#a vida aos 30

E agora o que é que vai ser de nós?

segunda-feira, julho 27, 2015



A nossa relação nunca foi perfeita. Mas eu não quero desistir dela. O que é que é eu não sei, só sei que de ti me afasto e a ti regresso. Tenho saudades, muitas saudades, de tudo aquilo que não vivemos. Não sei se é possível sentir-se saudades daquilo que não se viveu, mas eu sinto. 

E deixa-me que te diga, somos uns grandes parvos. Tu e eu. Enquanto pudemos estar juntos não estivemos, e agora com a distância que se impõe pelo meio, eu quero, quero muito que estejamos juntos. O amor dá um trabalho do caraças, não dá? Quero recomeçar desde o momento em que nos perdemos, mesmo que signifique perdermo-nos outra vez. Eu arrisco. 

O mais complicado das relações é a comunicação. Falámos tanto e nunca nos ouvimos. Ainda hoje descubro coisas sobre ti sobre as quais nunca conversámos. Perdemos tanto tempo a debater-nos, eu mais do que tu. Mas a vida é aquilo que eu já disse antes, "quando perdemos a capacidade de nos apaixonar, começamos a questionar tudo." Podia ter sido tão mais fácil. Mas não foi.

Vou continuar a pedir-te que fiques na minha vida. Mesmo que haja um oceano pelo meio. Desde que entraste, nunca mais saíste dela, ainda que eu te tenha mandado embora várias vezes. Cresci tanto nestes últimos anos... e aprendi muito estando ao teu lado. Aprendi também que as relações não se melhoram com intervalos. Melhoram-se juntos. E era isso que devíamos ter feito desde o dia um. Desculpa. Desculpa toda a confusão que foi. 

Eu sei que disse coisas que não devia ter dito. Eu sei que escrevi coisas que não devia ter escrito. Eu sei que fiz coisas que não devia ter feito. Mas eu também sei reconhecer quando me dói o coração e quando começo a não conseguir disfarçá-lo mais. O meu peito não sossega sem saber de ti, sem ouvir de ti, sem falar contigo. Gostar de alguém sempre foi para mim uma tortura. Mas eu gosto de ti. Eu gosto mesmo de ti. Mesmo que às vezes me esforce mais por te afastar do que por te aproximar. E agora o que é que vai ser de nós? 


#a vida aos 30

descida de divisão

sexta-feira, julho 24, 2015


Por vezes tenho receio de estar sempre a repetir-me, mas a verdade dos dias que correm é esta: estou cansada. 'Cansada do espírito' como se diz aqui na ilha. Depois de 12 anos a viver em Lisboa sinto que preciso novamente da serenidade dos Açores. Tenho saudades de uma vida despretensiosa. Aliás, tenho saudades de ter uma vida. E não, nunca me passou pela cabeça que isto pudesse vir a acontecer... Que eu pudesse vir a querer estar em casa como nunca quis. 

Aos 20 e poucos tem-se manias, (muitas manias), e tem-se também muito sangue na guelra para continuar a insistir nelas. Eu sempre tentei disfarçar os meus caprichos subtilmente, mas não posso negá-lo: no auge dos meus 20 eu tinha a mania que era um carapau de corrida... Vivia na capital, no centro de tudo o que era top. E a estupidez própria da idade também me fez acreditar que se vivia melhor em Lisboa do que nos Açores. Mas enganei-me. Redondamente. Aos 30 e poucos, e depois de partir a cara muitas vezes, a vida mostrou-me que um dia a gente acaba por repensar tudo o que disse, ou tudo o que secretamente escondia por debaixo da capa.

E já que estamos em modo confissão, tenho de admitir que voltar a casa sempre representou para mim uma descida de divisão. Representou porque aos dias de hoje não representa mais. Depois do que eu sofri a fazer contas à vida para manter a minha independência em Lisboa, a aguentar-me para não me afundar na depressão que me engoliu e a lidar com uns patrões do c@r$lh# só me arrependo de uma coisa: de não ter mandado tudo ao ar (muito) mais cedo!

Lisboa é uma selva. Tem muito boa gente, tem. Tem gente que tem um lugar cativo no meu coração, mas já não tem o encanto que tinha quando eu só tinha 20 e poucos. Nos últimos anos dei-me conta de que vivia profundamente infeliz com o tipo de vida que levava, e aos poucos e poucos encontrei-me desapaixonada pelo mundo e pelas pessoas. E é no súbito momento em que perdemos a capacidade de nos apaixonar, que começamos a questionar tudo. A crise destruiu o que os portugueses tinham de melhor: a vontade instantânea de ajudar o(s) outro(s). E apesar de me ter deixado de algumas manias, ainda conservo alguns caprichos, um deles é este: a vida é demasiado breve para a vivermos em más condições.

Voltando a casa... Um regresso aos Açores sempre significou um tiro no pé. Era andar para trás. Era ficar isolado no meio do mar. Era viver preso atrás de umas grades. Era. Não é mais. Apesar de não saber quanto tempo fico, o único lugar no mundo onde eu realmente me sinto livre é em casa... Ninguém me pode tirar este lugar que eu tenho, onde a maior liberdade de todas é ir, sabendo que há sempre p'ra onde regressar. Até já.

#cc favorite things

Passatempo Eco Bottle da Tupperware

quarta-feira, julho 15, 2015


Desde que comecei o ginásio que não me separo um minuto da minha Eco Bottle da Tupperware! Os produtos Tupperware para além de durarem uma vida, ajudam também a reduzir os resíduos em aterros ou lixeiras substituindo as embalagens descartáveis. Milhões de garrafas de plástico são utilizadas anualmente, e apenas uma pequena percentagem é reciclada - o que significa que existem milhões de toneladas de garrafas em aterros sanitários que demorarão centenas de anos a decompor-se! As Eco Garrafas são a solução!

Vamos lá ajudar o ambiente, sim? Tenho para vos oferecer uma Eco Bottle de 750 ml! Mas atenção: a cor da garrafa não pode ser escolhida. No final do passatempo, o vencedor será informado da cor disponível. O passatempo decorre até ao próximo dia 22 de Julho. Para se habilitarem ao prémio, devem ser fãs da página de facebook do blog e devem preencher os dados solicitados no formulário abaixo indicado. O vencedor será sorteado aleatoriamente através do random.org. Boa sorte a todos!

#a vida aos 30

Dieta: no Verão ou no Inverno?

terça-feira, julho 14, 2015

Na minha casa existem algumas palavras proibidas. Dieta é uma delas. Basta pronunciá-la para termos uma família inteira à beira de um ataque de nervos. Nós gostamos (mesmo) de comer. O pai, a mãe, as filhas [até os animaizinhos cá de casa, quando existiam, costumavam estar acima do peso recomendado]. Aliás, na Terceira, toda a gente gosta de comer. Qualquer motivo é um bom motivo para se dar uso às cozinhas. Qualquer. Por mais pequeno que seja.

Marcam-se jantares porque o santo padroeiro da freguesia saiu à rua. Marcam-se jantares porque os primos, em septuagésimo grau, chegaram da América. Marcam-se jantares porque alguém fez, faz ou fará anos. Marcam-se jantares porque apetece e porque, por enquanto, a gente da Terceira não troca um bom convívio à mesa por qualquer outro divertimento que possa ser maior do que este. 

Com tantos eventos gastronómicos é difícil manter a linha no Verão. Ninguém vai dizer que não à sobremesa que a tia preparou, nem à receita do bolo da avó que atravessou gerações, nem ao licor caseiro que o vizinho do lado trouxe. Não fica bem. Dizem que é de mau gosto [não ter gosto]. Muita gente, minha conterrânea, ainda acredita que "gordura é formosura". A minha avó materna fartava-se de mo dizer. Eu nunca acreditei muito nesta relação causa-efeito, mas para manter estas "pernas gordas, mamas grandes" é necessária alguma dedicação. As avós é que sabem. E sabem-no muito bem.

Apesar de tudo, acho que é mais fácil perder peso no Verão, única e exclusivamente por causa do calor. A temperatura por cá tem andado na ordem dos 28ºC, mas isso não é de todo mau. O que é mau é a humidade que se faz sentir. Estes dois factores juntos estão a dar cabo de mim, ou melhor, espero que estejam a dar cabo de toda a "gordura coalhada" que armazenei nos últimos meses à conta dos salamaleques todos que me afectaram emocionalmente.

Embora pudesse ter caído no erro de hibernar como os ursos, acabei por me inscrever no ginásio no dia 1 de Julho num acto não de loucura, mas sim de determinação. E não vou dizer-vos que está a ser maravilhoso, porque não está efectivamente, mas para quem esteve prostrada, na sua poltrona, a procrastinar, voltar a levantar o bumbum da cama às 8:00 da manhã para ir malhar é mais do que motivo de orgulho para esta mulherzinha que vos escreve. 

No primeiro dia, a personal trainer que me fez a avaliação perguntou-me quais eram os meus objectivos ao ter-me inscrito no ginásio e eu respondi-lhe: "mostrar a mim própria que eu consigo" porque ao fim destes meses todos aprendi uma coisa que me soa (muito) bem actualmente: as batalhas que travamos connosco próprios são as únicas que merecem o nosso suor. 

blog layout

Novidades, novidades só no continente

sexta-feira, julho 03, 2015

Não há slogan com que os açorianos brinquem mais do que com o que dá título a este post... Mas deixemos o "continente" lá onde ele está (que está muito bem) e atentemos nisto: o melhor blog luso-açoriano do mundo tem cara nova! Este pequeno makeover simboliza, sem dúvida, uma nova fase... e um projecto pessoal, ainda mais forte, para o presente e para o futuro. 

Para além disso, também é uma decisão prática... Algumas amigas minhas já se tinham queixado do lettering demasiado pequeno do layout anterior (é o que dá escrever para gente a caminho dos 40 com várias dioptrias) e com receio de que ninguém me lesse, lá lhes fiz este favorzinho. As regras de estilo pelas quais se rege a editora da casa continuarão a ser as mesmas, embora deva avisar a massa associativa deste clube que a frequência de posts pode vir a diminuir durante o período das "férias grandes". 

Portanto, para quem só chegou agora (e para os que por cá andam já há algum tempo) sejam muito bem-vindos a esta nova casa, venham com vontade de ficar e falem comigo sempre que quiserem. Serão todos bem recebidos (todos talvez não, mas a grande maioria sim!). Boa sexta-feira!