Estranha forma de vida

sexta-feira, maio 05, 2017

Voltámo-nos a encontrar (eu e o senhor com quem já me cruzei - aqui). Reconheci-o, a ele, pelo boné. Da América. E ele, a mim, pela máscara. Acessórios que, com certeza, dizem muito mais que aquilo que escondem. Ainda não (lhe) descodifiquei o brilho que traz no olhar. Não sei se é tristeza. Não sei se é serenidade. É, muito provavelmente, algo entre ambos. Um haja saúde. Recíproco. E uma mão no ar, mais acima da cabeça, enquanto volta a pousar os olhos no chão. Deve ter chegado com a mesma vontade de sair. Como de habitual. Sigamos, então, caminho. Cada um para seu lado. Cada um entregue ao seu destino. P.s - as salas dos hospitais de dia, espalhadas por esse país fora, não são os melhores lugares para ter - nem para marcar - encontros, mas às vezes, só às vezes, aquecem-nos a alma, nem que seja por uns breves segundos intermitentes.

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