4 passos para encontrar o "TAL" trabalho

segunda-feira, outubro 19, 2015

Existem pessoas que têm uma maior propensão para se realizarem através das funções que desempenham. Eu sou claramente uma dessas pessoas (se dúvidas houvesse, [duvido muito], agora elas estão completamente desfeitas). Mas eu não sou a única. Há por aí imensa gente que se entrega ao trabalho com uma dedicação imensa... E eu não vejo nada de errado nisso, embora deva alertar-vos para uma coisa: tudo o que demais é como o que é de menos, um dia irá deixar de satisfazer-vos. Caso isso vos aconteça o mais importante é reagirem, quanto mais cedo, melhor.

1. Se não está a funcionar, despeçam-se
Eu sei que o ser humano não se sente muito à vontade com rupturas, principalmente quando é o próprio a forçá-las, mas a verdade é esta: as rupturas são necessárias (por mais que custem). Ninguém pensou mais em despedir-se do que eu. O desconforto que eu senti em relação ao meu último trabalho começou a afectar-me passado um ano e meio de eu lá estar e eu só me vim embora ao fim de três (em muito mau estado). Se me arrependo de alguma coisa, essa coisa foi sem dúvida ter prolongado uma dor desnecessária. Confiem no vosso instinto, normalmente, ele costuma estar certo. 

2. Sigam a vossa curiosidade (até onde ela vos levar)
Há imensas coisas que eu consegui na vida única e exclusivamente por ter um espírito curioso. Nunca, mas mesmo nunca, deixem de ser curiosos. A curiosidade pode abrir-vos portas. Pode obrigar-vos a descobrir coisas novas. Pode fazer de um hobby, uma paixão, e de uma paixão, uma ocupação profissional. 

3. Nunca coloquem o dinheiro em primeiro lugar
O dinheiro dá jeito, oh se não dá, mas nem sempre é sinónimo de felicidade. Eu costumo sempre dar o exemplo de uma situação concreta pela qual já passei: quando vivi em Espanha tinha um "sueldo" generoso, (muito generoso para uma miúda de 24 anos), mas era infelicíssima a vender palmilhas de silicone. Cada vez que me metia a caminho do trabalho só me apetecia cortar os pulsos.  Quando regressei a Portugal bati à porta de uma empresa consideravelmente grande e disse que queria trabalhar para eles. Pagavam-me 450€ (e tratavam-me abaixo de cão) mas eu adorei a puta da experiência! Ironicamente, parece que aquilo de que mais gostamos é incompatível com salários que nos permitam viver... Mas não deixem escapar uma coisa que realmente querem só por causa do valor em que ela está avaliada.

4. Não estabeleçam metas
Pode parecer contraditório, mas faz sentido. 
Não se tornem escravos dos vossos egos (porque não vale a pena). 

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