#a vida aos 30

#Greve de Limpeza

quarta-feira, fevereiro 25, 2015


O "meu" bairro tem coisas muito engraçadas. A "minha" rua também e (d)o "meu" prédio nem se fala... Posso dizer-vos que é bastante multi cultural. No 2º andar mora uma francesa que se apaixonou por Portugal. Mudou-se de malas e bagagens e abriu uma patisserie [atelier de pastelaria] na rua. Tornar-me amiga dela podia trazer-me alguns benefícios... primeiro, praticar o meu francês enferrujado e segundo, degustar, gratuitamente algumas das delicatéssen que a moça faz. 


No 2º andar, do outro lado, mora um casal de brasileiros e dois indiozinhos pequenos que servem sobretudo de despertador matinal [eles não andam, eles marcham!]. Ah, há também um cão que se lhes pertence e que de vez quando junta-se ao forró acompanhando a festa com alguns latidos. Depois há as chamadas pelo skype no volume máximo, as festas de aniversário [é big, é big, é big, é big, é big, é hora, é hora é hora, é hora, é hora, ra-tim-bum!] e as comemorações do Dia de Iemanjá, tudo de porta(s) aberta(s).

No 1º andar moro eu, uma açoriana (escritora) que ganha a vida a "arrumar mamas" e um casal de idosos bem conservados. Quando vim para cá a vizinha do lado seguiu o protocolo e quis conhecer-me. Contou-me a estória toda do prédio, [várias vezes na mesma conversa], contou-me metade das estórias da vida dela e parte das estórias da rua inteira, portanto a dona M. é o melhor posto de informações que eu posso ter. Não lhe revelei muito sobre mim, mas tive o cuidado de lhe explicar que trabalhava numa loja e que era obrigada a andar de preto... não queria que ela pensasse que eu trabalhava numa agência funerária quando visse a roupa na corda.


E de repente, nesse primeiro diálogo, lançou a bomba: "Também lhe queria dizer que a limpeza das escadas é dividida entre o 1º andar. Disse vezes sem conta ao moço que morava aí antes de si, mas ele nunca se deu ao trabalho. Os outros lá de cima só sujam e não limpam nada. São os miúdos a descer as escadas, raspam na parede, é o cão que deixa pêlo em todo o lado, são as migalhas do lanche pelo chão, um desmazelo. A francesa nunca a vejo. Sai antes de toda a gente e entre depois de toda a gente. Então a limpeza fica a ser uma semana minha, uma semana sua."

Não lhe quis dizer directamente que não tratando-se da nossa primeira interacção, mas achei-a um pouco abusada. Disse-lhe que sim, que quando limpasse a casa também dava um jeitinho nas escadas e arrumei o assunto. Quando estou de folga e ela sai para o mercado, aproveito para fazer o meu brilharete, pego na esfregona e ponho-me a fazer de carochinha na entrada do prédio... Assim quando ela volta pode confirmar que estou a cumprir o nosso acordo. E sou toda sorrisos "cuidado dona M., olhe que o chão está molhado". Uma pessoa tem de se dar bem com a comunidade [não vá um dia eu precisar de alguma informação útil]. E andámos nisto durante o ano.


Chegou-se o Natal e um dia, em casa, sinto a família tropical marchar escada abaixo, nisto a dona M. abre a porta e pára o pelotão: "ah tenho aqui uns presentinhos para os meninos, comprei para eles, bom natal para vocês todos". Eu não sou de ouvir atrás das portas, [só quando é veemente necessário] mas para vos dizer a verdade senti-me ofendida. Então e eu? Eu não mereço nada? A dona M. pode ter achado que eu não precisava de chocolatinhos, [já sou fofa o suficiente], mas uma caixa de chá, por exemplo, seria no mínimo agradável. Os outros sujam, eu limpo, eles ganham presentes, eu não. Há aqui algo de errado, não há?

Então desde o Natal que estou oficialmente de greve. Há flocos de cal pelo chão, pêlo de cão nos tapetes e quem sabe o que mais poderá estar infestado nas escadas do prédio... Para dizer a verdade, também não a tenho visto limpar. Deve estar constipada ou mal das cruzes. E eu estou mal de cabeça... Sofro de um mal, pouco decente, chamado de "cá se faz, cá se paga". Desculpa vizinha mas não seguiste o protocolo como deveria ser. Aconselho-te a aprenderes francês, pode ser que a pasteleira vá na cantiga, já que os brazucas, nem com presentes.

Drogaria Tradicional 

[fotos originais: ccstylebook]

#conversas de mulheres

#Miss Decote(s)

terça-feira, fevereiro 24, 2015


Vamos combinar uma coisa menina, será que alguma vez na vida podes ter o bom senso de comparecer a um evento um bocadinho mais composta? Não é por nada, mas o problema é que depois resta (sempre) para mim... Como é que eu enfio mamas de quilo e meio em trapos destes?! É impossível! Não é que o vestido seja feio, não é, mas os decotes não foram feitos para toda a gente, ou melhor, para toda(s) a(s) mama(s).

Mesmo assim estou muito curiosa... como é que não saiu nada do sítio? Eu própria já fiz a proeza de usar um decote destes e garanto-vos: é bastante complicado coordenar os movimentos do "Apita o Comboio", num fim de ano regado a vinho, com a força da gravidade. Enfim, dá-me para estas coisas de diva de vez em quando... embora ande muito mais recatada desde que "evangelizo" ovelhas tresmalhadas.

Moral da estória: decotes até ao umbigo não são aconselháveis a meninas com maminhas generosas e/ou pouco firmes. Eu sei que a moda consegue ser muito aliciante mas não tentem reproduzir isto aonde quer que vocês vão [e na tentativa de o fazerem recomendo-vos muita fita-cola adesiva transparente para evitar o que ninguém quer: um desastre]. Porém, de todas as tentativas da noite, esta não foi a pior. Força aí JLo... quando eu tiver 45 também quero estar como tu! Até lá vou arrumando o que as outras querem pôr de fora...

[imagem: via]

#cc favorite things

#Resultado Passatempo Coconut Passion

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

Minha gente agradeço imenso a vossa participação no último #ccfavoritethings! Foram 230 concorrentes de peso... mas só um pôde ganhar, "mi disculpem"! De qualquer das formas vou continuar a oferecer-vos a possibilidade de experimentarem os produtos de que mais gosto! E dito isto, quem ganhou o frangance mist Coconut Passion da Victoria's Secret foi a Célia Amador (seguidora do Google Rede Social "music_girl" | link de partilha pública). Muitos parabéns Célia! P.s - Enviaremos um email com as respectivas indicações para a entrega do prémio.

#a vida aos 30

#Há toda uma bicha em mim

sábado, fevereiro 21, 2015


Calma. Não se assustem. Eu sei que o título é comprometedor, sobretudo quando a escritora do blog tem como ocupação principal avaliar tipologias de mamas [e embora isso pareça idílico aos olhos (e aos ouvidos) de muitos senhores, aviso desde já a navegação à vista que nem tudo o que brilha é ouro, se é que me entendem]. Ao fim de 3 anos de carreira no mundo dos mamilos, o meu maior sonho neste momento é ser convidada para júri do concurso Miss T-Shirt molhada [se alguém percebe do assunto, essa pessoa sou eu]. É de mérito.

Só queria partilhar com os meus leitores que ao fim de 5 meses, bastante cólicos, e pontuados por gastrites capazes de deitar uma pessoa abaixo, descobriu-se, (finalmente), que a razão disso tudo é uma pequena bactéria alojada no meu estômago. [essa maldita!] Se eu fosse uma bactéria, [não chego a tanto, mas o meu mau-feitio é capaz de ser bastante contagioso], eu também ia gostar muito de estar alojada numa pessoa fofa como eu, mas como eu sou uma espécie anti-social não quero cá companhias estranhas dentro das minhas propriedades. "Antes só que mal acompanhado", diz o povo.

Estou a ser "blindada" com dois antibióticos que me têm deixado um bocado cansada... ando a arrastar-me (sempre com classe, claro) e com tendências amnésicas (que até me podiam ser convenientes, mas não o são). Com tanto comprimido pela goela abaixo, vai na volta, não morro da doença, mas sim da cura. É por isso que o cansaço tem ultrapassado a minha vontade de escrever, mas assim que a bactéria começar a desfalecer espero recuperar toda a minha veia artística. Tem sido complicado sobreviver sem cafeína e outras coisas demais, mas analisada a bicha de um outro ponto de vista, até tem sido uma boa companheira de dieta. Isso e nada mais. 

Portanto aos meus caríssimos leitores, espero eu, sem bichas dentro de si, desejo uma óptimo fim de semana de papo pr'ó ar, [seria o que eu faria, mas há pr'aí umas quantas desesperadas por ter tudo nos conformes e como a gente não lhes consegue pôr o cérebro no sítio certo ao menos damos-lhes um jeitinho nas mamas... se o primeiro falhar podem sempre socorrer-se do segundo]. 

P.s - assim que tiver mais vitalidade, revelo-vos o nome do vencedor do último #ccfavoritethings! Mi perdoem, mas a causa é nobre! Au revoir!

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#a teoria de tudo

#A Teoria de Tudo

quinta-feira, fevereiro 19, 2015



Já muita gente minha tinha falado deste filme [e eu confesso... andava doidinha para vê-lo]. Uma colega de trabalho foi a primeira a recomendar-mo: "toda a gente pensa que é um filme lamechas, daqueles que fazem uma pessoa chorar baba e ranho, mas não é nada disso, muito pelo contrário, é um filme super bonito com uma mensagem muito positiva, é verdadeiramente contagiante!". Com uma descrição assim fiquei ainda mais entusiasmada com a ideia de ir ao cinema. A minha irmã também o viu e quando trocámos impressões disse-me: "adorei, é um filme leve, uma 'estória' muito bonita e por acaso não deitei uma lágrima" . Chorar ou não chorar sempre foi para mim uma boa forma de avaliar o quanto é que as estórias nos tocam... E só vos digo uma coisa, não sei o que é que se passa com estas mulheres, mas eu saí da sala de cinema com o eyeliner (ainda) mais torto do que aquilo com que tinha entrado. Chorei "bagada d'água" em bom terceirense.



O filme de facto não é um dramalhão, não é, mas para quem chora a ver as entrevistas do Alta Definição, não é de estranhar que faça o mesmo quando assiste à biografia do Stephen HawkingA Teoria de Tudo é um drama romântico, [e sublinho romântico com muita convicção], inspirado no livro "Travelling to Infinity: My Life with Stephen Hawking" escrito pela 1ª mulher de Stephen, Jane Wilde Hawking. No grande ecrã, o casal é protagonizado por Eddie Redmayne e por Felicity Jones e sem ter visto outros filmes nomeados para os Óscares, arrisco-me a dizer que a nomeação para melhor actor cai que nem uma luva a Eddie. Juro que vão ficar impressionados com a grandiosidade da interpretação do actor... capaz de mos fazer ficar duplamente apaixonados: pelo Stephen e pelo próprio Eddie.



É uma estória verídica no seu estado mais puro, cuidadosa em não agredir a sensibilidade dos telespectadores, mas elegante ao fazê-la despertar. É uma "lição de vida" comovente, humilde, e sobretudo, inspiradora. Levou-me às lágrimas e desapertou-me o coração, mas não me arrependo nada... Que belo momento [e que bom saber que é sobre alguém que ainda está entre nós quando aos 21 anos só lhe deram 2 anos de vida]. Será o amor a resposta à teoria de tudo de Stephen Hawking? Não sei, mas acredito que sim... sem nunca perder de vista aquilo que nos prende à vida, «However bad life may seem, there is always something you can do , and succeed at. While there is life, there is hope.»

[imagens: google]

#a vida aos 30

#Fico assim sem você!

sexta-feira, fevereiro 13, 2015


O amor fica-nos tão bem! Feliz Aniversário maninha!

Avião sem asa | Fogueira sem brasa | Sou eu assim, sem você
Futebol sem bola | Piu-Piu sem Frajola | Sou eu assim, sem você
Amor sem beijinho | Bochecha sem Claudinho | Sou eu assim, sem você
Circo sem palhaço | Namoro sem abraço | Sou eu assim, sem você
Neném sem chupeta | Romeu sem Julieta | Sou eu assim, sem você
Carro sem estrada | Queijo sem goiabada | Sou eu assim, sem você

Eu não existo longe de você | E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver | Mas o relógio tá de mal comigo
Porquê? Porquê?

[imagens: ccstylebook]

#dia dos namorados #soutiens

#Homens + Lingerie = Tangas

quinta-feira, fevereiro 12, 2015




À semelhança do que acontece no Natal, aproxima-se o 2º momento do ano em que parece ser obrigatório dar presentes [é este lado comercial, elevado aos píncaros, que sempre fez do "dia dos namorados" um pequeno ódio de estimação pessoal].  Aquilo que eu constato aos dias de hoje, depois de quase 1095 dias a "pôr mamas no sítio" e a dar forma a algumas "misérias" humanas (com todo o devido respeito), é que tanto numa época como na outra existem uns quantos heróis que se aventuram, a medo, no desconhecido.

O desconhecido pode ser uma dízima infinita de tamanhos de soutien completamente indiferente ao mais comum dos mortais, principalmente aos mortais do sexo masculino [embora haja uma quota parte de mulheres, que uma vez "evangelizadas" (às páginas tantas pelas minhas homilias) , continuam a defender as equações simples do A,B,C,D... parece que o alfabeto parou por aí!].  

Em relação às cores, aos modelos e às tendências eu não tenho nada a apontar: os homens tem um imaginário (bastante) fértil e verdadeiramente actualizado quando o assunto são peças de roupa minúsculas... Às vezes até consigo adivinhar o que lhes vai na cabeça... Vejo-os a imaginarem as respectivas caras metade fantasiadas de anjo da Victoria's Secret, encostadas ao balcão da cozinha lá de casa, vestidinhas com um conjuntinho cintilante e um avental piriri, enquanto se pavoneiam com um espanador na mão [é assim que eu limpo o pó, vocês não?!].


Adiante. O problema coloca-se quando se lhes pergunta o respectivo tamanho. Coçam a barba, olham com o sobrolho levantado para o soutien e de repente vê-se-lhes desviar o olhar, disfarçadamente, para a mulher que estiver mais próxima. Toda a gente sabe o que é que eles estão a tentar fazer: estão a tentar comparar o tamanho das mamas da cara metade com o tamanho das mamas de outra mulher, como se isso fosse possível detectar a olho nu... nem o Luís de Matos conseguiria, garanto-vos. Palavra de profissional.

Eu nunca tive namorados que me oferecessem lingerie, sempre conseguiram ser (mais) originais [ou se avaliar as coisas de outra perspectiva, se calhar sempre foram muito medricas, mas também compreendo, não é fácil ter-se nas mãos um FF... (este post hoje está um bocadinho piroso, parece o "50 Sombras de Grey", mas com mais dignidade. já o foram ver?)].

A unidade mais famosa para medir tamanhos de mamas utilizada pelos homens é a "mãozinha"... é verdade! Chegam a abrir as mãos no vácuo e dizem assim: "é deste tamanho mais ou menos!" Os homens são práticos. E ainda dizem que o tamanho não importa... Importa sim! Muito mesmo! Nessas situações há sempre a hipótese de optar por uma via mais segura, o cheque oferta, mas normalmente os homens não apreciam muito essa sugestão, dizem que um pedaço de papel não causa o mesmo impacto de um conjunto. Eu acho que eles andam enganados: qual é a mulher que não fica contente com um pedaço de plástico minúsculo nas mãos? Quando eles nos dão o cartão de crédito a gente até os deixa em paz, e de fim de semana prolongado!


Qual é a minha dica para ajudá-los a perceber um pouco mais sobre tamanhos de soutien? Costumo falar numa linguagem que eles entendem, descrevo-lhes os soutiens como verdadeiras peças de engenharia, falo-lhes de sustentação, mecânica, ergonomia, arquitectura, invento uma série de comparações e baralho-lhes um bocado as ideias para eles irem ao ponto mais importante da questão: eles que guardem as "mãozinhas" para outra coisa mais útil do descrever tamanhos de maminhas. Deviam pensar que isto era tão fácil como o Jardel a empatar em Alvalade... era era... [mesmo com não sei quantas internacionalizações, ainda falho uns penaltis jeitosos de vez em quando].

Para mim roupa só diz respeito às mulheres, se bem que há por aí umas espécies raras, cheias de bom gosto e muito perspicazes a acertar naquilo que a amada gosta. Mas pelo sim, pelo não e para não me darem muito trabalho a mim, escolham vocês, senhoras, e façam-lhes uma surpresa depois, ok? Acho que eles vão gostar tanto que vos vão despir com os olhos [e com as ditas "mãozinhas"... é para isso que elas servem!]. Au revoir!

[imagens: Panache Sculptress]

#alegro

#Aos [meus] leitores apaixonados

terça-feira, fevereiro 10, 2015


Nunca tinha pensado nisto, [e desconhecia-o totalmente], mas sabiam que a capa de um #livro pesa, pelo menos, 60% no processo de decisão para o escolher? Agora imaginem: e se de repente as capas não existissem? Como é que escolheríamos os livros e as #estórias pelas quais nos apaixonamos? 

O convite está lançado... porque não arriscar e deixar-se levar por um encontro às cegas, mas desta vez com livros? De 7 a 15 de Fevereiro, os visitantes do Alegro Alfragide e do Alegro Setúbal serão convidados a pegar num livro qualquer com a capa escondida, (todas estarão escondidas) e a ler as primeiras 10 páginas do mesmo, sem julgar a #estória pela sua capa. Esta experiência, na minha opinião super interessante, pode ser vivida por solteiros, por casalinhos apaixonados, por papás e mamãs e pelos mais pequenos também [existirá um cantinho de leitura infantil reservado para os mais novos aos fins de semana].

Serão mais de 1.000 livros à vossa disposição, à espera de serem descobertos e folheados. Quem sabe, ainda acabam por encontrar mensagens perdidas no interior dos livros... Mas isso não é tudo! Poderão ganhar marcadores personalizados com fotografias tiradas no momento (nos dias 14 e 15), cartões oferta #Alegro no valor de 10 euros e promoções nos livros com os quais decidirem assumir um relacionamento sério. Os amores literários que já não tiverem lugar no coração das vossas casas, podem ser doados no próprio espaço para serem entregues a duas instituições locais. A acção conta com o apoio da Leya e da FNAC e decorre junto às lojas da última.

Aceita o convite para se apaixonar?
[imagens: Alegro]

#cc favorite things

#Passatempo: Coconut Passion Fragance Mist

segunda-feira, fevereiro 09, 2015


E o que me dizem a mais um #ccfavoritethings? Hoje acordei com a vontade de dar a possibilidade a um fã do CC de experimentar um dos meus produtos favoritos: os frangance mist da Victoria's Secret! Vão delirar com o perfume deste... uma mistura de baunilha e coco

Para se habilitarem ao sorteio precisam de preencher os seguintes requisitos: 1) Serem fãs da página de facebook do CCSTYLEBOOK aqui; 2) Seguirem o blog através do Google Rede Social [registo no menu esquerdo do blog]; 3) Partilharem publicamente o link do passatempo [facebook, blog, twitter, pinterest, instagram, etc]; 4) Preencherem o formulário abaixo indicado. 

Será apenas permitida uma participação por endereço de email [participações repetidas não serão consideradas]. O sorteio é válido para o território de Portugal continental e ilhas. O vencedor será escolhido aleatoriamente através do random.org. On air a partir deste momento até dia 18 de Fevereiro! Boa sorte minha gente!

#a vida aos 30

#Viva Forever

sexta-feira, fevereiro 06, 2015


Há muitas coisas nesta foto que me fazem rir muito: 1) os meus óculos de sol e os da M. que parecem aqueles que os nadadores olímpicos usam, 2) as calças de ganga à boca de sino [quanto mais badalassem mais estilo davam!] e 3) o meu cabelo, uma profunda homenagem ao meu ídolo da época, a irónica Alanis Morissette. Devem-se ter passado uns 12 anos entretanto... e há tanta coisa que mudou.

Nesta época, eu, a Di e a M., apesar de estarmos em turmas diferentes, não perdíamos a oportunidade de nos juntar, ou nos "furos", ou nos "intervalos grandes". E nessas alturas eu lia-lhes frases, contava-lhes estórias e emprestava-lhes livros, tamanha era a minha paixão pela escrita. Lembro-me perfeitamente de lhes ter falado no Alquimista do Paulo Coelho, [o 1º livro que li dele], e na possibilidade de todos termos uma lenda pessoal destinada. Parvoíces típicas da adolescência.

Com a M. mantive contacto, mas com a Di, a "mai nova", o tempo foi padrasto [mesmo quando nos vimos no casamento da M. mantivemos a  distância de segurança protocolar que este tipo de situações exigem, com muita pena minha, e agora sim, posso dizer, com muita pena dela também]. Até ao momento em que ela me enviou uma mensagem pelo facebook e me relembrou tudo aquilo que eu lhe tinha escrito [a tal fotografia dos postais]. Eu tinha-me esquecido. Tinha-me esquecido por completo o quanto lhe tinha dito, o quanto lhe tinha dado, o quanto lhe tinha contado. Tinha-me esquecido mesmo.

Curiosamente este episódio calhou no mesmo momento em que eu começava de novo a avistar-me, e aquela miúda, meia hippie, de coxa grossa, e óculos à nadador olímpico voltou-me a aparecer à frente. Há mais coisas que me fazem rir nesta foto: a nossa maluqueira própria da idade, as nossas ilusões efémeras sobre o futuro, a nossa capacidade em reciclar sonhos, uns atrás dos outros, a facilidade em rir com coisas triviais, a energia e a curiosidade de quem quer crescer mais depressa do que aquilo que é suposto. 

É por isso que eu não me canso de dizer que a vida é um eterno regresso a casa, e caso não tenham lido o Alquimista, eu posso adiantar-vos parte do desfecho do livro [perdoem-me a revelação], mas parece-me importante dizer-vos que "os tesouros que todos nós procuramos encontram-se no sítio aonde estiverem os nossos corações". Uma conclusão simples e verossímil. Hoje em dia já não leio Paulo Coelho, [perdoem-me outra vez os fãs que se sentirem lesados], mas gostei muito que as estórias dele fizessem parte das estórias da gente as três. 

E ainda bem... ainda bem que o passado me veio revisitar. Ainda bem que me fizeram lembrar-me de quem eu fui e a onde eu pretendo voltar: à capacidade empreendedora de reciclar sonhos, uns atrás dos outros.

[imagens: ccstylebook]

#cancro da mama

#A magia do (re)nascer

quinta-feira, fevereiro 05, 2015


Ontem adormeci com um sorriso nos lábios e acordei da mesma forma. E não me custou. Não me custou nada. Foram os próprios lábios que se curvaram voluntariamente... e eu deixei-me levar. Soube bem. Soube bem em muito tempo não ter de pensar em controlar um sentimento meu. E esse cheiro a liberdade trouxe um sentido diferente ao meu amanhecer. Sentia que algo em mim tinha renascido e o curso do dia acabou por me confirmar que as pessoas são feitas disso mesmo, de constantes (re)nascimentos.

Quando cheguei ao trabalho a primeira cliente que atendi era uma cliente que tinha sobrevivido a um cancro da mama. E como ontem se assinalou o Word Cancer Day ela tinha decidido celebrar o dia, e o quase fim de um processo, (bastante) doloroso, com a compra de um soutien. O soutien não era o motivo da celebração, o motivo era outro... A primeira pessoa com quem me cruzei nesse dia, de manhã, celebrava exactamente o mesmo do que eu: a possibilidade de renascer.

Não sei porque é que a vida nos prega estas partidas insistindo em cruzar pessoas anónimas com sentimentos comuns, mas depois de ter falado com essa senhora tive a certeza de que de facto as 2as oportunidades existem. "O cancro obrigou-me a congelar a minha vida. Obrigou-me a parar, a pôr tudo em standby. É um processo em que se perde muita coisa e depois ainda nos obriga a ir atrás daquilo que perdemos, mas hoje, quase no fim disto tudo, sinto-me completa. Sinto que o cancro me fez renascer de novo." 

O seu sorriso era contagiante. Os lábios dela curvavam-se involuntariamente. E não lhe custava. Não lhe custava nada. Foram os próprios lábios que se curvaram... e eu, eu deixei-me levar. Ainda bem que estas pessoas se atravessam ao acaso no meu caminho. São testemunhas óbvias daquilo que a vida tem de melhor. São grandiosas mesmo feitas de pequenos nadas e quando me despedi dela agradeci-lhe a boa acção que ela tinha feito e ela perguntou: "o quê?". E eu respondi-lhe "inspirou-me e isso é quanto baste, acredite". É por isso que todos nós temos de acreditar nas 2as oportunidades. Elas existem. E aparecem sempre que uns lábios se curvam voluntariamente. Sem esforço. Sem camuflagens. Sem metáforas.

[imagens: ccstylebook]

#a vida aos 30

#É preciso sabermos perder-nos

quarta-feira, fevereiro 04, 2015


Ontem passei um dia animado na companhia de (boas) amigas [sou (muito) dada às clausuras e aos retiros espirituais, mas desta vez nem a cara feia do tempo cinzento me prendeu em casa]. Uma delas não estava muita católica, e em modo "terapia de grupo"  lá nos fomos ajudando umas às outras enquanto despejávamos parte do lixo emocional que nos ocupava a alma. Essa foi a primeira parte do meu dia, a segunda foi com a psicóloga.

Sim, para além da psiquiatra também tenho sido acompanhada por uma psicóloga [eu não sou de meias medidas, quando é para meter ordem na casa mais vale ir com tudo! e a minha "casa", apesar dos seus pequenos 30m2 há muito tempo que anda pr'a lá de desarrumada]. Tenho a plena consciência de que chegar até mim não é uma tarefa fácil. Nem para a psicóloga nem para quem se tenta aproximar. É por isso que a psicoterapia tem sido um processo agridoce, mas (reconhecidamente) necessário. Era tão mais fácil se existissem soluções instantâneas... preferiria isso a ter que (re)mexer nas entranhas. 

A dada altura das nossas vidas todos nós enfrentamos a perda. A perda de alguma coisa que pensávamos ser-nos própria ou a perda de nós próprios. E torna-se (muito) complicado existir e resistir nessas condições. São os nossos "amores de perdição" que nos tiram o tapete [e não me estou a referir aos amores carnais]. Estou a referir-me ao que nos faz correr o sangue nas veias. Ao que nos faz ter orgulho em nós. Ao que nos faz amarmo-nos por aquilo que somos. A perda, essa malvada, é capaz de despoletar guerras interiores que duram anos, mas é incapaz de nos tornar mais fortes. Os amores de perdição levam-nos todos ao mesmo caminho: à tão somente perdição.

E descobrir, num dia banal como todos os outros onde é que eu me tinha perdido deixou-me feliz. Orgulhosamente feliz. Pelo menos já sei onde fiquei. É ali, naquele exacto momento da minha vida onde eu estou. É ali que está a mulher que eu queria ser. É ali que está a mulher que me fez feliz, que me fez ter orgulho de mim própria, que me fez de carne e osso, e não um bloco de gelo maciço. Foram anos de perda para num dia, cinzento e sombrio, descobrir-me. Foram anos de sobrevivência até voltar a sorrir-me com a lágrima no canto do olho. Avistar-me de novo foi das sensações mais poderosas (e mais felizes) dos últimos anos. Era isto que eu queria. Era por isto que eu ansiava. Era isto que me faltava, que se me perdia.

O meu coração voltou a expandir-se mais um bocadinho depois de meses constrangido. Dilatou, como em tempos costumava dilatar. Encheu-se de ar como é normal encher-se. E deixou sentir-se, ao de leve, bater. Pela primeira vez em muito tempo sinto a esperança ganhar ao desespero. Era isto. Era tão isto. Era mesmo isto... finalmente.

Ps.- Em breve conto-vos a estória dos postais e das cartas que estão na fotografia... 
Até lá, façam o favor de serem felizes!
[imagens: ccstylebook]