#rapidinhas

Esta família não tem remédio

quinta-feira, janeiro 28, 2016

O meu pai chegou do trabalho e veio ver-me ao quarto onde passei os últimos dias em convalescença.
Vê um chocolate snicker que a minha mãe me tinha deixado na mesa de cabeceira caso me desse uma fraqueza. 
"Posso levar?" pergunta ele já com a mão no chocolatinho... É pr'a fraqueza. Tem desculpa. Mas só desta.

#a vida aos 30

Confirma-se: eu sou uma flor de estufa

quinta-feira, janeiro 28, 2016

O que é que pode acontecer, de pior, a uma jornalista? Ficar sem falar!!! Buah, ahhhh. Estou há uma semana sem conseguir abrir a boca (literalmente). Foi-se-me o pio. Tudo por causa de um maldito dente do siso (e já só me restam dois, os superiores, mas nem esses me deixam em paz). Nem quero pensar que isso foi obra das forças negativas do universo, (não costumo alimentar esse tipo de crendices), mas acontece cada uma a uma pessoa que dá muito que pensar... Vá lá vai (suas invejosas)!

Diz que foi uma pericoronitis (uma coisa feia que faz as gengivas incharem do tamanho de uma bola de futebol). E diz que assim que ela for de férias, o dentinho também vai com ela. Não sou cá de alimentar relações desarmônicas, como diz o pessoal lá do Brasiu. Está (mais do que) visto. Esteve este tempo todo quietinho e só agora é que se lembrou de dar as caras, filho de uma grandessíssima... pessoa. Má pessoa, claro. 

Esta semana fui obrigada a fazer uma dieta líquida porque não consegui mastigar nada. Nem sequer uma migalha de pão rarefeita. O engraçado é que nestas alturas em que uma pessoa não pode comer dá-lhe os desejos mais estranhos à face da terra... Se eu não estivesse a tomar 50 mil antibióticos e solteira, ia jurar que estava prenha. De gémeos. Uma tortura, nem vos conto. 

Como não andei a comer lá muito bem, de vez em quando troco as pernas e vou ao chão tal e qual a Teresinha de Jesus (conhecem?). Tenho de me habituar a esta minha condição de flor de estufa, mas não se aguenta. Uma pessoa dá-lhe mais um bocadinho de gás e o corpo é que paga. E óh se (a)paga... Espero estar recuperadinha já este fim de semana (pelo menos já consigo pôr a cabeça de pé!). Dizem que fará bom tempo e como ultimamente isso também tem sido uma coisa rara cá pelos Açores, aproveitava e ia arejar o caule a ver se ele toma força, não vá a colheita toda por água abaixo depois daquilo que eu me esforcei pr'a ela pegar. 

Ai vida a nossa... tenho de me ir benzer.

#é só estilhe

As imperfeições, o meu calcanhar de Aquiles

sexta-feira, janeiro 22, 2016

Tenho cada vez mais menos paciência para me aperaltar. É um facto. Não me dava nada jeito entrar nessa onda agora que, por razões profissionais, tenho de aparecer na televisão. Faço apenas o minimo dos minimos para não parecer que acabei de me levantar da cama. Less is more, definitivamente. Acho que à medida que uma mulher fica mais madura também fica mais à vontade para aceitar as suas imperfeições naturais. É ou não é verdade? Para se assumir, tal como é.

Sempre tive um fraquinho por imperfeições. Principalmente as que dizem respeito ao sexo masculino. Aquela meia barba por fazer. Aquele andar meio atrapalhado. Aquele nariz meio torto. O que é que eu hei-de fazer? Eu nasci assim, eu cresci assim... Se aos homens é "permitido" rentabilizarem os seus traços menos bonitos, porque é que nós, mulheres, também não podemos assumir os nossos? Seria justo.

A ditadura da mulher-Barbie, esteticamente perfeita, não é para mim, lamento. Esta semana, por exemplo, acabou-se-me o corrector de olheiras e ainda não tive tempo de comprar outro (já sabem, se me virem, inchada, e com cara de quem não dormiu, é possível que seja por isso, e por de facto, não ter tido mesmo tempo para dormir).  Aprecio muito as mulheres que se cuidam com a disciplina de um monge. Mas eu sou mais o tipo de rapariga que vai a encontros "amorosos" com umas calças de pijama, disfarçadas de leggings. Eu sei. Atirem-me pedras. Eu mereço. (as minhas clientes de consultoria de imagem estão neste momento a cortar os pulsos). 

Quando eu trabalhava como consultora de lingerie eram frequentes as vezes em que tínhamos de complementar o trabalho da mãe natureza. Colocávamos umas almofadinhas push-up aqui, uns adesivos lift-up ali, uma cueca high-waisted super spanx em redor das misérias e concertávamos o que podíamos. No fim, as clientes diziam todas o mesmo: "e quando eu me despir"? Pois é, quando vocês se despirem, salve-se quem puder... Estou a brincar. Obviamente.

Por vezes, a procura pela perfeição é uma luta inglória. Não há como fugir do momento da verdade. É por essa razão que, apesar de dar uns retoques no manequim, aqui e ali, tento sempre não inventar demasiado. Somos o que somos. E penso que só devemos vender rótulos que sejam, verdadeiramente, consonantes com o conteúdo. Não se preocupem. Não vou deixar de fazer depilação nem de lavar os dentes... Mas acho importante passarmos às mulheres, e porque não, também aos homens, esta ideia de beleza natural, sem (demasiados) artifícios. 

#a vida aos 30

Todos nós já tivemos os nossos inicios

quinta-feira, janeiro 21, 2016

Outro dia falei-vos sobre o meu regresso, imprevisto, mas desejado, ao jornalismo... Escrevi-vos sobre as imperfeições e inseguranças naturais dos (re)inicios. Todos nós as temos. Nos trabalhos, sejam eles quais forem, e nas relações. Começar de novo torna-nos mais frágeis. Naturalmente. 

Revi, assim por alto, as coisas mais desconfortáveis que já tive de fazer na vida. (tanto a nível emocional como profissional). Foram muitas. Umas mais fáceis do que outras. Enfrentar uma câmara deixa-me a descoberto, mas não é o pior. As clientes da loja onde trabalhei como consultora de lingerie exigiram muito mais de mim. Exigiram que eu desse uma volta de 360º ao que eu era. Às vezes caímos no erro de pensar que as coisas que parecem mais simples são as mais fáceis... Mas não é bem verdade. 

Apesar de nem sempre sermos do tamanho dos desafios que nos são propostos, os nossos inícios não podem ser a nossas derrotas. Nunca vamos estar perfeitos. Nunca vamos ter o cabelo suficientemente alinhado. Nunca vamos ter escolhido a roupa certa. Nunca vamos ter lido um texto de fio a pavio sem ter comido duas a três sílabas às palavras. Não podemos viver na sombra das possibilidades abertas

Os inícios são por norma incompletos. Mas serão sempre inícios. Terão sempre o sabor incomparável das páginas em branco. E não há nada na vida que se compare a isso, acreditem. 

#a vida aos 30

Bendita sóis vós, entre os homens, amén!

segunda-feira, janeiro 18, 2016

Calma, não pretendo anunciar nada. O meu estado civil mantém-se o mesmo: sedentária demais para correr atrás de alguém. Mas, agora, comecei a trabalhar novamente mais com homens do que com mulheres... E confesso-vos: ao fim de 3 anos a levar com as hormonas, descontroladas, das colegas, das chefes, e das clientes, sabe que nem ginjas dividir o escritório com pacotes ambulantes de testosterona.

Ao pé dos homens posso comportar-me como um homem. Não tirem conclusões precipitadas. Não estou a falar de concursos de arrotos nem de enxurradas de piropos pornográficos (até porque isso agora dá direito a cadeia). Os meus meninos portam-se muito bem. Estou a referir-me ao facto de poder comentar qualquer coisa, no meu conhecidissimo registo agressivo-assertivo, sem que ninguém fique cheio de gases. Isso nunca vos aconteceu? Nunca trabalharam com colegas que incham sem saber de quê... é dos gases. Dos gases que vocês lhes provocam. Propositadamente ou não.

Quando se trabalha com um número elevado de mulheres há sempre a probabilidade, chata, de alguma delas estar com o período. Às vezes, mais do que uma. E esses dias, esquizofrénicos, parece que duram uma eternidade...  Se uma pessoa aumenta um ou dois decibéis quando fala, lá vão elas a correr com a caixa de kleenex para a casa de banho. Os homens também se queixam, (oh se se queixam)! Ficam de orelha murcha. E também ficam ofendidos. Amuados. Enrabichados. Mas são práticos. Costumam, por norma, resolver os mal-entendidos na hora. Já as mulheres... é quando o peru vai de véspera, e é se for.   

Temo pela minha sensibilidade. (ou pela falta dela se tornar demasiado óbvia). Até já dei por mim a mandar umas piadas bardajonas ao ar... Uma pessoa tem que fazer por se aceite no local de trabalho, certo? Vou aproveitar estes dias para trabalhar descontraidamente sem ter que me preocupar com os nervos alheios... Isto de lidarmos com os nossos já dá mais do que fazer. Boa semana malta! Vamos a ela rapaziada (estão a ver?! eu avisei-vos).

#a jornalista

Especial Terceira Dimensão - Azores TV (Helena Fagundes)

domingo, janeiro 17, 2016



Até à data, esta deve ter sido a entrevista mais intimista que já realizei no Terceira Dimensão. E não podia ter sido diferente. A Helena Fagundes não é só uma colega de profissão, é também uma amiga de longa data. Sempre a admirei pela praticabilidade com encara a vida. É uma pessoa com quem gosto muito de conversar, (acho que se nota, certo?!) e por isso mesmo não podia guardar só para mim o que já nos dissemos tantas vezes.

Azores TV é um órgão de comunicação social dos Açores, sediado na ilha Terceira. Podem acompanhar a produção diária através do facebook, ou através do canal da MEO 124432. Obrigada.

#a vida aos 30

O jornalismo não mata... mas mói

sábado, janeiro 16, 2016

Lembro-me perfeitamente disto. De estar sentada no auditório do piso 5 da torre da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e de ouvir um professor dizer: "vocês querem ser jornalistas? então preparem-se para andarem de carteira vazia, terem os dentes podres e morrerem com um cancro de pulmão". Foi a única cadeira a que chumbei. Teoria da Notícia.

Alguns anos mais tarde, quando dei por mim a maquilhar-me, de emergência, nas casas de banho das estações de serviço de Portugal-pequenino percebi o que ele queria dizer. Não fui a única a decepcionar-me com o jornalismo. Ainda assim, apesar dos dissabores, repetitivos, nunca coloquei um ponto final nesta estória. Nunca fui capaz. 

Nas últimas semanas adormeci, a horas indecentes, prostrada sob folhas soltas. Na cabeça um puzzle de ideias. Há muito, muito tempo que o leito em que durmo não respirava tamanho fulgor. O jornalismo regressou.

Não se dorme a horas decentes. Não se acorda a horas decentes. Não se come como se deveria comer. Não se pára. E quando se cai na cama, cai-se de vontade. Dói tudo. O corpo todo. Menos a alma. Talvez seja essa a principal razão pela qual nunca encerrei o capítulo em que estou. Quem trabalha em jornalismo vive no limite das suas forças. Dia após dia. 

Eu não sou uma jornalista exemplar. Imaculada. Incauta. Nunca o serei. Não tenho uma voz radiofónica. Não tenho uma postura fotocénica. Não tenho um discurso politicamente correcto. Nem sempre coloco as vírgulas nos lugares certos. Nem sempre encontro as melhores palavras. Às vezes gaguejo. E chateia-me ter que aparecer muito arranjadinha. Eu gosto de me sujar. Eu gosto de contar estórias. E gosto de dormir feliz.

Apesar das mazelas evidentes, (já não tenho 20 anos), não me arrependo da troca que fiz. O jornalismo nunca me deu descanso... Mas sempre me fez dormir melhor. E já agora, o professor chama-se Nelson Traquina. Nunca mais me vou esquecer dele.

#a jornalista

Especial Terceira Dimensão - Azores TV (Natália Areias)

segunda-feira, janeiro 11, 2016


Na sétimo programa do Especial de Domingo do Terceira Dimensão, tive a oportunidade de ser maquilhada, em directo, pela Natália Areias, da Makeup-Move. A Natália é maquilhadora profissional, formada pela Antónia Rosa Atelier. Já participou em algumas edições da Moda Lisboa e já maquilhou caras bem conhecidas da televisão portuguesa, incluindo a minha! (de vez em quando tenho estes acessos de diva, mas já passam, não se preocupem).

Gostei particularmente de entrevistar a Natália porque acho que ela representa, de uma forma bastante assertiva, o espírito empreendedor feminino. Representa alguém que procurou, para além da sua ocupação profissional principal, realizar-se através das suas paixões... E essa atitude é de louvar. Se vos apetecer acompanhar o trabalho da makeup-artist, podem fazê-lo através da página de facebook. Para já, deixo-vos o resultado da minha "transformação". Um dia hei-de ter uma maquilhadora profissional só para mim! (lá estou eu outra vez...)


Azores TV é um órgão de comunicação social dos Açores, sediado na ilha Terceira. Podem acompanhar a produção diária através do facebook, ou através do canal da MEO 124432. Até ao próximo Domingo!

#a vida aos 30

Não, as Barbies não deitamos fora

sexta-feira, janeiro 08, 2016

Ontem publiquei uma foto no Instagram das minhas Barbies. As minhas queridas Barbies. A intenção era doá-las. Mas não foi isso que aconteceu. Quando mudámos de casa nos Açores eu já estava na faculdade em Lisboa. Não participei na(s) mudança(s), mas obriguei quem participou a respeitar a minha (única) vontade: pedi que guardassem, com cuidado, os meus brinquedos de infância. Faziam parte de mim. Da(s) minha(s) estória(s). 

Ao longo do tempo, fui-me desfazendo da grande maioria. Nunca me consegui desfazer das Barbies. Até ontem, quando me passou pela cabeça subir ao escadote e mexer nos caixotes que estavam guardados nas prateleiras mais altas do meu roupeiro. Achei que era o momento (certo) para me despedir delas. Pensei que não faziam (mais) sentido, esquecidas, num caixote poeirento, no quarto de uma mulher de 30 anos. Dividi-as por sacos. Combinei com a minha irmã que ela as levaria para dar a crianças que não tivessem muito com o que brincar. Eu queria que as minhas Barbies fizessem (mais) alguém feliz. Era a missão que lhes estava destinada.

Quando a minha irmã chegou, entreguei-lhe os sacos. Pediu-me para as ver. E à medida que retirávamos uma a uma dos sacos, dávamos vida a memórias esquecidas. Penteou-lhes o cabelo. Calçou-lhes os sapatos. Trocou-lhe as roupas. A minha irmã. A minha irmã de 37 anos. "Não as vamos dar", disse ela. Decidida. "Mas porque é que vamos mantê-las?", perguntei eu. "Para as nossas filhas". Fiquei um bocado atordoada. Acho que foi a primeira vez que a minha irmã desligou o cérebro. Nós. Mães. Nós. Com filhas. Esta possível equação parece estranha. Estranha à nossa natureza. Ainda me estou a habituar à ideia... Quando tomei a decisão de dar as Barbies, acreditava que não haveria muito de "nós" para continuar. Mas há. Há pelo menos esperança. Esperança de que alguém continue a criar estórias com as Barbies que eram nossas. Alguém que seja nosso também. 

As minhas queridas Barbies voltaram para o caixote poeirento.... Até que, hipoteticamente, as nossas filhas o voltem a abrir. E eu tinha razão. Elas voltaram a fazer alguém feliz.

#é só estilhe

E Pisca, Pisca

sexta-feira, janeiro 08, 2016


Há muito, muito tempo que eu queria umas pestanas megalómanas. Tipo a cauda de um pavão, estão a ver? Falei com várias amigas sobre o assunto. A maioria disse-me para esquecer. Que não resultava. Que era impossível. E acima de tudo: que era desconfortável. Dada a minha sensibilidade oftalmológica, (nem lentes de contacto consigo usar), achei que a melhor decisão era adiar a experiência e colocá-la na prateleira... Até ao dia em que a minha esteticista me perguntou se eu queria ser sua cobaia. Ou modelo. Ou qualquer coisa entre ambas. Não pensei duas vezes. Apesar dos pudores, das reticências e do medo de perder as minhas pestanas naturais, atirei-me de cabeça, ou melhor, de corpo inteiro.

Primeira confirmação de todas: é DESCONFORTÁVEL. Estive 3 horas de papo p'ró ar, imobilizada em cima de uma marquesa a ouvir o meu estômago grunhir, sem (poder) pestanejar. Segunda confirmação: não é BONITOQuando me vi ao espelho pensei que também me tinham dado um jeitinho ao nariz! As minhas pálpebras estavam tão negras que parecia que eu tinha acabado de fazer uma rinoplastia (oadesivos que me colocaram no rosto para separar as pestanas inferiores das superiores eram de tal forma resistentes que resultaram muito difíceis de remover, daí eu ter ficado com as pálpebras mais escuras). Terceira confirmação: é provável que NÃO RESULTE. Andava eu a pavonear-me por aí com o meu mega pestanão quando me começaram a perguntar se eu estava com uma conjuntivite. BINGO! Reacção alérgica à maldita cola que se usa nestas coisas.



Daí pr'a cá tenho feito tudo o que me recomendaram não fazer... Tenho esfregado os olhos a torto e a direito (e até já as tentei arrancar com os dedos). Tenho usado desmaquilhantes e cremes com (muito) óleo. Tenho penteado as pestanas como quem penteia a crina de um cavalo... Tudo para ver se as ditas cujas caem. Os olhos já estão menos inflamados, mas ainda assim, não me livrei do "ar de ganzada" na festa da passagem de ano. As coisas que uma mulher faz em nome da beleza... As pestanas que restam estão completamente desorientadas. Umas estão na margem sul, outras no Terreiro do Paço, e algumas semi-afundadas no Tejo. Foi bom enquanto durou, mas mais valia eu ter ficado quietinha. 

#a vida aos 30

Será que precisamos assim tanto da sorte?

quinta-feira, janeiro 07, 2016

As pessoas continuam a ficar caladas quando eu lhes espeto na cara que me despedi. [é uma experiência sociológica muito interessante confrontar o povo, o mesmo povo que diz que isto está mal, e que há crise, com esse facto]. O silêncio prolonga-se, ad eternum, quando eu digo que tinha um "emprego p'ra vida". Isto é, era efectiva. Mas não era feliz. De que é que me servia um "emprego p'ra vida" se eu não tinha vontade de (a) viver?

A malograda relação que tive com os meus chefes, e com algumas colegas de trabalho, acelerou a minha decisão. Quando não trabalhamos com pessoas que nos levantam para cima, permanecer no mesmo buraco é uma parvoíce. Eu gosto muito de gente que me "enche o copo", como diz o André Leonardo. Não sei se na Terceira, as pessoas estão preparadas para "encher, (realmente), os copos dos outros". Talvez estejam mais preocupadas em encher o delas. Talvez.

Há por aí umas bocas santas, que não me incomodam nada, mas que gostam muito de falar da vida dos outros. Da sorte que os "outros" tiveram. Eu acho que nesta vida nós precisamos bem mais de coragem. Existem poucas coisas sobre as quais não temos responsabilidade, mas irmos atrás do que querermos, não é certamente uma questão de sorte. É uma questão de atitude. E, as atitudes saudáveis, estão pelas ruas da amargura.  

Eu insisto muito em contar esta estória porque ela faz parte de um passado recente da minha vida. Está muito viva. Está muito presente. Mas não só. Acho que é importante dizermos às pessoas que por vezes, aquilo que nos dá mais medo, é aquilo que precisa de ser feito. Faz sentido? E já agora, não contem com a sorte. Sorte é sair de casa sem guarda-chuva e não chover... O que raramente acontece nos Açores.

#é só estilhe

Ter boa imagem não é só seguir a moda

terça-feira, janeiro 05, 2016



Antes de 2015 acabar tive a oportunidade de dar uma entrevista ao Diário Insular sobre o trabalho de coaching de imagem que desenvolvo em parceria com as clínicas Mythos, em Angra e na Praia. Espero que gostem!

DI: Como define o conceito de consultoria de imagem? A consultoria de imagem, ou o coaching de imagem, é um processo que consiste no alinhamento da imagem de um individuo com a sua respectiva personalidade e com o meio envolvente onde está inserido.

DI: Que importância tem a imagem na sociedade actual? A imagem é uma ferramenta de marketing pessoal com muito poder. Não é à toa que se diz “que uma imagem vale mais do que mil palavras”. A sociedade em que vivemos é uma sociedade visual, continuamos a julgar o próximo pela imagem. As redes sociais também tem uma quota parte de responsabilidade. Somos incitados a expôr-nos cada vez mais. Desengane-se quem pensa que a imagem é um conceito passivo... Que existe apenas na mente do nosso interlocutor e que não depende de nós. A imagem é o resultado das nossas acções e é justamente por causa disso que pode e deve ser gerenciada. Os políticos têm consultores de imagem. Os futebolistas têm consultores de imagem. Os grandes empresários e os grandes executivos também. A imagem é fundamental para o sucesso e o êxito a título individual.

DI: E que importância lhe devemos atribuir? Devemos assegurar-nos de que ela joga a nosso favor, mas não devemos ser seus escravos. Tudo na vida requer equilíbrio. Não sou apologista de fundamentalismos.

DI: O que deve valer mais na imagem de uma mulher, a moda ou o que respeita o seu tipo de corpo e características de rosto e tom de pele? Sem dúvida o que respeita o tipo de corpo e as características de rosto e tom de pele. Todos nós já caímos no erro de adoptar tendências que não nos são favorecedoras. É normal. Há uma certa ideia de que para se ter uma boa imagem tem de se usar o que é o último grito de moda, mas não é verdade. Gostamos de copiar o que vemos os famosos usar, mas o que resulta bem numa pessoa pode não resultar em nós. Uma mulher pode estar bem vestida com a roupa da bisavó ou com roupa do chinês. Basta escolher o que a favorece mais e o que dá ênfase às suas melhores características. Normalmente é isso que as pessoas têm mais dificuldade em identificar, os seus pontos fortes.

DI: Onde desenvolve o seu serviço de consultoria de imagem? Actualmente os meus serviços de consultoria/coaching de imagem estão disponíveis nas clínicas Mythos Care, em Angra do Heroísmo e na Praia da Vitória.

DI: Quais são as tendências que se devem seguir no próximo ano?O próximo ano será certamente um ano rico em fusão de estilos. A influência dos anos 70 continuará a notar-se. Há um regresso ao espirito livre. Franjas, couro, camurça, flores, bordados, gangas, patchwork, rendas, tudo será tendência. O artesanal ganha destaque. Por outro lado, o vintage, reconhecido através das cinturas bem marcadas, dos detalhes florais e das saias com volume abaixo do joelho continua a ser uma aposta segura. Os top-cropped, os vestidos camisa (chemisiers), as calças clochard (cintura alta e pregas abaixo do cós) e as culotes (bermudas) serão as peças-chave. Pretende-se recuperar a imagem da mulher feminina e delicada de uma forma despretensiosa.

DI: O que faz para si uma mulher bonita? A confiança que emana. A convicção com que vive. A elegância na forma como trata os outros. E a energia positiva e inspiradora que transmite a quem a rodeia. Apesar dos acessórios e dos recursos que temos à nossa disposição hoje em dia, a beleza será sempre algo mais do que aquilo que vestimos.

 DI: Que passos existem no processo de consultoria de imagem? É importante clarificar o público sobre as diferenças de métodos de trabalho que se podem encontrar quando se recorre a serviços nesta área. Os consultores tendem a seguir os modelos de análise sobre os quais trabalharam ao longo da sua formação. Eu fiz o meu curso de Assessoria de Imagem e Personal Shopper em Espanha. Trabalhei ainda como Assistente de Guarda-Roupa na TVI e passei os últimos 3 anos numa loja de lingerie. Trabalhar numa loja, dirigida ao público feminino, é fundamental para entender um pouco mais as mulheres. A consultoria de imagem começa sempre por um Diagnóstico de Estilo. É quase uma ida ao psicólogo. Temos de perceber em que ponto é que a cliente está. Qual a consciência que têm de si mesma e da sua própria imagem. Nesta primeira consulta costumo tirar medidas (que me ajudam a definir o formato do corpo) e colocá-los em frente ao espelho. Obrigo-os a enfrentarem-se, uma coisa que muita gente não gosta de fazer. A partir daí realizo um Estudo do Biótipo, formato do corpo, e com o que já temos em mãos podemos passar à Definição do Dress Code Pessoal, ou seja, elaboro uma espécie de livro de estilo sobre o que é ou não adequado à cliente. No final do processo sugiro uma Proposta de Estilo Vestimentar, tendo em conta as características pessoais, o biótipo e o dress code mais adequado. Isto é, depois de termos aprendido bem a teoria, podemos “brincar” com o que temos.

DI: Quais são as peças chave que recomenda às mulheres? Toda a mulher tem de ter obrigatoriamente um blazer e um vestido (o vestido não tem necessariamente de ser preto, mas se for, melhor). Essas duas peças são fundamentais em qualquer guarda-roupa. 

#a vida aos 30

O regresso à penitência

terça-feira, janeiro 05, 2016

Depois de ter (re)começado ontem os treinos, a única (boa) notícia que pode atenuar as dores do corpo que eu sinto é o facto, importantíssimo, de Portugal voltar a ter (mais) feriados religiosos. Nem imaginam como estou contente! Um sincero obrigada ao Costa por restituir alguma dignidade à malta que anda ajoelhada por aí, (nos colchões da vida), em sinal de penitência.

O (re)começo foi doloroso. Movimentar 85 quilos de formosura com a elegância (e a agilidade) de uma gazela não é nada fácil. Às duas por três só me apetecia vomitar. O coração. Fiquei tonta, tonta, tontinha, estirada no colchão, (lá está), a ver os meus colegas de aula dançar a Macarena, versão transe, à minha volta... Até que o sangue subiu novamente ao sítio aonde devia estar.

Enquanto recuperava o fôlego fiz as maiores promessas de vida que uma pessoa pode fazer: "eu não como mais pizza, eu não como mais doces, eu não como mais fritos, eu faço greve de fome vitalícia só para não passar por isto". O desespero atropelou-me. E a falta de oxigénio também. Senti-me (bastante) frustrada com a minha forma física. Parecia uma tartaruga, em agonia, de papo pr'ó ar a tentar virar-se. Foi um pesadelo. 

Quando a aula terminou voltei a casa de rastos, física e psicologicamente. Porque raio é que não sou como aquelas criaturas saudáveizinhas que adoram fazer exercício físico?! Tenho de fazer hipnose para descobrir porquê. Se eu chegar ao Verão com um duo pack, é uma maravilha... Já nem digo six pack, isso seria impensável. Mas posso pelo menos sonhar com uma cinturinha mais afunilada que divida, bem na linha do equador, o mono pack que eu acumulei durante este tempo todo em que não fiz mais nada senão pensar na vida.

Também é bom pensarmos na vida, é. Mas aconselho-vos, vivamente, que pensem em movimento. É mais ou menos o mesmo que se passa com os telemóveis. Vocês podem mexer-se enquanto atendem chamadas, certo? Então não parem! Se não, quando se virem ajoelhados, num colchão qualquer, arrepender-se-ao amargamente por terem parado. 

#experiencias

Passatempo Faz Acontecer - Esfera dos Livros

segunda-feira, janeiro 04, 2016


Lembram-se de eu ter entrevistado o André Leonardo? O rapaz açoriano que andou a percorrer o mundo à procura de pessoas inspiradoras? Agora chegou a vez de serem vocês a sentirem inspirados pelas estórias do André! Em parceria com a Esfera dos Livros, tenho um exemplar do livro "Faz Acontecer" para oferecer a um(a) leitor(a) do blogue! Para se habilitarem a ganhar este fabuloso prémio só têm de: 1) serem fãs da página de facebook do blogue CCSTYLEBOOK2) preencherem correctamente o formulário seguinte:



O passatempo é válido até ao próximo dia 10 de Janeiro, em todo o território nacional. O vencedor será escolhido aleatoriamente através do random.org. e não serão consideradas participações repetidas. Boa sorte! 

#a vida aos 30

Isto promete

segunda-feira, janeiro 04, 2016


Não tive pena nenhuma que 2015 se fosse embora. Para algumas criaturas do planeta terra até pode ter sido um ano estupendo, mas para a maioria das pessoas que eu conheço foi um ano intragável. Foi tão intragável que na festa da passagem de ano eu decidi ficar sóbria só para ter a certeza de que ele se ia realmente embora. Não quis correr riscos. A ocasião pedia que eu estivesse na posse de todas as minhas faculdades mentais (pelo menos das que restaram). Foi um ano (bem) filho da p#t@! 

Foi um ano rocambolesco. Feito de mudanças naturais. (NOT). Muita gente se casou. Muita gente decidiu juntar os trapinhos. Muita gente mudou de casa. E de país. Alguns mudaram de emprego. Outros tiveram filhos. Vários filhos. Eu só me despedi, acabei o namoro e voltei a viver com os meus pais... numa ilha. PEQUENA. Foi coisa pouca. Sou uma espécie de Robinson Crusoe da vida moderna. Estou a aguentar-me bem. MENTIRA. Mentira. Mentira. Mentira.

ESTAVA a aguentar-me bem. Estava. Muito por causa das drogas milagrosas que andava a tomar. As mesmas que transformaram o meu metabolismo no de um rinoceronte. Foi por isso que decidi que depois de um ano no País das Maravilhas era tempo de começar o desmame... Eu não fiz muita força para que de facto isso acontecesse, por mim continuava a drogar-me, mas o meu futuro personal trainer aconselhou-me a fazê-lo lentamente. É verdade, hoje, retomo os treinos. Os desportivos, claro. Relativamente aos outros continuamos na Terra do Nunca. LMAO!

Desde que reduzi a medicação que as coisas têm corrido dentro da normalidade. Não mordi nem atropelei ninguém. Não rosnei. Nem ladrei. Até tive vontade de ladrar. Aos meus pais. Mas tentei controlar os meus instintos naturais (com as drogas isto era tão mais fácil!). A verdade é que começo a sentir a necessidade de umas férias longe deles. Até podem ser na Terceira, eu não me importo, mas não debaixo do mesmo tecto. Eles são uns doces, agri-doces na realidade, mas não são de todo a companhia mais recomendável quando se tem um problema de ansiedade profundo como eu tenho.

Espero que as notícias que vos deixei, tão auspiciosas, tenham, de facto, alegrado a vossa segunda-feira. A segunda-feira do regresso à realidade. Sem facilitadores. Da vossa Bridget Jones do norte do atlântico.

#a jornalista

Especial Terceira Dimensão - Azores TV (Nuno Moreira)

domingo, janeiro 03, 2016


No primeiro programa de 2016 decidi falar de fitness. Convidei o Nuno Moreira, um jovem empreendedor da Terceira que tem conseguido "arrancar" de casa (e do sofá) alguns terceirenses. Os programas de exercício físico do Nuno são desenhados para toda a família. Durante a nossa conversa, fiquei a saber que nos Açores a taxa de obesidade infantil ronda os 83%, uma realidade assustadora que precisa de ser rapidamente invertida. Nas mãos do Nuno tenho a certeza de que ficam bem entregues. 

Azores TV é um órgão de comunicação social dos Açores, sediado na ilha Terceira. Podem acompanhar a produção diária através do facebook, ou através do canal da MEO 124432. Marcamos encontro no próximo Domingo! Até lá, não se esqueçam de se mexerem!