#2015: o ano das respostas

sábado, dezembro 27, 2014


Andava eu a "navegar" no Pinterest quando encontrei esta frase (maravilhosa) da Zora Neale Hurston... Não sou uma pessoa supersticiosa, [toda a gente sabe que não se passa por debaixo de escadas porque nos pode cair alguma coisa em cima, né?], nem acredito muito nas previsões do zodíaco, [embora fique excitada quando a coisa promete ser, no mínimo, auspiciosa], mas confesso que tenho uma mania perversa: não gosto nada de anos ímpares

Na minha família, [o núcleo central], toda a gente nasceu em dias ímpares, excepto eu. O meu pai, a minha mãe e a minha irmã celebram os seus respectivos aniversários em dias ímpares, aliás, a minha irmã não só celebra o aniversário num dia ímpar, como também de vez em quando lhe toca comemorá-lo numa sexta-feira 13. Ela nasceu numa sexta-feira 13, exactamente um dia antes do dia dos namorados [quando a vida amorosa lhe corre mal, costumamos atribuir o fracasso das relações a um "problema de nascença", no sentido mais literal da coisa...Está-lhe no sangue]. Perdoa-me irmãzinha, mas brincar com a prata da casa é um recurso estilístico fácil e oportuno [eu compreendo se não me trouxeres nenhuma prenda dos states, mas mesmo assim, gosto muito de ti!].

Nunca fui muito ligada às matemáticas, mas por causa de ter nascido num dia composto por dois números redondos, ambos pares, cuja soma dos dois dá igualmente um resultado par sempre me pareceu coisa do destino... uma espécie de protecção, como se a magia das coisas conjuntas estivesse sempre comigo. Agora não fiquem a pensar que a minha vida amorosa é muito melhor do que a da minha irmã... Ela nasceu numa sexta-feira 13, mas eu nasci, ["astrologicamente" falando] com um par de cornos! Nem sei o que é que é melhor... 

Bom, adiante. 2014 foi de facto um ano de interrogações. Não foi um ano fácil nem foi um ano que me deixe saudades, embora, muito sinceramente, tenha sido um ano necessário. A verdade é que nunca iremos evoluir se nunca nos interrogarmos, não concordam?  Embora eu aprecie números pares, tal como vos disse no inicio, não tenho nenhuma razão para preferi-los aos ímpares, e de uma coisa estou segura: 2015 será um ano de respostas [até que a voz me doa, como cantava a outra].

2013 was pratice, 2014 was the warm up, 2015 is game time
[photo credits: via]

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3 comments

  1. Ahahahahahah, adorei os cornos, grande mulher Touro!
    Como sempre, este jeitinho doce e com humor de escrever posts tão sinceros , deixa-me extasiada.
    Numa coisa, sei que mudou: o seu estilo de vestir quando vai para o trabalho.
    Perfeito! Perfeita!
    É sinal de mudança e isso foi uma mais valia para o seu ego para a sua realização como mulher (esta aparte devia ter sido escrito no post anterior)
    Pois bem, quando era mais jovem, dava importância ao número três e todas essas superstições que perderam o interesse à medida que os anos passavam e concluía que elas "nem me aqueciam, nem me arrefeciam".
    Eu nasci num dia par, num mês par, e num o ano ímpar.
    Já tive o número 13 na escola, fiz muitas coisas importantes nesse dia 13, e as coisas até corriam bem.
    Deixei, também, de dar importância aos signos, embora sinta alguma curiosidade, se por acaso ouço ou leio algures num canal de TV ou num jornal ou revista, mas logo esqueço.
    Eu deixo que os dias aconteçam e, como escrevi no blog, havendo anos bons e menos bons, fico grata a Deus por chegar ao final do ano, estar cá e bem. E que seja sempre assim.
    Gosto dos números 3, 5, 7 e 22 , este ano termina em 5, acho que vai correr bem.
    Tudo está na nossa mente.
    Beijinho

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    1. Aqui deve ler número 13: "Pois bem, quando era mais jovem, dava importância ao número três ".

      :)

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    2. Sabe Maria, outro dia uma colega disse-me que a soma de 2+0+1+5 dá um número par... Eu nunca tinha pensado nisso, mas é uma forma de querer muito que 2015 seja um ano bom! Há anos que são fabulosos, outros que são um pouco menos interessantes e há aqueles que foram necessários. 2014 foi um desses. Um dos necessários. Agora que venha o melhor! Estou [estamos] à espera dele! Beijinho

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