] e é um chuveiro ao ar livre para quem se quiser refrescar nos dias mais quentes de Verão [uma instalação de repuxos que soltam água coordenamente, surpreendendo quem por lá passa]. Não se admirem se virem turistas semi-nus a aproveitarem esta "piscina" vertical! [acreditem que o calor é tanto que sabe bem um mergulho em seco].

Para a parte antiga da cidade, reservem o pecado da gula... existem imensas creperies e gelatarias, e vocês vão querer provar tudo! É impossível resistir! É também o local perfeito para comprar souvenirs... as lojas de artesanato aparecem a cada esquina. Dentro do bairro existe também o conhecido mercado de Cours Saleya cujas especialidades são flores e comida [às segundas das 06H às 18H].





É claro que a riqueza de Nice não se esgota nas coisas que eu acabei de enumerar, mas como se diz por aí, "non basta una vita"... Para quem só tem um dia ou umas horas, o que aconselho a ver já é suficiente para vos fazer voltar com a lágrima no canto do olho. As pessoas não viajam apenas para fugir da realidade, se bem que isso em alguns momentos até pode ser revigorante... as pessoas viajam para se educarem e sobretudo para serem felizes, e em Nice em tenho a certeza de que o serão. Muito!

Au revoir! Pinterest // Instagram // Facebook // Twitter
[photo credits: ccstylebook]