Não se pode arriscar em qualquer um

domingo, outubro 04, 2015

«É necessário dizer claramente que se há gente ruim na política, a culpa também é (nossa). Os eleitores têm culpa em votar em pessoas que estão lá. Isto precisa ser dito com todas as letras. É preciso que a gente pense a importância de dar o voto a determinada pessoa, de saber como controlar, vigiar, acompanhar. (...) E não se pode arriscar em qualquer um. Tem que ver o quanto ele já participou da política geral, dos movimentos populares, da construção da cidade, da educação, da saúde. O critério básico seria ver a sua história passada. Ver as origens e opções. Ele faz uma opção para quem? Para os empresários? Para os ricos? Ou tem de facto uma opção pelos pequenos? E aqui um ponto importante e decisivo que gostaria de frisar: é importante ver se estes políticos que nós vamos escolher, estão abertos à participação popular. Este também é um critério. Eles aceitam que o povo participe? Se nós estamos avançando hoje na política em alguns locais, em algumas comunidades, é exactamente porque há políticos abertos à participação popular, há políticos humildes que no seu programa de campanha já dizem: nós vamos trabalhar com; vamos escutar a população, vamos estar abertos à participação popular. Acho que esse é um critério muito importante na hora de decidir em quem votar.» Texto de Pedrinho Guareshi

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