Será que as rupturas são cíclicas?

terça-feira, setembro 08, 2015



Eu acredito que os episódios que se repetem ao longo da nossa vida só servem para uma coisa: para nos ensinar o que ainda não aprendemos. A minha vida parece que se está a repetir de novo e eu, muito honestamente, ainda não entendi porquê. Há 7 anos atrás eu estava exactamente nas mesmas condições em que estou hoje. Desempregada (tinha-me despedido de um emprego que odiava de morte); solteira (tinha posto fim a uma relação de 1 ano e meio) e em trânsito (de Espanha para os Açores). É caso para dizer que qualquer semelhança com a actualidade é mera coincidência.

Desde que começou a chover aqui, (pr'aí há duas semanas), que os dias têm sido definitivamente mais tristes. Aproxima-se um segundo Inverno em casa ao mesmo estilo do de há 7 anos atrás. Daqui a dias vou a Lisboa encaixotar o que resta das minhas recordações. Não posso dizer que não fui feliz, porque fui, embora comece a acreditar que certos episódios transformam-nos de tal forma que jamais conseguimos voltar a ser quem éramos. E talvez a vida seja isso mesmo, o nunca voltarmos a ser quem éramos. E ainda assim, querê-lo, desejá-lo, persegui-lo. Talvez seja um exercício... o exercício de nos amarmos novamente depois de termos mudado (tanto).

Às vezes eu avisto-me ao longe. Aquela rapariguinha, novinha, que se fez a Lisboa. Rio-me muito com ela. Com tudo aquilo que ela fez. Mas sei que é difícil ela voltar a casa. A cidade mudou-a. As pessoas mudaram-na. Encerrar estes 13 anos de encontros e desencontros é no fundo uma despedida. Acho que ela deu o seu melhor e conseguiu fazer algumas pessoas felizes. Agora é tempo de a fazerem feliz como ela merece. Ou como ela pode ser. Nunca se é feliz como se quer. É-se feliz como se pode.

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2 comments

  1. Quando estiveres em lx avisa, se quiseres, para um café. Ânimo!

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    1. Obrigada :) Vou gostar muito de te rever! Beijinho

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