Socorro! Onde é que eu posso fazer compras?

sexta-feira, agosto 07, 2015


Não, eu não sou nenhuma shopaholic, mas gosto de fazer compras. Nos primeiros anos em Lisboa os meus passeios começavam e acabavam nos centros comerciais da capital. Consumia muito mais do que consumo hoje em dia. Acabaram-se as mesadas (semanais) dos pais e acabou-se-me a paciência para palmilhar quilómetros de lojas. E muito por causa de ter trabalhado numa loja, difícil, nos últimos 3 anos da minha vida, quando me falam em ir fazer compras, eu reajo como alguém reage quando tem de levar um supositório, isto é, corro a sete pés como se estivesse a fugir de um touro puro.

Mas eu não sou uma terceirense típica. Os terceirenses típicos organizam verdadeiras romarias aos centros comerciais do país. A minha irmã e a minha mãe quando lá vão batem verdadeiros recordes do guiness. Não percebo como é que elas aguentam tantas horas enfiadas dentro das lojas... A mim começa a doer-me tudo, até o juízo. Ainda assim, actualmente, sou mais sensível a essa necessidade, para alguns capricho, para outros luxo, dos terceirenses.

O comércio da Terceira, principalmente o da minha cidade, Praia da Vitória, está morto. A rua principal por onde eu costumava passar quando era pequena está deserta. A Praia, com muita pena minha, parece uma cidade fantasma... As pessoas fugiram das ruas e eu entendo porquê. As lojas não são apelativas e os lojistas não são convidativos. O comércio parou no tempo. E a avaliar pela quantidade de pessoas que preferem poupar e ir ao continente, não são estratégias de comunicação e marketing que vão salvar aquilo que a Praia não tem: tecido empresarial competente.

A grande parte das lojas que existem estão vazias, de porta fechada, à espera de novos arrendatários. As que estão abertas pertencem maioritariamente aos chineses. As que sobrevivem, a muito custo, à desertificação dos consumidores praienses são iguais há mais de 20 anos. Eu não me importo nada de comprar nos chineses, mas é que nem os chineses são interessantes... Não me importa onde é que compro, importa-me quanto é que eu vou ter de pagar para ter  uma peça que no continente está venda por metade do preço. Ah, a maldita insularidade...

Consegui encontrar umas sandálias da Exé (as da foto) pelas quais me apaixonei, mas roupa ainda não vi nada que me fizesse dilatar a pupila do olho. Corri as lojas todas à procura de um fato de banho, mas tive que abortar a missão, fui vencida pelo cansaço e pela frustação... Nem ouso perguntar onde é que as mulheres da Terceira compram lingerie! Onde é que vou comprar cuecas e soutiens? As chinesas saem todas ao pai... Estou feita ao bife. Mesmo que não me apeteça, vou ter de me render às compras online. É uma realidade.

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4 comments

  1. Oh! Pensei que a ilha fosse mais movimentada de comércio.
    E as outras ilhas?

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    1. Na Terceira Maria a única loja de massas que temos é a Mango, de resto não há mais nenhuma marca. Em relação às outras ilhas, só em São Miguel é que encontramos marcas como as que existem aí no continente, mas ir a São Miguel de avião sai quase ao mesmo preço do que ir ao continente... os Açorianos não têm a vida facilitada ;)

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  2. Infelizmente concordo com este post. Sou da Terceira e muitas vezes tenho de comprar roupa online tenho é pena que nos dias de hoje existem algumas lojas que não dá para enviar para os açores o que acho péssimo.

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    1. Olá Débora! Por acaso nunca comprei ao online desde os Açores, mas acredito que existem essas restrições. Quantas vezes as minhas amigas não me pediram para enviar coisas para a minha casa em Lisboa e depois trouxe-as para cá... Que vida a nossa! Quando é que vão passar a incluir os Açores no mapa?! Beijinhos

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