#Côte d'Azur [ficha técnica]

segunda-feira, outubro 27, 2014



Tal como já vos tinha dito anteriormente, visitar a Côte d'Azur sempre fez parte da minha "bucket list", mas receei por algum tempo, e sem razão, que o glamour da Riviera Francesa me fizesse regressar a casa sem um tostão... estava tão errada! O litoral do sul de França é uma experiência recomendável, e claro, acessível [bem mais do que estava à espera, confesso]. 

Para chegar até lá, e de forma económica, o melhor é viajar num voo da EasyJet desde Lisboa até Nice. A viagem é curta, [dura aproximadamente 2 horas], e os preços dos bilhetes são bastante simpáticos, [ida e volta rondaram os 80€]. Um pormenor extra: vão apaixonar-se pela Côte d'Azur mesmo antes de lá chegarem se reservarem o voo de ida num horário durante o dia. Lá de cima vão ter oportunidade de confirmar porque é que a costa azul se chama costa azul... a paisagem é deslumbrante! [e por sinal, não entrem em pânico quando o avião começar a descer e não existir terra por perto... a pista do aeroporto de Nice foi plantada à beira-mar, literalmente]. 

Antes de viajarmos para França, já tínhamos reservado o carro que íamos utilizar para percorrer o roteiro que tínhamos concebido. Quanto mais cedo for efectuada a reserva, e quantos mais dias se prolongar, mais barato fica o aluguer do carro. A Thrifty Car Rentals garantiu-nos o preço mais baixo para um aluguer de 9 dias...[o valor final ficou à volta dos 130€] e adivinhem só? Saiu-me na rifa uma petite voiture, trés chic, com a qual eu sempre sonhei: um Fiat 500!!! [a Côte d'Azur não teria o mesmo charme sem um carro que lhe fizesse justiça]. Eu sei, eu sei, é um carro maricas, mas desfaz-me o coração pensar nele... apesar de parecer pequeno por fora, tem espaço suficiente por dentro, é super leve conduzi-lo e durante a nossa estadia só tivemos de encher o depósito uma vez! [o único senão: ser tão caro, senão já tinha comprado um!]


De chave na mão, sobre rodas, e com tecto panorâmico, [esqueci-me deste pormenor], saímos de Nice com destino a Cannes. Apesar da fama que a cidade tem, foi o único sítio onde encontrámos alojamento acessível. A viagem entre um ponto e o outro demora cerca de 45 minutos, mas como optámos por ficar num aparthotel fizemos uma paragem a meio do percurso para comprar comida e alguns bens de primeira necessidade. Os preços dos produtos estão muito equiparados aos nossos e os sítios mais indicados para compras deste tipo são o Dia e o Casino [esqueçam as mercearias de rua nos sítios mais afastados do centro... cobram-vos uma fortuna e têm uma oferta muito reduzida]. A reserva do hotel foi efectuada no sítio do costume, no Booking.

Chegados a Cannes às 8 da noite, tivemos uma das maiores aventuras desta viagem: a recepção do hotel estava fechada. Ao que parece, no hotel onde ficámos, os funcionários têm o mesmo horário da função pública... Existia apenas um cartaz com um número de telefone para onde deveríamos ligar em caso de dúvida/urgência. Apesar de eu estar super feliz com o Fiat 500, não me apetecia nada ter de dormir lá dentro... Atendeu-me alguém que falava muito mal inglês e que me disse que eu teria de procurar por uma "safety box" localizada no jardim do hotel. Pardon?! De facto nunca tinha ido para um hotel em que o requisito para conseguir um quarto passava por participar numa caça ao tesouro... mas enfim, enchi-me de todo o meu espírito de investigadora e lancei-me ao jardim de telemóvel na mão porque luz é outra coisa que não se lhes assiste. Quarenta minutos depois estávamos dentro do apartamento e ainda tínhamos salvo do peddy-paper de boas vindas uma família de russos nas mesmas condições. Os franceses têm de facto coisas muito estranhas...

Residence Cannes Beach, Cannes

Já instalados dentro do apartamento, olhámos um para o outro e rimos que nem uns perdidos a tentar imitar o sotaque do senhor com quem eu tinha falado ao telefone... mas conseguimos livrar-nos de uma noite dentro do Fiat. Com as malas pousadas, fizemos o que todos os franceses fazem: abrimos uma boa garrafa de vinho e brindámos às férias na Côte d'Azur... foi sofrido esperar tanto tempo para lá chegar, mas valeu a pena. Afinal de contas não são todos os dias que se acorda sem hora para acordar.

Onde poupámos mais? Nas refeições, como é óbvio. Com a possibilidade de um aparthotel pudemos cozinhar e preparar lanches para o resto do dia [se almoçámos ou jantámos fora mais do que duas ou três vezes já foi muito]. Também evitámos Museus e locais onde o acesso fosse pago, afinal de contas num destino de praia o que se quer muito é mesmo a praia! E souvenirs? Eu não sou lá muito dessas coisas, mas nos mercaditos de rua artesanais há sugestões que cheguem a preços que não dão cabo da carteira a ninguém. E apesar de todos os casinos espalhados um pouco por todo o lado, demo-nos por felizes com o facto de lá estarmos... Não foi preciso tentar a sorte. E que tal? Parece-vos um destino apetecível?

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[photo credits: ccstylebook]

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1 comments

  1. Ai, com esta descrição, dá vontade de meter-me no avião e ir ate Cannes, Nice, e sinceramente, quando vi o Fiat 500, fiquei encantada. Adoro estes carros. São caros, sim, mas belos.
    Nos anos 80, um amigo meu tinha um destes,antigo, lindo, castanho, e tenho a certeza que já se arrependeu de ter vendido, há anos atrás. Quem diria que muitos anos depois estes carros voltariam à ribalta.
    Acho que gostei da ideia de um dia visitar Nice e Cannes.
    Beijinho

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