#A Teoria de Tudo

quinta-feira, fevereiro 19, 2015



Já muita gente minha tinha falado deste filme [e eu confesso... andava doidinha para vê-lo]. Uma colega de trabalho foi a primeira a recomendar-mo: "toda a gente pensa que é um filme lamechas, daqueles que fazem uma pessoa chorar baba e ranho, mas não é nada disso, muito pelo contrário, é um filme super bonito com uma mensagem muito positiva, é verdadeiramente contagiante!". Com uma descrição assim fiquei ainda mais entusiasmada com a ideia de ir ao cinema. A minha irmã também o viu e quando trocámos impressões disse-me: "adorei, é um filme leve, uma 'estória' muito bonita e por acaso não deitei uma lágrima" . Chorar ou não chorar sempre foi para mim uma boa forma de avaliar o quanto é que as estórias nos tocam... E só vos digo uma coisa, não sei o que é que se passa com estas mulheres, mas eu saí da sala de cinema com o eyeliner (ainda) mais torto do que aquilo com que tinha entrado. Chorei "bagada d'água" em bom terceirense.



O filme de facto não é um dramalhão, não é, mas para quem chora a ver as entrevistas do Alta Definição, não é de estranhar que faça o mesmo quando assiste à biografia do Stephen HawkingA Teoria de Tudo é um drama romântico, [e sublinho romântico com muita convicção], inspirado no livro "Travelling to Infinity: My Life with Stephen Hawking" escrito pela 1ª mulher de Stephen, Jane Wilde Hawking. No grande ecrã, o casal é protagonizado por Eddie Redmayne e por Felicity Jones e sem ter visto outros filmes nomeados para os Óscares, arrisco-me a dizer que a nomeação para melhor actor cai que nem uma luva a Eddie. Juro que vão ficar impressionados com a grandiosidade da interpretação do actor... capaz de mos fazer ficar duplamente apaixonados: pelo Stephen e pelo próprio Eddie.



É uma estória verídica no seu estado mais puro, cuidadosa em não agredir a sensibilidade dos telespectadores, mas elegante ao fazê-la despertar. É uma "lição de vida" comovente, humilde, e sobretudo, inspiradora. Levou-me às lágrimas e desapertou-me o coração, mas não me arrependo nada... Que belo momento [e que bom saber que é sobre alguém que ainda está entre nós quando aos 21 anos só lhe deram 2 anos de vida]. Será o amor a resposta à teoria de tudo de Stephen Hawking? Não sei, mas acredito que sim... sem nunca perder de vista aquilo que nos prende à vida, «However bad life may seem, there is always something you can do , and succeed at. While there is life, there is hope.»

[imagens: google]

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7 comments

  1. Ainda não vi mas, quem sabe hoje seja então o dia de ver! Estou ainda mais entusiasmada com a descrição. Parece muito lindo e o melhor de tudo é bem real! Beijinhos CC!

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  2. CC, fui ver ontem "O meu nome é Alice" e fiquei tão sensível, tão pensativa, tão consciente de que pode acontecer a qualquer mulher. Um filme a não perder.
    Hoje, na hora do almoço, falava com a minha sobrinha sobre os filmes em exibição, e ela falou-me da "Teoria de Tudo" que foi ver no fim de semana com a mãe.
    Ela tem 16 anos e disse-me isto "Raramente choro num filme, mas desta vez chorei" .
    Eu sou uma chorona, não tenho vergonha de chorar onde quer que esteja, desde que o que me dizem, vejo, ouço sei lá, mexa comigo.
    E a respeito do Alta Definição, que raramente vejo, quando me lembro de ver, ui, é ver-me as lágrimas caírem do meus rosto.
    Bom, mas isto para lhe dizer que estou decidida, talvez amanhã à tarde, ver este filme aqui muito bem partilhado por si.
    Um beijinho

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    1. Ainda bem que não a única a chorar com as entrevistas do Alta Definição :P
      Esse será o 2º filme que quero ver, mas acho que não consigo antes dos Óscares!
      Não deixe passar a oportunidade de ver "A Teoria de Tudo"! Beijinho

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  3. Vou hoje , sem falta.

    Beijiho

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  4. Sem dúvida, um grande filme uma lição de vida, uma história de amor e luta.
    Adorei e digo-lhe, como previa, silenciosamente, as lágrimas caíam rosto abaixo e percorriam o pescoço.
    Vim para casa a pensar no quão a mente é forte e capaz de tudo (adorei aquela parte em que a caneta de uma jovem que assistia à conferência caiu ao chão. A capacidade psicológia deem imaginar que era capaz de se levantar da cadeira e apanhar a caneta. Provou que a mente humana é capaz de tudo e isso é que lhe dava a coragem e força para continuar.
    Óbvio que a esposa teve um papel crucial na sobrevivência deste homem, ainda entre nós.
    Qualquer pessoa dificilmente aguenta uma traqueostomia.
    São estes filmes que me apaixonam e me fazem entender que podemos viver bem com o pouco que temos.
    Um beijinho, CC.

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    1. Que bom que gostou Maria! E sim, é mesmo uma grande lição, podemos ser felizes com tão pouco... Beijinhos e bom fim de semana ;)

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