#Nas nuvens [durante o fim de semana]

domingo, dezembro 07, 2014


Qual é a melhor coisa que uma pessoa pode ter depois de decidir n-ã-o fazer dieta até ao Natal?! [lembram-se do post que escrevi?]. Uma... uma... uma gastrite! Isso. Essa coisa maravilhosa que me deixou sem forças e sem inspiração. Levou-se-me tudo, tudo menos uns passeios turísticos, apressados, do quarto para a casa de banho e da casa de banho para o quarto. Portanto, estou oficialmente de dieta, mesmo que não queira [acho que este 2014 está a querer ser mais obstinado do que eu, raios o parta!].

Tive dois dias de cama. Um dia de trabalho. E planeio voltar outros dois dias à cama [para descansar, espero eu... as dores de barriga quero-as as milhas de distância!]. Foi por isso que me lembrei de vos deixar uma sugestão de fim de semana que me ocorreu ontem quando regressava a casa do trabalho... o filme Up in the Air com o George Clooney.

Quando este filme saiu em 2009 eu tocava berimbau, que é como quem diz estava desempregada, e fui vê-lo a convite de um amigo meu. O moço, [muito bom moço por sinal], convidou-me com a melhor das intenções, na esperança de me "impressionar", mas o que me "impressionou" na realidade foi a performance do George [what else? eu tenho gostos requintados, confirma-se]. "Não gostaste do filme?" perguntou o moço, meio amedrontado, "Claro que não, odiei! Este filme é horrível!". Excusado será dizer que depois de uma resposta destas, o moço nunca mais me convidou para ir ao cinema. Ou para coisa alguma, mas na realidade o filme é horrível por "mexeu" muito comigo. É horrível de bom. Não é magnífico, mas é bastante interessante.

A dada altura, não me lembro quando, há alguém que pergunta a alguém: "quanto é que te ofereceram para deixares de fazer aquilo que realmente gostas de fazer?" e isso ficou na minha cabeça até hoje. Nem toda a gente vai entender o porquê, principalmente os empreendedores contemporâneos, que não têm contas para pagar [hip hip hurra! hip hip hurra!]. A frase, na altura, mexeu comigo porque quem faz parte do proletariado nacional subvalorizado sabe aquilo que custa engolir sapos por causa de despesas diárias, individuais ou familiares [custa bué malta, não custa? dá-me cá uma asiática, como diria a outra, difícil de curar...].

Bom, passados estes 5 anos após o lançamento do filme, e depois de ter assistido às coisas que eu assisti no mundo do trabalho, apetece-me reformular a pergunta da seguinte forma: "será que os [nossos] empregadores têm a noção daquilo que nos pagam para fazermos o que eles próprios não gostam de fazer ou não têm coragem [suficiente] para fazer?". Parece-me que não. Tenho quase a certeza de que não [se eu fosse paga para dizer aquilo que ninguém tem t@m#t&s para dizer, a minha conta bancária já tinha ultrapassado a do Cristiano Ronaldo há muito tempo!]. Então, aproveitando o slogan do filme, "the story of a man ready to make a connection", espero que 2015 comece com a estória de uma mulher, [euzinha], pronta para fazer uma desconexão [aquela que vocês todos já conhecem]. Por isso guardem duas ou três garrafas de champanhe da festa de fim de ano para a gente comemorar a preceito quando chegar o momento! [asap please!]

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[photo credits: via]

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1 comments

  1. Pago já, com ou sem dinheiro no banco, e celebramos a desconexão.
    Adoro as suas expressões.

    Beijinho

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