#a vida aos 30

#Estou pronta para ser repatriada

terça-feira, março 31, 2015

O primeiro avião da Tap avariou [graças a Deus, nosso Senhor, que ainda estava em terra!]. Voo cancelado. O segundo avião saiu da Terceira com uma hora de atraso [podia ter sido pior...12 anos de viagens em cima do lombo não abonam muito a favor da Tap]. Cheguei a Lisboa eram 2 da manhã. Jantei um pão com chouriço que o J me comprou na Merendeira da 24 de Julho. Hoje acordei às 8:30. Cheguei a casa agora. Atropelei a mala de viagem que ficou de ontem para hoje no meio da cozinha [e por aí há-de continuar até eu ter forças para a desfazer]. Tenho pertencentes espalhados pelos 30m2 da minha petite maison [o mais difícil mesmo é encontrar o par de cada meia]. O frigorífico está vazio. Jantei morangos. O homem já foi para a sua morada, lá no campo. Fiquei sozinha na cidade. Estou K.O [e amargurada q.b]. Se não for pedir muito, podem repatriar-me sff?! Enquanto isso vou empinando a garrafa de Favaíto que restou do Natal... Dias não são dias.

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#kima maracujá

#Kima Maracujá Gourmet

domingo, março 29, 2015


«À mesa de um restaurante na ilha de São Miguel, serviam-se queijos da região e cataplana de peixe. Um menu banal para os açorianos, mas exótico para Konstantin Kazban, pouco habituado a tanta variedade nas ementas de São Petersburgo. O empresário russo, de 44 anos, estava de férias mas não conseguia abstrair-se do potencial de negócio do refrigerante de maracujá que lhe serviam nos Açores. Primeiro fixou-se no rótulo da garrafinha verde: tinha ingredientes naturais? Sim. Depois deu o primeiro golo: a acidez e o açúcar estavam na medida certa? Nem mais. Teve uma ideia: que tal convertê-lo num produto gourmet? Até o nome soava vagamente a russo! 


Chama-se Kima e é uma bebida típica produzida pela Melo Abreu – fábrica de cerveja a funcionar em Ponta Delgada desde 1893. Nas ilhas, é a antítese do conceito gourmet. Vende-se em qualquer tasca ou café, a cerca de 50 cêntimos a garrafa pequena, e tem um consumo tão vulgar quanto a bica no continente. Este mês chega a São Petersburgo o primeiro contentor, por via marítima, com 13 mil litros de Kima, em garrafas de um litro, 0,25 l e 0,33 l. Entre 15 e 18 de Setembro, o refrigerante voltará a ter destaque na feira de alimentos de Moscovo, a World Food Moscow

Parece-me muito bem. Kima Maracujá com vodka russa deve ser de alucinar!
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[fonte: via

#a vida aos 30

#Ainda bem que eu tenho um homem do campo

sexta-feira, março 27, 2015

Se um dia eu tiver filhos vou querer muitas coisas para eles [qual é o pai que não quer?]. Vou querer que eles cresçam exactamente como eu cresci, [se calhar é por isso que a coisa anda adiada]. Vou querer que eles sejam crianças como deve ser... e para mim ser criança como deve ser é uma espécie de romance bucólico.

Vou querer que eles se sujem de terra até às orelhas. Vou querer que eles comam erva azeda. Vou querer que eles berrem desalmadamente quando se picarem numa urtiga. Vou querer que passem horas a catar trevos de quatro folhas. Vou querer que façam sopas de terra. Vou querer que bebam grandes pirolitos de água salgada. Vou querer que corram desesperados atrás da galinhas. Vou querer que apertem os bigodes aos gatos. Vou querer que coleccionem caracóis. Vou querer que rebolem na erva sem parar. Vou querer que gostem de toiros como a mãe. Vou querer que se divirtam a contar estrelas no céu nas noites de Verão e vou querer que se enrolem no sofá, no meu colo, nos dias de Inverno. E vou querer que o nome violeta não seja para eles mais do que o nome de uma flor

[meu Deus, será que isto são os primeiros sinais do meu relógio biológico?!!! ou é apenas uma saudade apertada da infância açoriana?!].

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#alma terceirense

Diz que é uma espécie de vocabulário

sexta-feira, março 27, 2015

Passar algum tempo em casa, [leia-se Açores], provoca danos irreversíveis no meu bom português. A partir de agora, qualquer semelhança fonética com as seguintes expressões não será certamente [pura] coincidência.

"É uome" [é homem] as minhas férias tão a acabá... apetece-me "guindar" [atirar] tudo ao ar! "Estou bem amanhada!" [estou num sarilho]. Era mesmo só mais uma "nesga" [um pouco]. Não estou com muito vontade de "arreganhar" [mostrar os dentes] àquela gente do continente. Aquilo é o "demoino" [mau]. Tem umas coisas "requinhas" [giras], mas também tem muita gente "rebenditeira" [vingativa]. Às vezes apetece-me metê-lhes os "gadanhos" [mãos] bem à volta do pescoço! Estes dias foram "poderios" [muito] de bons, mas agora tá na hora do "pega direito" [desaparecer]. Custa a acreditá, mas é "meme de veras" [a sério]. Agora é passá "fominha negra" [muita fome], jantá papo-secos [carcaças] ... e dá de caras com "pencas" [narizes] torcidas todos os dias! "Tão muito mal enganados" [enganam-se redondamente]... é chatearem-me muito que eu vou-lhes à "cramalheira" [queixo]  e às "gadelhas" [cabelos]. Vou precisá de muita "água de arroto" [água das pedras] e poderios de paciência se não ainda me dá um "rár ataque" [ataque do coração]... Isto na tem "tafulho" [solução], mas já minha avó dizia, "gente tola e toiros, paredes altas".

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#educação de infância

#Antes morrer livres que em paz sujeitos

quinta-feira, março 26, 2015













Durante estas férias tive a oportunidade de fazer uma coisa diferente... Desafiaram-me a passar um dia na companhia dos mais pequeninos, e apesar dos [meus] receios iniciais, o saldo foi [muito] positivo! Valeu mesmo a pena! Fui convidada a entrar em acção na Colónia de Férias da Páscoa organizada pelo departamento de Reabilitação na Comunidade da Associação Salão Teatro Praiense. 

O desafio veio de uma pessoa que me é muito querida, a minha irmã, que juntamente com uma equipa de técnicos, sob coordenação da Dr.ª Márcia Canha, promovem uma série de iniciativas que têm como objectivo potenciar o desenvolvimento infantil de várias crianças do concelho da Praia da Vitória. 

O dia começou com uma visita ao Castelo de São João Baptista, uma fortaleza com anos de história situada na península do Monte Brasil [acho que eu estava mais entusiasmada do que as crianças!]. Almoçámos no parque da reserva natural do Monte Brasil e a seguir gastámos algumas calorias no Bowling de Angra do Heroísmo. No final do dia demos asas à liberdade no Parque Municipal do Relvão [por esta altura confesso que já precisava de um Advil para as dores de cabeça!].

Resumindo, apesar de todas as maleitas [dores de cabeça, dores nos pés, dores nas costas, roupa suja, cansaço], foi muito divertido participar nesta actividade. Não raras vezes julgamos mal e indevidamente o trabalho pouco visível das pessoas que cuidam dos nossos, vossos filhos, mas se tivessem oportunidade de testemunhar o que eu testemunhei iam com certeza perceber que se ser mãe já é por si só uma tarefa (ingrata) e difícil, ser educadora de infância é tudo isso a triplicar.

Um obrigado e um bem-haja à Tânia, à Márcia, à Elisabete, à Catarina, à Mónica e à Jéssica [eu não teria jeito nenhum para fazer o que vocês fazem]. E às crianças, um beijo enorme por tudo aquilo que me deram, gratuita e carinhosamente.

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#a vida aos 30

#Epifanias e Ventanias

quarta-feira, março 25, 2015

Uma pessoa anda 1 ano e meio a escavar um buraco num túnel sem ver a luz... Vem a casa, e de repente, tem "ideias" para preencher os próximos 3 séculos. Está comprovado que o cheiro a merda de vaca faz-me mesmo falta.

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#açores

#Natureza Autêntica II

quarta-feira, março 25, 2015







Continuo a investir nas minhas caminhadas. Resultado: duas bolhas gigantes em cada pé.
É nisto que dá andar com as sapatilhas da irmã... ainda assim, ninguém nos pára.
Estas paisagens merecem. E nós também.
(Zona Balnear das Escaleiras - Vila Nova)

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#açores

#Algumas (pequenas) vantagens em ser-se Açoriano

sábado, março 21, 2015


Eis a lista de alguns caprichos a que só os açorianos têm direito:

1. Não há trânsito (quando muito há uma manada de vacas perdidas no meio do caminho). Existem poucos semáforos (e os que existem às vezes nem damos por eles). Estaciona-se quase sempre à porta de casa e as nossas rotundas comparadas com a do Marquês parecem miniaturas em lego. Os carros podem ficar abertos porque as pessoas não tem por hábito roubar e os polícias só passam multas a quem não é amigo ou parente deles [só com esta entrada vocês já estão cheios de inveja, né?].

2. Nas ilhas não é necessário utilizar despertadores. Quem tiver vizinhos com uma boa capoeira, entre as 4 e as 6 da manhã dorme pouco [e os galos da Terceira, esses posso garantir-vos, têm todos a opção "snooze"... não há maneira dos bichos calarem o bico!].

3. Os telejornais e as telenovelas passam sempre uma hora mais cedo do que no continente. A gente deita-se primeiro do que a população em geral, mas sempre bem informados, e em vez de vermos só uma telenovela, conseguimos, com jeitinho, ver duas ou três. À conta disso, as audiências estão sempre bem distribuídas pelos principais canais nacionais.

5. Os serviços de estética e cabeleireiro custam menos 50% do que em Lisboa... [é o paraíso meninas, não é?!]. O preço que eu pago pelo buço no continente dá para duas pernas inteiras na Terceira. Cada vez que vou à esteticista em Lisboa, benzo-me sempre com a mão canhota, valha-nos Deus Nosso Senhor as inflações a que somos submetidos [se calhar não é por acaso que as mulheres portuguesas sempre foram famosas pelos seus bigodes... a depilação está cara, é o que é].

6. Não temos padarias com nomes franceses, nem sumos detox verdes, nem brunchs tardios, mas um papo-seco custa 0.17€, um café 0.60€, uma mini 0.80€ e o tabaco nem sei porque não fumo, mas assumo que a diferença seja bastante grande [e não, não aceito encomendas porque ficava retida na alfândega quando voltasse para trás, obrigada pela compreensão].

7. Há peixinho fresco quase todos os dias, espécies de marisco que não existem noutros lugares do mundo e vaquinhas pretas e brancas que dão leite, carninha, queijo e manteiga muito saborosos.

8. Não temos muitos centros comerciais, mas temos uma loja do chinês em cada esquina. Querem moda mais internacional do que aquela que vem do outro lado do mundo?

9. E temos uma alma bem grande, capaz de resistir aos apagões, às falhas de electricidade, à internet lenta, aos aviões que não aterram por causa do vento ou de nevoeiro e às comadres de esquina que sabem da vida de toda a gente. Vive-se bem, melhor do aquilo que vocês pensam, mas agora com as low-cost a invadirem os Açores não comecem todos a vir pr'a cá, ok?! É que a gente somos muito ciosos daquilo que temos. Obrigada.

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#a vida aos 30

#Sinal de Alerta

sábado, março 21, 2015

O papi soberano anunciou a intenção de se reformar. Eu a e minha irmã temos a cabeça a prémio... Ou o nosso relógio biológico acelera ou por este andar... somos deserdadas [mas tenho cá pr'a mim que se o FCP ganhar a Champions League ele até é capaz de esquecer o assunto por mais uns meses!] Lopetegui vê lá se nos consegues mais uns descontos que isto ainda não é hora de marcar penaltis!

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#a vida aos 30

#3,2,1...On Air!

sexta-feira, março 20, 2015


Vir a casa também é isto... Não que eu seja uma saudosista inveterada, mas faz bem à alma recordar o tempo em que as paixões eram maiores do que os medos [nesta altura ainda não tinha desistido das nuances louras...   a prova de que idade só traz bom gosto a uma mulher].

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#açores

#Apresento-vos a Canada da Bezerra

quinta-feira, março 19, 2015


Eu sempre fui uma menina da cidade, mas nunca senti o meu coração bater por Lisboa [apesar dos 12 anos de estórias que lá nasceram (e que prometem continuar até ordens em contrário)]. Quem nasce nos Açores, só sente o sangue correr nas veias quando põe o pé fora do avião e leva com o vento, [e com o cheiro a terra molhada], nas ventas. Sempre vivi em cidades. Diferentes, claro. Os meus pais quando casaram foram morar para casa da minha avó paterna. Mais tarde, mudaram-se para casa da minha avó materna, [eram um bocado hippies, portanto], e em 1980 ficaram sem tecto quando um sismo dos grandes arrasou a Terceira

A primeira casa em que me lembro de viver era pouco maior do que a minha actual petite maison. Dividia o quarto com a minha irmã, embora os 5 anos que nos separam tenham transformado a nossa adolescência numa verdadeira batalha campal, ainda assim compensava morar na cidade... Sentia-me livre porque estava perto de tudo e porque não dependia de ninguém: ia a pé para todo o lado, para a escola, para a praia, para o cinema e para as noitadas também. 

Quando tinha 18, o meu pai enfiou-nos às 3 no carro, estilo missão militar, e levou-nos num passeio surpresa, [oh oh oh], até uma casa sinistra, semi-abandonada, no meio do nada. As ervas daninhas do jardim escondiam a fachada da casa, azul fluorescente. Abriu a porta empoeirada, mostrou-nos as divisões uma a uma e aguardou em silêncio os nossos pareceres. A minha mãe encolheu os ombros [acho que ela se assustou com o tamanho das divisões, iam dar muito mais trabalho a limpar]; a minha irmã franziu o sobrolho e o primeiro pensamento que me ocorreu foi: "a minha vida social acabou se eu vier viver para aqui"... [preocupações muito próprias da idade].



Todas achámos que o meu pai, aos 40 e muitos quase 50 estava louco, senil e quiçá um bocadinho fora de si, mas como ele é mais teimoso do que uma mula, decidiu, em poucos segundos, e com muita convicção: "óptimo, ainda bem que vocês não gostam, é esta mesmo que eu vou comprar!"[vêem como se vive bem numa democracia?]. Não me custou muito abandonar as memórias da casa da cidade, nessa altura estava na faculdade (em Lisboa) e não pude participar na mudança, mas as primeiras idas a casa não souberam de facto a idas a casa. Para não falar no desespero que era abrir um armário à procura de um prato e dar com o das panelas... Sentia-me uma completa estranha. Sentia-me uma turista dentro da minha própria casa. Sentia que eu não pertencia a este lugar e que este lugar nunca me pertenceria. 

As noites também se tornaram complicadas. Pela primeira vez na vida, aos 18 anos, tinha um quarto só meu... e agora quê? Nos primeiros meses não consegui lá dormir, dormia no da minha irmã, até que me fui habituando à ideia e me fui adaptando às evidências [se bem que ter quartos separados não nos impediu de ter alguns arrufos diários]. Admito que no inicio a luz do corredor tinha de ficar acesa... 







Hoje em dia, passados quase 13 anos, nas tardes de Verão, quando nos sentamos no alpendre da casa, depois de uma ida à praia, a comer um bom peixe grelhado e a beber um bom copo de vinho, acompanhado pelo som dos grilos, admitimos em silêncio que sair da cidade para vir morar no campo foi uma das melhores decisões que o meu pai alguma vez tomou.

É desse "deserto" tão cheio de tudo do qual eu muitas vezes tenho saudades e ao qual eu preciso vir de tempos a tempos para ganhar forças e recarregar energias...my precious! Acho que nunca ninguém vai perceber um açoriano sem passar uns bons meses nos Açores. A vida aqui ganha outro significado, mesmo que estejamos encerrados numa ilha, cercados pelo mar. Nunca me senti tão livre na vida... sinto-me como um passarinho fugido da gaiola. Sabe tão bem...



I'm such a lucky lucky lady! O meu pequeno paraíso é isto. Autêntico. Avassalador. Simples. E ainda bem que a teimosia do meu pai, muito bem herdada por mim, se sobrepôs a qualquer receio maior. Hoje vou poder agradecer-lhe, porque estou junto a ele, na casa que ele decidiu comprar, contra todas as opiniões femininas da família [um homem com muitas mulheres em casa sofre p'ra déu-déu]. Que todos os dias do pai fossem comemorados assim. Seria óptimo.

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#cc favorite things

#Vencedor do Passatempo She said Yes Jewellery

quarta-feira, março 18, 2015

Meninas, desculpem a demora, mas já temos o nome da vencedora do passatempo que realizámos em parceria com a She said Yes Jewellery! Obrigada pelas vossas 103 participações! Infelizmente só podemos atribuir o prémio a uma pessoa, mas a She said Yes Jewellery tem imensos colares, personalizáveis para cada uma de vocês... Não percam a oportunidade de espreitar a página! A vencedora do colar foi a Cristina Pinheiro [link de partilha aqui]! Vamos enviar um email com os detalhes da entrega do prémio! Parabéns!

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#antónio bulcão

#As 50 Pombas de Grey

quarta-feira, março 18, 2015


Nota: na página de facebook do Munícipio da Praia da Vitória, ao qual muito honradamente eu pertenço, lê-se a seguinte notícia: "Nos dias 13, 14 e 15, estiveram, no Auditório do Ramo Grande, 901 pessoas (1.6% da população da ilha) a assistir ao filme "50 Sombras de Grey" [será que este êxito de bilheteira se deveu ao equívoco que algumas pessoas cometeram relativamente ao título do filme?] Só na minha ilha é que as pessoas têm esta espiritualidade. "Pai, filho e pomba." Amén.

#aluguer de maridos

#Alugam-se maridos à hora

sexta-feira, março 13, 2015

Ora aí está uma notícia que interessa [sobretudo ao público feminino]:

«A administração da cidade de Moscovo quer oferecer aos seus habitantes um novo serviço social que consiste no aluguer de maridos à hora [e eu que achava a minha ocupação profissional das mais originais]. A iniciativa, avançada pelo jornal “The Moscow Times”, será gratuita para famílias com dificuldades económicas e estará disponível em troca de um custo reduzido para todas as outras. O serviço de arrendamento de maridos já existe no sector privado e, segundo explicou o chefe de serviço de protecção social da Câmara de Moscovo, estes homens poderão realizar tarefas que, na sociedade russa, são “trabalho do homem”, como arranjar uma torneira ou colocar prateleiras [e quiçá, desentupir alguns canos... desculpem, mas não resisti à piada fácil!].
“Husband For An Hour Moscow” (Marido por uma hora em Moscovo) é uma das várias empresas de aluguer de homens na capital russa. No site, pode ler-se que estão disponíveis “homens jovens e fortes com várias capacidades técnicas” [já que é para substituir maridos ao menos que as clientes possam escolher produtos sem defeito] para trabalhos de faz-tudo [é bom que façam mesmo... a publicidade enganosa é um perigo!]. O anúncio visível no site faz uma clara referência à desigualdade de sexos: “Passou muito tempo numa loja a escolher iluminação para o corredor de sua casa. Mas é uma mulher bonita com uma manicura acabada de fazer e não está preparada para usar o berbequim [mas na Rússia ninguém vai ao Ikea? aquilo monta-se tudo sem berbequins!] Quem é que pode chamar? Homens assertivos que serão o seu marido por uma hora [a assertividade num casamento dura portanto 60 minutos/dia].” Ainda assim, são as famílias jovens ou os idosos quem mais recorrem a este serviço [ao que parece as russas estão bem servidas, obrigada].»