World Life Experience - Vamos dar a volta ao Mundo?

quinta-feira, junho 08, 2017


Não posso jurar, a pés juntos, que (todos) os açorianos gostam de viajar. Há quem, efectivamente, nunca tenha saído da(s) ilha(s). Mas, acredito, que viajar faz parte de nós. Do ser humano. Palmilhar chãos que não sejam os nossos é um dos melhores - e mais completos - sistemas educativos que temos à nossa disposição. 

Assim que recebi na inbox do CC o press release sobre a World Life Experience soube logo que queria partilhá-lo com vocês. Apesar do cliché, viajar é, de facto, a única coisa em que gastamos dinheiro... e voltamos mais ricos. (se voltarmos). Sempre gostei muito de o fazer, mas nunca o fiz muito. (ou, pelo menos, o número de vezes que imaginei que o iria fazer). O que aconteceu foi isto: quando tinha tempo, não tinha dinheiro, quando comecei a ter dinheiro, deixei de ter tempo. Ser adulto tem umas obrigações chatas (mas não vou dizer isto muito alto para não assustar ninguém). Devia existir uma lei que obrigasse as pessoas a viajarem mais - todos os anos! (e medidas de apoio que permitissem essa insanidade). Simpático, e solícito, como anda o Costa, quem sabe se não atende às minhas preces...

O World Life Experience é mais ou menos isso. O útil e o agradável combinados. Imaginem poderem usufruir de uma volta ao mundo, em 365 dias, com todas as despesas pagas, um salário mensal extra e a oportunidade, incrível, de partilhar a experiência com um grupo de 12 pessoas. Soa bem, não soa? O evento internacional, WLE, procura 12 pessoas - 6 mulheres e 6 homens entre os 20 e os 35 anos - de todo o mundo para participarem nesta viagem por 40 países nos 5 continentes. Isto significa, que vocês, (se estiverem dentro da faixa etária), podem ser um dos seleccionados. Ou melhor, sortudos. 

Os perfis procurados e adequados à experiência, segundo a WLE, resumem-se a estas palavras chave: experiente, aventureiro, viajado, divertido, voluntário e estudante. As contrapartidas são, como já referi: um salário de 2.500€/mês e todas as despesas pagas. Existem, ainda, 4 pausas de duas semanas durante o ano para cada participante regressar ao seu país de origem. E no local de cada destino, o acompanhamento do grupo é feito, sempre, por um guia local.

Pedro Tinoco, fundador e director executivo da WLE, revelou que este projecto procura, também, promover a responsabilidade social e a diversidade cultural, uma vez que os participantes colaborarão obrigatoriamente com organizações locais de acção social e ONGs - para as quais reverterão donativos. Aliás, doar é um dos pré-requisitos para quem se quiser inscrever como candidato. 

Para se candidatarem terão de efectuar um registo simples no site. Depois de validado, segue-se um questionário para avaliar o perfil do candidato. Ao candidatar-se terão de escolher, entre uma lista de 6 ONGs aquela que gostariam de ver apoiada (esse passo da candidatura implica um fee de 2.5€). A candidatura ronda os 9€. A selecção do grupo é da responsabilidade da delegação portuguesa da empresa internacional e independente, CEGOC, especializada em selecção e recrutamento. Se ficaram com vontade de tentar, não esperem muito para o fazer. As candidaturas só serão aceites até 30 de Junho de 2017. 

Só faltou dizer uma coisinha: a viagem terá inicio em... Lisboa (no próximo dia 15 de Setembro de 2017). Portanto, melhor incentivo do que este para um ano sabático no estrangeiro - ou melhor, no mundo - não há. Não pensem muito, e inscrevam-se. Boa sorte!

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2 comments

  1. Já conhecia, acho fantástico.
    Ano passado, a Sofia, minha sobrinha, pediu um ano sabático à mãe.
    Não se candidatou, apesar da excelente média que tem.
    Seria o ideal para ela, mas nem sequer me lembrei disto.
    Este ano está fora de questão. Vai candidatar-se.
    Beijinho

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    1. Os anos sabáticos são excelentes.
      As pausas ensinam-nos muito Maria. Uma pausa destas, então, nem imagino...
      O meu afilhado também fez uma, entre o secundário e a faculdade. E apoiei-o a 100%. Agora está com vontade de se candidatar ao ensino superior, e eu com vontade que ele prolongue as "férias" apesar dele não ter ficado parado. Decidiu trabalhar. Já viu a madrinha que ele arranjou?! Mais louca que a criança? :P Beijinhos grandes!

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