O melhor de 2015

segunda-feira, dezembro 21, 2015

Nunca me passaria pela cabeça dizer-vos que as melhores coisas de 2015 foram as rupturas, as mudanças, as desistências e as paragens forçadas. Sempre achei que o melhor não podia ser construído a partir de sentimentos negativos. Mas pode. As melhores coisas que me aconteceram em 2015 foram isso. Foram feias. Na altura em que aconteceram não pareceram de todo boas. Mas, inevitavelmente, necessárias. E o que é necessário é difícil. É demolidor. All the great changes are preceded by chaos. Verdade. 

Recordo-me de uma frase que ouvi várias vezes e da qual duvidei ainda mais vezes: "quando deres o primeiro passo, o resto das coisas acontecem". Nunca me foi muito fácil acreditar que nós fazemos a nossa sorte. A pessoa que me disse isso, todas as vezes que me viu sem coragem, tinha razão. Quando viramos uma página, o resto (da estória) acontece. Sem me perguntarem em que momento eu virei a página, eu respondo-vos que foi no dia em que entreguei a minha carta de despedida. Dia 04 de Abril de 2015. O dia em que disse não. Em que disse basta. 

A partir daí, o resto aconteceu. No espaço, miudinho, de meio ano. O melhor de 2015 trouxe-me de volta a casa. O melhor de 2015 trouxe-me de volta a mim. Estou a aprender a cada dia que passa (a voltar) a ser feliz. Ao olhar para trás só posso dizer: ainda bem que o melhor de 2015 foi isto. Uma sequência de verbos nefastos. Romper, rasgar, parar, mudar, alternar, errar, andar para trás. AINDA BEM.

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