Com Quem Não Casar - Excertos

segunda-feira, maio 22, 2017

Hollywood faz-nos crer que se estivermos profundamente apaixonados por alguém, o casamento com essa pessoa funcionará. Mas, de acordo com a minha experiência, é perfeitamente possível estar profundamente apaixonado por alguém com o qual não é possível ter um casamento de sucesso. [página 11]

Creio que é fácil dizer «Amo-te». Mas será que é fácil viver a palavra «amor»? [página 20]

Se somos todos imperfeitos, não será uma parvoíce esperar comportamentos racionais por parte uns dos outros? Quer dizer, comportamentos conscientemente racionais. Assim que começamos a esperar isso... bem... estamos em sarilhos. [página 26].

Quer queiramos, quer não, os compromissos são algo assustador tanto para os homens, como para as mulheres. E é bom que assim seja. Tomar a decisão de entrar num compromisso vitalício, de passar o resto da vida com uma pessoa, não deve ser decidido levianamente. Casamentos apressados originam arrependimentos longos e tranquilos, por assim dizer. [página 42]

Em qualquer bom casamento é vantajoso ser um bocadinho surda de vez em quando. [página 49].

Para já, a definição de alma gémea implica que só exista uma única pessoa no mundo que pode preencher o seu desejo por uma relação amorosa. Mas existem muitos parceiros prospectivos, cada um com as suas virtudes, e cabe-lhe a si decidir ou discernir qual deles será o melhor parceiro para um casamento, a longo termo. A escolha é sua, nunca esqueça isso. Cabe-lhe a si escolher um marido, de entre as muitas almas gémeas que andam por aí. [página 57].

Já conheci pessoas muito jovens que são surpreendentemente maduras no que toca à sua visão do mundo e às suas acções, disse-lhe eu. Tal como conheço pessoas de meia-idade que se recusam a crescer. Portanto, como sempre, as generalizações são perigosas. (...) O truque, ao procurar parceiro, é lembrar-se de que aqueles (e uso o plural deliberadamente) que manifestam os meus sinais de maturidade serão um bom risco para um casamento. Também uso a palavra risco deliberadamente, porque podemos escolher a pessoa mais madura da vizinhança como cônjuge, e as coisas correrem mal na mesma. [página 277].

E há o segundo principio de Agostinho sobre o perdão: «Nunca [como a maior parte dos pecadores reformados ele gostava de começar as frases com nunca] acredite que a dor que alguém lhe inflige nasceu completamente no seu exterior.» [página 230].

Uma coisa é sentir um friozinho na espinha, outra coisa completamente diferente é arranjar outra mulher que o aqueça. (...) Portanto, mesmo que dê por si apaixonado que nem uma barata, dê tempo ao amor de se provar. (...) Esta é uma das razões pelas quais não apoio a ideia de amor incondicional. Há alturas em que há que impor condições, e esta é uma delas. [página 238].

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