O regresso à penitência

terça-feira, janeiro 05, 2016

Depois de ter (re)começado ontem os treinos, a única (boa) notícia que pode atenuar as dores do corpo que eu sinto é o facto, importantíssimo, de Portugal voltar a ter (mais) feriados religiosos. Nem imaginam como estou contente! Um sincero obrigada ao Costa por restituir alguma dignidade à malta que anda ajoelhada por aí, (nos colchões da vida), em sinal de penitência.

O (re)começo foi doloroso. Movimentar 85 quilos de formosura com a elegância (e a agilidade) de uma gazela não é nada fácil. Às duas por três só me apetecia vomitar. O coração. Fiquei tonta, tonta, tontinha, estirada no colchão, (lá está), a ver os meus colegas de aula dançar a Macarena, versão transe, à minha volta... Até que o sangue subiu novamente ao sítio aonde devia estar.

Enquanto recuperava o fôlego fiz as maiores promessas de vida que uma pessoa pode fazer: "eu não como mais pizza, eu não como mais doces, eu não como mais fritos, eu faço greve de fome vitalícia só para não passar por isto". O desespero atropelou-me. E a falta de oxigénio também. Senti-me (bastante) frustrada com a minha forma física. Parecia uma tartaruga, em agonia, de papo pr'ó ar a tentar virar-se. Foi um pesadelo. 

Quando a aula terminou voltei a casa de rastos, física e psicologicamente. Porque raio é que não sou como aquelas criaturas saudáveizinhas que adoram fazer exercício físico?! Tenho de fazer hipnose para descobrir porquê. Se eu chegar ao Verão com um duo pack, é uma maravilha... Já nem digo six pack, isso seria impensável. Mas posso pelo menos sonhar com uma cinturinha mais afunilada que divida, bem na linha do equador, o mono pack que eu acumulei durante este tempo todo em que não fiz mais nada senão pensar na vida.

Também é bom pensarmos na vida, é. Mas aconselho-vos, vivamente, que pensem em movimento. É mais ou menos o mesmo que se passa com os telemóveis. Vocês podem mexer-se enquanto atendem chamadas, certo? Então não parem! Se não, quando se virem ajoelhados, num colchão qualquer, arrepender-se-ao amargamente por terem parado. 

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