#a vida aos 30

#Dieta?!

domingo, novembro 30, 2014


Tomei uma decisão muito importante: até ao Natal não faço dieta! Hip hip hurra! Hip hip hurra! [mas depois do Natal comprometo-me a mudar toda uma vida... em 360º!] Ainda não me desfiz das minhas leggings... elas hão-de esticar se Deus quiser!]. É que às vezes, para aguentar tanta estupidez humana, só um doce me consola! Por isso façam o favor de me puxar as orelhas se em 2015 eu não cumprir oficialmente com a promessa que fiz... Mas até lá... até lá deixem-me comer tudo o que me apetecer! Eu vou passar o Natal em Lisboa! Eu posso! Eu mereço! Ao menos isso.

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[photo credits: t-shirt das Tees in the Trap à venda aqui]

#estorias de balcao

#As 50 sombras [dos soutiens]

sábado, novembro 29, 2014


Basta uma semana de trabalho, [depois de uma semana de férias], para desacreditar novamente nas mulheres [e na sua genialidade]. Satisfazer [clientes] mulheres é um trabalho árduo. [eu sei, a afirmação tem um significado ambíguo]. É uma espécie de triatlo [eu nunca fiz um triatlo, mas acho que deve ser suficientemente exigente para servir de comparação à tentativa de interpretação do sistema nervoso central feminino]. Falhar na dita prova não significa necessariamente que o atleta em questão esteja mal preparado... pode apenas significar que os juízes árbitros, as ditas clientes, não sejam propriamente imparciais em relação à performance de quem está em competição. 

Eu ousaria dizer que 90% dos casos em que a cliente não sai satisfeita da loja se devem ao facto de não vendermos unicórnios. Os outros 10% estou muito segura que se devem única e exclusivamente a perturbações de percepção visual caracterizadas pela incapacidade de diferenciar todas ou algumas cores. Surpresos?! Eu passo a explicar: o daltonismo afecta maioritariamente os homens, mas essa teoria devia ser revista tendo em conta os case studies que tive oportunidade de estudar nas últimas semanas].

"Quero um soutien cor de carne" [nunca imaginei que para se trabalhar numa loja de lingerie se precisasse ter experiência prévia em talhos]. A maioria das portuguesas são básicas, lamento dizer-vos. Usam todas soutiens cor de carne, agora se são mal ou bem passados, isso já não sei... [as minhas clientes sabotam constantemente o meu propósito de as tornar um pouco mais glamorosas... Nude, taupe, beige, vison, ou até um simples "cor de pele" são termos que não constam do vocabulário que elas utilizam. Já viram o que era eu chegar a uma loja de maquilhagem e pedir um batom "cor de boca"? Não faz sentido pois não?

"Quero um soutien verde" [normalmente quando as clientes pedem um soutien de uma cor específica pedem-no com o objectivo de combiná-lo com a roupa que irão usar numa dada ocasião]. Eu nunca combinei soutiens com cuecas, quanto mais soutiens com roupas, mas há gente com um sentido para a moda muito mais apurado do que o meu. Fiz-me de inocente. Minto. Eu não consigo fazer de inocente. Fiz de cordeirinho manso, vá... "É para combinar com um vestido?" [na maior das ingenuidades]. "Não, não, é para combinar com uns sapatos". Continuei com o mesmo registo e não fiz mais perguntas. Dei o caso por encerrado... sobre essa "estória" eu não quero mais detalhes.

"Quero um soutien da mesma cor do último que comprei" [vamos confirmar na ficha de cliente e tentar adivinhar o modelo em específico] "Era um com um tom lavanda?" "Não." "Era um roxo?" "Não." "Era um cinza claro?" "Não". "Só pode ser uma dessas cores, não tem outros modelos registados na sua ficha." "Era assim um... cor de rato." [e assim acontece... que é como quem diz, lá se vai toda a elegância que uma pessoa tem tendência a associar ao mundo da lingerie e do boudoir [desenganem-se, elas não me ouvem, e quiçá, não me lêem]. Às vezes antes de entrar a porta do trabalho costumo olhar para o letreiro cá de fora só naquela de ter a certeza que estou a entrar no sítio certo... Há dias em que tenho a sensação que trabalho no Jardim Zoológico. Venha de lá a paciência [e um paninho para a embrulhar].

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[photo credits: Cosmopolitan]

#cc favorite things

#Black Friday Giveaway!

sexta-feira, novembro 28, 2014


Special delivery para os meus fãs queridos! [é ou não é verdade que de cada vez que vou à ilha nunca me esqueço de vocês?!] Desta vez, e dado que hoje se comemora pelo mundo inteiro o Black Friday, eu tenho para vos oferecer uma prendinha da Michael Kors vinda directamente do Canadá! [a viagem que este produtinho já não fez!] É uma pena que eu não vos possa dar todas as cores que fazem parte da colecção, mas se gostarem de vermelho como eu gosto, vão adorar o que eu tenho para vocês... o Scandal Sexy Nail Lacquer!

Para quem já segue o CC através do Instagram, este paixão pelo verniz [e pelo vermelho] não é novidade... Sobre o produto posso dizer-vos que é bastante consistente [tão consistente que se tornará uma tarefa difícil pintar por fora da unha mesmo que vocês se esforcem muito]; seca à velocidade da luz e deixa um brilho natural que destaca a energia e a vivacidade da cor. Tudo boas razões para vocês concorrerem a este passatempo [divulgarem-no a todas as vossas amigas e darem graças ao céus por a minha irmã usar gel e não precisar dele... porque do meu, eu não abro mão!].


Para se habilitarem a este fabuloso prémio, chique chiquérrimo, terão de cumprir os seguintes requisitos: 1) ser fã da página de facebook do CCSTYLEBOOK aqui; 2) seguir o blog através do Google Rede Social [basta inscreverem-se através do "Aderir a este site" no menu esquerdo do blog]; 3) partilhar publicamente o passatempo [no facebook, pinterest, instagram, twitter, blog, etc]; 4) preencher correctamente o formulário abaixo indicado.

Será apenas permitida uma participação por endereço de email [participações repetidas não serão consideradas]. O sorteio é válido para o território de Portugal continental e ilhas. O vencedor será escolhido aleatoriamente através do random.org. On air a partir deste momento até dia 8 de Dezembro! [apressem-se por como estamos no Natal, é capaz de haver por aí mais coisinhas para vocês... só para quem se portou bem, é claro!] Good luck ladies!

#alma terceirense

#Amizade: a soma de estórias

quinta-feira, novembro 27, 2014


Já me restam poucos amigos nos Açores, mas não pensem que em Lisboa tenho um comboio deles [como disse o Paulo Portas, há uns anos atrás, chega-me bem um táxi]. Não sou uma pessoa de quem seja fácil ser-se amigo, e com o passar dos anos, reconheço que tal como o vinho, tenho vindo a apurar as características mais ácidas da minha personalidade... Quem está que se aguente, quem não está, ou não quer estar, não me deixa saudades.

Ao longo da vida vamos perdendo várias coisas e as amizades, até mesmo aquelas que nem chegam a ser totalmente germinadas, não são excepção. Ser-se amigo não é uma coisa assim tão simples como mudar de roupa. Ser-se amigo não é para todos, é só mesmo para alguns [bem poucos]. Nesta última viagem aos Açores, em conversa com a M., uma amiga "velhinha" a quem eu quero muito, lembrei-me de alguns nomes que fizeram parte do nosso "grupinho" na escola... Essa recordação agridoce trouxe-me à mente uma passagem do Principezinho da qual eu gosto muito... Eu acredito que todas as pessoas são válidas, ainda que umas sejam mais do que outras. E essas são as que no fundo realmente [me] interessam.

"Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito, mas não há os que não levam nada. Há os que deixam muito, mas não há os que não deixam nada. Essa é a maior responsabilidade da nossa vida, e a prova de que duas almas não se encontram ao acaso". O primeiro encontro pode ser obra do destino, mas as reincidências são obra do coração. De quem o tem nobre, e em certa medida, resistente. É por isso que no fim de contas, somos a soma de várias estórias... as nossas e as dos outros também.

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[photo credits: M.]

#açores

#Gente Feliz com Lágrimas

quarta-feira, novembro 26, 2014


"Sou ilhéu; e tanto ou mais do que a ilha, o ilhéu define-se por um rodeio de mar por todos os lados." [Vitorino Nemésio]

Custa-me um bocadinho escrever este post porque as saudades ainda não passaram por completo... Para ser totalmente sincera, nunca passam por completo, vão apenas diminuindo de intensidade quando a ditadura do tempo se sobrepõe à fragilidade do coração. Ir a casa é uma necessidade da alma como tantas outras, e é a prescrição certa para a cura de alguns males modernos... A vida exige-nos tanto que sejamos pessoas tão diferentes daquilo que somos, que só um regresso às origens é capaz de nos devolver tudo o que nos é constantemente roubado.

Estas férias no meio do Atlântico foram uma espécie de Natal antecipado, mas acho que as posso registar como se de um retiro espiritual se tratassem... Este é o único lugar no mundo que me serena o espírito... É como se houvesse qualquer coisa mágica no ar... Uma coisa que rebenta dentro de nós e nos começa a correr pelas veias do corpo mal a roda do avião raspa o alcatrão da pista do aeroporto. É preciso muita coragem para se ser açoriano... é preciso saber-se viver com o coração dividido [e não enlouquecer com tantas ausências e com tantas despedidas].

Na minha ilha cada coisa tem um cheiro próprio... a chuva, o vento, o amanhecer, a praia, o verde, o céu cheio de estrelas... É difícil perceber um açoriano porque um açoriano é alguém que nasceu livre para além de todos os limites que o circundam e é alguém que nasceu forte para além de todas as forças que o derrubam. Não é ninguém que venha por mal, mas é alguém que só vai por vontade. E a minha vontade, neste momento, era escrever-vos outra coisa que não a saudade que sinto.

Muita gente sai da ilha à procura do que não tem e o engraçado é que aquilo que eu não tenho só o encontro lá... ser-se livre também é isto: saber que se tem um lugar a onde se poderá sempre voltar. E ainda que não seja quando eu queira, ou sempre que me apetece, de vez em quando, tenho a oportunidade de me reconciliar com a vida através das estórias que fazem parte de mim e que a ilha encerra. Considerem cada fotografia uma parte do meu coração... Os Açorianos são gente dada às lágrimas, mas mesmo assim, são gente feliz [com lágrimas].

Até à próxima! Pinterest // Instagram // Facebook // Twitter
[photo credits: ccstylebook]

#discurso directo

#Monty, the Penguin

domingo, novembro 16, 2014


E este pequeno vídeo é apenas uma declaração: "está aberta a época de Natal"!
[o meu Natal começa amanhã!... Este ano teve de ser um pouco mais cedo do que o habitual, mas nada que a gente, com muita imaginação, não dê para remediar, afinal de contas, sempre que eu estou em casa é de facto Natal [e isso é tudo o que importa, nothing else matters].

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[photo credits: John Lewis]

#indiretas do bem

#Livro do bem

domingo, novembro 16, 2014










E numa semana em que já vos falei de um projecto português, cheio de estilo e bom gosto, inauguro os #projectoscomalma além fronteiras, apresentando-vos o Livro do Bem da Ariane Freitas e da Jessica Grecco, as criadoras das Indiretas do Bem [e que indirectas boas!]. Na página oficial do Facebook podem encontrar todos os dias uma indireta ["gente que vem conversar quando a gente tá triste"; "gente que manda mensagem de bom dia"; "gente que distribui sorrisos"; "gente que acorda e continua deitado"; "gente que visualiza e responde", e por aí fora].

O Livro do Bem fascinou-me por ser um "livro interativo" como dizem as suas autoras: "colocámos nele um pouco do nosso coração, da nossa alma mesmo. Cada tarefa tem um pouquinho do que gostamos de fazer para melhorar os dias. Cada playlist tem nossas músicas favoritas. Cada receita remete a um momento especial da vida. Cada frase foi selecionada lá no fundo da nossa galeria de favoritas. Foi tudo pensado pra  manter com vocês a mesma relação que já temos aqui na internet: de troca de conhecimento, experiências, paixões". 

O livro pode ser adquirido através da internet, aqui, mas o que eu gostava mesmo era de poder assistir ao seu lançamento a 25 de Novembro... acho que não vai dar, não [mas pode ser o que o Pai Natal mo traga se achar que eu me portei bem]... Digam lá, se não é uma ideia simples e  fabulosa? Acho que estou mesmo a precisar de um livro destes para assentar os desejos do próximo 2015! 

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[photo credits: Indiretas do Bem]

#alma terceirense

#Oh gente da minha terra

sábado, novembro 15, 2014


Estou há 12 anos em Lisboa e acho um piadão quando as pessoas me dizem "ah, mas não tens sotaque nenhum"... Lá tenho eu de explicar [pela 85ª vez] que os Açores são um arquipélago composto por 9 ilhas e que em cada uma delas se fala de uma forma diferente [com um sotaque diferente]. Lá de vez em quando as minhas colegas de trabalho gostam de se meter comigo e tentam imitar-me... A melhor forma de testar o meu sotaque é irritarem-me de verdade! Quando me irrito, vem ao de cima tudo o que de terceirense há em mim! Em todo o caso, para essas pessoas que acham engraçado meterem-se com os sotaques dos outros, deixo-vos aqui um excerto da forma como falam as pessoas mais autênticas da minha ilha. Agora é que eu quero ver se vocês se vão safar ou não... Para quem se atrever, deixem nos comentários as expressões que conseguirem traduzir! [ah, ah, ah, agora é que eu vos tramei!]

Ei home, pomordês! Tás menente de sabê que gente tola e toiros, paredes altas. Faz-te descretinho e acaçapa-te p'raí - pára de tecê estepô que tem aí gente c'ma biche e ainda levas a tua galheta. Na queres ir brincá co'a pombinha p'áreia? Tu bota sentide e não aformentes aquelas tatonas, todas prezadas, mas cheias de esterque, umas mangalhas, valhacas, senão quando mal te aprocatares vais por'í arriba a toque de caixa. Raspa-te!

Ah moço, espera: tua mãe tá mais pairadinha, tá tenteadinha? Ela andava arrebocida e ouvi dizê qu'ela tava pegada de cabeça... Nos toiros da Fonte eu vi-la à gaitadaria, por monde daquele toiro que aguindou e deu uma cornada em tê pai, que tava com uma grandecíssima vela - tu sabes c'ma é, na bebas qu'é petróleo - o desgraçado a levá uma esfrega e ela gaitadaria velha. Ai tal pecade. Passa fora. É preciso ter lata, vergonhas da minha cara. Fiquei consumida.

Tu ainda tás namorada co'aquela piquena da boca da canada? Ela tá preta cma ferruje! A irmã é que é alva de neve. Eu sei que o pai é um velho caipora que tem dinheiro cma cabelo em cão, mas não é partido p'ra ti. Ele é um izoneiro - tal home d'esganade - e ela parece um pau de virar tripas, magra cmum graveto - a mãe é que é um talhão. Pechinchim! Tu se casás co'eça vás pená, aquilhe na tem tafulhe. É feia cm'ó pecade e é daquelas de pelo na venta: ainda te larga umas taponas nos beiços. Na te cases, padaço de tolo. Antes cagá um pé tode.

Agora vou-me maneá p'ra casa, a conta de Nosso Senhô, que está frio c'ma burro e a modos que vêm aí aguaceira grossa. Não vou esperá aqui a mamá pa crescê e depois ficá alagada pingando: passa cá carocho! Haja saúde!

Ah é verdade! Se não tiverem notícias minhas na próxima semana, não contem a ninguém aonde é que estou escondida! É top secret sff! Mas entretanto vão me seguindo: Pinterest // Instagram // Facebook // Twitter
[photo credits: Bruno Ázera]

#all sizes

#The best lingerie come in all sizes

sexta-feira, novembro 14, 2014





Até que enfim que a Vogue tomou uma atitude destas! [certamente que não foi para responder à Margarida Rebelo Pinto, mas se ela quiser que enfie o barrete à vontade que nós não estamos nada preocupadas]. A Vogue retaliou um artigo que a Elle escreveu sobre a campanha Calvin Klein Perfectly Fit. O artigo descreve maravilhas sobre a marca questão, incluindo o facto de terem convidado uma modelo plus-size para participar na campanha. O problema é que a modelo em questão, Myla Dalbesio, não é de longe nem de perto uma modelo plus-size. É apenas uma rapariga normal, com um corpo normal que veste o tamanho 10 [o equivalente a um 38].

[se as pessoas que fazem estas campanhas (estupidamente inovadoras) e que dirigem estas grandes marcas (que nem oferta de tamanhos para as mulheres reais têm) sentassem o cu numa loja, às vezes mais de 8 horas por dia, e vissem o que eu vejo todos os dias, iam perceber, sem margem para dúvidas, o que pode e o que não pode ser considerado uma pessoa plus-size]. E não, não se trata de criticar as magras e originar uma rebelião contra elas [não vamos passar a ferro os vossos ossos com os nossos formosos michelines! acalmem-se lá!] Trata-se de dizer "basta!" a quem ainda não aprendeu a conviver com as curvas dos outros. Estou cansada das clientes pedirem desculpa pelos corpos que têm e estou cansada de as ouvir qualificarem-se de "anormais" só porque não encontraram solução num mercado que não está preparado para as mulheres [e para as curvas] do séc. XXI! 

Não vamos alimentar mais estereótipos, vamos assumir aquilo que somos sem medo de discriminações. Viram o fabuloso exemplo da Keira? É disso que eu falo, de sermos quem somos, autênticas e genuínas, independentemente do peso ou da altura. E sim, eu confirmo, "the best lingerie come in all sizes"! [e o tamanho A, B, C, FF, GG, H ou J não interessa nada. Interessa sim a beleza interior de quem o usa e de quem o assume]. Força meninas! Let's rock this time!

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[photo credits: Vogue]

#discurso directo

#As Gordinhas e as Outras

sexta-feira, novembro 14, 2014


“Serve esta crónica para retratar e comentar um certo elemento que existe frequentemente em grupos masculinos e que responde pelo nome genérico de ‘Gordinha’. A Gordinha é aquela amigalhaça companheirona que desde o liceu cultivava o estilo maria-rapaz, era espertalhona e bem-disposta, cheia de energia e de ideias, sempre pronta para dizer asneiras e alinhar com a malta em programas. Ora acontece que a Gordinha é geralmente gorda e sem formas, tornando-se aos olhos masculinos pouco apetecível, a não ser em noites longas regadas a mais de sete vodkas, nas quais o desespero comanda o sistema hormonal, transformando qualquer bisonte numa mulher sexy, mesmo que seja uma peixeira com bigode do Mercado da Ribeira.
A Gordinha é porreira, é fixe, é divertida, quer sempre ir a todo o lado e está sempre bem-disposta, portanto a Gordinha torna-se uma espécie de mascote do grupo que todos protegem, porque, no fundo, todos têm um bocado de pena dela e alguns até uma grande dose de remorsos por já se terem metido com a mesma nas supracitadas funestas circunstâncias. E é assim que a Gordinha acaba por se tornar muito popular, até porque, como quase nunca consegue arranjar namorado, está sempre muito disponível para os mais variados programas, nem que seja ir comer um bife à Portugália e depois ao cinema.
À partida, não tenho nada contra as Gordinhas, mas irrita-me que gozem de um estatuto especial entre os homens. Às Gordinhas tudo é permitido: podem dizer palavrões, falar de sexo à mesa, apanhar grandes bebedeiras e consumir outras substâncias igualmente propícias a estados de euforia, podem inclusive fazer chichi de pernas abertas num beco do Bairro Alto porque como são ‘do grupo’ toda a gente acha muita graça e ninguém condena. 
Agora vamos lá ver o que acontece se uma miúda gira faz alguma dessas coisas sem que surja logo um inquisidor de serviço a apontar o dedo para lhe chamar leviana, ordinária, desavergonhada e até mesmo porca. Uma miúda gira não tem direito a esse tipo de comportamentos porque não é one of the guys: é uma mulher e, consequentemente, deve comportar-se como tal. E o que mais me irrita é quando as Gordinhas apontam também elas o dedo às giras, quando estas se comportam de forma semelhante a elas.
Ser gira dá trabalho e requer alguma diplomacia. Que o digam as minhas amigas mais bonitas e boazonas que foram vendo a sua reputação ser sistematicamente denegrida por dois tipos de pessoas: os tipos que nunca as conseguiram levar para a cama e as gordas que teriam gostado de ter sido levadas para a cama por esses ou por outros. Uma mulher gira não pode falar alto nem dizer palavrões que lhe caem logo em cima. Já uma Gordinha pode dizer e fazer tudo o que lhe passar pela cabeça, porque conquistou um inexplicável estatuto de impunidade. Porquê? Porque não é vista como uma mulher? Porque todos têm pena dela? E, já agora, porque é que quando uma mulher está/é gorda nunca ninguém lhe diz, mas quando está/é magra, ninguém se coíbe de comentar: «Estás tão magra!?» Como dizia a Wallis Simpson: «Never too rich, never too slim». E quanto às Gordinhas, o melhor é arranjarem um namorado. Ou uma dieta. Ou as duas coisas.” 
[eu já sabia que esta senhora escrevia mal, mas agora, para além disso, tenho a confirmação de que ela também bate mal. Não tinha conhecimento deste texto, mas ao que parece foi escrito para o jornal Sol em 2010. Encontrei-o no blog da Boutique da Tereza e acho que é serviço público partilhá-lo com vocês]

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[photo credits: via]

#engordar

#Leggings are not pants

quinta-feira, novembro 13, 2014


«Sabe, lá no Brasil, o meu pai me disse uma coisa que eu nunca mais esqueci: "Essa invenção das leggings e das calças strech só serve para enganar as mulheres. Você vai usando, vai usando, vai usando, e a legging vai esticando, vai esticando, vai esticando e você acha que está tudo bem, tudo legal,  mas na realidade você não está mais cabendo dentro da sua roupa normal. Essa não estica. Essa lhe diz quanto você esticou. Isso não é coisa que a mulher queira ouvir ou queira saber" 

[seu pai tinha toda a razão, "minina"! porque é que eu nunca sigo os conselhos das minhas clientes? devia tê-los em consideração, pelo menos este que me parece bastante razoável, mas dada a aproximação da época festiva do ano em que mais se come em Portugal acho propício conservar as leggings cá de casa por mais uns tempos... just in case (of emergency)]

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#a vida aos 30

#Baby Boom [dos filhos dos meus amigos]

quarta-feira, novembro 12, 2014


Não há dúvida que aos 30 um dos temas de conversa mais rodado entre as mulheres envolve fraldas e chupetas. E não sei se é apenas impressão minha, mas quer-me parecer que estamos em pleno "baby boom" once and again... A realidade é esta: de cada vez que abro o facebook, aparece-me, quase todos os dias, no feed de notícias, uma foto de alguém com quem andei na escola com uma grande barriga. Na legenda lê-se: "vou ser mãe!" ou "vou ser pai!" Anda tudo a ficar grávido ou a pensar em ficar grávido [ou pelo menos, a treinar para isso]. Ontem nasceu o filho de uma amiga minha com quem partilhei muitas estórias de chorar a rir. Antes de ontem nasceu o da Cocó na Fralda [mas eu acho que ela é mulher para ir ao ]. E de repente abro o blog da minha blogger preferida e leio um post assim, "How many children do you hope to have?". Será uma epidemia que anda no ar? [costuma-se dizer que estas coisas pegam-se...] As minhas colegas de trabalho falam imenso nos filhos. E as que não tem filhos, falam imenso em tê-los. Até a minha mãe fala nisso. 

Da última vez que cá esteve fez-me uma série de perguntas, daquelas que apertam o cerco... "então filha quando é que vais para uma casa maior?", "e quando é que compras finalmente um carro?", "e quando é que me fazes um netinho?" [com perguntas destas não havia eu de ser uma pessoa naturalmente ansiosa]. Mas eu tenho um truque infalível. Deixo-a dissertar sobre as suas maiores inquietações de mãe-desesperada-por-ser-avó, e para a calar, respondo-lhe o seguinte: "estou a pensar despedir-me". Resulta sempre. Nunca mais abre o pio [o trabalho é um tema tabu que a minha família honra em perpetuar].

Quando disse que as minhas colegas de trabalho falam imenso em ter filhos, não falei em nome de todas. Há uma delas que há uns dias, sentindo-se naturalmente pressionada, me perguntou se eu queria ter filhos e eu respondi-lhe como responderia a outra pessoa qualquer: "agora não, mas não quer dizer que não queira um dia... estamos sempre a mudar de opinião". E ela insistiu, "what's the point? temos filhos só porque os outros os têm?" [eu não sei se lhe respondi da forma mais correcta, mas dei-lhe uma resposta que me pareceu no mínimo bastante racional]. "Não, temos filhos porque é assim o ciclo da vida... imagina, quando ficares velhinha quem é que vai cuidar de ti? É uma das razões pelas quais as pessoas têm filhos". E ela retorquiu: "Isso não é o ciclo da vida, isso é egoísmo. Toda a vida cuidei da minha família, fiz de tudo para eles ficarem bem, eles são os meus filhos. Estou cansada de cuidar de pessoas. Quando eu ficar velhinha arranja-se uma solução qualquer para eu partir rápido deste mundo sem chatear ninguém. Eu acredito que nós temos um tempo e esse tempo um dia acaba, you know? That's life. Não é preciso complicar mais" Não lhe querendo dar toda a razão, confesso que me ficou na cabeça aquilo que ela me disse... Porque é que temos filhos? Por egoísmo? Por causa da lei natural da sucessão das espécies? Por amor? Porque toda a gente [ou quase] toda a gente os tem? As razões são várias...  

Há uma colega da minha mãe que esteve casada para mais de 20 anos sem filhos e depois dos 40 deu de caras com aquele momento do "agora ou nunca?" com o qual muitas mulheres se confrontam. Foi um agora, decidido, e muito desejado, mas ao qual ela nunca se adaptou. Ela própria diz: "eu amo muito o meu filho, mas também amava muito a minha vida antes dele". Lá está, há um tempo para tudo. E existem alguns tempos que demoram mais que outros. Até eu, outro dia, levei tempo a digerir a data de nascimento de uma cliente, "2000??! você nasceu em 2000?!!". É por estas e por outras que parece bastante normal que pessoas nascidas em 1980 [isto é, pessoas da minha faixa etária] estejam agora a ter filhos ou a pensar tê-los. É de facto, o ciclo natural da vida, mas isso não invalida que toda a gente o queira seguir. Deixem-no chegar [se tiver para chegar]. E vocês, quantos filhos pensam ter?

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[photo credits: ccstylebook]

#filipa júlio

#Winter Wonderland [by Josefinas]

terça-feira, novembro 11, 2014







Quando comecei a rubrica #projectoscomalma do CC nunca imaginei que ia ter tantos motivos de orgulho! Posso afirmar que é uma rubrica 100% portuguesa, o que confirma o nível de talento que os jovens empreendedores portugueses têm [ah, como isso me deixa feliz!]. 

Hoje convido-vos a embarcarem comigo, com a Filipa Júlio e com as suas Josefinas, numa Aventura Mágia de Inverno! O universo da Alice nos País das Maravilhas foi o ponto de partida para a colecção de Inverno 2014, «(...) não só porque é uma história que me acompanha desde criança, mas porque relembra que as mulheres devem ser irreverentes na perseguição e conquista dos seus sonhos», afirma a criadora da marca.

Da magia para a realidade, os 5 personagens de eleição [Alice e o seu vestido azul; a Lagarta misteriosa; o Coelho sempre a horas; o sorridente Gato Cheshire; e a Rainha de Copas] ganham vida através de 5 modelos que encarnam o espírito da marca, mas que revelam simultaneamente novidades em relação ao modelo tradicional das Josefinas.

«Este mundo fantástico dizia-me 'arrisca'. Foi o que fiz. Dei um twist ao modelo original das Josefinas ao apostar num botim; fiz experiências com texturas e padrões e o resultado final foi, por exemplo, um padrão de gatos desenhado por mim e umas Josefinas com um pompom de pêlo azul». Que doçura! 

A colecção está disponível apenas no site da marca, mas aconselho-vos a seguir também a página oficial do Facebook e a fotos maravilhosas do instagram. Projectos como estes que me dizem, "a única forma de chegar ao impossível é acreditar que é possível" merecem um lugar especial no coração do CC. Parabéns Filipa, por um projecto tão sedutor, e por mostrar que o nosso país não é apenas um "país com demasiados licenciados". É um país cheio de talento(s) como tão bem se vê!

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[photo credits: Josefinas]

#conversas de mulheres

#Keira [a nu]

segunda-feira, novembro 10, 2014


Sempre admirei a Keira Knightley por várias razões... pela sua personalidade, pelo seu estilo e pelas várias personagens a quem deu vida. Não consigo esquecer a última vez que a vi no cinema [no fabuloso Anna Karenina] e por mais comédias românticas que se façam, nenhum delas retira do pódio a cena que nos fez prender a atenção nesta menina-mulher [em Love Actually, um filme piroso com actores fantásticos]. Hoje ainda a admiro mais. A Keira despiu-se [e acho que valeu a pena]. Numa época em que se criticam as barrigas umas das outras e que se impõe um ideal de corpo perfeito (ao que parece único), a actriz antes de consentir fotografar-se fez um pedido especial a Patrick Demarchelier quando este lhe propôs uma foto em topless.

"I've had my body manipulated so many different times for so many different reasons, whether it's paparazzi photographers or for film posters. (...) I'm fine doing the topless shot so long as you don't make them any bigger or retouch. (...) It does feel important to say it really doesn't matter what shape you are. I think women's bodies are a batlleground and photography is partly to blame. Our society is so photographic now, it becomes more difficult to see all of those different varieties of shape."


A Keira foi de facto muito corajosa [e sim, ela tem uma mama maior do que a outra como t-o-d-a-s as mulheres têm]. Sigamos o seu exemplo, e sejamos menos artificiais e menos complexadas, está combinado? Eu agradeço. Ela também. E o resto das mulheres todas que concordam connosco.

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[photo credits: Patrick Demarchelier/Interview Magazine]

#a vida aos 30

#10 coisas estranhas [quando se está sozinho]

sexta-feira, novembro 07, 2014


O melhor de se viver sozinho? Ter o luxo de se poder ser ridículo [sem ninguém a assistir]!
No meu primeiro ano a viver sozinha confesso que houve muito "disto" cá por casa...
Ainda me doem os abdominais do tanto que ri com estas imagens...
[talvez a IKEA devesse reconsiderar os dados da sua exposição depois disto]

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[photo credits: via]

#estórias de balcão

#Os peitos da cabritinha

sexta-feira, novembro 07, 2014



"Estas mamas já deram de mamar a muita gente"

É um trabalho chato do qual eu me queixo muito, mas tenho de confessar que há dias em que parece a divina comédia. As pessoas do meu entorno social dizem-me que tenho uma veia dramática para contar estórias [e sem ela, garanto-vos que não tinha sobrevivido ao primeiro ano de loja]. Com este talento todo, [tão mal aproveitado], antes de me reformar, e passar os dias sentada no alpendre da minha casa na Terceira, a olhar para a Graciosa nos dias em que não houver nevoeiro, eu tinha pensado em tentar a minha sorte nas novelas da TVI. Com tantas horas de drama e improviso, a representação parece-me uma saída viável [e quiçá única] nos dias que correm... 

Como se isso não bastasse, sinto que me corre no sangue todo uma herança artística... Não que isso me tinha sido transmitido pela família [não tenho nenhum familiar directo com um talento específico]. E também nunca fui muito dedicada às artes [a minha mãe deixou-me quatro anos seguidos a ter aulas de música e eu nem uma pauta sei ler!]. Mas está escrito no meu nome o meu destino rumo ao estrelato. A minha queridissima mãe, a mesma que acreditou que eu um dia ia ser uma excelente música, baptizou-me com um segundo nome daqueles que poucas figuras públicas conseguem bater. Eu atribuo o devaneio às dores do parto, [nos anos 80 a epidural não era uma coisa muito em voga nos hospitais], mas ela diz que foi graças a uma telenovela brasileira. Ora aí está, quaisquer que sejam os factos, confirma-se a teoria.  

E graças às minhas clientes descobri que afinal o caminho é outro... com pérolas destas tão eloquentes e com a minha grande paixão pela escrita, acho que o futuro me reserva uma carreira como letrista! [dado o teor da matéria prima com que trabalho, penso que poderia vir a escrever algumas das melhores canções do Quim Barreiros... e nos dias em que a depressão me der forte e feio, posso tentar ser suficientemente poética para conquistar o coração do Emanuel. E já agora, porque não toda a família Carreira? Criança que fui e homem que sou, e nada mudou...] Eu esforço-me por deixá-las chique chiquérrimas, mas como vocês vêem, às vezes é uma missão impossível... Mas a CC não se dá por vencida. Vocês ainda vão ouvir falar de mim! Bom fim de semana!

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[photo credits: via]

#acessórios

#Acessórios Salva-Look [by CC]

quinta-feira, novembro 06, 2014



«I say: dress to please yourself. Listen to your inner muse and take a chance.
 Wear something that says "Here I am today!"» [Iris Apfel]

De há uns meses a esta parte tornou-se muito complicado vestir-me de preto todos os dias. O preto envelhece, e quando não envelhece, deprime. Uma pessoa pode não gostar completamente daquilo que faz, mas ser obrigada a usar preto como farda não torna as coisas mais fáceis... O preto destaca as piores coisas numa mulher [as rugas, as olheiras, as borbulhas, as ansiedades e a queda de cabelo também quandos os fios que caem vão ficando presos na roupa] e não é um tom que se consiga conservar incólume quando se anda a carregar caixotes e a armazenar mercadoria identificada com pó de giz... [parece uma espécie de casa do terror em noite de Halloween!].

Então, baseada em muitas pesquisas que fiz, centenas de visitas ao Pinterest, e em algum espírito criativo, decidi usar algumas tácticas para me afastar desse "mau olhado" medonho que o preto parece trazer. Recorri ao conceito de "acessórios salva-look" da Oficina de Estilo, e desde que comecei a misturar mais cores, o mood do dia mudou completamente! A ideia é simples: imaginem-se uma tela que só tem acessórios naturais: cor da pele, cor do cabelo, cor dos olhos, tom dos lábios, e por aí fora... E depois desafiem-se a destacar uma dessas coisas com um "acessório artificial". Parece complicado, mas não o é. 

O batom é um deles. Um batom muda tudo, não vou voltar a repetir isso. Enaltece o vosso sorriso e destaca o vosso discurso [quando eu tenho um tom de batom forte e estou a falar com uma cliente sobre "mamas" sei que ela não vai cair na tentação de olhar mais para baixo porque já lhe atraí para onde eu queria que ela prestasse atenção: o meu discurso]. Se vocês não têm tempo ou não gostam de se maquilhar muito, pelo menos usem uma máscara e um blush para realçar o olhar e as maçãs do rosto [e agora é muito mais fácil do que há uns anos atrás, não têm de andar pr'aí a beliscar as bochechas para parecerem mais rosaditas (se bem que eu não me importava nada de beliscar algumas de vocês)]. A cor dos "acessórios artificiais" também pode ser extensível ao verniz das unhas... principalmente se trabalham "com as mãos no cliente".

Se utilizam óculos [tal como eu], certifiquem-se de que não os têm há mais de 10 anos! Os óculos, tal como as sobrancelhas são a moldura do rosto. Procurem um modelo actual, que enquadre bem nas características da vossa cara e que não vos faça parecer uma avózinha... [a não ser que seja uma avózinha sexy e marota, isso sim, é aceitável]. E da próxima vez que combinarem ir ao cinema com aquele moço com quem andam a sair, não vão ter de passar o filme inteiro a pedir para ele vos ler as legendas só porque tiveram vergonha de mostrar que eram caixinha de óculos...

E boom!... Apostem na bijuteria! Anéis, pulseiras, colares, brincos, tudo é permitido e tudo é combinável! Até flores na lapela se vocês quiserem! Podem não gostar de peças grandes ou de cores vibrantes, mas  umas pérolas nas orelhas são o suficiente para mudar a classe de uma mulher. E por entre a bijuteria invistam num bom relógio.... um relógio diz muito sobre quem somos, confiem em mim.

Adicionem ao vosso look total acessórios que possam enriquecer a composição central... chapéus, sapatos coloridos, malas com padrões, écharpes... tudo o que seja suficientemente vibrante para transformar o vosso "pijama social" numa coisa linda e cheia de graça. Eu sou completamente apaixonada por acessórios [acho que ficou claro pelas imagens que revelei]... sirvo-me deles para melhorar o "valor" das peças de roupa que tenho e para reforçar a minha "assinatura pessoal". Toda a gente que conhece a CC sabe que é raro a CC não usar batom... Sabe o quanto ela ama drama e entradas triunfais como se tivesse saído de um filme... Sabe que ela usa sempre a sua coroa invisível para se defender dos males que ameaçam o mundo. A ideia é essa, tornarmo-nos os nossos próprios modelos. Alinham no conceito?

Outra das coisas que eu comecei a fazer foi utilizar a minha roupa normal e só trocar para a farda no trabalho. Foi um conselho da minha irmã e do J que realmente fez todo o sentido. E as minhas colegas de trabalho aderiram em força... até parecemos outras! Assim, sempre que tiver um meeting depois do horário laboral não corro o risco de me confundirem com um membro da família Adams... E só para terminar, a cor da lingerie também ajuda a dar uma "calibrada" na confiança de uma mulher [não se esqueçam disso]! A ideia é mostrarem as vossas "true colors" [de dentro para fora]. #shinebrightlikeadiamond!

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#branding

#As estórias vendem

quarta-feira, novembro 05, 2014


«Marketing is no longer about the stuff you make, but about the stories you tell» [Seth Godin]

Vou contar-vos uma estória que retrata [com bastante fidelidade] o que é que os empresários da velha guarda pensam do marketing actual [é simples, é curta e exemplifica na perfeição aquilo que nenhum de vocês deve fazer se tiver um negócio ou se quiser vender]. Aqui há dias um senhor, de meia idade, bem vestidinho, de pastinha na mão, abordou-me no meu local de trabalho. Ofereceu-me uma espécie de carta de apresentação da respectiva empresa aonde pertencia e explicou-me o que faziam: dedicavam-se à comercialização de sacos, embalagens, caixas e afins... Todo o tipo de materiais estacionários de que qualquer retalhista faz bom uso. 

No meio da conversa, o senhor sublinhou várias vezes que faziam todo o tipo de trabalho, encomendas à medida, aceitavam quantidades pequenas se necessário e ofereciam a possibilidade dos clientes terem sacos ditos "normais", sem logos e sem nomes, "até porque agora no Natal, sucede que os clientes pedem muito sacos que não tenham qualquer indicação sobre o local onde o produto foi adquirido para que as pessoas a quem vão oferecer os presentes não descubram antecipadamente de onde é que são".

Eu percebi que o senhor estava a tentar ser engraçado [ainda que não tivesse qualquer veia artística para o humor] e também percebi o quão desesperado estava por causar impacto [e efectivamente vender], mas nunca ouvi uma coisa tão ridícula na vida. Se o consumidor pretende disfarçar a prenda que vai oferecer, é da responsabilidade dele encontrar uma forma de o fazer [quantas vezes já não embrulhámos coisas pequenas em caixotes gigantes, cheios de papel, só para enganar alguém?]. Agora vamos ao que interessa: as marcas não se querem esconder, as marcas querem ser VISTAS e por quanto mais gente melhor! E um saco, com o logo ou slogan da marca é a forma mais tradicional [e mais económica] de promover e difundir entre a população em geral um nome que se quer muito que seja conhecido e que esteja no top of mind dos portugueses! [este senhor teve muito azar na estória que contou! para além de revelar o quão desactualizado ele está...]

Vocês quando vão na rua não reparam nos sacos que as pessoas levam na mão? Eu reparo. Toda a gente repara [as mulheres principalmente]. Fomos feitos para reparar. No bom e no mau. E inconscientemente todos nós relacionamos o saco com a imagem da pessoa que o leva... E para se rirem do quão verdadeiro isto é, há uns anos atrás, eu e a minha irmã fomos almoçar ao Bairro Alto depois de andarmos nas compras.... antes de entrarmos no bairro eu obriguei-a a esconder os sacos, uns dentro de outros com medo de que fossemos roubadas porque os nomes que estavam lá inscritos eram de facto verdadeiramente atractivos. As pessoas quando compram um produto também estão a pagar pela imagem da marca, pelo status que ela confere... e esses pormenores fazem parte de um todo que não pode, nem deve, desaparecer por obra e graça do espírito santo.

Moral da estória: vende-se mais pelas estórias que se contam do que pelo produtos que se têm em portfólio! Então não sejam simplesmente vendedores, sejam antes bons comunicadores e bons contadores de estórias. Como é que vocês se sentem quando têm uma boa conversa com alguém que vocês conhecem? Eu sinto-me relaxada, aliviada, optimista, e acima de tudo inspirada por aquilo que as pessoas me disseram... E quando me sinto assim, sinto-me feliz e isso deixa-me mais disponível para absorver [a.k.a comprar] coisas novas, nem que sejam simplesmente ideias. O ciclo das vendas funciona assim e é válido para vários universos, inclusivé para quem vai a entrevistas de trabalho. Contem a vossa estória com convicção, com estilo, com drama [q.b claro!]. Precisamos de gente com o factor X,  firme, e que seja mais do que notória a sua capacidade de inspirar os outros... 

Os recrutadores procuram pessoas genuínas, não pessoas que transmitem pouca segurança nas afirmações que fazem ou que passam a ideia de que estão a tentar esconder algo... No meu CV por exemplo, há um período de tempo mais ou menos de 8 a 9 meses entre projectos, e um dia uma recrutadora perguntou-me o que é que eu tinha feito naqueles meses... Quando eu digo drama, não quero dizer que tenham forçosamente de mentir. Eu podia ter respondido que tinha embarcado numa viagem espiritual pelo arquipélago dos Açores tal como a Julia Roberts fez em Eat, Pray & Love, mas decidi ser honesta e contar-lhe uma estória bem mais interessante do meu ponto de vista [e não menos verdadeira]. "Passei esses 9 meses da minha vida a comer baldes de gelado americano, deitada de sofá, de pijama vestido. Engordei quase 15 quilos. Uma mulher quando acaba uma relação amorosa começa outra com o frigorífico... mas veja o resultado: consegui dar a volta por cima não concorda comigo?" A recrutadora quis controlar o riso, mas não conseguiu. E o que é que eu ganhei com isso? Criei empatia espontânea, tive a capacidade de fazê-la rir, e tive a capacidade de me rir de mim própria. Estas "skills" revelam muito mais sobre um candidato do que aquilo que está escrito no CV. Por isso, contem a vossa estória. Sempre. Independentemente de todas as outras coisas.

Se não der para ficar com o cargo, mas tiver corrido a 100%, vamos pensar  que a empresa não tinha dinheiro suficiente para contratar alguém do vosso calibre, mas que a vossa prestação valeu um Óscar, lá isso valeu e ao menos vocês divertiram-se... Assentaram tudo nas apostilhas? Então toca a fazer o trabalho de casa sff... E a esse senhor, desejo-lhe boa sorte e boas vendas [pode ser que ele mude de táctica entretanto].

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#10 anos IKEA

#A vida em casa [Ikea Portugal]

terça-feira, novembro 04, 2014



Há coincidências que nos surpreendem [e muito]... Não é que o aniversário do meu primeiro ano a viver sozinha (all by myself) coincide com as comemorações dos 10 anos da IKEA em Portugal? [hooray! motivos para festejar a duplicar!]. A IKEA faz parte da minha petite maison, [há post e fotos que o comprovam], mas também faz parte da maioria das casas portuguesas... A estória de uma marca com mais de 70 anos começou a ser escrita em português a partir de 2004 e os 70 milhões de visitas que recebeu confirmam o sucesso do design sueco no nosso país. A exposição, "A Vida em Casa: 10 anos da IKEA em Portugal", patente no Mude até 30 de Novembro é uma óptima sugestão #foradecasa [adorei o programinha!] e é também o resultado de um estudo exaustivo sobre os hábitos das famílias portuguesas dentro de casa. Estão preparados para saber mais sobre as "nossas" manias?





É na sala que mostramos quem somos... será verdade? Se assim for, então eu revelo que sou uma grande forreta porque ando há um ano a "empatar" a compra de um sofá! Não é pelo preço... isso não é um problema para quem faz compras na IKEA, mas a minha petite maison sai fora das medidas mais comuns. A área da casa comum portuguesa é de 96m2 [a minha só tem 30... é mesmo petite!]. Para além disso descobri também, através da exposição, que é na sala que os portugueses passam mais tempo (entre 3 a 4 horas) e que essa divisão da casa destina-se sobretudo a receber visitas (86%) e a ver televisão (85%), mas apesar de tudo é na cozinha que os portugueses mais falam entre si (51%) [tudo o que envolve gente à volta da mesa é de facto maravilhoso!].






Na secção mais intima, o quarto, os números são outros: 32% dos portugueses usam essa divisão para navegar na web e 64% para fazer sestas, mas entre uma e outra ocorrem-me coisas bem mais sugestivas...[se as casas estão cheias de estórias, garanto-vos que os quartos servem de cenário a muitas delas!] E que mania é esta de gostarmos de guardar tudo? Eu tento desfazer-me de bastantes coisas, mas no geral, guardamos essencialmente roupa de outra estação (69.3%); roupa de cama (67.5%), malas [de senhora, claro] (54.3%), sapatos [também de senhora, muito provavelmente] (45.9%), malas de viagem (32.2%), têxteis de casa de banho (29.8%), livros (29.2%), documentos importantes (27.5%), roupa para passar a ferro (27.4%) e caixas de costura (24.3%)! Eu confirmo tudo menos as duas últimas opções... não passo a ferro e não costuro porque não tenho talento nenhum nem para uma coisa nem para outra [Deus fez-me canhota e criativa, mas ligeiramente desastrada para fada do lar].




No estudo realizado agora divulgado pela IKEA chegou-se ainda à conclusão que os portugueses são dos poucos povos que têm uma dispensa nas suas habitações... e que a casa de banho nacional é bastante diferente das dos outros países essencialmente por causa do bidé [82% das casas portuguesas têm casa de banho equipada com bidé]. Mas cuidado... sabiam que cerca de 70% dos convidados que utilizam a vossa casa de banho abrem as portas dos armários para espreitarem o que está lá dentro? [ai que coscuvilheiros... quantos de vocês já caíram em tentação? vá, confessem lá...]


Na recta final da exposição existe uma espécie de posto de correios ou caixa dos desejos como lhe queiram chamar. O posto tem uma mesa e um bloco de notas e 4 opções possíveis que vos desafiam a deixar algumas palavras à marca de mobiliário mais famosa em Portugal: 1)"a minha casa daqui a 10 anos será...", 2)"o meu maior sonho para a minha casa é...", 3)"o que eu preciso mesmo para a minha casa é...." e 4)"na minha casa vivem..." Deixei as projecções de lado [chega de prazos e planos], e escrevi-lhes uma pequena mensagem que dizia o seguinte: "na minha casa vivem pessoas felizes, cheias de estórias. obrigada IKEA. ccstylebook". Vão ao Mude! A exposição é mesmo gira! [e podem trazer o catálogo da IKEA convosco! já estou a pensar nas próximas compras! que delícia!]

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