#Porque é que os soutiens têm nomes de mulheres?

quarta-feira, março 11, 2015

Há uma coisa que sempre me fez espécie no mundo da lingerie: a maioria dos soutiens têm nomes femininos [como se memorizar o nome de 60 clientes por mês já não fosse suficiente]. Os nomes de baptismo das obras primas da "engenharia civil mamária" não costumam ser lá grande coisa... Rebecca, Lucy, Lori, Karen, Lola... Soam-me todos a red light district [para não lhe chamar outro nome]. Percebo que a ideia seja criar um certo tipo de identificação pessoal com cada peça, mas a mim ninguém me vendia um Lucy [cada vez que o pronuncio lembro-me sempre da Luciana Abreu].

Se é para causar frenesim entre as mulheres [e não só], a lingerie deveria evocar nomes de grandes divas... Audrey, Coco, Marlene, Bardot, Twiggy, Loren, Marilyn, Taylor, Grace... O que as mulheres não dariam para terem 50% da classe destas senhoras. Ainda assim, e porque ideias nunca me faltam, eu acho que era capaz de ser mais apelativo dar nomes masculinos aos soutiens. Era uma aposta ganha, garanto-vos. Ora imaginem lá as coisas desta forma:

Quando as clientes chegassem à loja e eu lhes perguntasse "então o que é que vai ser desta vez?" elas podiam ir directas ao assunto: "oh minha querida hoje quero um Clooney, o que mais poderia ser?", ou então, "dê-me um daqueles, um Il Divo, hoje apetece-me ir do contralto ao soprano", ou "arranje-me um Santoro... ando com uns afrontamentos tropicais"... Tinha muito mais piada, não tinha? Eu pelo menos considero esta sugestão, [a de acrescentar alguma testosterona ao mundo encantado da lingerie], uma estratégia de marketing bastante apelativa. 

Qual é que eu escolheria para mim? Um Bond claro. Quando se trabalha para os serviços [ultra] secretos, em missões [quase] impossíveis, é disso que se precisa. No guts, no glory. Au revoir!

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