#Projecto Positividade

sábado, janeiro 03, 2015







Comecei o ano com um desafio gigante: propus-me treinar... a mente! [Esta entrada poética, lida assim, em voz alta, soa a anedota... Sou uma espécie indomável, confesso, mas se não for a bem, vai a mal... Já está adjudicado o chicote como complemento aos métodos terapêuticos alternativos que me proponho utilizar]. Também faz parte da lista de resoluções fazer dieta [esta blasfémia, ups! tradição, quero eu dizer, faço gosto em manter] e retomar a actividade física, mas enquanto os parafusos não estiverem todos no sítio, e bem enroscados,  vou deixar em standby o açúcar e as calorias não vá eu precisar deles em caso de S.O.S [mas só em caso de S.O.S mesmo! os chocolates em excesso que estavam hospedados cá em casa seguiram viagem até ao Algarve... o meu afilhado que dê cabo deles porque graças a Deus não herdou um décimo da genética da madrinha].

O primeiro passo do "treinamento" não é da minha autoria, [há imensas sugestões destas no Pinterest], mas depois de ter visto um post semelhante no facebook de uma colega, decidi desafiar-me a mim própria e iniciar aquilo a que eu chamo de "Projecto Positividade"! [e sim, estou a utilizar termos brasileiros porque se há gente com o astral p'ra cima, essa gente é a gente do Brasil]. Funciona de uma forma bem simples: todos os dias, ao final do dia, comprometi-me a escrever num papel uma coisa que eu tenha (re)apre(e)ndido. Há quem decida escrever sobre coisas boas que lhes tenham acontecido, sobre objectivos que tenham alçando e por aí fora... Eu decidi escrever sobre coisas que tenha absorvido. Esta solução é uma forma criativa de registar parte das minhas epifanias nocturnas que costumam assombrar os meus sonos. 

Escrever ajuda-nos a ter memória fotográfica dos nossos sentimentos e esse é o caminho que eu encontrei para me auto-ajudar neste boot camp psicológico que será 2015. Já tenho duas mensagens lá dentro! Hip Hip Hurra! Hip Hip Hurra! Até agora aquilo que eu tenho escrito reporta essencialmente ao ano anterior, o que eu fiz de errado e o que eu pretendo corrigir. Aqueles que andaram por estas bandas nos últimos meses devem ter apercebido ao longo do caminho que a idade me foi tornando um bocadinho azeda [ou num sentido mais corrosivo, um bocadinho ácida]... Na realidade não foi só a idade, foram várias coisas ao mesmo tempo que por muito que eu as desejasse ignorar, não as consegui digerir sozinha... Agora há uma solução, enfio-as dentro de um jarro e já está! [e se for preciso ajudar à digestão, a garrafa de Favorito está mesmo ao lado! que quadro mais idílico, digo eu]. E sim, o que está escrito na ardósia é: "keep calm and give me gifts"! Porque é de facto uma maneira infalível de me domesticarem... E então, também vão arranjar um jarro? É melhor do que um saco para se respirar lá p'ra dentro...

[photo credits: ccstylebook]

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3 comments

  1. Muitas jovens fazem isso, já tinha pensado também, mas é quase certo esquecer-me de colocar o papel no frasco.
    Gostei da sua ideia.
    Para mim, "velha" que estou, acho que far-me-ia bem escrever num papel, o seguinte "preciso de poupar mais uns euros", "pus 5 euros no mealheiro", "não comprei nada que não precisasse", e por aí fora.
    É que este Natal, feitas as contas, acabei por gastar muito mais do que queria, e preciso urgentemente de poupar.
    Bolas, o subsídio de Natal faz falta em novembro e não em duodécimos (que são uma valente merda e nem sinto o seu peso na conta)!
    Força aí CC.

    P.S.: Adorei a sua foto de menina no FB.

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    1. Para esses fins Maria acho melhor arranjar um mealheiro! Assim sempre que chegar a casa da rua com moedas ou dinheiro extra deposita-o lá, ao fim de algum tempo irá surpreender-se! Ou pode tentar vender coisas de que já não precise, online, ou em reuniões entre amigas... Eu faço-o e garanto-lhe que consigo rendimentos extra! Tente! Beijinho :)

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  2. Pois, CC, mas eu não tenho à vontade para vender coisas. Quase sempre dou o que não preciso.
    Quanto ao mealheiro, comprei um , e já pus umas notas e algumas moedas, mas não o façlo diariamente, porque me esqueço.
    Obrigada pelo conselho.
    Beijinho

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