De Lisboa aos Açores: um ano em estórias

segunda-feira, dezembro 28, 2015

Não foi um ano fácil. Foi um ano de tempestades. Vocês testemunharam-no. No inicio deste ano comecei uma viagem interior, penosa, mas necessária. Faltou-me a esperança inúmeras vezes... Tantas vezes. Os episódios de sorte ocasional tais como O Talento dos Pedintes foram poucos. Muito poucos. As dores, As cólicas da minha vida, foram maiores, foram superiores. E por doerem tanto fizeram-se pôr mãos à obra,  E a louca sou eu?. 

Foram precisos 3 anos, 1 mês, 1125 dias para eu perceber que não estava feliz. Foi preciso dar um volta de 360º graus, Isto é que foi um 31!, para perceber para onde é que eu havia de ir. Foi um caminho de perdas, Há gente que fica na estória da gente, de saudades, Tenho tantas saudades de ter uma avó, sempre à espera do amor, sempre à espera de quem me salvasse, Quando se ama alguém com depressão. Não se pode ter tudo. Não se pode ser perfeito. Mea culpa.

Por muito que me custasse só havia uma coisa a fazer, Dizer adeus às nossas estórias. Regressar não era andar para trás como eu pensava, não era de facto uma Descida de divisão. Eu sabia que queria vir, eu sabia que queria regressar, só não sabia uma coisa, E agora o que é que vai ser de nós?. Se calhar sabia. Lá no fundo, sabia. Voltei atrás.  Estou quase em Lisboa. Para seguir em frente. Segundo à minha psiquiatra eu não havia de chegar a lado algum, mas segundo a minha psicóloga, a viagem já tínhamos levantado voo, Psiquiatra vs. Psicólogo, (obrigada Dr.ª Susana pelo trabalho que fez comigo). 

Não encontrei a solução para tudo. Muitas vezes senti-me morrer na praia, mas sempre que isso aconteceu, parei e pensei: Vamos lá recapitular tudo outra vez CC. As pessoas que me acompanharam ao longo destes 3 anos, 1 mês e 1125 dias, não me deixaram cair. O que as mamas uniram jamais o homem pode separar. Se Valeu a pena voltar? Valeu a pena mudar. O que importa é que ao aproximar-me do final do ano consigo ver as diferenças. Estou tão mais tranquila. Ainda é cedo para cantar vitória, mas não é cedo para voltar a sentir-me bem comigo. Aproveitem a oportunidade que aí vem para serem felizes. Adeus 2015. 

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