Guarda-roupa funcional: como criar um

domingo, abril 02, 2017



Nós, mulheres, sabotamo-nos em muita coisa - e muitas áreas. A imagem é um exemplo (im)perfeito. A maioria dos erros que se vêem nas ruas têm uma única origem: roupeiros esquizofrénicos e bipolares. O facto da maioria das mulheres não serem criteriosas na hora de escolher - e isso expande-se a outras zonas cinzentas - é um dos obstáculos mais teimosos entre desejos e resultados.

Todas nós desejamos uma imagem harmoniosa. Consegui-la é (quase) uma relação de causa-efeito entre o que se compra e o que se veste (e da forma como se veste). Ao fim de alguns anos de trabalho na área da moda e imagem, acredito muito nisto: as pessoas - e a sua roupa - traduzem, mais ou menos, aquilo que os roupeiros (delas) são. Portanto se o seu roupeiro apresenta dificuldades de auto-gestão, não espere que os seus looks expressem o contrário. Há quem o consiga. Evidentemente que há, mas... o que eu aconselho sempre é: primeiro aprenda as regras para depois poder quebrá-las... em segurança.

A moda, a imagem, e o vestir são exercícios criativos. Se nós associarmos muitas regras ao que é naturalmente espontâneo corremos riscos. No entanto a disciplina é amiga em alguns casos e nas questões da imagem posso afirmar que é uma das melhores. A conservar, portanto. Então qual é a minha sugestão? Sugiro a prática, constante, de dois verbos: triar e seleccionar. Estas duas acções são fundamentais para quem sonha com um roupeiro funcional. Não só são fundamentais, como devem ser omnipresentes, isto é, no momento em que se esquecer de uma delas é bastante provável que cometa um erro.

Back to basics. O importante é construir uma boa edificação. Chamemos-lhe base. E a partir daí ir compondo o que é sólido. Isso é a lógica funcional de um roupeiro saudável. Se você conseguir isso, também terá mais sucesso na construção de relações harmoniosas entre as peças de que é proprietária. (e economizará mais tempo para dedicar as coisas realmente importantes na vida). É tudo uma questão de princípios. Bons. É claro. Por exemplo se há uma peça que está a minar o resto do roupeiro, não hesite em descartá-la. Se já a vestiu várias vezes e não resultou, não volte a ela. Conselho de amiga. Ou profissional. O que interessa é que o leve em conta. Não é por acaso que os especialistas de moda têm apostado cada vez mais na filosofia less is more e nos princípios do minimalismo (nos quais eu acredito). Tendo menos, ou comprando menos, conseguimos gerir melhor. Isso aplica-se tanto à sua vida, no geral, como ao seu roupeiro. 

Prometo partilhar estas, e outras ideias, no workshop de 9 de Abril. Em baixo deixo-vos os 3 blocos de conteúdos que pretendo "esmiuçar". Queria ressalvar que se trata de um workshop prático, sem powerpoints, mas cheio de exemplos hands-on que poderão facilmente ser reproduzidos em casa. O evento decorrerá  no Hotel do Caracol, na ilha Terceira, entre as 15:00 e as 18:00, e podem inscrever-se através do email CC@CCSTYLEBOOK.COM. Vamos começar a arrumar a casa?

Consumo Consciente
- como controlar o impulso na hora de comprar
- como comprar menos e melhor

Roupeiro Cápsula
- o que é e quais são as suas vantagens
- peças-chave nas quais deve investir
- fórmulas criativas para actualizar e coordenar peças

O Jogo das Proporções
- como identificar o seu peso visual
- como tirar partido das peças de roupa
- como disfarçar e enaltecer zonas específicas

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