#estórias

Contas de Abril

quarta-feira, abril 26, 2017

De repente, a conta, parecia fácil. 2010-2017. Sete. Sete anos de blogue. Fiquei surpreendida. Juro-vos. Sabia que eram alguns. Não imaginava que eram tantos. Conto mais os últimos. Aqueles em que a escrita se tornou um grito no meio do caos (existencialista) em que mergulhei. Sete que são mais ou menos três ou quatro. Ainda que o inicio tenha sido pouco sério - e meio que a brincar - a verdade é que a forma como brincamos diz muito sobre nós. Tal como estes sete, mesmo os primeiros, dizem muito sobre mim. [mas não tudo, obviamente]. 

A escrita é-me muito mais próxima quando é dolorosa. Escrevo muito mais quando estou triste. Ou zangada. (a zanga também é uma forma de estar triste). Funcionalismos artísticos - e internos - estranhos. Não tenho escrito. É verdade. Desta vez, zanguei-me com as palavras. Será possível? Alguém gostar tanto de escrever... e não querer saber mais da escrita. Sim. Tudo é possível. As palavras não valem nada. Esse é que o problema. As palavras, perante determinadas situações, não valem mesmo nada. Por mais que a gente lhe queira dar a volta - e um final feliz - a vida é o que é. E às vezes, a frequência dos momentos em que nos faltam, justamente, as palavras, torna-se tão elevada que não há nada que se possa dizer - ou escrever - para melhorar o que carece de adjectivação. "Se não podes curar, consola". Era tão bom que as palavras o pudessem fazer.

É esta inutilidade - quase impotência - da escrita com a qual ando às voltas. E com a sua falsa liberdade. Também. A escrita sempre me devolveu a sensação de ser livre, mas ultimamente tem sido mais uma corrente que um voo. Este Abril de que tantos falam, que tantos proclamam e que tantos não assumem, continua a ser uma ficção. Fala-se muito de liberdade mas ninguém tem a coragem de deixar os outros livres - tal como eles o desejam ser. Continua a fazer-me confusão. Os cravos vermelhos nos feeds das redes sociais. São 43 anos a tentá-lo pôr em prática e ainda não fomos lá muito bem sucedidos. A liberdade a que sou devota é a liberdade da escolha. A liberdade de deixar os outros escolherem mesmo que para nós o que eles escolham pareça pouco auspicioso, e aos nossos olhos, errado. Ninguém o faz sem atirar umas pedras para agitar as águas do charco. Nem mesmo eu. (mas estou a tentar melhorar).

Estranho... não é? Como os números ganharam uma dimensão tão importante face às palavras. Como a vida muda. E se transforma. Acho que nunca abandonarei a escrita definitivamente, (até porque ela é o meu objecto de trabalho), mas - sinceramente - não esperava amar os números, tanto, como os amo hoje. Contas fáceis. À primeira vista. E ao longe. De fora. Só eu sei o quanto custam ser feitas. Hoje. 28 do 4 de 2017 são 33. E não. Não é ficção. Caramba. Fiquei surpreendida. (outra vez). Juro-vos.

assessoria de imagem

O armário tem de ser nosso amigo

segunda-feira, abril 24, 2017



Hoje partilho convosco uma reportagem sobre o workshop que dei em parceria com a marca de wellness MYTHOS, no Hotel do Caracol, em Angra do Heroísmo, Terceira.

"Segura", "confiante", "sexy"... Várias mulheres lêem as palavras que escreveram num papel e que sintetizam o que gostariam que a sua imagem transmitisse. Participam num workshop sobre como criar um guarda-roupa funcional. "O nosso armário tem de ser o nosso amigo e tem de ser compatível com a nossa vida agora", resume Cátia Carvalho, a assessora de imagem que ministrou um workshop que se realizou, a nove deste mês, em Angra do Heroísmo. Cátia Carvalho, que tem um percurso também como consultora numa loja de lingerie em Lisboa e que já desempenhou funções de assistente de guarda-roupa na TVI, explicou no workshop as regras de ouro que permitem estar sempre bem... Até com cerca de 30 peças por estação.

"Menos é mais", diz a assessora de imagem. "Se tivermos menos coisas vamos saber geri-las melhor. Algo que recomendo sempre é fazer uma lista antes de ir às compras. Devemos olhar para as nossas roupas e perceber o que nos faz, de facto, falta. Assim, evitamos as compras por impulso, que raramente correm bem", acrescenta. No entanto, Cátia Carvalho não é completamente contra seguir os instintos na altura de comprar. "As compras por impulso podem acontecer, mas tem de ser uma paixão completa. Se já tenho dúvidas sobre a peça ainda na loja, devo deixá-la lá", recomenda.

Outra regra de ouro passa por colocar algumas questões antes de puxar da carteira. "Uma coisa essencial é o fitting. Assenta-me bem? Outra é se precisamos daquela peça e outra ainda se existe uma boa relação qualidade-preço. Também importante é questionarmo-nos sobre se temos três soluções para conjugar com essa peça. Ter peças que vão bem umas com as outras é uma das chaves para um guarda-roupa funcional", afirma. 

A assessora também deixa claro que não se deve gerir a imagem em torno de eventos. "Precisamos de roupa para o dia-a-dia, não para festas. Quando estas surgem, podemos fazer uma compra ou então até olhar para o que já temos", resume. Quanto às peças-chave para um "closet" que poupa tempo e dinheiro, estas passam pela intemporal gabardine "bonita agora ou daqui a 60 anos", pelas também sempre charmosas pérolas, pelo blazer, pelas calças de ganga ou pela camisa branca. Peças mais na moda como um kimono ou umas sapatilhas também podem ser incluídas. Depois, é claro, cada caso é um caso.

A assessoria de imagem escolhe as cores e as peças que mais se adequam a cada pessoa e a cada estilo de vida. O workshop foi promovido pela MYTHOS, que disponibiliza, com Cátia Carvalho, esse serviço.

Se quiserem saber mais sobre este tema - e o que penso dele - convido-vos a visitar outros posts, Consultoria de Imagem: o mito urbano; Ter boa Imagem não é só seguir a Moda; Aprendam isto meninas: o Estilo é um TodoAdaptar, Adaptar, Adaptar e Deixar de... Voltar a. Para qualquer assunto ou questão relacionados com os serviços de imagem, podem (e devem) enviar um email para CC@CCSTYLEBOOK.COM. #modadedentroparafora, sempre!

à escolha do freguês

À escolha do freguês

quinta-feira, abril 20, 2017


Eu não costumo revelar, espontaneamente, que tenho um blogue... mas, digamos que nos últimos tempos, foi difícil contornar esse detalhe. As pessoas que não conhecem o CC perguntam-me sobre o que é que ele é. Também não lhes costumo responder. O CC é um blogue sem categoria(s). E um bocadinho de tudo aquilo que sou. É um blogue sobre mim, não sendo tudo sobre mim. Não tenho escrito ultimamente porque não me tem apetecido. A escrita, para quem a aprecia, e a precisa, é mais ou menos como um café. Tem um timing certo. (e ultimamente a cafeína não é muito recomendada). Portanto, enquanto estou de licença sabática, deixo-vos uma reunião de vários posts para que não sintam muitas saudades das minhas crónicas. Um por dia não sabem o bem que vos fazia. Boas leituras!





Sobre generalidades: 2017; 2006 vs 2016; Social Media Detox; Sim, Aceito; Amigos Improváveis; Mulher que não sabe o quer, Boa Cliente não é; Isto já não È o que Era; Mon Petit Chou; Helena Isabel;  

Se por acaso revisitarem alguns, digam-me quais foram.
Vou gostar muito de saber.

adaptar a imagem pessoal

Deixar de... voltar a

quinta-feira, abril 06, 2017


Acredito que a vida, é muito do que acontece, entre estas duas balizas. Todos nós, homens e mulheres, (mas mais mulheres), nos debatemos com a culpa do que deixámos de fazer e com o medo de o voltarmos a fazer. Digo "mais mulheres" porque acredito no pragmatismo dos homens... se bem que eles também já foram mais simples.

Outro dia, e sobre o próximo workshop que vou dar, falava com uma pessoa sobre as dificuldades com que me debato para retomar rotinas ou para voltar a fazer coisas que, antes, não precisavam de 5 planos de backup para serem executadas. As transições obrigam sempre a adaptações. Essas adaptações aplicam-se também à roupa e à imagem. Falei-lhe de como tudo mudou. De como me é difícil suportar soutiens e peças apertadas. De como mudei de números. De como me viciei em ténis e me esqueci de sapatos. De como me apetece andar sempre de fato de treino ou de pijamas. E de como, me esforço, pouco, para mudar isso. 

As circunstâncias ditaram a mudança. Depois de um ano no hospital, sempre de pijama, e com cateteres próximos do peito, os soutiens deixaram de ser confortáveis. As injecções que levo diariamente na zona abdominal não se dão muito bem com roupas rígidas, apertadas. (ainda não uso calças de ganga, nem sei quando vou ter coragem para me enfiar dentro de umas). Os ténis passaram a ser o calçado mais seguro que podia usar. Pelo facto de andar com poucas plaquetas, evitar as quedas era fundamental. Ainda hoje não uso saltos. Nem sequer rímel ponho com medo que me caiam as pestanas. Eu sei que tudo passará. Mas tudo... tem o seu tempo. E existem processos que não podem, nem devem, ser acelerados.

E essa pessoa ao ouvir-me partilhou comigo a sua estória. Ela também teve que passar algum tempo hospitalizada e quando saiu do hospital viu-se obrigada a ter que fazer fisioterapia durante um período. Só podia usar ténis ou sapatos ortopédicos porque não tinha sensibilidade nos pés. E ainda que isso tudo lhe condicionasse, em certa medida, a sua vida ela não quis interromper os estudos académicos. Então, era uma aventura escolher roupa de manhã que lhe permitisse ir relativamente confortável para a universidade e que pudesse ser adaptada aos exercícios da terapia ao final do dia. E o mais engraçado foi quando ela me disse que a primeira vez que vestiu umas calças de ganga, ao fim de muito tempo, só queria chorar de desconforto. Mas, insistiu, como insistiu no resto.

Ao fim de uns meses naquilo, a prima casou-se e ela, ainda a medo, calçou uns saltos. Quem a viu chamou-lhe nomes. "Então, és louca, descalça já isso". Mas ela não o fez. Não lhes deu ouvidos. Era o coroar de muito esforço e de uma confiança e coragem perdidas. É por isso que a roupa é mais do que aquilo que aparenta ser. E não interessa nada se os sapatos ficavam bem, ou não, com o vestido. O que interessa é o que eles estavam lá a fazer. E estavam a fazer muito. Lembrem-se disso. Sempre.

Portanto, não se esqueçam da moda enquanto ferramenta. Não a ignorem porque ela pode dar-vos sinais de coisas que não estão bem e que precisam ser restauradas. Mas não a confundam nem a interpretem mal. Ela é mais do que aquilo que é. Sem dúvida. (as inscrições para o workshop estão a fechar, não percam a oportunidade de falar comigo sobre isto e muito mais, enviem email para CC@CCSTYLEBOOK.COM).

adaptar

Adaptar, adaptar, adaptar

terça-feira, abril 04, 2017


Nós engordamos. E emagrecemos também. Perdemos formas. Ganhamos formas. Perdemos, até, mais coisas... às vezes. Cabelo. Auto-estima. Serenidade. Criatividade. Não deixamos de ser quem somos, mas... não conseguimos ser o que poderíamos ser no nosso expoente máximo. A vida é cheia de partidas. É um percurso acidentado e, tal como ela, é normal que a nossa imagem não reflicta um rosto - e um corpo - lineares. Isso parece-me ser a melhor mensagem em relação à nossa imagem: nunca será estanque... e - verdade das verdades - nunca será perfeita.

Há que assumir, sem constrangimentos, que todos nós temos períodos menos bons nas nossas vidas. Tanto quanto há que assumir que todos nós já cometemos erros ao vestirmo-nos. A boa notícia é: desistam de se frustrarem. Os erros vão continuar a existir e fazem parte da(s) tentativa(s). Assim como vão continuar a existir os dias do pijama, do fato treino cheio de nódoas de lixívia, ou das leggings versão fitness-farda. As mulheres - e os homens - são humanos, então é bom que comecemos a olhar para ambos como tal. Como alguém que num dia até certou nas peças que conjugou e no outro a seguir errou em quase tudo. Nunca li a moda nem a imagem como disciplinas rígidas - para mim elas não fazem sentido se não forem para ajudar, (ou assessorar), as pessoas a reinventarem-se. 

Reinvenção. É nisto que acredito que se resume grande parte do que andamos p'raqui a fazer. Esta ideia do sermos coerentes - e imaculados - é uma grande chatice. (nem a Carrie Bradshaw partilhava dela). E é acima de tudo uma atitude castradora. Podemos, e devemos, viver as diferentes esferas da nossa vida de uma forma sincera, porque como eu costumo dizer, o que não é sincero... não é elegante. 

Temos de aceitar as fases menos boas e menos criativas como uma parte de nós. Ninguém é perfeito. E ninguém se veste, todos os dias, harmoniosamente. Mesmo que vista, uma coisa não é sinónimo da outra. Preocupa-me um bocadinho que as pessoas interpretem mal "moda" e "imagem". Bom... mal interpretadas são todos os dias, mas não é a isso que me refiro. Refiro-me a quem percebe essas duas palavras sem lhes associar conteúdo. Todos os criadores de moda perdem horas a criar conceitos. Cada colecção é uma obra. A expressão artística é um pensamento intelectual e é por isso que é importante colocar as pessoas a pensarem ao invés de comprarem. (embora a moda acabe por fazer as duas coisas).

Não estamos, nem somos, perfeitos todos os dias. E isso é mais do que normal. Estranho seria se não o fosse. É por isso que continuo a dizer o que sempre disse: o segredo é, tentar, pelo menos, adaptar. 

Adaptar o que (nos) for possível. 
E seguir em frente. Conforme se puder.

assessoria de imagem

Consultoria de imagem: o mito urbano

segunda-feira, abril 03, 2017


O meu interesse pela área da moda - e da imagem - (só) ganhou relevância depois da faculdade. Foi na altura em que me mudei, por questões profissionais, para Espanha, (2007), que decidi investir nessa área de formação. 10 anos atrás. (como o tempo passa). O que me agradava na oferta formativa estrangeira era a associação entre moda e comunicação - terreno ainda verde em Portugal - e foi essa a principal razão pela qual decidi investir no savoir-faire de nuestros hermanos

Ao contrário da maioria das pessoas com apetite pela consultoria de imagem, o meu objectivo nunca foi o de trabalhar com clientes particulares. Não sinto que seja a minha maior vocação - e quanto a isso prefiro ser honesta - e sinceramente, o prazer que esse tipo de serviços dá não me diz muito. Muitos jovens - e alguns adultos também - têm tendência a dourar um bocadinho as aparências mais do aquilo que elas realmente são. Trabalhar em moda é andar, constantemente, numa montanha russa... mas não é só isso. Considero a consultoria de imagem - ou assessoria - prefiro este último nome, um processo bastante introspectivo, e portanto quem o faz, quer seja cliente, quer seja prestador, deve levá-lo a sério. 

Eu considero a imagem importante... mas não a considero fun-da-men-tal e talvez seja isso o que não me faz comprometer-me mais. Portanto todas as ferramentas e especializações que fui adquirindo ao longo do tempo foram postas ao serviço dos vários projectos de que fiz parte. Para mim as coisas fazem sentido em conjunto e não isoladas, mas isto é apenas o ponto de vista que serve os meus propósitos. Estou certa que outras pessoas - e profissionais - pensarão de forma diferente. Agora, acho que ao fim de alguns anos no mercado de trabalho, e nestas áreas em concreto, estou habilitada a tecer alguns comentários sobre aquilo que eu acho que se passa no mundo da moda e da imagem. Primeiro, Portugal é um país fantástico em muita coisa, mas... não tem a escala dos outros. Essa diferença toponímica é capaz de ter influência nas profissões que se escolhem. 

Segundo, a consultoria de imagem não é uma profissão da qual possam retirar o vosso rendimento principal. (pode acontecer se for a única profissão que têm). Não é um bem nem um serviço de primeira necessidade, e isso já diz muito da rentabilidade que tem nos dias que correm. É uma profissão moderna, onde poucos se destacam e que alguns têm a sorte de ter como ocupação principal. Terceiro, caiu-se no erro gigante de vender sonhos, e insuflar egos, sem se falar das dificuldades. Com a democratização da moda, o aparecimento dos trend-setters - formadores de opinião e bloguers - muita gente começou a reclamar para si estatutos que antes só eram atribuídos a uma classe exclusiva de pessoas. Ora bem, esse turning point só veio credibilizar - ou descredibilizar - o trabalho de quem realmente tem algo (de útil) a dizer. Para além de todas essas zonas cinzentas em que aparece envolta, a consultoria de imagem é uma área sem lei e sem regras. Tanto se dá formação sobre imagem nas escolas de moda como se dá nas escolas de cabeleireiro. Não me parece mau que isso aconteça. Parece-me mau que as pessoas não saibam nem percebam a diferença.

Quarto. Nós nunca seremos bons em nada sem (muito) trabalho de campo. Leia-se experiência. Nunca confie num consultor de imagem se ele não tiver experiência concreta no terreno. Querem exemplos? Eu dou. É óbvio que as pessoas podem ter mais ou menos sensibilidade para a moda. Acesso a formação todos têm. Ou podem ter. Mas... e experiência? Métodos de trabalho? Isso pesa muito mais do que a aparência, o look ou o estilo da pessoa a quem escolhe pagar para melhorar a sua imagem. Eu diria que ninguém é bom consultor se não confrontar a sua ou o seu cliente com o espelho. Isto significa ir deep down. Partir desse princípio é fundamental. Pode soar a cliché, mas... as pessoas, sem roupas, revelam-se. Foi sempre assim. Quando trabalhei como assistente de guarda-roupa num canal de televisão e quando trabalhei como consultora de lingerie. É por isso que acredito - e defendo - a moda... de dentro pra fora. E não o contrário.

Quinto e último, o marketing, a venda e os mal-entendidos à volta da imagem e dos serviços que os consultores oferecem. A consultoria não é um makeover e um makeover não é consultoria. São coisas diferentes. Quantas e quantas clientes já não fizeram um makeover nas mãos de alguém e voltaram ao que eram? Um makeover todos nós podemos fazer: basta vestirmos algo diferente do habitual, sentarmo-nos no cabeleireiro e maquilharmo-nos no final. Isso não é consultoria de imagem. Isso é um serviço que sempre existiu nos espaços comerciais preparados para o efeito. A consultoria de imagem é um processo - demorado em alguns casos - e só faz sentido se a cliente for educada para mudar e para romper com aquilo que está a prejudicar a sua imagem. É à conta disto que eu também acho que uma parte das pessoas que recorrem aos serviços de imagem se decepcionam com eles. 

Como eu costumo dizer - e há muita gente que não me leva a sério - uma mulher pode estar bem vestida mesmo com roupa do chinês. Vestir bem não é vestir bom. Não é essa a minha opinião. Vestir bem é um jogo de criatividade e proporções. Há quem sabe jogar relativamente bem e há quem seja medíocre... mas com treino (e inspiração!) todos conseguem melhorar. É uma questão de prática, exercício e disponibilidade. Não sabe por onde começar? Comece pelo meu workshop sobre guarda-roupas funcionais. Vai adorar ouvir o que eu tenho para lhe contar. Mais informações através do email: CC@CCSTYLEBOOK.COM.

acção de formação

Guarda-roupa funcional: como criar um

domingo, abril 02, 2017



Nós, mulheres, sabotamo-nos em muita coisa - e muitas áreas. A imagem é um exemplo (im)perfeito. A maioria dos erros que se vêem nas ruas têm uma única origem: roupeiros esquizofrénicos e bipolares. O facto da maioria das mulheres não serem criteriosas na hora de escolher - e isso expande-se a outras zonas cinzentas - é um dos obstáculos mais teimosos entre desejos e resultados.

Todas nós desejamos uma imagem harmoniosa. Consegui-la é (quase) uma relação de causa-efeito entre o que se compra e o que se veste (e da forma como se veste). Ao fim de alguns anos de trabalho na área da moda e imagem, acredito muito nisto: as pessoas - e a sua roupa - traduzem, mais ou menos, aquilo que os roupeiros (delas) são. Portanto se o seu roupeiro apresenta dificuldades de auto-gestão, não espere que os seus looks expressem o contrário. Há quem o consiga. Evidentemente que há, mas... o que eu aconselho sempre é: primeiro aprenda as regras para depois poder quebrá-las... em segurança.

A moda, a imagem, e o vestir são exercícios criativos. Se nós associarmos muitas regras ao que é naturalmente espontâneo corremos riscos. No entanto a disciplina é amiga em alguns casos e nas questões da imagem posso afirmar que é uma das melhores. A conservar, portanto. Então qual é a minha sugestão? Sugiro a prática, constante, de dois verbos: triar e seleccionar. Estas duas acções são fundamentais para quem sonha com um roupeiro funcional. Não só são fundamentais, como devem ser omnipresentes, isto é, no momento em que se esquecer de uma delas é bastante provável que cometa um erro.

Back to basics. O importante é construir uma boa edificação. Chamemos-lhe base. E a partir daí ir compondo o que é sólido. Isso é a lógica funcional de um roupeiro saudável. Se você conseguir isso, também terá mais sucesso na construção de relações harmoniosas entre as peças de que é proprietária. (e economizará mais tempo para dedicar as coisas realmente importantes na vida). É tudo uma questão de princípios. Bons. É claro. Por exemplo se há uma peça que está a minar o resto do roupeiro, não hesite em descartá-la. Se já a vestiu várias vezes e não resultou, não volte a ela. Conselho de amiga. Ou profissional. O que interessa é que o leve em conta. Não é por acaso que os especialistas de moda têm apostado cada vez mais na filosofia less is more e nos princípios do minimalismo (nos quais eu acredito). Tendo menos, ou comprando menos, conseguimos gerir melhor. Isso aplica-se tanto à sua vida, no geral, como ao seu roupeiro. 

Prometo partilhar estas, e outras ideias, no workshop de 9 de Abril. Em baixo deixo-vos os 3 blocos de conteúdos que pretendo "esmiuçar". Queria ressalvar que se trata de um workshop prático, sem powerpoints, mas cheio de exemplos hands-on que poderão facilmente ser reproduzidos em casa. O evento decorrerá  no Hotel do Caracol, na ilha Terceira, entre as 15:00 e as 18:00, e podem inscrever-se através do email CC@CCSTYLEBOOK.COM. Vamos começar a arrumar a casa?

Consumo Consciente
- como controlar o impulso na hora de comprar
- como comprar menos e melhor

Roupeiro Cápsula
- o que é e quais são as suas vantagens
- peças-chave nas quais deve investir
- fórmulas criativas para actualizar e coordenar peças

O Jogo das Proporções
- como identificar o seu peso visual
- como tirar partido das peças de roupa
- como disfarçar e enaltecer zonas específicas