#cc favorite things

#Passatempo Spartoo.pt

quarta-feira, abril 29, 2015


Não sou só eu que faço anos e recebo prendas! Os meus leitores também merecem miminhos! Vamos a mais um #ccfavoritethings?! Desta vez estou a oferecer-vos um vale de compras no valor de 50€ para ser utilizado no site de vendas online Spartoo.pt!

Para se habilitarem ao sorteio têm de preencher os seguintes requisitos: 1) serem fãs da página de facebook do CCSTYLEBOOK aqui; 2) serem seguidores do blogue através do Google Rede Social; 3) partilharem publicamente o passatempo; 4) preencherem correctamente o formulário abaixo disponibilizado.




Atenção: será apenas permitida uma participação por endereço de email [participações repetidas não serão consideradas válidas]. O vale de compras só poderá ser usufruído mediante desconto directo efectuado no site de vendas da Spartoo. Para usufruir do vale, o vencedor deverá abrir uma conta pessoal na mesma plataforma. As condições de compra de qualquer produto deverão ser consultadas no referido site. O vencedor será escolhido aleatoriamente através do random.org. O passatempo decorre a partir de hoje até 8 de Maio! Boa sorte!

##depressão

#Isto é que foi um 31!

segunda-feira, abril 27, 2015



Os 30 foram uma viagem de longo curso acidentada [motherfuckers!]... mas compreendo e reconheço a necessidade de ter sido obrigada a mudar a minha forma de pensar. Existem anos [ou idades] que não são de todo aquilo que [mais] desejámos, mas na altura do "vamo' ver" acabam por ser exactamente aquilo de que estávamos a precisar [hummm, desta vez o discurso é bem mais optimista do que o do ano passado].

Estou de telefone na mão porque acho que existem algumas coisinhas importantes que todos vocês deviam ficar a saber... Nós esquecemo-nos [muitas vezes] que somos seres humanos. E infelizmente a morte ensina-nos que nenhum de nós vive eternamente. Não fomos feitos de ferro, fomos feitos de carne e osso... Passamos metade das nossas vidas com armaduras ridículas que impedem que os outros cheguem até nós, e que na esperança de nos tornarem guerreiros, fortes e robustos, enfraquecem-nos a olhos vistos. 

O meu corpo arranjou uma forma muito engraçada de me pregar uma partida... de me avisar que os níveis de defesa estavam tão altos que eles próprios se tornariam numa ameaça para mim. Alguma das pessoas que me lê já teve ataques de pânico e/ou crises de ansiedade? Pois foi assim que tudo começou...

Comecei a não ser capaz de tolerar transportes públicos, espaços muito cheios de gente, lojas, [e não, isto não é uma piada irónica], e tudo o que implicasse estar no meio de pequenas multidões. Tornei-me um bocadinho ainda mais anti-social do que aquilo que eu já era... Sentir que não temos o controlo da nossa vida e do nosso bem-estar deixa-nos um bocadinho apreensivos. Deixei de me afastar da minha área de residência, deixei de ir ao supermercado porque não aguentava a espera nas filas do caixa, deixei de ir a convívios com amigos por causa da claustrofobia, das cólicas, do estômago, da cabeça, enfim... deixei de desfrutar da vida como se deve desfrutar dela.

E as pessoas não são nada sensíveis a estes temas... Basta verem-nos com um batom na boca e com o cabelo lavado para acharem que estamos de saúdinha. Cansei-me de não saber quem eu era. Ou melhor, cansei-me por saber que algo me estava a impedir de voltar a ser quem eu era. A depressão, a ansiedade e os ataques de pânico não são sinais de fraqueza, são sinais de termos tentado mantermo-nos fortes de uma forma demasiado longa.

Pedi ajuda. E fiz aquilo que a minha psicóloga me recomendou: "encha-se. encha-se de outras coisas. encha-se com todas as paixões que tem. encha-se com aquilo que mais gosta. encha-se com o que lhe faz correr o sangue nas veias. encha-se". Eu achava muito honestamente que o meu problema era estar cheia demais, demasiadas crises, demasiadas interrogações, demasiadas frustrações, mas afinal de contas estava enganada... Tinham-me esvaziado, tinha-me esvaziado.

E é assim que as vidas mudam. Mudam quando voltamos a nós. E sentar-me aos dias de hoje num banco de um autocarro sem começar a hiperventilar e sem me "botá porta fora" significa muito para mim. Significa a minha vitória sob mim própria, sob os meus medos e sob as minhas incapacidades. Quando a gente deixa de se amar e entrega essa responsabilidade aos demais, corremos o risco de nunca descobrir o valor que temos. Desta vez não vou planear. Não vou definir. Não vou esperar que sejam os outros a validarem e a definirem aquilo que eu sou. Não vou esquecer o que passei. Vou encher-me. O mais que puder. Com o que a vida tem de melhor. Venham eles! Os 31,32,33,34,35... quando chegar aos 40 logo se mudam as etiquetas do blog.

[imagens: ccstylebook]

#a vida aos 30

#Há gente que fica na estória da gente

quinta-feira, abril 23, 2015

Se me ligam antes do relógio despertar não é bom sinal. Há uma espécie de código de conduta na minha família: ninguém liga a ninguém de manhã. É por isso que quando o telemóvel toca, em horas que não devia tocar, toda eu tremo. O coração de um açoriano que vive fora dos seus é um coração frágil... Grande demais para aguentar a distância, mas demasiado pequeno para adormecer a dor.

Já me tinha acontecido duas vezes. Das duas vezes foi o meu pai que me ligou. Foi sempre a ele a quem tocou dar as más notícias. E de ambas as vezes não se lhe reconhecia a voz. Depois do telefonema há um ritual que custa muito seguir... Fazer as malas, ir para o aeroporto, percorrer no tempo duas horas e meia, e por fim, juntar-me aos que mais amo para me despedir dos que mais amo. 

A família do meu pai tinha um negócio: uma pequena agência funerária. Sempre convivemos lado a lado com a morte e isso nunca nos fez impressão. Eu gosto de estar perto dos meus mortos, de beijá-los na face, nas mãos... de atrasar o momento em que a urna se fecha e se encerra para sempre a presença dessa pessoa neste mundo.

Hoje o telefone tocou fora de horas. Quando a minha avó paterna morreu, uma parte muito grande do meu pai morreu com ela. E hoje, tenho a certeza de que a outra parte que lhe restava também partiu. Morreu-me um tio. O irmão mais velho dele. A única pessoa da família dele que não tinha vergonha em ser da família dele. E a única pessoa que ainda representava família para ele. 

Tenho o coração partido em mil pedaços. Pelo meu tio. Pelo meu pai. Pelos meus primos. Por quem nesta vida não consegue pedir perdão. Por quem não consegue dar a outra face. Por quem não consegue amar. E por quem não se deixa amar. Quero acreditar que o meu tio foi para um lugar muito melhor do que aquele em que todos nós estamos. Quero acreditar que voltou aos braços da sua mãe, e do seu pai. E quero acreditar que aquilo que ele deixou dele entre nós será o suficiente para vivermos com a única coisa que se tem na vida: amor. Amor que nunca acaba. Que nunca acabará.

A última conversa que tive com ele foi quando estive nos Açores recentemente. Disse-me que este ano a coisa estava complicada para viajar por causa do joelho da minha tia. Tinha pena, mas tinha de se ficar pela ilha, embora no próximo ano as coisas já estivessem preparadas para eles darem uma voltinha, um passeio jeitoso.

Sinto-me horrível por não poder estar lá. Sinto-me desfeita. Sinto-me impotente. Sinto que estou em falta. É uma sensação terrível não poder amparar as lágrimas do meu pai, nem poder abraçá-lo e dizer que está tudo bem. Escrever ajuda-me como podem ver. Ainda bem que chegaste tarde à nossa vida, mas chegaste. E espero que um dia a gente se encontre para dar um passeio jeitoso. Até lá, descansa em paz.

#despedir-se

A loucura dos 30 [e quase 1]

quinta-feira, abril 16, 2015

[ah maldito coração, quando é que perdes a mania de te meteres em tudo o que eu faço?]
Em Setembro de 2012 escrevi-vos isto:

«Na semana passada passaram 6 meses desde a minha entrada neste último projecto. Pela 1ª vez na vida estou a gostar de trabalhar com mulheres! Quando entrei para uma equipa constituída por mulheres na sua totalidade tive um pensamento imediato, "Quanto tempo é que isto vai durar?". O meu trabalho tem-me ensinado a dar todos os dias. É um esforço constante. Repete-se a cada 30 minutos, com clientes sempre diferentes. Os sorrisos reciclam-se e a energia regenera-se. Cada uma das mulheres da minha equipa tem traços da personalidade mais vincados, e eu estou maravilhada com esta relação de amor. Como é que podemos ser tão diferentes e darmo-nos todas tão bem? Não sei, não faço a mínima, mas que resulta, resulta. (...) "Apertar mamas o dia inteiro, não é para qualquer uma!". Nós somos especiais. Eu própria tenho receio quando entra alguém que conheço na loja. Tenho receio, mas não tenho vergonha. Eu nunca deixei de ser quem sou, nunca deixei de ser a pessoa que era antes de trabalhar numa loja. No fundo, acho que a vida me brindou com muita coisa boa!!»

[o entusiasmo de principiante é das drogas mais lixadas que uma pessoa pode consumir na vida]
730 dias depois, em 2014, escrevi-vos isto: 

«Ora então, o que é que aprendi ao fim destes 730 dias a trabalhar com público? Imensa coisa. Mais do que nos outros anos todos, arriscar-me-ia a dizer. Aprendi a controlar melhor o meu génio (ainda que isso seja um exercício demasiado difícil para a minha pessoa), aprendi a desenvolver melhor as minhas competências como comunicadora, aprendi a dar mais do que aquilo a que estava acostumada a dar, e aprendi a ser mais forte, mais do que aquilo que eu imaginava ser. Eu deixei de gostar do meu trabalho no dia em que me impediram de contar "estórias". Deixei de cuidar dele como cuidava dantes. Deixei de acreditar nele como acreditava antes. E aos poucos e poucos fui aguentando o adeus de par em par de pessoas que eram a "minha equipa". Aprendi, sobretudo, que um trabalho não nos pode mudar assim tanto. E aprendi que há coisas que não têm preço. Aprendi ainda que esta tem sido uma das maratonas mais longas da minha vida... e aprendi o quão importante é mantermo-nos fiéis a nós mesmos, do principio até ao fim, mesmo que isso implique bater o pé as vezes que for preciso. Se sou feliz a fazer o que faço?! Bem... não sou infeliz, mas enough is enough!»

[resumidamente é isto: “I've learned that people will forget what you said, people will forget what you did, but people will never forget how you made them feel.”] Maya Angelou


Hoje escrevo-vos o seguinte: faltam 6 dias para encerrar este capítulo. Despedi-me.

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#a vida aos 30

#Coleguinhas armados em técnicos de recrutamento

segunda-feira, abril 13, 2015

E quando os colegas de faculdade, bem sucedidos na carreira, aparecem na loja e nos vêem?? "Mayday, Mayday Houston we have a problem"! Das poucas vezes em que isso me aconteceu foram eles que ficaram mais incomodados do que eu, mas tal como vos escrevi no post anterior, [todos os trabalhos são dignos], "nunca seremos totalmente indiferentes ao [olhar de] julgamento dos outros". Nunca se sabe muito bem o que se dizer... nem eles a nós nem nós a eles.

Uma das vezes em que fui apanhada em flagrante, [não com a boca na botija, nem com as mãos na massa, mas antes nas mamas], senti que uma ex-colega de comunicação teve alguma dificuldade em definir a minha opção profissional e referiu-se a isso dizendo, "pois, as pessoas têm destas coisas, reinventam-se". Apesar de me ter soado mal ao inicio, ela não podia ter escolhido melhor palavra... Sempre fiz das tripas coração para me "reinventar" todos dias ao longo destes últimos 3 anos. Obrigada colega. Podia ter sido [bem] pior.

Agora os colegas que nem com pão os mastigo são aqueles que do alto de todo o seu esplendor abrem a boca para dizer barbaridades destas: "ah, passaste 3 anos numa loja... assassinaste o teu percurso profissional, nunca mais consegues voltar à àrea". Obrigada pela futurologia sim?! [poupam-me uma consulta com a Maya]. 

Dá-me um bocado de urticaria esta gente escrupulosa que para além de te dizer o que te diz ainda te envia mensagens por email quando cometes um erro ortográfico num post do blog só para avisar... Tenho tanta pena que a escrita deles seja imaculada, assim como a sua bendita carreira profissional. E eu que pensei que tinha estudado com pessoas de mente e coração abertos, mas se calhar enganei-me um pouquinho... 

Para mal dos meus pecados, acredito que posso voltar sempre que eu quiser, [mesmo que tivesse andado a vender peixe na lota], e se eu efectivamente o quiser tenho a plena consciência de que não será fácil, mas recuso-me a aceitar que alguém me diga que é impossível... Deve haver por aí muita gente que serve de prova à minha teoria... Nunca é tarde para fazermos aquilo que queremos fazer, mas isso se calhar são coisas que só as pessoas preparadas para se reinventar é que conseguem entender. Não lhes vou exigir que se esforcem pr'a pensar em temas que vão um pouco mais além da gramática portuguesa. 

#clientes estrangeiros

#Lost in Translation

sexta-feira, abril 10, 2015

Agora que os dias entre mamas se estão a acabar, (ins'allah!), tenho revivido na minha cabeça muitos dos episódios que se passaram ao longo destes 3 anos... Ainda ontem meti-nas todas a rir quando lhes contei um atendimento que fiz a uma parisienne chiqui-bem.

A mulher não percebia peva de inglês, mas queria porque queria experimentar um soutien que lhe servia nas orelhas. Acompanhei-a até ao provador e fui-lhe buscar um soutien diferente para lhe "tirar as medidas". Começaram os afrontamentos da madame. Acontece que o soutien que eu lhe queria experimentar não era o soutien que ela tinha dito que queria ver... E explicar-lhe que isso fazia parte da consulta? Era o tanas! Nem com mímica nem com gestos tribais de paz [inventados por mim] a coisa lá ia...

Atrás dela, a tentar amarrá-la dentro do soutien [na esperança que isso funcionasse como uma camisa de forças daquelas ultra resistentes] só a via esbracejar e gritar alto em bom francês: "C'est incroyable! Incompétent! Ma fille je n'ai pas toute la journée! Apporter ce que j'ai demandé! Déjà! Déjà! Déjà! Non, non, non... Vous m'avez bien entendu?! Idiot!

À medida que ela foi gritando cada vez mais alto a minha vontade em asfixiá-la dentro do provador cresceu de uma forma desmedida. Eu não lhe conseguia traduzir para francês aquilo que eu pensava dela, mas conseguia perceber em bom português todos os nomes que me chamava... [não sei quem é que se lembrou de baptizar o francês como a língua do amor... porque francês calmo, limpo, pausado, pode ser lindo, agora cheio de palavrões perde toda a sua mística]. O problema é que a certa altura perdi a cabeça dominada pelos nervos que a impossibilidade da comunicação me estava a causar. Comecei a desatinar em português... Ingenuamente, esperava que o ditado "para bom entendedor, meia palavra basta", fosse um conceito popular além-fronteiras.

Os momentos seguintes deram lugar a um diálogo franco-português hostil: "Incompétent!", "olhaaa que não falas assim comigo...", "Déjà, déjà, déjà!", "calma láaa contigo...", "Vous m'a vez bien entendu?", "entendi, entendi sua grande besta", "Idiot!", "amiga, booolinha baixa!". 

Bolinha baixa?! Porque raio é que me fui lembrar de dizer isso?! [devia estar a pensar em afogar as mágoas numa bola de berlim, só pode]. Deve ter sido um momento de consciência antes de lhe dizer o que me apetecia: "vai à merda minha grande cabra!" Eu já suava quando ela finalmente se acalmou [com um dardo daqueles que se injecta nos ursos a coisa tinha sido mais rápida]. E depois de experimentar o dito soutien que tanto queria, virou-se para mim, muito cordialmente, e disse: "Merci, je vais réfléchir!" Ah, o que tu precisas mesmo é de reflectir, mal educada d'um raio!

Raios partam as estrangeiras! Até a falar de mamas se arranjam problemas multiculturais, já viram?! Prefiro de longe as nórdicas e as de leste, mesmo que me ofendam, não as percebo, "ouvidos que não ouvem, coração que não sente". Bolinha baixa, ok?!


#aldeia presépio

#TBT: Aldeia dos Flinstones

quinta-feira, abril 09, 2015













"Bem-vindos ao Piódão, uma minúscula aldeia portuguesa feita quase inteiramente de xisto, um tipo de rocha que abunda no local. Situado numa montanha exuberante da Serra do Açor, o Piódão é de cortar a respiração. Aqueles que visitam o Piódão dizem que a aldeia parece saída dos Flinstones. Os visitantes recomendam que se vá até lá apenas para admirar a beleza desta aldeia cravada na rocha." Carly Ledbetter, editora de viagens do Huffington Post.

Confirmo o que a Carly escreveu sobre o Piódão. 
Quem ainda não foi que dê lá um saltinho porque é maravilhoso!
[imagens: ccstylebook]

#a vida aos 30

#Tiraram-me [bem] as medidas

quarta-feira, abril 08, 2015

"Pernas gordas, mamas grandes". Acho que a avó do J. tem um talento inato para a consultoria de lingerie. Nem eu conseguiria resumir os atributos que Deus me deu de uma forma tão simples. Já não se fazem mulheres como antigamente... Só podia ter nascido no mesmo dia que eu.

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#a vida aos 30

#Tenho tantas saudades de ter uma avó

quarta-feira, abril 08, 2015

À medida que crescemos tenho a sensação de que nos tornamos mais saudosos. A velocidade a que a vida corre obriga-nos, naturalmente, a substituir os nossos ascendentes pelos nossos descendentes... De netos e filhos passamos a pais e tios. Exigimos amor para voltar a dá-lo nas mesmas condições. É um ciclo, por vezes cruel. Um ciclo onde todos entramos, mas de onde nem todos saímos. No fim de cada volta às vezes não restam mais do que memórias... No fundo, estórias que substituem pessoas. 

De cada vez que alguém que me é próximo perde os avós, quebra-se-me o coração mais um bocadinho... Parece que volto a sentir a dor que senti quando perdi a minha avó materna. E voltar a sentir essa dor é voltar a ter que aceitar uma ausência insubstituível. Posso estar a exagerar e a falar do que não sei, mas perder os avós parece-me sempre uma dor maior do que a dor de perder um pai ou uma mãe. É uma perda em duplicado porque os avós são inegavelmente pais duas vezes [e às vezes são melhores pais dos netos do que aquilo que foram dos filhos].

Tenho tantas saudades. Tantas. A minha avó era uma muito pessoa especial para mim. E continua a sê-lo ainda que não lho possa dizer. Quando falo dela brilham-se-me os olhos [aliás brilham os de quase toda a gente quando as estórias que se contam são sobre avós]. Fui grandiosamente feliz ao seu lado... Fui "feliz para sempre" durante o efémero momento em que a vida nos juntou.

Esta Páscoa tive uma avó "emprestada", a do J., e posso confessar-vos que voltar a poder sentar-me ao lado de uma "contadora de estórias", ainda que a mente lhe tenha pregado uma partida desleal nos últimos 2 anos, encheu-me o coração. Ninguém substitui ninguém, mas o colo de uma avó reconhece-se a milhas de distância... Por isso, enquanto a vida se demorar, só tenho uma coisa para te pedir: empresta-me o teu abraço [e o da tua avó também].

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#desemprego

#Todos os trabalhos são dignos

segunda-feira, abril 06, 2015

Continuo a acreditar que os maiores obstáculos que as pessoas encontram ao longo da sua vida não são provocados única e exclusivamente por acontecimentos externos [aos quais são alheias]. São maioritariamente os preconceitos que criamos sobre nós próprios, e com os quais nos obrigamos a viver, que se tornam responsáveis por não sermos capazes de seguir [e de olhar] em frente.

A semana passada conheci alguém que durante uma conversa banal me contou a sua estória... A estória de quem precisa de se perdoar, mas [ainda] não consegue. A estória de alguém que emigrou em 2000 para Inglaterra com o objectivo de esconder de quem a conhecia os danos colaterais que a crise lhe imputou. A mulher dessa estória trabalhava numa empresa privada como tradutora, mas quando a empresa fechou viu-se obrigada "a fazer o que fosse preciso para sobreviver". A tirania da idade num país envelhecido não lhe deixou muitas opções... "Se é para limpar casas ao menos limpo-as lá fora e assim ninguém me vê nem ninguém me (re)conhece. Aqui tenho vergonha de o fazer. De o admitir. Foram mais de 20 anos com um cargo numa empresa, estável, reconhecido, nunca me habituei." [é mais do que justo que nunca se tenha habituado, mas não terá chegado já o momento de olhar para quem é e não para quem era?]

Se me perguntarem se algum dia da minha vida eu me imaginei a trabalhar numa loja, eu respondo-vos logo que não, apesar disso ter sido uma decisão consciente. Aos 18 anos, quando se entra para a faculdade, é-se um bocadinho mais ambicioso [pelo menos, na minha altura, ainda não se desenhavam desfechos contemporâneos dramáticos como os de hoje]. Se eu tinha preconceitos em relação ao meu trabalho? Muitos. Considerava-no um trabalho menor. Se alguma vez senti vergonha? Sim, senti. Principalmente nos dias em que apareciam clientes da minha ilha cujos filhos e filhas eram "senhores doutores" bem na vida. Nunca seremos totalmente indiferentes ao [olhar de] julgamento dos outros. Se eu me arrependo? Claro que não. Se eu acho que mereço mais e que posso mais? Claro que sim. Não sou hipócrita.

Confesso-vos que fiquei com pena da senhora com quem me cruzei... Fiquei com pena dela não saber [como] orgulhar-se de si própria. Fiquei com pena que ela fosse mais um número para engordar as estatísticas daqueles que saem de Portugal para fazerem lá fora o que têm vergonha de fazer [e assumir] cá dentro. A emigração é uma fuga camuflada [em vários sentidos].

Muito honestamente, eu não tenho receio se o passo a seguir for limpar casas. Os meus pais começaram dessa maneira e nessa altura tinham muito menos do que aquilo que eu tenho hoje. E hoje, ainda bem, por sinal, têm muito mais do que eu. Então eu também hei-de lá chegar... O mais importante e o que eles nunca deixaram de me incutir foi tão somente isto: "faças o que fizeres sê [sempre] fiel a ti mesma". E acreditem em mim, há uma altura na vida em que a única coisa que vão querer será exactamente isso: ser fiel a vocês mesmos. 

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#A única mulher

#Boas razões para dar audiências à TVI

quarta-feira, abril 01, 2015


A minha telenovela preferida é A Única Mulher da TVI. Mentiras à parte, confesso que não resisti ao "apelo interior" de começar a seguir o Lourenço Ortigão no Instagram [oh my god, é oficial, sou uma voyeurista!]. Uma pessoa torna-se crescidinha, e perto, muito perto dos 31, tem crises de adolescência próprias das fãs dos One Direction... Deve ser uma espécie de complexo de Peter Pan mal resolvido. Que se lixe, o que é nacional é bom!

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[imagem: via]

#a vida aos 30

#Viva ao mês dos cornudos!

quarta-feira, abril 01, 2015

Como é que Abril consegue acumular tanto corno junto?! Isto é apenas uma forma simpática de anunciar que entrámos no mês mais casmurro do ano... isto é que vai ser um 31, literalmente!

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